Entregue o abaixo-assinado para o plebiscito do Tapajós

Foto: Agência Câmara
Presidente Arlindo Chinaglia recebe Dep. Lira Maia (DEM-PA), que conduziu outras 30 Pessoas para entrega de 500 mil assinaturas favoráveis à criação do Estado do Tapajós.

Divisão Territorial. Uma Amazônia com afeições novas.



























Sobre a mesa 500 mil assinaturas para acelerar o plebiscito
A população paraense ainda está dividida quanto à questão. A realidade é que o atual Estado do Pará com seus 1.248.052 Km² de superfície, contendo blocos de cidades eqüidistantes da capital, tem uma perniciosa concentração de renda, que é um dos fatores que contribuem para o atraso geral da cultura, para a falta de saneamento básico e para a ausência de um turismo expressivo, uma vez que há sérias dificuldades de alocação de recursos por todo o Estado. Esta falta de recursos, aliada a uma intensa explosão demográfica, em decorrência dos grandes projetos implantados, não oferece condições de propiciar o atendimento social a populações espraiadas por um imenso território.

Esboçado a realidade dos paraenses, resta indagar o que fazer para mudar esse panorama? Mudar tudo, dirão alguns. Mas, resta saber em que base? Até porque, frases de impacto, feitas por autoridades do governo, de que será dada a largada a investimentos nas áreas menos desenvolvidas, já não surtem efeito, pois essas promessas já vêm de longa data, passando por vários governos, sem que nada aconteça. Acontece que em que pese o povo não acreditar nessas colocações de especialistas de plantão, elas sempre estarão na mídia, através de instituições que vão se sentir prejudicadas, e portanto, seus porta-vozes dirão que não é preciso dividir o Estado, bastando que o atual governo estadual processe as mudanças necessárias nas estruturas da produção agropecuária e na política industrial que passarão a ser direcionadas com mais pujanças para aquelas áreas do Estado. Assim, segundo eles, estradas serão priorizadas e portos serão construídos, resolvendo o problema até do país. A par disso, perguntamos: Com que paradigmas? Essas mudanças serão feitas com eficiência econômica e justiça social? Ou somente com prudência ecológica? Fazemos essas simples perguntas, pois antevemos que sejam lá quais forem às respostas, elas não se coadunam com a heterogeneidade e grandiosidade do território paraense.

Na verdade, o que existe, de fato, para os paraenses - não são descomunais riquezas do sub-solo -, é um extenso território, entrecortado por grandes rios e lagos, igapós e várzeas. O que existe mesmo, são cidades maiores, cujas periferias estão cheias de ruralistas exilados e cujos núcleos urbanos concentram toda a renda estadual, sobrando bolsões de pobreza espalhados por núcleos populacionais descentralizados. O que se observa, hoje, é que passado à fase eufórica de fazer da Amazônia a mais nova fronteira do país, houve o reverso do processo desenvolvimentista, com o inchamento, principalmente, das cidades de Santarém e Marabá, acarretando problemas de toda ordem, que nunca foram solucionados, em que pese às promessas políticas de ser interiorizado o progresso, através da continuidade no processo de desenvolvimento com a implementação dos sistemas infra-estruturais, físicos e sociais.

Portanto, já não é de hoje que o povo do Médio e Baixo-Amazonas está desiludido com promessas vazias, que vêm desde 1853, quando pela primeira vez se propôs a criação da Província do Tapajós. Entende-se que as falácias de ontem se repetem, ou melhor, são as mesmas de hoje, sem base de sustentação e sem certeza para fazer chegar, nessa parte da Amazônia, o desenvolvimento tão esperado. O pior é que as falácias surgem de instituições de classes, genuinamente, paraenses, com sede na capital. Tudo isso, porém, tem uma explicação: essas instituições habituadas à gestão cômoda, sem apresentar nenhum projeto auto-sustentável, não querem perder a força de polarizar a concentração de renda na capital. E assim, temerosas de que as mudanças que possam ocorrer, na economia regional - com a distribuindo eqüitativa da renda, e com o deslocamento de plantas industriais, formando novos distritos produtivos e, conseqüentemente, a intensificação do comércio por toda a região amazônica -, coloquem elas em cheque, quanto à eficiência dos atuais empresários sediados na capital paraense, que se prevalecem, costumeiramente, dos fracassos dos empresários das regiões mais afastadas do grande centro econômico que é Belém.

O certo é que essa modernização e melhoria de qualidade de vida requerida, por exemplo, pela população do Vale do Tapajós, não virá através dos meios convencionais, como possa parecer para aqueles analistas políticos acostumados com utopias e discursos eleitoreiros, mas virá da mesma maneira como veio para os mais novos estados do sul e centro-oeste do país, ou seja, através da vontade do povo, até mesmo de Belém do Pará, pois o povo em geral sente que é assim que se fará justiça, e que assim, todos sairão ganhando.

Depois de tudo o que já ocorreu, no país, a população passou a ser bem informada, entendendo que o modelo de desenvolvimento, implantado pelo regime militar que ainda persiste, atualmente, na democracia, é por demais concentrador de riquezas, nas mãos de poucos, e portanto, salta logo aos olhos de qualquer pessoa, que as populações dos municípios circunscritos no desenho dos estados - incluindo-se aí, o novo Estado do Pará, muito mais aconchegante em território -, só terão a ganhar, porque terão como monitorar as ações dos futuros três governos na exploração das riquezas naturais, com a preservação dos ecossistemas, uma vez que se constituirão em unidades com autonomia para firmar acordos internacionais de investimentos, cooperação técnica e parcerias em pesquisas, e, portanto, tendo vida própria. Assim é que, segundo os cálculos das organizações prol divisão, o novo Estado a ser formado, com o nome de Tapajós, com sede, provavelmente, em Santarém, já nascerá com um PIB maior que R$ 5 bilhões, bem superior que o PIB dos estados de Tocantins, Amapá, Acre e Roraima. Ainda de acordo com esses pré-estudos, que podem ser encontrados no site www.novoestado.com.br, o fundo de participação do Estado (FPE), começará com quase R$ 70 milhões, sem contar as complementaridades que virão do governo federal.

Quanta à crítica de número um, por parte dos contrários ao redesenho territorial - que se radicaliza na construção das instalações para o funcionamento de novos governos, a corrente separatista que vai crescendo aceleradamente, principalmente nos meios estudantis, tece as seguintes considerações: os investimentos para organizar um estado nascente, na formação de instituições, tais como palácio de governo, assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça, Secretarias e todo o aparato político, incluindo deputados federais e senadores -, segundo os cálculos do “pool prol Estado do Tapajós”, que incluem aí faculdades, câmaras municipais e associações comerciais e de logistas das sub-regiões, os investimentos federais para a consecução desses objetivos, não ultrapassam R$ 905 milhões de reais, além de poderem ser reembolsados, em parte, com a receita própria do futuro Estado.

O grande desafio que surge, é banir o medo que tem a população de Belém, e seus arredores, talvez induzida pelas autoridades ameaçadas, em seus esconderijos, e querem dar entender que não restará quase nada para a população do Pará remanescente. Nada disso é verdade, e nisso fazemos coro com os separatistas, visto que não há fundamentação em tal argumento. Ao nosso ver, o desenvolvimento de uma unidade federada não está dependente, diretamente,de sua dimensão territorial, mas sim, da sua força política para captar recursos para administrar, num espaço menor, com eficácia e destreza, e com a vantagem de ter as prefeituras mais perto do centro de decisão, sem perder de vista o acompanhamento dos investimentos, reduzindo assim os desperdícios e conseguindo melhor produtividade, com menor custos, em todos os campos das atividades econômicas. E é isso que, na realidade, vai ocorrer com o Estado do Pará a partir de um território bem menor.

A maior vantagem do futuro e novo Pará reside, fundamentalmente, em já recomeçar com uma população privilegiada, contando com uma malha viária bem estruturada e conectada com o Nordeste e Centro-Oeste do país, possibilitando o surgimento de novas atividades econômicas. Quanto ao Marajó, o Baixo-Tocantins e a região do Nordeste Paraense, cujos municípios, atualmente, são desprovidos de assistência governamental para a implantação de projetos econômicos e sociais, terão reais possibilidades de ter toda atenção do governador voltada para suas prefeituras, em suas linhas de ações. Na verdade, com um território menor, os municípios paraenses, contarão com mais recursos, porque não terão mais a concorrência de Santarém, Marabá e de todos os municípios que comporão os novos territórios. E justamente, por contar com uma cidade que não perderá a capacidade de ser a metrópole da Amazônia, e que tem uma infra-estrutura urbanística invejável, com uma série de atrativos turísticos, sendo bem servida em termos de sistema financeiro e parque industrial, e além disso, com uma significativa produtividade no campo, que o Pará ainda reterá o maior PIB, e ainda contará com mais de R$ 107 milhões em termo de FPE, em seus cofres públicos, e deixará de ter a responsabilidade de investir em 25 municípios a ser cedidos ao Tapajós e outro tanto ao futuro Estado do Carajás. Os setores de educação e saúde, por sua vez, contarão com maiores investimentos no Estado do Pará, e claro nos outros dois estados, também.

