Deputado Wandenkolk Gonçalves destaca crise com o provável fechamento de frigoríficos no Pará

Foto: Gilberto Nascimento

Plenário

Grande Expediente

Dep: Wandenkolk Gonçalves

Foto: Gilberto Nascimento

Data: 28-05
O deputado federal Wandenkolk Gonçalves PSDB-PA) foi à Tribuna da Câmara dos Deputados nesta tarde para registrar as ações contra a produção paraense patrocinadas pelo ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente. A baixo a íntegra do pronunciamento.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, retorno a esta tribuna de maneira entristecida. Eu acreditava, por suas próprias declarações, que o Ministro Carlos Minc não conhecesse a Amazônia, mas eu estou entendo que ele tem mágoas e frustrações pesadíssimas contra todos nós amazônidas.

Não bastasse o Ministro ter chamado os produtores rurais de vigaristas e de boi pirata o nosso boi verde, produto exportado para o todo o mundo e apreciado principalmente pela Comunidade Européia, S.Exa., depois de sua estada no Rio de Janeiro para participar de uma apologia ao consumo de maconha e ainda meio embevecido e com cheiro de fumaça no ar, apronta mais uma das suas contra a Amazônia.

O Ministro, Sras. e Srs. Deputados, resolveu agora fechar todos os frigoríficos da Amazônia. Resolveu, enfim, desempregar milhares e milhares de pessoas. O Ministro Carlos Minc, desconhecendo a realidade amazônica, não sabe que a cadeia pecuária abrange milhares de empregos, de negócios de exportação e de compromissos em vários segmentos da cadeia produtiva, como a de laticínios, de frigorificação, de caminhoneiros, de postos de gasolina e de supermercados.

Não bastasse o Ministro aloprado ter acertado os produtores rurais, resolveu acertar também os supermercados. Deputado Arnaldo Faria de Sá, existem supermercados, como o Carreofour e o Bom Preço, ícones no Brasil e referênciasinternacionais, recebendo multas de 32 milhões de reais. Com isso, suas atividades na área do agronegócio e da pecuária estão paralisadas, engessadas.

Se não bastasse dizermos que os financiamentos da pecuária vieram de recursos públicos, como é o caso da própria SUDAM, do FNO, do Banco da Amazônia, do PRONAF, do Banco do Brasil, que também financia e privilegia pequenos produtores que vendem seus produtos a esses frigoríficos.

A rede frigorífica do meu Estado, do Pará, resolveu amanhã paralisar. Graças a Deus o Ministro Reinhold Stephanes voltou da Rússia com boas novas para Santa Catarina. Se não voltasse mais rápido, o Ministro CarlosMinc acabava com a Amazônia e com o Brasil, pelo seu desconhecimento e acima de tudo pela discriminação que vem fazendo àquela região.

Por isso, Sr. Presidente, estaremos agora à tarde reunidos com o Ministro da Agricultura para buscarmos alternativas que viabilizem sim frigoríficos como o Bertin, em Santana do Araguaia, que tem mais de 1100 funcionários,abate de 700 a 800 cabeças por dia e abastece a rede supermercadista do Brasil todo.
Estão realmente impedidos de fazer o seu trabalho e de cumprir as suas obrigações contratuais inclusive com agências do Governo, como é o caso dos agentes financeiros. Isso simplesmente porque um aloprado resolveu esticar o cabo de guerra, ser midiático, a todo momento querer aparecer na mídia nacional à custa e ao suor daqueles que realmente fazem e contribuem como desenvolvimento do País.

Não podemos mais aceitar isso, Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto. Não podemos mais aceitar esse tipo de discriminação e acima de tudo essa perseguição que o Ministro vem fazendo.

O Ministro já foi chamado, no Rio de Janeiro, de Carlos Minconha e agora, pelo fato de não atender aos reclamos do desenvolvimento deste País, é também chamado de Minctiroso por toda a classe produtora do Brasil.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

A morte e a morte de um grande jornal

Por Carlos Brickmann, para o Observatório da Imprensa

Nós, jornalistas, sabemos quando um jornal vai morrer. Torcemos para que sobreviva, para que continue informando, para que contribua na construção de um variado arco de opiniões, para que mantenha os empregos; sempre achamos que a vida dá tantas voltas que numa delas talvez as coisas dêem certo. Mas não dão: os jornais emagrecem, perdem o viço, enchem-se de rugas, sofrem com cada oscilação econômica, atrasam salários, perdem bons profissionais, lampejam por vezes numa boa reportagem, mas é a visita da saúde. Muitas vezes, quem se apresenta para salvá-lo quer apenas fazer o saque e aproveitar o que for possível. O jornal vai morrendo, morre várias vezes; e um dia é enterrado.

Nós, jornalistas, sabemos quando um jornal vai morrer. Quando o patrão passa a usar só jatinho, e muito, o jornal vai morrer. Quando o patrão faz contenção de custos na redação e amplia os gastos com jantares, festas e recepções, o jornal vai morrer. Quando o patrão pensa que sedes suntuosas e novas gráficas são investimento prioritário, o jornal vai morrer. E um patrão boa-gente, que só pense em notícias e não saiba administrar, é tão letal quanto o patrão que pensa que as notícias só servem para encher o espaço entre os anúncios – anúncios que devem ser obtidos seja de que maneira for, com as concessões que for preciso fazer.

Nós, jornalistas, sabemos quando um jornal vai morrer. Quando o jornal acredita que, baixando o nível, vai atrair mais público, já está morrendo. Quando o jornal acredita que a fórmula sangue, futebol e mulher pelada é suficiente para recuperá-lo, já está morrendo. Quando o jornal troca a credibilidade pelos anúncios, já está morrendo. Quando o jornal cai nas mãos de empresários sem qualquer preocupação com notícias, mas que elaboram fórmulas mirabolantes para fazê-lo sobreviver sem nada investir, já está morrendo.

Jornal custa caro, suja as mãos de tinta. Traz notícias desagradáveis (boa notícia não é notícia). A leitura consome tempo, um bem cada vez mais escasso. Jornal só sobrevive e prospera se for uma necessidade para o leitor. Nós, jornalistas, sabemos que quando um jornal deixa de ser necessário ele já morreu.

O PT por um de seus fundadores

Que partido é esse?

* Gilvan Rocha

Participamos da fundação do Partido dos Trabalhadores – PT. Percorremos os sertões, serras e litorais do Ceará, levando o nome do Partido. Acreditávamos que, em função de sua base social, esse partido acabaria por encarnar os interesses históricos dos trabalhadores, superando os limites do trabalhismo, ou seja, do reformismo próprio das massas populares, seja no Brasil ou em qualquer outro país.

Mas, na verdade, o PT, no que pese sua formação inicial, não tinha discurso plausível. É uma lenda muito mal contada pretender que esse partido, no seu início, tinha um propósito socialista, anticapitalista. Todo o seu discurso resumia-se em se colocar como um partido diferente, cujo propósito seria inaugurar uma nova forma de fazer política. Daí, “avançou” para o discurso moralista, dizendo, como crê a maioria da população letrada e iletrada, que estaria bem se houvesse honestidade no trato da “coisa pública”. Essa postura deu margem a que Leonel Brizola, numa felicidade monumental taxasse o PT como a “UDN de macacão”.

Após o seu “avanço” para o moralismo, o partido descambou para a defesa da tese burguesa de que o capitalismo é bom desde que governado com competência, honestidade, abnegação, criatividade e, assim, cunhou o lema: “O modo PT de governar”. Esse “modo” haveria de tornar o capitalismo humanizado.

Assim o PT, depois de conquistar algumas prefeituras, conseguiu chegar ao governo com a eleição do Lula para a Presidência da República. E aí, estamos vendo a que está reduzido o famoso “modo PT de governar”. Para os miseráveis, o Bolsa Família ao custo módico de 11 bilhões de reais. Para as centrais sindicais e estudantis, o engessamento completo e para a grande burguesia os vultosos lucros.