A partir dessa visualização, pergunta-se: para que melhor que isso? Só quem tem interesses escusos, ou está com uma visão estreita, não vê a vantagem de um território menor. A sorte é que a maioria da população, que é pobre, sofrida, e que está cansada de ser enganada com promessas de palanque, já está amadurecida, e sabe que é chegado o momento de dar o “sim” ao plebiscito, e de votar a favor da aprovação da “divisão’. Até porque, entende que só assim, pela força do voto, o atual modelo econômico, perversamente concentrador de riquezas, terá seus dias contados, transformando-se em um novo modelo, auto-sustentável, com uma distribuição mais justa dos fatores produtivos, pois novas perspectivas de emprego e renda se abrirão para levas e levas de jovens pobres, na idade de trabalhar, cujas famílias terão o poder aquisitivo aumentado. Sim, novas perspectivas surgirão, com o corredor de exportação que se formará; com as fábricas e instituições do governo, e através da rede financeira e hoteleira que para lá se dirigirá, oferecendo, também, oportunidades que atrairão os jovens de Belém e especialistas das mais variadas áreas profissionalizantes para as cidades do interior.

Claro que uma divisão, dessa magnitude, tem um certo custo, tanto financeiro como social. Agora, há aqueles que querem tirar proveito da mudança. E o pior é que, alguns deles, são os mesmos que são contra, mas quanto a isso, a sociedade está em alerta, para que grupos interesseiros não venham manchar os bons propósitos e desvanecer as esperanças, principalmente dos jovens, em ver um Pará, um Tapajós e um Carajás bem desenvolvidos.

Dizem os defensores da divisão estadual que se o povo da Grande Belém for inteligente, apoiará o povo do Baixo e Médio-Amazonas, na sua aspiração, e assim, nascerá um Pará forte. Da mesma forma acredita-se que se os habitantes do Leste Paraense apoiarem a causa do Oeste do Pará, passarão a ter o apoio total, em prol do Estado do Carajás, cujos habitantes também merecem progredir. É questão de união. Realmente, só unidos, transformaremos a Amazônia, numa bancada forte, formada por mais governadores, mais senadores, mais deputados federais, e contaremos com o grande diferencial para vencer as dificuldades, que é ter o “Centro de Decisão” mais próximo do povo, com maior força política para aprovação de projetos e emendas constitucionais, atraindo maiores volumes de recursos para toda Amazônia, intensificando as transações comerciais na região. Uma Amazônia com cara nova!

Juarez Regis

Edição: Samuel de Souza

Câmara dos Deputados: Sessão entrará pela madrugada

Foto: Ag. Câmara















Hoje será outro dia e noite longos, como ontem.

A Sessão Extraordinária marcada para as 16h00 teve dificuldade de quorum e só agora abriu a Ordem do Dia.

Está em pauta, entre outras matérias, as propostas de emenda à Constituição que prorrogam a CPMF e a DRU até 2011.

Prevejo que os trabalhos se estendam, como ontem, além das três horas da manhã.

Enquanto trabalha-se como nunca na Câmara, o Senado segue sem votações.

Deputado Giovanni quer informações sobre obras públicas

Foto: Ag. Câmara















A Comissão Mista de Orçamento pode votar hoje requerimento de informações do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) sobre preços de obras públicas. O parlamentar pede que o Tribunal de Contas da União (TCU) envie à comissão as seguintes informações:- custo médio unitário, por m², das obras de construção, com recursos da União, de prédios públicos nos últimos cinco anos; - custo médio unitário, por km, das obras realizadas com recursos da União em rodovias federais nos últimos cinco anos;- custo médio unitário adotado como padrão pelo Tribunal de Contas da União para obras de construção de prédios públicos e para as obras realizadas em rodovias federais.


A comissão ainda pode votar requerimento do deputado Eduardo Valverde (PT-RO) para que integrantes do Comitê de Avaliação de Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves participem dos seminários regionais sobre o Plano Plurianual 2008/2011 e o Orçamento 2008, que serão promovidos pela comissão. Outro requerimento, do deputado José Pimentel (PT-CE), propõe seminário regional sobre o PPA e o Orçamento em Rondônia.


A reunião está marcada para ser realizada no plenário 2.

Os Correios vão pagar o meu prejuízo?


Tenho contas retidas nos escaninhos dos Correios. Como se não tivesse mais o que fazer na vida, tudo me leva a crêr que essa empresa vai me causar aborrecimentos enormes nos próximos dias se as faturas não chegarem na data.

Segundo o JB de hoje, cerca de 100 mil correspondências que se acumulam nos Centros de Triagem de Encomendas (CTE) dos Correios.

O martírio poderá se estender ainda pelo mês seguinte: depois de uma semana de paralisação e duas reuniões com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a greve dos Correios, ao que parece, ainda está longe do fim.

– E o seu prejuízo, quem vai pagar?

Cenário político de Brasília

Desconfiança geral

Denise Rothenburg - Correio Braziliense

Os aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) estão desconfiadíssimos de um possível acordo entre PT e PSDB para tirar o alagoano do comando do Senado. Juntaram para isso três argumentos. Primeiro, a atitude do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de ir à tribuna pregar a análise conjunta de todos os três processos contra Renan Calheiros e uma licença do peemedebista. Em segundo, Mercadante avisou pessoalmente aos oposicionistas que não perdessem o seu discurso. Por último, houve uma reunião do vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), com integrantes do PSDB para tratar do futuro do Senado, com ou sem Renan.

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A proposta de Mercadante, de adiar a votação do caso Schincariol no Conselho de Ética, é tudo o que Renan não quer. Ele sabe que a tendência é o arquivamento e queria marcar esse gol ainda esta semana. Se o PT e seus mais emblemáticos representantes, como Mercadante, começarem a empurrar Renan para a fogueira, em breve, garantem alguns aliados do senador alagoano, o clima no Senado estará pior do que no dia em que a absolvição de Renan foi patrocinada por 40 mais seis senadores que se abstiveram — um deles Aloizio Mercadante. E assim, a oposição liderada pelos tucanos termina o seu jogo num empate: deixa o Senado nas mãos do PT, mas envenena a relação dos petistas com o PMDB.
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Temporão ajuda o DEM

O Ministério da Saúde construirá seu almoxarifado central de medicamentos no Distrito Federal. O governo federal prevê investimento na ordem de R$ 40 milhões para erguer uma estrutura de 40 mil metros quadrados, segundo acordo selado ontem com o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), com a equipe do ministro José Gomes Temporão.
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Só problema

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, paranaense, conseguiu irritar o seu colega da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e o governador da Bahia, Jaques Wagner. Tudo porque propôs o fim da Comissão Executiva de Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Hoje, Wagner deve trazer o assunto para o presidente Lula. Pelo visto, vai sobrar para o presidente arbitrar mais essa antes mesmo de completar três dias da sua volta para casa.
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Nem vem

Essa história de redução gradativa da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não colou. Nada a ver com o PT. É que os governadores tucanos — Aécio Neves, de Minas Gerais, José Serra, de São Paulo, e outros — disseram a seus deputados que não dá para deixar os três últimos anos de Lula com muito dinheiro e, depois, ficar só com o bagaço no primeiro ano pós-Lula.
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Questão de perfil

Os petistas que têm analisado à distância a escolha do futuro presidente do partido listam uma única razão para tirar dois nomes da disputa, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia. Ambos são Lula demais. E com o PT a um passo de dar uma guinada à esquerda, não dá para arriscar jogando tudo num candidato de dentro do Palácio do Planalto.
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No cafezinho

Reprimenda
A assessoria do ministro da Educação, Fernando Haddad, avisou ontem à coluna que o motorista dele levou uma advertência por escrito ontem por avançar o sinal vermelho no Lago Sul. Ele foi flagrado pela coluna no momento em que levava o ministro ao aeroporto no domingo. Haddad, que ia no banco de trás, falava ao telefone. Quem dirige ou anda de carro oficial tem mesmo que ficar pianinho. Afinal, Brasília virou um Big Brother.

Suspense
Nos bastidores da Câmara, o assunto CPI da TVA ferve. Tem gente apostando que o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, mandará instalar a CPI, levando a briga para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Dois pesos
O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) não engoliu a história do presidente Lula tirar duas medidas provisórias do Congresso para acelerar a tramitação da CPMF: “O critério para se editar uma MP é relevância e urgência. Está claro que o relevante para o governo é obstruir a pauta do Congresso. Como o relevante agora é desobstruir a pauta, recolheram as MPs”, comentou ele.

Biônico
O deputado Claudio Vignatti (foto), do PT de Santa Catarina, é chamado pelos colegas de “o homem de R$ 3 trilhões”. É que ele concluiu ontem o relatório preliminar do novo Plano Plurianual de Investimentos (PPA), onde estão previstos R$ 3,6 trilhões em recursos para infra-estrutura e programas sociais nos próximos quatro anos. Amanhã, Vignatti começa um périplo pelos estados, com uma reunião em Rondônia. Os governadores e prefeitos estão doidinhos para emplacar seus estados e municípios nesse bolo.

Um longo caminho para a aprovação da CPMF

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a CPMF até 2011 terá de passar por uma série de trâmites antes de sua votação final.

O primeiro turno na Câmara e o segundo turno na Câmara.

A CCJ do Senado.

O primeiro turno no Senado e o segundo turno no Senado.

O primeiro turno na Câmara.