Ao lado disso, alianças íntimas com a bandidagem política destacando-se as figuras de Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e, por ultimo (pasmem) o sinistro Fernando Collor para alegria dos corruptos. Esso sim, é o “modo PT de governar”, lá e cá, para desgraça nossa.

* Gilvan Rocha é Presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP

Escrivaninha em teca certificada



















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A arte na madeira

















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U2 nos 50 anos de Brasília


























Conversando ontem com um dos assessores do Vice-Governador de Brasília, o bilionário empreiteiro Paulo Otávio, soube que o mesmo não se contenta com a abertura da Copa do Mundo de 2014. "Vamos abrir a Copa. São Paulo ou Rio fechará".

Os negócios de PO estão direcionados ao Turismo como apêndice principal do Grupo Paulo Otávio.

Segundo meu confidente amigo, PO que já era sócio do Brasília Alvorada Towers, comprou o controle acionário do melhor hotel de luxo de Brasília da empresária nipo brasileira Chieko Aoki -- uma das mulheres mais ricas do mundo -- numa transação de quase meio bilhão de dólares, e agora quer trazer o U2 para as comemorações do 50 anos da Capital Federal.

Desde já, trocando idéias com meu informante, será o maior show jamais realizado no mundo.

A expectativa de PO para o desafio é fazer um teste da capacidade operacional de Brasília para receber 3 milhões de pessoas com total segurança, empresas aéreas e rodoviárias fazendo um desconto jamais visto na história deste país, rede hoteleira absolutamente lotada e o Comércio "morrendo" de alegria, seria um ensaio para a Copa.

Será que PO conseguirá?


















José Roberto Arruda (E) e Paulo Otávio (D), Governador e Vice-Governador do Distrito Federal

Arruda o governador do DF disse que assina embaixo.

Os flanares vem para essa onda?

Será dia 28 de abril do ano que vem.

Preparem as redes. Minha casa está as ordens.

Isso é Brasília

Fotos de Brasilia
Fotos de Brasilia

Fotos de Brasilia
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Eu e minhas prendas na Expotchê

 
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No Rio Grande Tchê!

 
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Proposta sobre terceiro mandato é consulta a Nação

Lula critica 'nervosismo' da oposição com proposta sobre terceiro mandato

Para ele, Congresso não está propondo 3º mandato, mas referendo.
Proposta de emenda à Constituição começou a tramitar nesta sexta.

Do G1, em São Paulo

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência

Lula durante visita ao Parque Nacional dos Abrolhos, na Bahia, nesta sexta (5) (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar, nesta sexta-feira (5) na Bahia, que tem uma posição “definitiva” contra a hipótese de um terceiro mandato. Lula, no entanto, ironizou o que ele chamou de “nervosismo” da oposição com a hipótese de um referendo para consultar a população sobre a possibilidade de ele disputar uma terceira eleição consecutiva.

“Eu acho engraçado o nervosismo da oposição com essa hipótese, até porque o Congresso não está propondo o terceiro mandato, mas um referendo. E as pessoas podem derrotar um referendo a hora que quiserem. Mas essa não é uma discussão que me diz respeito. Eu já cumpri com meu mandato, falta só um ano e meio para cumprir”, disse o presidente durante entrevista em Caravelas (BA), onde participou do ato de criação de uma reserva extrativista.

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Antes, Lula já havia reiterado que sua opinião sobre o tema não mudará e disse que vai conversar com a base aliada. “Não precisa mudar [sua opinião sobre o tema] porque eu tenho posição definitiva. O Brasil é um país que tem pouco tempo de democracia. A alternância de poder é muito importante para o Brasil. Eu já fui oito anos presidente, ou seja, eu vou conversar com a base aliada porque eu não vejo sentido as pessoas ficarem discutindo o terceiro mandato.”

Na quinta-feira (4), o deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) conseguiu 176 assinaturas válidas para iniciar a tramitação da nova proposta de emenda à Constituição (PEC), que permite um terceiro mandato para quem exerce o poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos).

A ausência irresponsável do governo na Amazônia só gera desgraça

Sob o título: “É na Amazônia onde o Latifúndio assassina mais camponeses no Brasil”, as manchetes dos jornais internacionais fazem a festa do megaprojeto de paralisar a Amazônia.

Esse protagonismo estratégico estrangeiro é para certos setores brasileiros, taxado de paranóia dos desvastadores, grileiros e mandantes de assassinatos numa Terra sem Direitos chamada Amazônia que, para muitos gringos que se dispoõem a cair numa bem urdida cilada internacional, avacalha a imagem do Brasil nos organismos internacionais.

ONG´s disfarçadas de Oráculos perpetuam o projeto. Algumas tem endereço certo e sabido e o governo brasileiro, ajoelhado, nada faz para acabar com essa algazarra instituicional, permitindo-se uma crime de lesa pátria que muito custará às futuras gerações do país.

Vejam um sigelo exemplo de cobertura jornalística desse processo que só cresce nas média.

A tentativa de matança de camponeses teve "cobertura especial" de The Globe que "surpreendentemente" estava posicionada exatamente atrás de uma caminhonete usada como trincheira pelos pistoleiros.
www.kaosenlared.net/noticia/na-amaznia-onde-latifundio-assassina-mais-camponeses-no-brasil

A Amazônia não é um paraíso intocado, tampouco o reino selvagem dos documentários encomendados pelo imperialismo. A vasta região de matas fechadas, povos originárias de cultura milenar, lutas sangrentas de ribeirinhos e posseiros, infestada de ONGs mantidas pelo imperialismo, grilagem de terras, latifúndio de velho e novo tipo e matanças de pobres engloba uma rica porção natural da América do Sul onde o povo pobre sofre e luta diuturnamente. A Amazônia estende 60% de sua área em território brasileiro, englobando ainda Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Nesta rica região apresentam-se contradições fundamentais do Brasil. A contradição principal, que opõe os camponeses pobres ao latifúndio e a que opõe a nação brasileira ao imperialismo, que espolia todas as riquezas do país à custa da mais brutal exploração e violência.

Camponeses atingidos por pistoleiros

A luta dos povos amazônicos, particularmente dos camponeses da Amazônia brasileira percorre décadas e séculos. Vez ou outra a luta camponesa rompe a cortina de mentiras e silêncio imposta pelo latifúndio e pelo monopólio da imprensa vendida revelando massacres e heróica resistência. Fatos que não puderam ser escondidos e totalmente distorcidos como Eldorado de Carajás e Corumbiara, que de tempos em tempos são recordados pela ocorrência de novas lutas, que vem se avolumando e radicalizando a cada ano.
Em meados do mês de abril e início de maio últimos um novo fato trouxe novamente à tona a luta camponesa e uma grande provocação que cheira à preparação de uma nova matança de pobres no estado do Pará. Um grupo de famílias ligadas ao MST ocupou o latifúndio Maria Bonita, de 3.600 hectares, situado às margens da Rodovia PA-150, que faz parte do conglomerado de fazendas que compõe um dos maiores latifúndios do país, pertencente à agropecuária Santa Bárbara (grupo Oportunnity), no Pará.
No dia 18 de abril um grupo de 20 camponeses trabalhava em uma mata próxima à sede da fazenda recolhendo lenha e palha para reparar os barracos danificados pelas fortes chuvas que castigaram a região. O relato dos camponeses revela que um empregado da fazenda teria oferecido carona para carregar o material recolhido e assim que entraram no veículo os camponeses ouviram o motorista contatar os pistoleiros do latifúndio avisando-os que os camponeses estavam no caminhão. Em seguida, um bando de pistoleiros armados chegou ao local fazendo ameaças. Três camponeses foram espancados e Djalme Ferreira Silva foi seqüestrado pelos pistoleiros e mantido refém na guarita da fazenda.
Os camponeses que haviam se dispersado na massa se reencontraram no acampamento e decidiram libertar seu companheiro. Eles organizaram uma marcha até a entrada da fazenda que estava bloqueada por um carro. O carro foi destruído pelos camponeses e retirado do caminho quando os pistoleiros contratados pelo latifúndio abriram fogo com armas de grosso calibre.
A tentativa de matança de camponeses teve "cobertura especial" de The Globe que "surpreendentemente" estava paramentada e posicionada exatamente atrás de uma caminhonete usada como trincheira pelos pistoleiros. O noticiário da emissora exibiu as cenas de fogo cerrado sobre os camponeses. Enquanto os pistoleiros avançavam fazendo mira nos trabalhadores com armas de guerra, postando-se por detrás de caminhonetes e mourões de cerca, os camponeses retiravam-se em grupo disparando foguetes para o alto, gritando palavras de ordem e deixando companheiros tombados pelo caminho sem ter como resgatá-los. E o narrador falava de tiros dos dois lados, enquanto as imagens mostraram claramente apenas o farto arsenal dos pistoleiros. 

Bando armado do latifúndio age impunemente

Uma descarada provocação. Uma ordem das classes reacionárias vociferando intervenção da força de segurança na região para aplastar o movimento camponês, requentando o alarde que antecedeu a operação "paz no campo" comandada pela governadora Ana Júlia — PT em novembro de 2008.
Oito camponeses foram feridos pelos disparos dos pistoleiros e o monopólio da imprensa não citou uma linha sobre quem são os patrões dos pistoleiros que agem como se fossem de fato a lei naquelas terras, julgando e executando livre e impunemente.
No dia 9 de maio, pela segunda vez em menos de um mês, os camponeses sofreram novo ataque dos pistoleiros do latifúndio Maria Bonita. Os trabalhadores encontravam-se em campo aberto em uma área de pastagem do latifúndio em busca de algumas cabeças de gado desgarradas que serviriam de alimento para as famílias acampadas quando os pistoleiros abriram fogo contra o grupo ferindo três pessoas.

Amazônia, onde o latifúndio mais mata camponeses no Brasil

De acordo com o último relatório "Conflitos no Campo Brasil 2008", da Comissão Pastoral da Terra — CPT, 72% dos assassinatos em conflitos no campo em 2008 ocorreram na Amazônia. Os números do relatório contabilizam os conflitos pelo direito à terra e à água, e denúncias de trabalho escravo.
No ano passado, 28 camponeses foram assassinados por bandos de pistoleiros a soldo do latifúndio, 20 deles na região denominada Amazônia Legal, que corresponde aos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. No ano de 2008 foram registrados 1.170 conflitos agrários, 44 tentativas de assassinato, 90 ameaças de morte, 168 prisões e 800 agressões.
No Pará, onde foram registradas cinco mortes em 2007, houve um sensível aumento para 13 em 2008. Outros três estados tiveram aumento no número de assassinatos: Bahia, Rondônia e Rio Grande do Sul. Passados 13 anos dos acontecimentos de Eldorado dos Carajás, 227 camponeses morreram em conflitos pela posse da terra.

Aumenta a gritaria por massacre no campo

Ampliando o berreiro reacionário de criminalização do movimento camponês, clamando a intervenção das Forças Armadas e Força Nacional de Segurança na Amazônia, chegou a vez do Estadão (portal digital do Estado de S. Paulo), na edição de 03 de maio publicar a manchete: "Pará tem ''exército'' de 15 mil sem-terra".
Seguindo o mesmo trilha de “The Globe”,   Rede Globo, como quem vê o galo cantar e não sabe onde, anuncia que "grupos de luta social liderados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) formaram um contingente de 15 mil homens para enfrentar o latifúndio no sul e sudeste do Pará".
A matéria encomendada do latifúndio acusa os camponeses como os culpados pelo aumento da violência no campo e escolhe o alvo: "A massa recrutada nas periferias das cidades, em sua maioria gente pobre e desempregada, é preparada para lutar pela terra em quase cem acampamentos ao longo de rodovias como a PA-150, que liga de Marabá, no sudeste, a Xinguara, 250 quilômetros ao sul."
Fato que o monopólio da imprensa não pode esconder é que cresce a cada dia o contingente de massas pobres que, sem suportar a exploração e opressão semifeudal no campo, se organizam em luta pelo direito à terra e pela destruição do latifúndio em torrentes cada vez maiores.

Mentiras y Médios

O “Estadão”, Jornal O Estado de São Paulo, também não perde a oportunidade de legitimar a pistolagem dizendo que "os fazendeiros, sem poder contar com a força policial, montaram aparatos próprios de segurança. Só a Santa Bárbara tem 58 vigilantes armados. O efetivo da fazenda é maior que o da Polícia Militar de Xinguara, cidade de 40 mil habitantes que tem pouco mais de 20 policiais, e nem se compara ao contingente do posto da PM no distrito de Gogó da Onça, o mais próximo do conflito. Na Polícia Federal de Marabá, apenas sete empresas estão cadastradas para dar segurança nas fazendas. Juntas, somam 800 homens. O delegado Antonio Carlos Beabrun Júnior, chefe da PF de Marabá, conta que empresas de outros Estados atuam na região. Mas o número de homens armados é muito maior, por causa da contratação de capangas."

Este é o quadro dado pelas estatísticas oficiais e os próprios veículos do monopólio da imprensa sobre a luta camponesa na Amazônia. Mas a verdade é muito mais grave e o velho Estado acoberta e exerce e estimula essa situação, assassinando diariamente o povo pobre, seja de fome, seja à bala.

O Jornal Globo e a Rede Globo

”The Globe” ainda anunciou que seus funcionários, que registraram o tiroteio por detrás dos ombros da pistolagem, teriam sido "vítimas dos camponeses", que foram usados como escudo-humano e ficaram reclusos em "cárcere privado" nos limites do latifúndio impedidos de sair. Bastou essa provocação fabricada para todo o monopólio da imprensa vender a versão do latifúndio. Na sequência veio à tona a revelação feita pelo jornalista paraense Max Costa, que denunciou a montagem de The Globe e monopólio da comunicação. Max Costa anunciou que, em depoimento prestado na Delegacia de Polícia do Interior do Estado do Pará, o repórter Victor Haor, da TV Liberal, afiliada da rede Globo no estado, teria negado que ele e outros jornalistas tenham sido usados como escudo humano e vítimas de cárcere privado.
Em sua nota, o jornalista ainda desafia o monopólio da imprensa a responder as perguntas:
— Como aconteceu essa troca de tiros, se as imagens mostravam apenas os "capangas" de Daniel Dantas atirando? Como as equipes de reportagem tiveram acesso à fazenda se a via principal estava bloqueada pelo MST?

MP das Dívidas dos Municípios é destaque da pauta

Ag. Câmara

Os deputados têm de votar as emendas do Senado à medida que parcela débitos previdenciários dos municípios. Também pode ser concluída a votação em 1º turno da PEC que livra os recursos da Educação da incidência da DRU. A pauta do Plenário inclui ainda a PEC da revitalização do rio São Francisco, entre outras propostas.