Como ontem acabou o prazo (chamado de interstício) de duas sessões ordinárias após a aprovação da PEC na comissão especial, a proposta pode ser colocada em votação a partir da sessão de hoje. Para ser aprovada, precisa do voto de dois terços da Câmara, independentemente do quorum da sessão. Isso equivale a 308 votos dos 513 deputados

O segundo turno na Câmara
Se passar no primeiro turno, a PEC que prorroga a cobrança da CPMF até 2011 deverá aguardar um interstício de cinco sessões ordinárias para ser votada no segundo turno, também no plenário da Câmara. A proposta precisará novamente dos votos favoráveis de 308 deputados para ser aprovada

A CCJ do Senado
Aprovada na Câmara, a PEC segue para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O presidente da comissão nomeia um relator, que tem prazo máximo de 30 dias para apresentar um parecer sobre a PEC. Aí corre um novo prazo, também de 30 dias, para a CCJ analisar e votar o parecer. Esses prazos podem ser encurtados, o que costuma ocorrer. Já existem requerimentos para a realização de audiência pública sobre a PEC na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, mas isso ainda depende de votação. A CCJ tem 23 titulares, e para ser aprovada a PEC necessita da maioria dos votos do colegiado

O primeiro turno no Senado
Depois da publicação do resultado da votação na CCJ, é preciso esperar um prazo de cinco dias úteis para a PEC ser levada ao plenário do Senado para o primeiro turno de votação. No plenário, são necessárias cinco sessões ordinárias para a discussão antes da votação. Se forem apresentadas emendas à PEC, ela precisará voltar à CCJ, onde serão repetidos os prazos da comissão. Só então a PEC retorna ao plenário e é colocada na pauta. Para ser aprovada, a PEC precisa dos votos favoráveis de 49 dos 81 senadores

O segundo turno no Senado
Depois do primeiro turno, precisará esperar mais cinco dias úteis antes de ser analisada no segundo turno de votação. A exigência do número mínimo de votos para a aprovação é a mesma do primeiro turno. Se o Senado fizer qualquer alteração na PEC antes de aprová-la, a proposta precisará retornar à Câmara para novas discussão e votação.

- Ufa! E ainda acham que é fácil aprovar uma PEC.

Mantega não quer redução
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo não negociará redução de alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no texto em tramitação no Congresso. “Depois de aprovada a CPMF, existe uma autorização para que, por lei ordinária, se possa fazer a redução da alíquota, mas isso vamos discutir num segundo momento”, disse. Mantega reconheceu que na Câmara a tramitação será mais rápida, mas que a tarefa no Senado será mais difícil. “Mas vamos fazer todo o esforço para aprovar a matéria”, afirmou.

Juíza baiana por um fio

Está literalmente por um fio a quebra do sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático (computador) da juíza Olga Regina Santiago Guimarães — promovida, na semana passada, a titular da 47ª Vara de Substituições de Salvador — e de seu marido, Balduíno Santana. Olga e Santana estão sendo investigados por suspeita de envolvimento com o narcotraficante colombiano Gustavo Duran Bautista, preso em agosto, no Uruguai, ao ser flagrado com 485 kg de cocaína pura. A magistrada, que continua trabalhando normalmente, nega as acusações. “Com o pedido, queremos apurar a realidade dos fatos, para dar uma resposta à sociedade”, disse o procurador José Edivaldo Rocha Rotondano, titular da Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público Estadual da Bahia, autor do pedido de devassa do casal.

Debate sobre criação de novos estados lota auditório da Unama

É o que informa o blog 5ª Emenda.

Carajás em pauta

Correio do Tocantins

Nota divulgada domingo na coluna Repórter 70, de O Liberal, antecipava que a TV Liberal, emissora das Organizações Rômulo Maiorana, iniciaria naquele dia a veiculação de "comerciais da campanha contra a divisão do Pará, assinada conjuntamente pelas ORM e Associação Comercial do Pará".

"Conhecidas figuras públicas paraenses - prossegue a nota - declaram, de forma espontânea e até emocionada, o seu voto contra a divisão. Trabalho voluntário da Mendes (Publicidade), criou a campanha da produtora Imagem, que gravou os depoimentos e finalizou os comerciais; e da produtora Midas, que criou a trilha sonora. É campanha para fazer história", enfatizou o tópico do matutino.

Por outro lado, Frede Silveira, presidente da Comissão Brandão Pró-Emancipação dizia ontem que o movimento não irá abaixar a cabeça para a nova ofensiva e que vai continuar defendendo a bandeira de que a redivisão não prejudicará o estado mãe, como tentam alardear.

Ontem à noite, aliás, a Comissão Brandão se reuniu mais uma vez, quando a diretoria promoveu prestação de contas das últimas ações e tratou do bingo que será realizado no dia 7 de outubro.

O grupo ganhou um apoio de peso: o empresário Leonildo Rocha (Leolar) que ontem não esteve na reunião mas enviou o seu filho Andrey Rocha e a diretora do grupo Marta Oliveira. A Leolar cedeu todo o seu aparato publicitário, incluindo-se 30 outdoors, carros volantes e espaço em jornais a serviço dos emancipacionistas.

Por falar em Estado de Carajás, Giovanni Queiroz, que participou de debate na Câmara Municipal de Marabá na sexta-feira, ontem estava em Belém para palestra sobre o tema na Unama. O acompanhavam Gilberto Leite e o vice-prefeito de Marabá, Ítalo Ipojucam.

Hoje tem debate na Unama

A Unama realiza logo mais as 19h00 debate sobre a redivisão territorial do Pará, no auditório da universidade no Campus BR.

Para falar a favor o deputado Giovanni Queiroz (PDT) e contra o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB).

Um dos convidados para as perguntas do debate será o publicitário, economista e blogueiro Juvêncio de Arruda do blog 5.a Emenda.

A volta do colarinho branco

Como se aqui já não tivesse uma infestação elevada de bandidos, eis que o Ministério da Justiça deve pedir extradição de um especialista - o mestre ladrão do colarinho branco Salvatore Cacciola -, preso hoje em Mônaco por crime financeiro e lavagem de dinheiro no Brasil, claro.

O ministro Tarso Genro realizará na segunda-feira uma reunião com a Polícia Federal e o Itamaraty para discutir os detalhes operacionais para que Cacciola seja enviado para o Brasil.

O banqueiro foi condenado em 2005 por crimes contra o sistema financeiro no Brasil e fugiu para a Itália, após o seu banco (Marka) ter recebido uma ajuda financeira do Banco Central, considerada fraudulenta, para cobrir prejuízos com operações de câmbio.

Legião Urbana - Tempo Perdido

Abusus non tollit usum - O abuso não impede o uso. Princípio segundo o qual se pode usar de uma coisa boa em si, mesmo quando outros usam dela abusivamente.

Essa foi a lição fatal de Renato Manfredinni Russo, na flôr da idade, no auge do sucesso.

Vamos então, mais devagar e sempre em frente.

Minha predileta!

Legião Urbana - Perfeição

Segundo o filho do Renato, essa foi a obra-prima que o pai deixou.

Excelente o especial "Para o resto da Vida", em homengem a melhor de todas as bandas do rock nacional de todos os tempos.

No entanto, fico com a minha predileta>> vide o post acima

Hendrix in Woodstock - 1969

Você já tinha nascido em 1969?

Você lembra onde estava, o que fazia e para onde queria ir?

Você é do tipo que foi estimulado a fumar maconha pelas suas amizades?

Você é gordo, ganha mal, casou-se com uma mulher que não ama, apenas atura?

Se você respondeu positivamente a pelo menos duas das perguntas acima, a resposta para o teste é simples:

- Você é um fracassado e não sabe o que é a vida, pior!

Nunca vai saber.

Meus pêsames.

É verdade: a Vanessa Hudgens ficou pelada

Mas prá quem terá sido?









Bem, ninguém sabe ao certo.

Mas, como a Playboy brasileira deu a maior "pernada" de sua história ocultando a jornalista peladona, pressionada pela eminente abertura da CPI de uma TV a Cabo que ajuda no recolhimento dos cobres do grupo ao qual a revista é controlada. A Primavera promete.

O deputado Wlad "que que é isso meu irmão!" Costa, defendeu a suprema necessidade de se investigar a TV na CPI. Sua missão no processo é algo rés ao chão. No Pará o sujeito é enfezadinho, aqui em Brasília vai conhecer nestes dias com quantos paus se faz uma barraca. Aguardem!

A Primavera, por seu turno, digo: a Abril, resolveu pelo sim, pelo não, colocar Bárbara "engana ele que ele gosta" Paz no lugar da coleguinha envergonhada, para disfarçar a vergonha do mesmo tamanho da merda que ficou as fotos da "quase rica" Velôso.

Enquanto o pau não canta no baixo e no alto mundo...fica o bôlo ou rôlo, como queira...e a República das Bananas nunca foi tão irritante, a ponto do presi, em visita no melhor IDH do planeta, ter um piti e bradar que só vai falar na merda que governa quando voltar abastecido de ares, digamos, mais civilizados e democráticos.

Deve tá fervendo a cuca do bichim quando viu o sistema unicameral funcionando com etanol e gasolina azul prás bandas de lá!!

Cliquem nas fotos do bijú da mini-série "Hiht School Musical" e vocês as terão em alta resolução.
Enquanto isso, deixem-me ler um original em latim.

Terrorismo no Brasil

Alerta máximo!

Avisem o seu senador que ele será a próxima vítima.

Vem aí o Bin Laden brasileiro: Eleições 2010.

The best world salesman!

See!