Leia mais…

Carajás na mídia


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Portal ORM

A população do Pará poderá decidir em consulta pública sobre a criação do Estado de Carajás. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade, ontem, voto favorável do relator do projeto de decreto legislativo (PDS 52/07) que estabelece a realização de plebiscito para a criação do novo Estado. A consulta ocorrerá em seis meses, a contar da data da publicação do decreto. A matéria agora será votada pelo plenário do Senado e, se aprovada, será ainda submetida à votação da Câmara dos Deputados. Mais aqui>>

Artigo: Coringa ambientalista

* Por Armando Soares

“Força e Direito não são sinônimos. Encontram-se, na verdade, freqüentemente em posições antagônicas e irreconciliáveis. Existe a Lei de Deus, da qual emanam as leis eqüitivas feitas pelo homem, e pela qual devem os seres humanos viver, a fim de que não pereçam em meio à opressão, aos caos e ao desespero. Divorciado da Lei eterna e imutável de Deus – estabelecida mesmo antes da criação dos astros – o poder do homem é daninho, pouco importando o nobre palavreado com que seja revestido e não interessando, também, a motivação invocada par a justificar o seu emprego. Os homens de boa vontade, cônscios da Lei prescrita por Deus,oporse-ão aos governos que dependam exclusivamente do capricho de outros homens e – caso desejem sobreviver como um país – destruirão o governo que tente fazer justiça pela força ou por intermédio de juízes venais.”

Cícero

Dos diversos inimigos que o nosso herói Batman já enfrentou, um dos piores foi o “Coringa”, astuto, inteligente, maldoso, cruel, cínico, pois para cada crime que praticava, ria da desgraça de suas vítimas. O nosso ministro do meio ambiente tem todas as características do “Coringa”, pois ri cinicamente a cada momento que produz instrumentos que fragilizam os produtores de alimentos e os conduzem para a “morte”, a falência de suas células produtivas.

Este é o Brasil que estamos vivenciando, um país em que só tem valor e destaque o político cínico mal intencionado e simpático à políticas que sacrificam quem produz alimentos e matérias-prima, quem trabalha honestamente e quer o bem do Brasil.

Diante desse cenário caótico, político-indecente, menor, cabe levantar a voz e gritar com voz forte que há hora para tudo, hora do retiro, hora do mercado, hora de contemplar, hora de participar, hora da paz, hora de amar, hora de se abster de amor, hora da guerra, hora para se viver e hora de se morrer. A grande e valorosa população de produtores precisa com urgência saber, neste momento crucial de sua vida, qual é a sua hora. O que não mais admissível é receber apelidos difamatórios do ministro “coringa” e ficar de braços cruzados, inertes e sem nenhuma reação que evite um mal maior.

O pai de Cícero, quando este era ainda adolescente, transmitiu conselhos importantes para servir para o resto de sua vida. Aconselhava o pai: “O homem é uma criatura dotada de razão e raciocínio, desde que cultive tais atributos. Cuidado, Marco com o homem fanático e entusiasmado ao extremo, pois que ele perdeu a razão e o raciocínio. Não seja invejoso, Marco! Seja temperado. Cultive a contemplação. Seja reverente ante a sabedoria e as tradições acumuladas através dos séculos. O verdadeiro homem não se confunde com a turbulenta multidão da praça do mercado, que ora está aclamando e ora denunciando. No homem da rua nunca se pode confiar. Porém, cuidado também com o homem das colunatas, que não pode receber mais crédito do que seu camarada das ruas. O homem das colunatas julga que o ser humano não passa de uma idéia; esquece-se de que é também animal, possuindo instinto e paixões inerentes à espécie a que pertence. Nada deve ser levado ao excesso. Nada de errado com a cultura do físico, desde que esteja sempre um passo à retaguarda do cultivo da inteligência e desde que o corpo sempre obedeça à vontade. A Grécia, todavia, ficou qual uma mulher que enfrenta um espelho ou como um homem que exibe os músculos.

Esse conselho e sabedoria deveriam servir para o nosso colorido ministro “coringa”, se fosse um homem sensato, como também serve para os nossos produtores que deveriam deixar de se admirar no espelho, reconhecer sua fragilidade diante dos inimigos que enfrenta e partir para a luta.

A República brasileira tem transparente sintoma de decadência moral, ética e de patriotismo. O atual governo admira a própria imagem refletida nos olhos dos pobres indefesos conquistados a custa do dinheiro da sociedade que trabalha e produz, e pior, está enamorado do poder que possui a custa da inércia de uma sociedade apática e medrosa.

Equilíbrio observava o pai de Cícero. “Esta é a lei da natureza. Que se precavenha o homem que a violar. Arrebentar-se-á de encontro ao chão. Tanto o pedante quanto o homem comum são fatores de desequilíbrio da balança: o primeiro não possui corpo e o segundo alma não tem”.

Homens iníquos aparecem em todas as gerações e a todo o momento. É dever das pessoas de bem, de quem trabalha e produz para o bem do Brasil, torná-los impotentes. Quando detectarmos alguém que procura o poder porque despreza seus semelhantes, quem trabalha e produz honestamente, é nosso dever destruí-lo. Quando nos depararmos com alguém que almeje o poder, mas que no intimamente vise a servidão do que chama “as massas”, o “povão”, por ele bajuladas apenas enquanto lhe sejam úteis como trampolim, temos o dever de desmascará-lo. Assim ensina o pai de Cícero, lição que serve para o brasileiro que se respeite e que não aceite governantes e políticos que vem destruindo a democracia, a moral, a ética e que se serve do governo para praticar atos desonestos e contrários aos interesses brasileiros.

* Armando Soares é economista e industrial.

Gusa retoma produção no Mato Grosso do Sul

No Pará e Maranhão os prognósticos são os piores possíveis e grassa o desemprego no setor.

Superando a crise

Siderúrgicas e carvoarias retomam aos poucos as atividades em Mato Grosso do Sul. A crise financeira mundial deixou o setor paralisado por quatro meses.

A queda no preço do aço no mercado internacional levou a crise às carvoarias que abastecem as siderúrgicas. “Nós perdemos em torno de R$ 500 milhões em faturamento, só o que deixamos de produzir de carvão vegetal”, disse Marcelo Figueiredo, superintendente da usina.

O reflexo da crise mundial pode ser visto nos pátios. Um deles guarda 20 mil toneladas de ferro gusa. O produto está pronto para ser entregue, mas as empresas não compraram. O grupo tem 60 mil toneladas estocadas. A indústria fechou em fevereiro. Cem funcionários foram demitidos.

De outubro do ano passado para cá praticamente todas, quase 600 carvoarias legalizadas no Estado, ou pararam ou reduziram a produção. “A siderúrgica deixava de fazer o ferro gusa e assim deixou de comprar carvão”, explicou Marcos José Brito, presidente do sindicato dos trabalhadores em carvoarias.

Do sindicato mais de 600 demissões foram homologadas. Mas o presidente estima que muito mais gente perdeu o emprego nesse período. “Nós calculamos que aconteceram entre 2,5 mil e três mil demissões aconteceram no Estado”, completou o presidente do sindicato.

Até o ano passado, o setor de reflorestamento aumentava a área de eucalipto plantada numa média de 50 mil hectares por ano no Estado. Com a crise no setor siderúrgico, os plantios, que têm custo alto, foram reduzidos.

“Dos 50 mil hectares plantados no ano passado, nós devemos chegar à metade disso”, calculou Luiz Calvo Ramires Júnior, presidente da Associação dos Produtores de Florestas Plantadas em Mato Grosso do Sul.

Segunda área de concessão florestal deverá render cerca de R$ 7,3 milhões/ano

Recursos serão compartilhados com Pará e municípios com área na unidade; direitos das comunidades locais serão salvaguardados

por Fabiana Vasconcelos

O ministro de Estado do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançou nesta quarta-feira, 3, o edital de licitação para concessão florestal da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará. “Tem gente que diz que o meio ambiente só pede dinheiro. Estamos mostrando que as florestas podem gerar renda, recursos, empregos e madeira legal, afirmou.”