A subject that finishes of if employ in a store that sells everything, it talks to the manager of RH:
- And there? How was your first day? How many sales did you do?
- I did a sale - answers the salesman.
- One only? - It frightens the manager - But all the salesmen do from 20 to 30 sales a day. And of how much was this sale?
- R$ 245.350,00 - answers the salesman.

The manager gobbles the dry, because a sale of this value is really unused thing.

- How is just that did you get this? - Question the manager.
- Well, I sold to a man a small fishhook, after an average fishhook, and finally a great fishhook.


After this I sold line of three kinds for the fishhooks. After this I sold all the supplies fishing. I asked where he had intention of fishing and he said me that it would be in the coast. I said that he would need a boat, and I sold him one of 16 fishery feet with two motors. There, I said that his car would not be able to tow him, and I sold him a Camionete double cockpit…

The manager interrupts it:
- Did you do this sale for a subject what did it enter asking a fishhook?
- Well, - it answers the salesman - actually the subject came ask me where is drogariapara section buy an absorbent for its woman. I seized the opportunity and said: Since your weekend was pro same sack, what such a fishery?”

O maior vendedor do mundo

Isso é que é vendedor!

Um sujeito que acaba de se empregar numa loja que vende tudo, conversa com o gerente de RH:
- E aí? Como foi seu primeiro dia? Quantas vendas você fez?
- Fiz uma venda - responde o vendedor.
- Uma só? - espanta-se o gerente - Mas todos os vendedores fazem de 20 a 30 vendas por dia. E de quanto foi esta venda?
- R$ 245.350,00 - responde o vendedor.
O gerente engole a seco, pois uma venda deste valor é coisa realmente inusitada.
- Como é que você conseguiu isto? - pergunta o gerente.
- Bem, vendi a um homem um anzol pequeno, depois um anzol médio, e finalmente um anzol grande. Depois eu vendi linha de três tipos para os anzóis. Depois eu vendi todos os apetrechos de pesca. Eu perguntei onde ele tinha intenção de pescar e ele me disse que seria no litoral. Eu disse que ele precisaria de um barco, e vendi-lhe um de 16 pés de pescaria com dois motores. Aí, eu disse que o carro dele não seria capaz de rebocá-lo, e vendi-lhe uma Camionete cabine dupla…
O gerente o interrompe:
- Você fez esta venda para um sujeito que entrou pedindo um anzol?
- Bem, - responde o vendedor - na verdade o sujeito veio me perguntar onde é a seção de drogariapara comprar um absorvente para sua mulher. Aproveitei a oportunidade e disse: Já que o teu fim de semana foi pro saco mesmo, que tal uma pescaria?”

Santiago, 11 de semtembro: o povo latino-americano não pode esquecer esse dia

11 de Setembro de 1973: chove sobre Santiago...
















Foi há seis anos o dia em que a América e o dito "Mundo Livre" perceberam que a espiral de hipocrisia e violência que eles próprios tinham criado e continuavam a alimentar, lhes tinha literalmente desabado sobre as cabeças. Mas esta data não pode, não deve, fazer-nos remeter para o esquecimento o primeiro 11 de Setembro, o de 1973, que marca o culminar da desbragada ingerência dos EUA nos destinos do mundo e no destino de um povo que livre e democraticamente tinha ousado escolher o seu caminho.

11 de Setembro de 1973: o governo de Salvador Allende, já completamente isolado na área militar, é derrubado violentamente. Allende e a Unidade Popular, vitoriosos, assumem o governo na sequência das eleições presidenciais de 1970. Mas não o poder, pois o aparelho de Estado e a organização burocrático-militar é mantida, no fundamental, intacta. O governo da Unidade Popular implementa, desde o início, uma melhoria significativa das condições de vida dos trabalhadores, promovendo a reforma agrária e a nacionalização de empresas estrangeiras.

Feridos de morte, os interesses econômicos dos grandes grupos empresariais do país e do imperialismo, desencadeiam e alimentam por sua vez, durante três longos anos, sabotagens e boicotes com o intuito de amedrontar, principalmente, a classe média chilena, e desestabilizar o governo de Salvador Allende.














O golpe de Estado, culminar de todos estes esforços desestabilizadores, é consumado em 11 de Setembro de 1973 na operação “Chove Sobre Santiago”, executada pelas forças mais reacionárias e conservadoras do Chile, que teve como ponta de lança as Forças Armadas, sob a direcção da Junta Militar encabeçada pelo general Augusto Pinochet, e contou com o inestimável apoio da CIA, do governo de Nixon e Kissinger e dos governos ditatoriais da América Latina conluiados com o imperialismo norte-americano na tristemente célebre "Operação Condor".

Chegava assim ao fim, envolta no maior banho de sangue que a América Latina conheceu nas útimas décadas, a primeira experiência de transição democrática para o Socialismo do continente americano. Juntamente com Allende, morto durante o ataque a La Moneda, pereceram às mãos do exército chileno, dos esquadrões da morte e dos grupos de extrema-direita chilena, milhares de militantes e simpatizantes da Unidade Popular e de cidadãos anônimos, que acreditaram e alimentaram a esperança de um mundo melhor e de uma vida mais justa e morreram a lutar por ela.


































Para eles, e para todos os que continuam a acreditar, aqui fica um tributo ao seu sacrifício e à sua coragem, nas palavras de alguém que sempre caminhou a seu lado:

En mi patria hay un monte.En mi patria hay un río.
Ven conmigo.

La noche al monte sube.El hambre baja al río.
Ven conmigo.

Quiénes son los que sufren?No sé, pero son míos.
Ven conmigo.

No sé, pero me llamany me dicen «Sufrimos».
Ven conmigo.

Y me dicen: «Tu pueblo,tu pueblo desdichado,entre el monte y el río,
con hambre y con dolores,no quiere luchar solo,te está esperando, amigo».

Oh tú, la que yo amo,pequeña, grano rojode trigo,será dura la lucha,la vida será dura,pero vendrás conmigo.

El Monte y El Rio - Pablo Neruda

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Considerado um dos melhores e mais completos documentários políticos do mundo,...






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Há quatro anos......

Nina Simone









Por vezes, nos locais mais inesperados, somos surpreendidos por uma música...

Fonte: Obvious

São vários os motivos para se perguntar o por quê que as Cortes Internacionais não colocam no banco dos réus os presidentes norte-americanos que autorizaram e autorizam essa matança em terras estrangeiras?

Por quê? A pretexto de quê eu, brasileiro posso aceitar que o mundo tenha um xerife que eu não conheço e que seus interesses não são necessariamente os meus?

Cadeia já pro Bush e prá toda sua corja.

As novas regras ortográficas do português em questão

Alguns jornais estamparam nas páginas internas uma notícia que merece chamada de capa: a reforma da língua portuguesa.

Aqui no Brasil uma Comissão do Ministério da Educação e Cultura começa a discutir a implantação do acordo que introduz novas regras ortográficas a partir de 2008. Mudanças simplificam o idioma, mas lingüistas avisam: a adaptação será complicada.

"Micro-ondas", "enjoo", "contrarregra", "assembleia". Grafias hoje consideradas erradas e que rendem pontos a menos nas provas de gramática serão incorporadas, oficialmente, ao português. Embora ainda não tenha sido introduzido na prática, entrou em vigor este ano o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em 1990 entre os oito países que falam o idioma. As mudanças, que visam unificar as regras da ortografia, deverão começar a valer, no Brasil, a partir do ano que vem. Hoje, a Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), da Secretaria de Educação Superior (SESU-MEC), vai se reunir para discutir a implantação do acordo.

Continue lendo>>

Pedro Simon: razão e sensibilidade

Foto: Ag. Senado





















Um convite à reflexão do povo brasileiro o que externou ainda a pouco o senador Pedro Simon (PMDB-RS), uma das raras reservas morais da política brasileira.

É um libelo aos farsantes, insetos e chefes de cangaceiros que ainda insistem respirar o mesmo ar que respiro.

Reflexão de um Senador

Quando ingressei na vida pública, há cinco décadas, eu apertei o botão de subida do elevador da política, no seu sentido mais puro.

E ele subiu.

Parou em muitos andares.

Abriu e fechou.

Muitas vezes, parecia que as portas emperravam, presas a grades e a paus-de-arara.

Mas, mesmo assim, abriam-se, com o esforço de todos os passageiros.













Havia uma voz, que anunciava cada etapa dessa nossa subida, na busca do destino almejado por todos nós. "Liberdade", "democracia", "anistia", "diretas-já".

Não era uma voz interna.

Ela vinha das ruas, e ecoava de fora para dentro.

Vi gente descer e subir, em cada um dos andares deste edifício político.

Comigo, subiram Ulysses, Tancredo, Teotônio.

Já nos primeiros andares, vieram Covas, Darcy.

Mais um ou outro andar, Lula, Dirceu, Suplicy.

Outros mais, Marina, Heloísa.

De repente, o elevador parou entre dois andares.

Alguém mexeu, indevidamente, no painel.

Parece que alguns resolveram descer e fizeram mau uso do botão de emergência.

O Covas, o Darcy, o Ulysses, o Tancredo, o Teotônio já haviam chegado a seus destinos.

Sentimos, então, uma sensação de insegurança e de falta de referências.

Apesar dos brados da Heloísa, parecia que nada poderia impedir a nossa queda livre.

A cada andar, uma outra voz, agora de dentro para fora, anunciava, num ritmo rápido e seqüencial:
"PC", "Orçamento", "Banestado", "Mensalão", "Sanguessugas", "Navalha", "Xeque-Mate".