O edital prevê que dos 429 mil hectares da Floresta, 140 mil hectares (cerca de 25%) sejam destinados à exploração de forma sustentável por até 40 anos. A área abrangida pela concessão – que exclui territórios pleiteados por comunidades quilombolas ou em uso por ribeirinhos – compreende três unidades de manejo florestal, de 91,6 mil hectares, 30 mil hectares e 18,7 mil hectares.

Essa divisão em unidades de grande, médio e pequeno porte tem o objetivo de permitir que produtores de diferentes escalas, ou seja, desde empresas a comunidades locais reunidas em associações ou cooperativas, participem do processo.

A concessão está amparada na Lei de Gestão de Florestas Públicas (Nº 11.824/06), que impede o desmatamento, a grilagem de terras públicas e promove o uso sustentável dos recursos florestais. A norma, que também criou o Serviço Florestal, integra uma agenda governamental de sustentabilidade, que inclui o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, do qual fazem parte 13 ministérios.

Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, as concessões representam um novo momento para o país. “Estamos sinalizando para a sociedade que a época da indústria madeireira com base na ilegalidade, na fraude e na corrupção está acabando.”

Uma das inovações mais importantes da Lei de Gestão de Florestas Públicas é a valorização do manejo florestal sustentável, modelo de desenvolvimento por meio do qual a própria floresta gera recursos para investimentos na própria conservação. Trata-se de uma atividade oposta ao desmatamento.

No desmatamento, a floresta é totalmente retirada para que a terra tenha outra finalidade. Já no manejo florestal sustentável, só é retirada da floresta uma quantidade de produtos que não prejudique sua recuperação (em geral, cinco a seis árvores, das mais de 500 presentes em um hectare, a cada 30 anos).

ÁREA – Os lotes de concessão foram definidos após reuniões, que tiveram início em 2007, com a população local, entre ribeirinhos e quilombolas. Quase 900 famílias de comunidades tradicionais vivem ao norte das unidades de manejo florestal e têm, entre suas atividades, econômicas a extração de castanha-do-pará. As empresas que vencerem a licitação não poderão explorar esse produto.

Em dezembro de 2008, as áreas para manejo florestal foram definidas após o Serviço Florestal promover três dias de oficinas com 290 quilombolas de 13 comunidades. Nesse trabalho, levou-se em consideração mapas apresentados pelos moradores e ficou acertado que não haveria sobreposição desses territórios com as unidades de manejo.

Como resultado das reuniões, o Serviço Florestal se comprometeu a apoiar as comunidades quilombolas em suas atividades de uso sustentável da floresta.

O Serviço Florestal também discute uma proposta de promover assistência técnica e um plano de trabalho para apoiar iniciativas de comercialização de castanha-do-pará e óleos vegetais.

1. Mapa da Floresta Nacional de Saracá-Taquera com as três unidades de manejo florestal a serem licitadas

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OBJETO – O edital autoriza, além da retirada de madeira em tora, outras três ações: exploração de resíduos, extração de produtos florestais não madeireiros – por exemplo, óleos e borracha –, e serviços de turismo que envolvam hospedagem, esportes de aventura e observação da natureza.

Para não comprometer a subsistência das comunidades locais, as empresas vencedoras estarão proibidas de coletar açaí e castanha-do-pará.

Como o foco da política de concessão é estimular o uso sustentável da floresta, terão mais chances de vencer a licitação os participantes cuja proposta reunir os melhores critérios socioambientais e de desenvolvimento econômico local, que respondem por 60% do peso na avaliação. O critério preço corresponderá pelos outros 40%.

Os critérios socioambientais e econômicos abrangem três grupos e incluem indicadores ambientais. Pontua melhor quem provar que mais reduzir danos à floresta, durante as operações de manejo e melhor monitorar o crescimento da floresta.

Já os indicadores sociais analisam quanto serão os investimentos em infraestrutura e serviços para a comunidade local, bem como a geração de empregos. Os indicadores econômicos focam na diversidade de produtos e espécies manejadas, além da diversidade de serviços oferecidos na unidade.

RETORNO – A exploração da área deve render até R$ 7,3 milhões por ano para os governos federal, estadual, além dos três municípios, com áreas na Flona (ver mapa). Os recursos deveram ser aplicados, obrigatoriamente, em ações de conservação das áreas verdes e desenvolvimento do setor florestal sustentável.

Desse montante, até R$ 2,1 milhões serão destinados ao Serviço Florestal; outros R$ 2 milhões para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; R$ 1 milhão para o estado do Pará e R$ 341 mil para os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa, com áreas dentro da Floresta Nacional de Saracá-Taquera.

RONDÔNIA – O edital para Saracá-Taquera dá prosseguimento à política de governo de permitir o uso de produtos madeireiros e não madeireiros por vias sustentáveis e de forma a permitir um maior controle sobre a atividade. A primeira concessão ocorreu em 2007, na Floresta do Jamari, em Rondônia.

Na ocasião, foram licitados 90 mil hectares da Flona, que tem 220 mil hectares. Os três vencedores – o consórcio liderado pela empresa Alex Madeiras, além das empresas Sakura e Amata – iniciarão suas atividades ainda esse ano.

SAIBA MAIS - A Floresta Nacional de Saracá-Taquera fica ao noroeste do Pará, perto da divisa com o estado do Amazonas, à margem direita do Rio Trombetas. Foi criada pelo Decreto nº 98.704, em 1989, como unidade de uso sustentável, onde é permitida a exploração florestal de baixo impacto, de acordo com o  Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), Lei  9.985, aprovada em 2000.

Não à privatização de florestas – O processo de concessão florestal não se trata, de modo algum, de privatização de área pública. Os concessionários têm o direito de fazer uso sustentáveis dos recursos florestais das áreas especificadas nas unidades de conservação de uso sustentável. Para isso terão de passar por um processo licitatório, cujo vencedor deverá pagar pelo uso dos recursos.

A administração da área seguirá sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), os planos de manejo terão de ser aprovados pelo IBAMA e as operações do contrato serão fiscalizados pelo Serviço Florestal. Todo esse processo será auditado por uma instituição independente.

SERVIÇO:

Lançamento do edital de licitação para concessão florestal da Floresta Nacional de Saracá-Taquera

Local: Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor), no Ibama Sede

Endereço: SCEN, Av. L4, Trecho 2

Informações: 3307-7271

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Assessoria de Comunicação
www.florestal.gov.br
Tel: + 55 61 3307-7264
Cel: + 55 61 9968-5900

Músicos prestam homenagem a Walter Bandeira

Da Redação
Agência Pará

A morte do cantor Walter Bandeira foi lembrada pelos artistas e pelo público, no Teatro da Paz, durante a programação do Festival de Música do Pará, realizada na noite desta terça (2). Antes do espetáculo do dia começar, a plateia fez um minuto de palmas em homenagem a um dos "maiores expoentes da cultura paraense", como divulgou em nota a Secretaria de Cultura do Estado.

Para o secretário Edilson Moura, o talento de Walter Bandeira ficará para sempre marcado na cultura e no imaginário da população do Pará. "Walter deixará uma lacuna irreparável na música e no teatro paraense", afirmou. "Sua voz e sua irreverência são inigualáveis. Era essa imagem de felicidade e amor à vida que sempre será lembrada". No velório do artista, realizado no teatro Waldemar Henrique, estiveram presentes centenas de amigos, entre eles, a governadora Ana Júlia Carepa. "O Walter já se eternizou, para o nosso povo e para a nossa cultura", disse ela.

Depois da homenagem a Walter, a terceira noite do Festival de Música do Pará foi aberta no Teatro da Paz pelo superintendente da Fundação Carlos Gomes (FCG), Daniel Araújo, que anunciou o convidado do dia: David Duarte e Banda.