Alguns nomes, eu nem consegui decifrar, tamanha a velocidade da descida.

E o elevador não parava.

Nenhuma porta se abria.

Haveria o térreo, de onde poderíamos, de novo, ganhar as ruas.

É que imaginávamos que seria o fundo do poço do elevador da política.














Qual o quê, não sabíamos que o nosso edifício tinha, ainda, tantos, e tão profundos, subsolos.
Daí, a sensação, cada vez mais contundente, de que o baque seria ainda maior.

Quantos seriam os subsolos?

Até que profundezas suportaríamos nessa queda livre?

Mais uma vez de repente, o elevador parou, subitamente.

Uma fresta, uma sala, uma discussão acalorada.

Troca de insultos.

Uma reunião da Comissão de Ética da Torre Principal do Edifício.

O Síndico teria pago suas contas pessoais com o dinheiro do Condomínio, através do funcionário do lobby de um outro edifício.

E, por isso, teria, também, deixado de pagar pelos serviços de manutenção do elevador.

Mais do que isso, o zelador também não havia recebido o seu sagrado salário, para o pão, o leite, a saúde e a educação da família.

Idem o segurança.

Mas, havia algo estranho naquela reunião:
os representantes dos condôminos, talvez por medo de outros sustos semelhantes, em outros solavancos do elevador, defendiam, solenemente, o Síndico.

Ninguém estava interessado em avaliar a veracidade das suas informações.

Nem mesmo as contas do Condomínio.

Queriam imputar culpa ao zelador e ao segurança.

Ou, quem sabe, teria o tal Síndico informações comprometedoras, gravadas nos corredores soturnos do edifício, a provocar tamanha ânsia solidária?

Não se sabe, mas, tudo indica, isso jamais será investigado, enquanto vigorar a atual Convenção de Condomínio.

Há que se rever, portanto, essa Convenção.

Há que se consertar esse elevador.

Há que se escolher um novo ascensorista.

Há que se eleger um novo síndico.

Há que se alcançar o andar da ética.

A voz das ruas tem que ecoar, mais alto, nos corredores deste edifício.

A voz de dentro, parece, insiste em continuar violando os painéis de controle.
Até que não haja, mais, subsolos.

E, aí, o tal baque poderá ser irreversível.
Não haverá salas de comissões de ética.

Porque não haverá, mais, ética.

Quem sabe, nem mesmo, edifício.

Senador Pedro Simon (PMDB-RS)

Nota do blog.: O pensamento acima deve ser subscrito pelo povo honesto e trabalhador desse país.

Troféu abacaxi para Arthur Virgílio


A Arte da foto é obra do designer gráfico Dgeison com exclusividade para o blog

A partir do post anterior os leitores serão brindados com frases em latim. Nossa língua mater e quase morta.

Oposição versus oposição


Eadem per eadem


Denise Rothenburg - correioweb.com.br
(para assinantes)

A absolvição de Renan Calheiros (PMDB-AL) terá outros reflexos além da esperada manobra da oposição para obstruir os trabalhos do Senado. Um deles é mais lenha na briga do PSDB com o Democratas pela hegemonia da oposição. De público, ambos acusam o PT de ter garantido o resultado favorável a Renan e se unem em alguns pontos. Mas, naquelas conversas mais reservadas, o placar acirrou a guerra entre os dois partidos. O DEM, por exemplo, atribui a derrota ao líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). É para ele que dão o troféu abacaxi. Os ex-pefelistas estão convictos de que o tucano ajudou Renan ao vetar o nome de José Sarney (PMDB-AP) para Presidência da Casa. Dizem, sem cerimônia, que Virgílio quis jogar duas partidas simultaneamente e que isso acabou embaralhando as peças da cassação. Avaliam que foi um erro primário ou uma forma enviesada de fortalecer o discurso de união do governo contra o risco Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

*

Os tucanos, por sua vez, atiram pedras sobre o velho parceiro. Acham que, se o Democratas não tivesse um braço tão forte com o José Sarney, e um grupo interessado em ficar ao lado do governo, hoje estariam todos discutindo a sucessão de Renan. Como não deu, contam os tucanos, voltaram ao velho “rame-rame” da obstrução. Enquanto isso, Lula está em outro fuso horário, bem longe da crise do Congresso e ainda rindo à toa com a história de Renan, além de tudo, ajudar a dividir a oposição.

Efficitur ut...

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Eadem per eadem - O mesmo pelo mesmo.

Efficitur ut... - Conclui-se que...

Não tem audiência porque não tem internauta













Vejam esse número: apenas 6,15% dos domicílios da região Norte tem acesso à Internet. É a constatação que todos desconfiavam, mas não se tinha a certeza do monumental tamanho da exclusão digital no Norte e em especial, na Amazônia, dirá o Pará com sua área territorial em vários grotões, totalmente isolada do resto do mundo e do alcance da tecnologia?.

Enquanto o Sul do país tem 16,9% e o Sudeste 18,74%, a região Norte possui apenas 6,15% de domicílios com acesso à Internet. A informação é do secretário executivo da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado do Amazonas, José Marcelo de Lima Filho, relevado esta semana em audiência pública sobre o “Programa Amazonas Digital e Sua Extensão à toda Região Amazônica”. O evento foi realizado pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR).

Enquanto José Marcelo Filho pediu apoio dos parlamentares para uma ampla sensibilização do poder executivo para a mudança do quadro de exclusão digital na Amazônia. Disse que o Programa Amazonas Digital é uma forma de abreviar os caminhos da inclusão digital. “O custo pode ser medido pelos benefícios que significam resgate de cidadania”, ressaltou.

O Pará, o segundo maior gigante do Brasil em área territorial e talvez o maior em potencialidades, sequer tem um projeto de inclusão digital aos moldes e arrojo dos vizinhos manauaras. O que há, efetivamente, é a aplicação de alguns tímidos programas federais no estado, nada mais do que isso; não fosse as entidades de classe e clubes de serviços, a exclusão digital paraense seria ainda mais vexatória.

Effectus durat, durante causa, do latim: Duram os efeitos, enquanto dura a causa.

O Secretário do Comitê Estadual de política de Informática do Estado do Amazonas, Antônio Iran Gadelha, apresentou o programa Amazonas Digital, ressaltando os maiores problemas enfrentados como: distância geográfica, altos custos de transmissão via satélite, ausência de serviços para o cidadão do interior, soluções pontuais e enorme exclusão digital.

“O Programa Amazonas Digital é uma iniciativa de inclusão digital do Governo do Amazonas em parceria com os Governos Federal e Municipal”, definiu Gadelha. Ele explicou ainda que o programa visa disponibilizar acesso em banda larga à Internet, facilitar a implantação dos processo de modernização do Governo do estado e facilitar a comunicação município-capital.

Segundo o secretário, mais especificamente, o Amazonas Digital pretende criar 61 redes municipais Wireless para interligar, via satélite, as sede dos municípios com Manaus. Além de facilitar a comunicação entre os órgãos públicos e disponibilizar telecentros que são espaços que permitem acesso gratuito do cidadão à Internet e aos serviços do Estado. O projeto piloto do Programa foi realizado no município de Silves em novembro do ano passado. O investimento inicial de implantação do programa em um município é de R$ 54.800,00.

Ações federais – O coordenador geral de software e serviços da Secretaria de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Antenor Cesar Vanderlei Corrêa, apresentou as ações do MCT para a inclusão digital. De acordo com ele três programas são carros-chefe das ações: O Centro Integrado de Inclusão Digital (CID), Centro de Vocação Tecnológica (CVT) e a Casa Brasil.

O CID conta com treinamentos, auditório e espaço de interação cultural, entre outras coisas. Já existem 600s CIDs no Brasil. O CVT envolve centros de acesso à Internet, trabalha com ensino tecnológico em várias áreas da economia. A previsão é que sejam instalados 300 Centros. Atualmente mais de 50% já estão em operação. A Casa Brasil é um CID ampliado. “É um espaço turbinado que oferece muitas atividades, é multifacetado”, destacou o coordenador. A expecttiva é que sejam instaladas 90 Casas, hoje 56% já estão em operação.

Sobre o GSAC, Sistema de Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão, Antenor Corrêa disse que todos os municípios do Amazonas se cadastraram para contar com ponto do GSAC. “Há 3.400 pontos de presença em todo o páis, com 25 mil computadores ligados em rede, atingindo os 27 estados e quatro milhões de usuários. Os serviços são todos baseados em software livre”, informou.

O coordenador destacou a produção de conteúdo e a capacitação como os dois principais eixos dos programas de inclusão social e digital do MCT.

Da Redação do blog com informações da Ascom da CAINDR.

A defesa de Carlos Lacerda

Carlos Lacerda

















Para quem gosta de história política, leiam aqui>> a autodefesa, apresentada em 9 de maio de 1957, perante a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, na apreciação do Projeto de Resolução 115, de 1957, que concede licença para processar criminalmente o deputado que não dava sossego ao então presidente Getúlio Vargas.

Segredo

Ata ficará arquivada por 20 anos

Ana Paula Scinocca
O Estado de S. Paulo
13/9/2007

A sessão secreta que absolveu Renan Calheiros só teve um registro escrito, que ficará guardado pelos próximos 20 anos. A ata redigida por um funcionário da secretaria-geral da Mesa e revisada pelo segundo-secretário, senador Gerson Camata (PMDB-ES), foi envelopada, lacrada e trancada em um cofre do Arquivo Permanente do Senado.

A legislação manda que o documento fique num cofre fechado. “Depois de 20 anos, a ata é integrada ao acervo público para consulta de qualquer cidadão”, disse um funcionário do Arquivo.

Na abertura da sessão de ontem, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu que a sessão fosse toda gravada em áudio, em defesa da história do País. “Não podemos deixar essa lacuna vergonhosa. Um dia, o povo brasileiro terá o direito de saber o que ocorreu aqui. Mesmo que fique cem anos em sigilo.”

O senador Tião Viana (PT-AC) não atendeu aos apelos de Cristovam e mandou cumprir a legislação. Dessa forma, não houve nenhum outro tipo de registro, além da ata oficial.

Reação ao obscurantismo

Deputados vão relançar frente pelo voto aberto na terça

Depois de o Senado ter mantido o mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros, em sessão secreta, deputados de vários partidos anunciaram nesta quinta-feira que vão relançar a Frente Parlamentar em Favor do Voto Aberto. O evento será realizado na próxima terça-feira (18), às 17 horas, no plenário 4.

A Frente pelo Voto Aberto chegou a ter 216 integrantes, mas deixou de funcionar com o fim da legislatura passada. A Câmara aprovou há um ano, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/01, que acaba com o voto secreto nos Legislativos federal, estadual e municipal. A proposta ainda terá de ser votada em segundo turno, antes de ir para o Senado.

Resultado diferente -- A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) acredita que se a PEC do Voto Aberto já tivesse sido aprovada o resultado da votação no Senado teria sido outro. Para ela, a Câmara está devendo à sociedade uma satisfação pela omissão de não ter votado até hoje a PEC em segundo turno.

De acordo com o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), a idéia é atrair para o movimento não somente parlamentares, mas também representantes da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Também apoiaram nesta quinta o relançamento da frente os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Fernando Gabeira (PV-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Marcelo Almeida (PMDB-PR).

Julgamento no STF O líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), afirmou ser a favor do voto aberto. "Homem público, vida pública", definiu. Indagado sobre se o resultado do julgamento no Senado teria sido outro caso o voto tivesse sido aberto, Múcio disse não ter condições de julgar. "Sempre é muito difícil julgar as pessoas que convivem com você, até pela nossa latinidade", esquivou-se.

O deputado ponderou que é contra o julgamento de cassação de mandatos de deputados e senadores feito pelos próprios parlamentares. Para Múcio, a instância adequada é o Supremo Tribunal Federal (STF).O líder do governo é autor de um projeto nesse sentido. "Cassação de mandato de deputados e senadores não deve acontecer aqui. O espírito de corpo acontece em qualquer associação, clube, grupo, partido político. Isso é da própria essência do cidadão", argumentou.

Fonte: AG

Censura institucionalizada

Cristovam pede gravação de sessão

















O Senado institucionalizou a censura ontem na sessão que mais pareceu um arremêdo de democracia na República das Bananas. Foi perda de tempo o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôr que a vergonha fosse gravada ao menos como registro de uma dos dias mais negros, obscuros e ditatoriais da história da recente democracia brasileira.

O senador bradou aos pares para que votem o projeto de resolução que decreta a sessão aberta nesse tipo de situação. O 1º vice-presidente do Senado, Tião Viana, do Pê Tê que conduziu os trabalhos, salientou, no entanto, que a gravação comprometeria o processo legal.

MMX acha que somos idiotas e diz que vai transportar ferro de avião na Amazônia

A Icomi era uma empresa controlada por americanos. Ela se estabeleceu há mais de 55 anos no Amapá, numa mina de manganês na Serra do Navio (Norte do então Território).

Explorou até exaurir as jazidas de manganês do Amapá, construiu vila, estrada de ferro e porto em Santana - 25 quilômetros do centro de Macapá, a capital. Sabem o que deixou?

Um dos maiores passivos ambientais da história da Amazônia e nunca se fez nada.

Agora é a vez do empresário Eike Batista aprontar ou, pelo menos é essa a intenção, por lá.

Blog da Alcinéia Cavalcante

MMX diz que vai usar avião para transportar mais de 6 milhões de toneladas de ferro

Deficiente, cheio de falhas graves e absurdos, rídiculo e risível,
assim é o estudo de impacto ambiental apresentado pela MMX
para explorar minério de ferro no Amapá

A MMX Amapá, mineradora do empresário Eike Batista, vai receber 580,4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que significa quase 60% do investimento total da empresa para explorar minério de ferro no município de Pedra Branca do Amapari, aqui no Amapá.

De acordo com dados da MMX, a produção anual de minério de ferro em Pedra Branca será de 6,5 milhões de toneladas.

Até aí quase tudo bem. Mas a piada vem agora: as 6,5 milhões de toneladas de ferro serão transportadas de avião. Pelo menos é o que informa o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da MMX que chegou ao Ministério Público Federal.

Mercadante ataca outra vez

Declaração do senador Aloizio Mercadante (PT/ SP) durante o 3º Congresso do PT, no início do mês, sobre a proposta de Ricardo Berzoini (PT/ SP) para acabar com o Senado: “Não existe a menor possibilidade de isso [legislativo unilateral] prosperar, porque o Senado vem contribuindo de forma decisiva” para o país. “O Senado tem uma posição fundamental para um país continental como o Brasil e com profundas desigualdades regionais, sendo essencial para a unidade nacional”.

Nota do blog.: Você não quer levar essa gracinha prá casa?

Etanol e cana-de-açúcar na Amazônia


Ministro revê travas à cana na Amazônia


Questionado na Comissão da Amazônia da Câmara dos Deputados, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou ontem a seus colegas que o governo não cogita a proibição total do plantio de cana em terras da região amazônica. "Não vamos derrubar a Amazônia, mas isso não significa que não vamos permitir o plantio em algumas áreas da Amazônia", afirmou Stephanes em audiência pública.


Em meados de julho deste ano, entretanto, o ministro declarou que o governo não permitiria a expansão da cana naquela região. "Será totalmente proibido. É uma decisão de governo", afirmou. "Um mapa de restrições vai proibir o plantio de cana nos biomas da Amazônia, do Pantanal e de outros que ainda estamos estudando".


Diante das reações negativas dos deputados, Stephanes justificou a mudança de posição dizendo que suas declarações eram uma resposta às pressões internacionais de ONGs contra a expansão da cana por conta da febre do etanol. "A idéia era dizer que não vamos derrubar a floresta. O que pode ter havido foi um mal entendido (...) mas espero ter esclarecido a polêmica sobre a Amazônia", concluiu. O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) criticou "pressões internacionais" contrárias à produção de etanol em áreas já degradadas da Amazônia. "Isso pode beneficiar os Estados com investimentos, geração de empregos e redução de prejuízos ambientais".


Aos deputados, o ministro reafirmou que sua equipe prepara três "mapas" para regulamentar a expansão da cana no país. Stephanes afirmou que serão produzidos zoneamentos ecológicos-econômicos para identificar as áreas mais aptas ou indicadas ao plantio, os locais onde haverá restrição à cultura e as regiões que terão incentivos oficiais do governo para a produção, como áreas de pastagens degradadas. "Com naturalidade, a expansão [da cana] está se dando em áreas de pastagens. A produção de cana e a pecuária são compatíveis, desde que haja um processo racional", disse ele. O ministro também reafirmou que haverá uma certificação socioambiental para lavouras de cana e usinas sucroalcooleiras. (MZ)

Vale do Rio Doce recorre para manter controle



Vale obtém liminar no Supremo



EMPRESAS
A Companhia Vale do Rio Doce obteve liminar favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) na batalha judicial contra o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para manter liderança no mercado de minério de ferro. Recurso da mineradora foi acatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, que suspendeu as restrições impostas pelo Cade ao poder de concentração da Vale no setor, até o julgamento do mérito da ação, conforme questionamento da mineradora.

O Cade informou que respeita a decisão judicial, mas vai apresentar defesa. O órgão de defesa da concorrência determinou que a empresa abra mão do direito de preferência à compra do minério de ferro excedente da mina Casa de Pedra, em Minas Gerais, pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ou que venda a Ferteco Mineração.

O ministro Marco Aurélio determinou que um agravo de instrumento interposto pela Vale em processo analisado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região seja encaminhado à corte. O processo envolve a contestação pela Vale do duplo voto da presidente do Cade, Elizabeth Farina, que funcionou, em agosto de 2005, como desempate em julgamento de atos de concentração da mineradora.

Stephanes: Amazônia poderá plantar cana

Exatamente a mesma abordagem dada ontem por este espaço ganhou as manchetes dos jornais de hoje em relação a polêmcia de se plantar ou não cana-de-açucar na Amazônia.

Stephanes: Amazônia poderá plantar cana

Governo definirá até junho de 2008 zoneamento de áreas - fora das florestas - que poderão ser ocupadas por canaviais

A cana-de-açúcar poderá ser plantada na região amazônica, desde que o cultivo não represente a derrubada da floresta. A informação foi dada ontem pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em audiência pública promovida pela Comissão da Amazônia, que buscou esclarecer a suposta intenção do governo de proibir canaviais na região. Segundo o ministro, até junho de 2008 será divulgado o zoneamento que vai definir onde a cana-de-açúcar pode ou não ser plantada. A partir desse estudo, vão ser estabelecidas políticas de incentivo a ações como a recuperação de áreas degradadas.