As criações do cantor e compositor David Duarte passeiam por temas universais, como o amor e o mar. Ele mostrou ao público composições do seu recém-lançado CD, uma coletânea de seus dois últimos trabalhos. No espetáculo, ele também cantou, com a participação da plateia, músicas de grandes ícones da MPB e do Pop Brasil.

Com o propósito de formar platéia, promover intercâmbio, estimular talentos e divulgar a música desenvolvida no estado, o festival tem atraído cada vez mais o público paraense. "Eu achei muito bacana, achei o máximo! Queria assistir mais vezes", comentou a doméstica Josita Machado Trindade, que foi ao teatro conhecer o trabalho de David Duarte.

Atrações - Na segunda-feira, o Da paz recebeu o renomado Quinteto Brassil, formado por professores do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba, que pesquisa música brasileira folclórica, popular e obras contemporâneas originais. Originalmente um grupo de metais, um percussionista incorporou-se aos demais componentes, formando o que eles classificam de "quinteto de seis". Convidados constantes do festival, eles dividiram o palco com o americano Charles Schullueter, trompetista convidado, e com a percussionista paraense Cláudia Oliveira.

O Festival de Música cada vez mais abre as portas para todos os gêneros musicais, mostrando em um mesmo show o erudito e o popular. "Na realidade, o festival é um evento que promove interação e integração, pois as pessoas trazem, e levam conhecimento daqui", avaliou Radegundis Feitosa, do Quinteto Brassil.

Segundo o superintendente da FCG, Daniel Araújo, a estimativa da organização é que até 15 mil pessoas participem do evento este ano, incluindo o público dos espetáculos, incluindo os espaços abertos e fechados, bem como os participantes das oficinas.
Programação - O Quinteto de Percussão da Amazônia Tacap e o Grupo de Percussão da Fundação Carlos Gomes são a atração da programação desta quarta (3), 20h30, no Teatro da Paz. O grupo de percussão da Fundação Carlos Gomes, atualmente sob a direção artística de Cláudia Oliveira, tem 20 anos de existência e objetiva o aperfeiçoamento acadêmico e artístico dos alunos de percussão do instituto Estadual Carlos Gomes.

Já o Tacap é formado por músicos brasileiros com o apoio da Fundação. Eles interpretam música contemporânea sem esquecer as suas raízes, contribuíndo na formação musical dos alunos de percussão e oferecendo oportunidade de conhecimento profissional e de realidade percussiva à músicos de diferentes classes sociais.

Serviço: O XXII Festival Internacional de Música do Pará acontece até sábado (6) no Teatro da Paz, Teatro Waldemar Henrique, Sala Ettore Bósio, Museu do Estado, Spazzio Verdi e Praça Batista Campos. A entrada é gratuita e a realização é da Secult, por meio da Fundação Carlos Gomes, com apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Fundação Curro Velho, Rede Cultura de Comunicação (Funtelpa), Museu da Imagem e do Som (MIS), Sistema Integrado de Museus (SIM), Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam), Spazzio Verdi e Projeto TIM Música. Informações: (91) 3201-9472.

Secom

Minc: puxão de orelhas e fritura em alta

deu em o globo

Lula convoca Minc e pede fim de 'algazarra'

Presidente critica briga pública entre ministros e se queixa do comportamento da 'meninada' quando está viajando

De Luiza Damé e Chico de Gois:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou incomodado com as críticas públicas do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a colegas, e o convocou para uma reunião amanhã, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona provisoriamente o gabinete presidencial. Na semana passada, depois de se reunir com Lula, Minc disse que ministros combinavam um projeto com ele e depois iam ao Congresso com uma "machadinha" desfigurar leis em defesa do meio ambiente. Mais de uma vez, Lula deixou claro que não gosta de brigas entre ministros pela imprensa.

Embora tenha afirmado que não pretende repreender Minc, o presidente mandou recado:

- Tenho muitos filhos, e toda vez que o pai sai de casa a meninada faz algazarra mais do que deveria fazer - brincou, afirmando que o chamará quando voltar ao Brasil, amanhã.

Ao se reunir com Lula na última quinta-feira, Minc reclamou dos colegas que tentam protelar o cumprimento de exigências ambientais para liberar obras. No dia seguinte, criticou publicamente Alfredo Nascimento (Transportes) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos). Leia mais em O Globo

* O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, voltou a atacar ontem os ruralistas. Depois de afirmar que a pecuária é o principal vetor do desmatamento na Amazônia, Minc disse que os ruralistas estão "desesperados" e que querem tirá-lo do governo. Ressaltou que quem governa o Brasil é o presidente Lula, e não os ruralistas. E afirmou que, se no lugar do presidente estivesse um ruralista no poder, haveria o "Bolsa Latifundiário" em substituição ao Bolsa Família.

- O fato de os ruralistas estarem preocupados com a minha permanência no ministério me faz achar que estou no caminho certo, que estou enfrentando aqueles que acham que podem destruir impunemente os biomas brasileiros com monocultura, queimadas e agrotóxicos. Que me conste, o Brasil é comandado pelo presidente Lula, e não pelos ruralistas - afirmou.

Minc disse que procuraria a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), para retribuir um presente que ganhara dela, uma peça de artesanato de comunidades extrativistas da Amazônia. Antes de a senadora criticar Minc em plenário, ele afirmou que tentaria fechar um acordo com a senadora, que chamou de "agradável e hábil".

- Não queremos discriminar ninguém. Queremos que todos os agricultores, pequenos, médios e grandes, possam trabalhar respeitando o meio ambiente e os ecossistemas. Leia mais em O Globo

* A presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), chamou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de alienado, incompetente e "ecoxiita". O forte discurso, feito da tribuna do plenário do Senado, é uma resposta às recentes declarações do ministro, que classificou os ruralistas de "vigaristas". A senadora disse que o Brasil não sentirá a falta de Minc:

- Esses brasileiros que trabalham pelo Brasil, que o Carlos Minc, este senhor, denomina de vigaristas, para esse alienado ministro Carlos Minc, quero dizer que esses vigaristas são responsáveis por um terço do emprego dos brasileiros. Quero dizer a esse ecoxiita profissional, alienado da economia nacional, que o Brasil e o governo podem viver sem o senhor, ministro.

Ontem, a CNA protocolou denúncia na Comissão de Ética Pública do governo federal pedindo a demissão do ministro. Também pediu que a Procuradoria Geral da República o denuncie por crime de responsabilidade. O ministro terá de explicar suas afirmações, durante a marcha Grito da Terra, à Comissão de Agricultura da Câmara, que aprovou ontem sua convocação.

Kátia Abreu disse que Minc não trabalhou o suficiente para conquistar cargos eletivos. Insinuou que ele beneficiou o frigorífico Bertin, cuja multa com o Ibama ficou parada por nove meses, porque a empresa teria comprado "bois-piratas" apreendidos em uma operação. Leia mais em O Globo

Programa amplia capacidade de novos empréstimos para obras de infraestrutura

Da Redação
Agência Pará

David Alves/Ag Pa
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A governadora e o ministro Mantega assinam o programa que permitirá ao Pará fazer empréstimos para aplicar em obras de infraestrutura

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Brasília - A governadora Ana Júlia Carepa e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinaram nesta quarta-feira (3), em Brasília, o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Pará. O instrumento amplia em mais de R$ 500 milhões a capacidade do Estado de tomar novos empréstimos que serão aplicados em obras de infraestrutura.

Em uma reunião da qual participaram o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, e o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, o governo do Pará foi elogiado por Mantega. "São R$ 570 milhões de ampliação da capacidade de endividamento. Isso só foi possível porque o Estado teve uma boa arrecadação e um bom desempenho fiscal", explicou o ministro. O Estado encerrou o exercício de 2008 com um resultado primário de R$ 202 milhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, destacou a excelência da formatação do projeto que expandiu os limites de crédito do Pará. O documento foi elaborado pelos técnicos do governo do Estado.

O Programa de Ajuste Fiscal é revisto anualmente pelo governo federal. No caso do Pará, desde 1998. Dos R$ 570 milhões que o Estado está apto a captar, R$ 244 milhões são destinados a compensar o Pará pelo impacto das perdas do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Segundo a governadora Ana Júlia, a intenção do governo do Pará é buscar empréstimos para aplicar em obras de infraestrutura que beneficiarão o Estado. "A prioridade é usar esse dinheiro para a recuperação de estradas localizadas em áreas muito atingidas por chuvas e enchentes. Hoje recebemos R$ 80 milhões em recursos do governo federal para as estradas, mas não é suficiente e o governo do Pará pretende complementar", disse a governadora.

Da reunião no Ministério da Fazenda participaram, ainda, os deputados federais Paulo Rocha, Beto Faro e Zé Geraldo.

Sônia Zaghetto - Secom

Transamazônica sofrerá desvio em Marabá

Que venham as melhorias.

Da Redação
Agência Pará

Divulgação
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Para viabilizar a obra na Transamazônica é necessário fazer um desvio na BR-230 de 13,4 quilômetros, em trecho na área urbana do município de Marabá

David Alves/Ag Pa
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Ao lado da governadora, o diretor geral do Denit, Luiz Antônio Pagot garantiu recursos à obra e sua conclusão: até junho de 2010

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Para a revitalização da fase 1 do Distrito Industrial de Marabá e construção das fases 2 e 3, é necessário fazer um desvio na BR-230 (Transamazônica) de 13,4 quilômetros, em trecho na área urbana do município.

Em reunião nesta quarta-feira (3), em Brasília, com a governadora Ana Júlia Carepa e o secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dinit), Luiz Antônio Pagot, garantiu não apenas os recursos para a obra, como foi confirmado o prazo para a conclusão: até junho de 2010.

O Distrito Industrial de Marabá é um dos seis que o governo paraense constrói no estado (veja abaixo), como forma de consolidar investimentos, atrair empresas e beneficiar os trabalhadores com infraestrutura e espaços adequados.

No total, só em obras de recuperação e construção de estrutura física, o governo estadual vai mobilizar recursos de R$ 55 milhões (recursos próprios e financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES).

O DI de Marabá tem importância estratégica, pois estará no centro de grandes investimentos (públicos e privados), que incluem a construção das eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, a construção da hidrovia do Tocantins (ligando Marabá a Tucuruí e Tucuruí ao porto de Vila do Conde, em Barcarena), a construção de um porto público e de uma siderúrgica em Marabá e a ampliação do porto de Vila do Conde.

O DI de Marabá ganhará um Centro de Convenções e, em função da siderúrgica, abrigará empresas de ramos como o metal-mecânico. Entre os investimentos para a fase 3 do DI, está confirmada a instalação da empresa Alba, que fabrica aço e laminados.

O diretor-geral do Dinit, Luiz Antônio Pagot, e a governadora Ana Júlia Carepa terão nova reunião, em julho, para discutir as obras previstas para o Pará, que incluem também a recuperação de várias estradas destruídas pela chuva.

Ascom - Sedect

Ianques no pedaço

Eles são afoitos e mostram a cara sem cerimônias. Quando puderem, deêm uma olhada na página do Senador Chuck Connors, no site do Senado dos EUA, no artigo/discurso por ele redigido logo após ele voltar da viagem que fez ao Pará (Santarém, em particular), liderando uma espécie de CPI ianque cujo objetivo era "estudar" a situação da soja na Amazônia brasileira.  O senador Connors, se bem me lembro, representava (não sei se foi reeleito) o estado de Iowa, o maior sojicultor dos EUA.  No referido texto, ele afirma categoricamente que os EUA não possuem mais áreas de expansão para o cultivo da soja, e que o Brasil possui terras de sobra para tal no Centro-Oeste, no Nordeste (com irrigação) e na Amazônia (a maior fronteira de expansão em potencial para todo tipo de atividade agropecuária).  Ele conclui, portanto, que é imperativo que os EUA persigam estratégias diplomáticas e comerciais que impeçam ou, pelo menos, obstaculizem ao máximo o crescimento do plantio de soja no Brasil.  O cara fala isso na maior cara-de-pau !!

Esse texto foi de 2006. Haviam discursos similares no Congresso dos EUA e no Parlamento Europeu (além de artigos na mídia americana e européia e vários ensaios nos think-tanks americanos e ingleses) sobre a necessidade de conter o crescimento econômico "exagerada e perigosamente" acelerado da China, da Índia, do México, da Rússia, da Indonésia e, entre outros, do Brasil.  No caso do Brasil, os alvos principais eram a mineração (Vale), as atividades ligadas à produção de alimentos (o agronegócio e os mega-frigoríficos exportadores tipo Sadia-Perdigão, Swift-Wilson, etc) e a expansão energética (Petrobrás, biodiesel, etanol, hidroelétricas e, mais que as usinas nucleares de Angra, as nossas revolucionárias centrífugas de Rezende-RJ).  Como forma de contenção, no caso brasileiro, uma das linhas de ação sugeridas (além de taxação alfandegária, redução de créditos de importação, subsídios aos produtores deles, etc) era, exatamente, o estímulo a políticas públicas DENTRO do Brasil que criassem uma superestrutura jurídica, sob o bem-intencionado e "indiscutível" manto da "proteção ao meio ambiente", que dificultasse a expansão dos setores mencionados.  Mas devo ressaltar que tais textos não falam exclusivamente de Amazônia, mas do Brasil como um todo.  Obviamente que a Amazônia acaba ganhando mais visibilidade no noticiário em razão dos motivos políticos já conhecidos.

Pelo visto, as estratégias deles produziram seus frutos...

STF deve julgar obrigatoriedade do diploma dia 10

O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta da sessão de quarta-feira, dia 10 de junho, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a obrigatoriedade da formação universitária em Jornalismo para o exercício da profissão. O julgamento da exigência do diploma está marcado como primeiro ponto da sessão. Porém, pode ser mais uma vez postergado se o ministro Marco Aurélio solicitar a inclusão do caso do menino cuja guarda está sendo reivindicada pelo pai norteamericano. Se isto ocorrer, esta questão terá prioridade.

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PEC dos Precatórios: Imoralidade é pouco

Poucos notaram, mas, o pior Senado da história do Brasil aprovou sem manchetes de capa, no dia 2 de Abril de 2009, próximo passado um monstro com precedentes: O Ato Institucional n.0 5, da lavra do Regime Ditatorial brasileiro. Diga-se, saudoso para parcela consideravel dos que hoje estão na faixa dos 65 anos além.

A PEC 351/09 estabelece limites que estados, municípios e União poderão destinar ao pagamento das dívidas com cidadãos. Para os estados, o percentual vai variar de 0,6% a 2% da receita líquida e para municípios, de 0,6% a 1,5%.

Os pagamentos serão efetuados de duas formas: 40% dos valores serão pagos para quem já está na fila, tendo preferência os precatórios menores e as pessoas com mais de 60 anos.

Os 60% restantes deverão ser pagos na forma de leilão de deságio, que funciona como um tipo de negociação em que o credor aceita deixar de receber o valor total que a Justiça havia determinado como dívida do Estado.

Depois de aprovada nas duas Casas, a proposta será encaminhada para sanção presidencial.

Comentário do blog: Quero estar vivíssimo para noticiar qual o governante brasileiro da vez que esteja no gozo de suas faculdades mentais sansionará tal desavergonhada proposta.
Qual o presidente de Câmara dos Deputados terá a coragem de manchar sua reputação política se permitir -- pelos menos -- aceitar colocá-la em discussão no Colégio de Líderes.
O blog aguarda com ansiedade o desafio.