“Nós deixamos muito claro que não se vai derrubar uma árvore para plantar cana. O que está em discussão é como recuperar áreas derrubadas ou áreas que não são de florestas, como a savana em Roraima, ou mesmo dentro do Mato Grosso, que acabou entrando no conceito da Amazônia, embora não seja, onde há outros biomas, inclusive de cerrado”, explicou Stephanes. Outra iniciativa do governo, afirmou, é a elaboração de um selo social para certificar a produção de cana que adota boas práticas, além de cumprir as exigências ambientais e trabalhistas. A adesão das empresas a esse selo vai ser voluntária.

Sthephanes informou também que encaminhará à Comissão da Amazônia um plano de desenvolvimento auto-sustentável da agricultura na região. Ele explicou que o plano, feito com a participação dos estados, está sendo debatido pelo governo. Segundo a presidente da comissão, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o documento será importante nas discussões do simpósio sobre a Amazônia, em outubro. Ela destacou que as políticas públicas precisam levar em conta que a Amazônia não é um território homegêneo, mas possui diferentes biomas.

Benefícios do etanol - Para o deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), o plantio da cana em locais onde não existe floresta pode ser uma boa alternativa econômica para a região. “Só no Pará temos 16,5 milhões de hectares de florestas já antropizadas, que precisam de uma destinação econômica. Não podemos deixar que o amazônida viva à mercê do extrativismo, precisamos dar-lhe condições de culturas permanentes para que possam melhorar sua condição de vida”, afirmou.

Durante a audiência, o deputado afirmou que a empresa Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa), que produz álcool no Pará, é vítima de um “plano urdido no exterior para impedir que a Amazônia prospere e ofereça soluções para o País”. Em junho, fiscalização do Ministério do Trabalho localizou na empresa mais de 1,1 mil trabalhadores submetidos a condições degradantes. Para Bentes, no entanto, o que há são pressões internacionais para impedir que o Brasil se torne uma potência na produção de combustíveis. Ele argumentou que a produção de etanol em áreas já degradadas pode beneficiar os estados da Amazônia com investimentos, geração de empregos e redução de prejuízos ambientais. (Mônica Montenegro)

Criação do Estado do Carajás é garantia de desenvolvimento diz Luciano Guedes

O Sudeste do Pará só tem duas opções: Uma é criar o Carajás, a outra também!

















Foi ao "ar" na quarta-feira,13, na TV Eldorado – SBT de Marabá a exibição da interessante entrevista com o Vice-Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, o pecuarista, empresário e uma das mais respeitadas lideranças políticas do Sul do Pará, Luciano Guedes.

O médico veterinário disse que apesar de não ter sido eleito, foi um dos mais bem votados de seu partido (PDT/PA) no último pleito na disputa a uma vaga a deputado estadual pela região de Redenção. Na entrevista, concedida à Markus Mutran, ele mostrou ser mesmo um dos maiores conhecedores da Amazônia no Brasil, relatando em profundidade a realidade do produtor rural e todas as dificuldades que o sudeste do Pará enfrenta com a distância sempre crescente do Governo.

Guedes falou sobre os negócios que mantém em Redenção. A revolta da população, a ponto de ocupar a PA-150 por falta de segurança prública, - e, depois, em razão do problema da Aldeia Las Casas.

Respondeu com segurança, a questão dos custos elevados, benefícios à elite política local e de Belém; a ingratidão que permeia o processo e as justificativas alegadas para a não criação do Estado do Carajás.

Disse claramente o que pensa dos deputados federais (cinco) eleitos na região e que sustentam a necessidade da criação de um novo um novo Estado, e o benefício que a curto, médio e longo prazo, será revertido para a população da área.

Analisa a renovação da Assembléia Legislativa, discorrendo em seguida, com muita propriedade sobre: reflorestamento, melhoramento genético, verticalização mineral, investimentos em Educação e Infra-Estrutura e se o PAC vai dar conta dessas faturas.

Fez uma análise do quadro político regional. Colocou o que seria um Pará ideal e concluiu:

"O Sudeste do Pará só tem duas saídas: Criar o Carajás, ou criar o Carajás."

Zeca do Pê Tê perde mamata

O STF decidiu a inconstitucionalidade da imoral pensão vitalícia de R$ 22 mil e uns quebrados que o cara-de-pau ex-governador do Mato Grosso do Sul recebia por ter exercido o cargo.

Esse um era aquele que se apresentava assim nos comícios: Olá meu povo!!! Aqui é o Zeca de Terra Boa!!! Nada mais sujestivo, não é mesmo?

A boa notícia, no entanto, é que a decisão abre jurisprudência e acaba com a farra indecente que patrocina a lascívia com dinheiro público de Aurélio do Carmo, Alacid Nunes, Jarbas Passarinho, Jader Barbalho, Almir Gabriel e o papudinho biriteiro Hélio Gueiros, todos ex-governadores do Pará.

Passarinho: O censor

É uma vergonha a censura imposta pelo Deputado Joaquim Passarinho, do Pê Tê Bê paraense aos comentários postados em seu blog. O poster já viu essa palhaçada em outras épocas e patrocinada pelas mesmas aves.

O jornalista João Carlos Rodrigues, um dos editores do jornal Opinião desabafou em seu blog Sul do Pará a sua indgnação.

Comentário censurado

Esperei até agora para ver se o deputado Joaquim Passarinho publicaria os comentários em seu blog, colocado no ar com o único objetivo de combater a criação dos Estados de Carajás e Tapajós. Como nada aconteceu, publico aqui o comentário que fiz por lá na segunda-feira, 2-9-07, e que até agora foi censurado pelo blogueiro Passarinho, que se recusa a debater de peito aberto a divisão do Pará:


"Senhor deputado,

Compartilhamos do seu sentimento de respeito por todos os paraenses e por aqueles que vieram para este Estado, ajudando a construir o seu desenvolvimento no decorrer das últimas décadas.

Acreditamos, até, nas boas intenções do nobre parlamentar de querer ver o Pará unido em torno de um projeto comum de crescimento e de melhores condições de vida para todos. Porém, não podemos comungar da idéia de que essa distribuição das riquezas e dos investimentos estatais se dará por todo o Estado, senhor deputado, porque isto vem sendo prometido desde que o Pará é Estado (ou seja, há 400 anos), sem nunca se concretizar.

Caro deputado Passarinho, sei que o senhor, ao contrário da maioria dos militantes contra a reestruturação territorial do Pará, conhece bem o sul e o sudeste do Estado, já que me lembro bem de suas andanças por aqui quando participava da coordenação da campanha do seu tio Jarbas Passarinho ao governo do Estado, em 1994. Não sei se o senhor tem andado por aqui nos últimos 13 anos, mas quero informá-lo que desde aquela época muita coisa mudou. E mudou para pior, deputado: as estradas se deterioraram, passando de vez em quando por tapa-buracos insuficientes para resolver o problema; a segurança pública não existe; a Cosanpa não conseguiu ampliar seu atendimento para um município sequer nos últimos 20 anos e onde atende, o faz muito mal.

Aliás, deputado Passarinho, quem mora em 35 dos 38 municípios do sul e sudeste do Pará não sabe que a Cosanpa existe. Já quem mora em Marabá (como eu), Conceição do Araguaia e São Félix do Xingu sabe da existência da companhia exatamente pelo péssimo serviço prestado por ela.

Aqui em Marabá, a Cosanpa atende (?) 30% das residências, sendo que em algumas áreas (a maioria) a população fica sem água por dias e semanas até. Eu mesmo acabei de mudar de residência porque não suportei mais contar com a água da Cosanpa de dois em dois dias, ou somente às madrugadas, como aconteceu nos últimos dois anos.

Ainda acerca do assunto, nobre deputado, é por essa completa ausência do governo paraense que a Saneatins, a empresa de Saneamento do Tocantins, já está adentrando ao território paraense, tendo já implantado sistema de abastecimento de água em São Geraldo do Araguaia, onde já fez funcionar também sistema de esgoto domiciliar, inclusive com estação de tratamento dos resíduos.

A mesma Saneatins está na briga para abocanhar os serviços de água e esgoto em Xinguara, Tucumã, Curionópolis e, agora, Eldorado do Carajás. E vai abocanhar. Sabe por que, deputado? Porque a nossa Cosanpa, muito mal gerenciada pelo governo do Pará, está quebrada e não consegue fazer os investimentos necessários para atender a população.

Não sei se a imprensa da capital tem atualizado os números da violência no sudeste do Pará ou se o senhor, como representante dos 143 municípios paraenses na Assembléia Legislativa, tem mecanismos para se informar do que anda acontecendo por aqui, caro deputado Passarinho. Mas, caso o senhor não saiba, o IML de Marabá já necropsiou 500 corpos somente este ano, vítimas da violência e da falta de governo. Os assaltos acontecem às dezenas diariamente, e não é somente pelas madrugadas. A bandidagem, ciente da incapacidade da polícia em combatê-la, prefere assaltar à luz do dia, às vezes ferindo e até matando suas vítimas em praça pública. O cenário, caro deputado Passarinho, é de caos absoluto com uma população acuada pelos marginais e uma polícia que não recebe o devido apoio governamental para agir. Isso, deputado, pode ser inclusive tema para um discurso seu na tribuna da Assembléia Legislativa, já que o senhor se mostra tão generosamente preocupado em manter a unidade do Pará. Respeitosamente, acho que o mínimo que o senhor pode fazer é começar a levantar seus olhos além das fronteiras da Região Metropolitana de Belém, lembrando-se que aqui nos rincões do interior existem vidas sendo ceifadas, existem seres humanos clamando por atenção de seus representantes no Parlamento e no Executivo.

Gostaria de convidá-lo, deputado Passarinho, para visitar as escolas estaduais em Marabá e ver de perto as condições em que estão sendo formadas as cabeças que terão sobre si a responsabilidade de conduzir este Estado no futuro. Alunos do ensino médio, há muito, estão estudando sem professores de determinadas disciplinas por meses ou anos a fio. É isso mesmo!!! São "preparados" para o vestibular sem ver boa parte das matérias obrigatórias porque o governo, tão rápido em combater a divisão do Estado, anda a passos de tartaruga quando se trata de realizar concurso público para suprir as vagas de professores de matérias fundamentais, como Química, Matemática, Biologia e outras.


Enfim, caro deputado Joaquim Passarinho, se for enumerar todos os problemas graves que afligem a população do sul e sudeste do Pará, vou ficar aqui o dia inteiro tomando o seu tempo, que sei muito precioso para ser ocupado por um simples caboclo do interior do Pará.

Para terminar, lembro que o anseio emancipacionista não nasceu do nada, como um simples capricho de quem não mais quer fazer parte do Pará. A febre pela divisão vem de uma doença crônica chamada abandono, deputado. E essa doença só é curada com investimentos concretos que resolvam as misérias que atacam nossa população.

Fico com o vereador Miguelito, paraense, presidente da Câmara Municipal de Marabá, que diz que o movimento pela criação de Carajás só pode ser enfrentado com uma atitude: tragam R$ 1,5 bilhão e invistam em estradas, saúde, educação, segurança, infra-estrutura urbana, saneamento, etc. Agora, com plenárias, seminários e discursos vazios, o governo e todos os que combatem a idéia da reestruturação territorial do Pará estão perdendo o seu tempo. Quando não fortalecendo ainda mais a luta pela divisão.

Um forte abraço,

João Carlos Rodrigues
Marabá - Pará"

P.S deste blog.: Talvez por isso o nobre deputado alado esteja pegando um pisa com galho de goiaba verde na enquete de seu blog. Único sinal de vida que por lá opera.

Aprovação da CPMF sob risco

Está sob risco a tranquilidade da aprovação da prorrogação da CPMF.

Com Renan no Senado a oposição opera rapidamente para desgastar o governo.

O senador Marco Maciel (Democratas-PE) nomeou a senadora Kátia Abreu como relatora da CPMF no senado.

Todo o trabalho que o relator da matéria na Câmara, deputado Antonio Palocci (PT-SP) costurou para uma certa tranquilidade de sua aprovação naquela Casa, pode ir por água abaixo.

Nada impede que a senadora Kátia Abreu não jogue na lata do lixo o relatório de Palocci e apresente outro com emendas que permitam a divisão dos recursos da CPMF entre União, Estados e Municípios.

Se isso ocorrer, acabou a tranquilidade do presidente e seu segundo mandato se aproximará de um inferno.

Obstrução continuará

O PSOL, Democratas e PSDB confirmaram que continuarão em obstrução até o afastamento do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL).

O senador paraense José Nery (PSOL-PA) disse que o partido estuda se protocolará o 4º pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar de Calheiros.

O 1º ele se safou, o 2º será a história da cervejaria, o 3º é a compra de rádios por laranjas e o 4º - se vingar - será o desvio de verbas públicas em Ministérios sob a influência do senador das Alagoas.

Nery disse ainda que a oposição e vários senadores da situação vão trabalhar para que o projeto de resolução que derruba o caráter de sessão secreta e o que o projeto de emenda constitucional (PEC) que acaba com o voto secreto, terá sua aprovação trabalhada até o julgamento das outras ações que correm no Conselho de Ética da Casa. Portanto, caríssimos é o mais do mesmo e o Senado está morto, não votará nada.

Plebiscito Já

O blog da Franssinete Florenzano informa que o deputado estadual Alexandre Von apresentou Projeto de Resolução que institui a Frente Parlamentar em Defesa do Plebiscito para a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. Foi subscrito por 36 dos 41 deputados estaduais.

Renan leva o senado à sua morte política

Enquanto nós estamos trabalhando para criar com um mínimo de decência os nossos filhos, o Senado Federal acaba de absorver por 40 x 35 e 6 abstenções o senador Renan Calheiros.

O povo está revoltado. Veja as fotos.

República das Bananas

Apostas mobilizam cassino Brasil e o day after preocupa o Planalto. Clima de pugilato e vazamento de informações fazem o conjunto de vergonha em que o Senado da República das bananas se transformou. Um vergonha sem tamanho nunca antes visto.

Ministro recua e disse que foi mal entendido na história do etanol na Amazônia

O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes disse a pouco em audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados que ele e o presidente Lula foram mal interpretados na questão do plantio de cana de açúcar na Amazônia. "Derrubar a floresta para plantar cana não. Trabalhar nas áreas já entropizadas pode", e fim de papo.

Josenir assume Diretoria-Executiva da Funasa

Publicado hoje no Diário Oficial da União a nomeção de Josenir Nascimento para a Diretoria- Executiva da Funasa em Brasília. É o segundo cargo em importância no organograma da autarquia.

O poster acaba de conversar com Josenir Nascimento que deseja ampliar a interação entre a Funasa e os municípios brasileiros com o apoio do presidente da Funasa Francisco Danilo Bastos Forte. "Será uma política de governo", explicou.

Nascimento acrescenta que como o estado do Pará reúne a maior população indígena do Brasil e o presidente da Funai, Marcio Meira também é paraense, o estado terá uma atenção especial para os graves problemas que afligem a comunidade indígena daquela região, já que a Funasa é a responsável constitucional de gerir as ações de saúde aos silvícolas.

Josenir Nascimento assume o cargo com 15 anos de serviços prestados a causa municipalista.

A Funasa tem destinado recursos da ordem de R$ 2,4 bilhões para o ano de 2008 no Orçamento Geral da União. Tem sob sua responsabilidade 9 mil convênios com Prefeituras de todo o Brasil. O técnico foi indicado pela Deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA) com o aval do Deputado e presidente nacional do PMDB, o paulista Michel Temer.

Salvar Renan é adiar problemas

Leia aqui>> a análise de Ricardo Noblat sobre a sessão secreta de votação do pedido de cassação do senador Renan Calheiros.

Senado = Caixa preta

É essa a observação que corre solta nos Corredores.

Diferente da Câmara dos Deputados esse mistério sobre a sessão que difinirá o rumo do pescoço do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é visto com muitas críticas por aqui.

Esqueçe o Senado que pescoços rolaram a profusão em Praça Pública com os golpes certeiros da lâmina afiada da guilhotina na queda da Bastilha.

Governo puxa sardinha para sua brasa

Ipea diz que governo aplica mais onde perdeu eleição

Karla Correia

Gazeta Mercantil

Estudo aponta ainda que clientelismo predomina na liberação de recursos federais e estaduais. O governo federal dá mais dinheiro a municípios onde o presidente em exercício teve menor número de votos no pleito em que se elegeu. Já as cidades onde os candidatos eleitos obtiveram maior ganho eleitoral acabam recebendo proporcionalmente menor volume de verba em repasses da União. É o que diz levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem.

Segundo a pesquisa, os governadores, por sua vez, se comportam de maneira exatamente oposta. Eles injetam mais recursos naquelas cidades onde conquistaram votação mais expressiva e maior margem de diferença em relação ao segundo candidato mais votado. A influência do comportamento eleitoral das cidades no volume de investimentos que recebe dos governos estaduais e federal, sobretudo nas áreas de educação e saúde, sugere uma relação de clientelismo entre governadores e prefeituras, observa o relatório do instituto. "Os presidentes buscam a conquista de novos eleitorados", explica o pesquisador do Ipea, Ajax Moreira, um dos autores do estudo. "Os governadores, por sua vez, firmam seus laços com o eleitorado já garantido, o que é um forte indicativo da ocorrência de clientelismo", acrescenta Moreira. Nesse entendimento, paga-se o "favor do voto" com maior aporte de recursos.

O levantamento mostra ainda que quanto mais dependente o município for das transferências de verba da União ou da ajuda financeira dos governos estaduais, mais ineficiente é o gerenciamento desses recursos, observa o Ipea. O dinheiro que entra no caixa das prefeituras proveniente da arrecadação do próprio município é administrado com mais eficiência, diz o pesquisador. "A transferência entre entes de governo torna mais indireta a relação entre o público que paga os impostos e o que recebe o benefício correspondente. Esse fato, em princípio, gera menor controle social do gestor", diz o estudo do Ipea.

A reeleição do prefeito também não costuma trazer vantagens para sua cidade, revela a pesquisa. De acordo com Moreira, o segundo mandato de um prefeito vem, em geral, acompanhado de uma piora na oferta de serviços para a população.

A pesquisa aborda a eficiência do gasto público nos municípios, e considera essa eficácia como a relação entre os gastos de uma prefeitura e a melhoria na oferta de serviços à população. Nesse contexto, o estudo afirma que o inchaço no número de cidades no País - que saltou de 4.266, em 1990, para 5.567, hoje - piorou a qualidade da gestão das prefeituras. Quanto maior o desmembramento de municípios, pior a eficiência de seus gastos, afirma o Ipea.

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