PEC dos Precatórios é um golpe à moda do AI 5

PEC dos Precatórios é rechaçada pela OAB e pela CNI

O vice-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wladimir Rossi Lourenço, condenou hoje a chamada PEC dos Precatórios (PEC 351/09), já aprovada no Senado, que prevê leilões entre os credores para baixar os débitos do Poder Público reconhecidos em ação judicial.

A proposta ainda muda a ordem dos pagamentos, que deixaria de ser cronológica e passaria a ser escalonada em função dos valores. Cálculos da OAB projetam que, a prevalecerem as regras do projeto, os credores teriam que esperar, em alguns casos, mais de 150 anos para receber.

"A PEC termina por estabelecer o maior calote público jamais visto neste País porque, uma vez aprovada, efetivamente muitas pessoas que estão na fila aguardando para receber seus créditos reconhecidos em decisão judicial provavelmente nunca receberão, e talvez nem suas gerações futuras receberão", afirmou Lourenço, após audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para discutir a proposta.

Ofensa à dignidade
Para o vice-presidente da OAB é uma ofensa à dignidade do cidadão submetê-lo a optar entre uma "fila interminável" e um leilão, em que terá mais chances de receber quanto maior for a parte de que abrir mão.

Isso após ter percorrido "anos de calvário" ao longo do processo de conhecimento (em que se discute qual das partes tem razão) e obtido uma decisão favorável. "Efetivamente a decisão do Poder Judiciário estará sendo violada", advertiu.

Lourenço afirmou que a Ordem vai trabalhar para mudar a PEC na Câmara, mas disse que a instituição poderá recorrer a uma ação direta de inconstitucionalidade contra a eventual emenda se o texto atual for mantido. "Se a PEC for aprovada, o assunto será levado ao Conselho Federal da OAB, que decidirá o que fazer", afirmou.

CNI também critica
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) engrossou as críticas ao projeto. "Eu vou evitar a palavra imoral, mas digo que esse leilão viola o princípio da moralidade administrativa", afirmou o advogado da entidade, Cássio Borges. Ele cobrou bom senso dos deputados. "Os constituintes não podem ratificar esse leilão dos desesperados", disse.

Segundo ele, a CNI receia que a PEC configure confisco contra os credores. "A CNI registra sua total discordância em relação à proposta. Ela peca por ser totalmente desproporcional. Ela promove o benefício exclusivo do Poder Público, causando um prejuízo desproporcional ao credor", afirmou.

Possibilidades de mudanças
O relator da proposta na CCJ, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que sugeriu a audiência, sinalizou que o projeto será alterado para passar na Câmara. "Os municípios têm problemas, os estados também. Não podemos fechar os olhos a esta realidade. O texto, porém, precisa de alguns reparos. Se não forem feitos aqui (CCJ) serão feitos na comissão especial. Três quintos dos votos é quorum muito difícil de se obter se não chegarmos a um consenso", afirmou.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, um dos principais defensores da PEC, participou da reunião. Comandando um município que deve R$ 11 bilhões em precatórios, não ficou desanimado com a resistência dos deputados.

"A nossa proposta reflete o que foi aprovado no Senado. Eu entendo que, pelas manifestações aqui, vai haver um aperfeiçoamento. Então, ela vai voltar ao Senado para que aquela Casa se posicione definitivamente", disse.

Íntegra da proposta:
- PEC-351/2009

Continua:
Municipalistas defendem a PEC dos Precatórios

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Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Newton Araújo


Agência Câmara

Deputado Giovanni Queiroz denuncia ações contra a produção no Sul do Pará

Foto: Val-André Mutran















O SR. GIOVANNI QUEIROZ (PDT-PA) — Nesta data e neste dia, logicamente, primeiro quero me reportar a um projeto de lei que acabo de dar entrada na Mesa da Casa, a ser analisado por esta Casa e pelo Senado, que diz respeito à criação de uma Zona de Processamento de Exportação, uma ZPE, na cidade de Marabá, onde temos um parque industrial jáinstalado, no setor siderúrgico. Será um dos maiores parques industriais deste País se pudermos avançar no sentido da construção de uma ZPE naquela área que possa acelerar a nossa produção e o desenvolvimento do Estado do Pará, em particular naquela região sul do Estado. Dei entrada a esse projeto de lei, e espero que tramite com a rapidez necessária para vermos consolidado esse projeto.

A segunda questão que me traz ao Plenário, Sr. Presidente, é para dizer da satisfação que tivemos ontem de ver aprovado no Senado da República, especificamente na Comissão de Constituição e Justiça, oprojeto do Decreto Legislativo nº 52, de autoria do Senador Leomar Quintanilha, relatado inicialmente pelo Senador Mozarildo Cavalcanti e, agora, por último, relatado pelo Senador Valter Pereira, do Mato Grosso do Sul.

Com o relatório favorável, foi aprovado, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com a interferência favorável também do nobre Senador Flecha Ribeiro, aquele projeto de decreto legislativo, que fala de um plebiscito para viabilizarmos a criação do Estado do Carajás, desmembrando-se da região sul e sudeste do Estado do Pará.

Isso, sem dúvida nenhuma, é um instrumento extraordinário para podermos continuar a sonhar com o desenvolvimento efetivo, pretendido por todos aqueles que migraram para o sul do Pará para integrar a Amazônia ao Brasil, para fazer ali o nosso desenvolvimento, para permitir que milhares de brasileiros que para lá acorreram possam ter uma qualidade de vida melhor, um Governo mais próximo, capaz de pensar de forma inteligente o nosso desenvolvimento, de forma estratégica a nossa produção, de forma séria e responsável o desenvolvimento sustentável, tão necessário para o desenvolvimento da Amazônia e do Brasil.

Faço esse registro com a satisfação que tive de ver aqui ontem mais de 15 Prefeitos daquela região sul e sudeste do Pará, assim como mais de 30 Vereadores daquela região que vieram a Brasília fazer esse apelo aos Senadores da República, para, na compreensão da grandeza que é a revisão geopolítica da Amazônia, que se aprove aquele projeto de decreto legislativo.

Sem dúvida nenhuma, estaremos ainda na próxima semana já visitando o Presidente do Senado, o Senador José Sarney, para pedir a S.Exa. que inclua na pauta daquela Casa esse projeto de decreto legislativo. Ao ser votado no Plenário do Senado, que seja remetido à Câmara dos Deputados. Aqui fazemos um apelo, o qual já aproveito para fazê-lo agora aos nobres Deputados, ao Presidente, para votarmos aqui essa autorização, a fim de que o povo daquela região, daquele Estado, se manifeste num plebiscito, se favorável ou não à criação do novo Estado.

Pesquisas já mostram que temos, só na região sul e sudeste do Pará, 92% da população favorável à criação desse Estado. Sem dúvida nenhuma, está passando da hora de se fazer uma revisão geopolítica da Amazônia. Por que não começar pela região sul e sudeste do Pará, criando o Estado do Carajás e criando também no oeste do Pará o Estado do Tapajós?

Dessa forma, teremos lá 3 governantes que poderão, em áreas territoriais menores, se ajustar à vocação e ao desenvolvimento daquela região.

Sr. Presidente, gostaria de trazer só boas notícias. Gostaria de estar nesta tribuna alegre, feliz, com o desenrolar que tivemos ontem no Senado, com o projeto de lei que trago, criando a Zona de Processamento de Exportação para Marabá, cidade polo da região sul e sudeste do Pará, mas desta tribuna hoje vou tomar um maior tempo para falar das mazelas deste Estado brasileiro.

Lamentavelmente, mais uma vez, o Sr. Minc, Ministro do Meio Ambiente, traz problemas e mais problemas para a Amazônia, particularmente para o Estado do Pará. Não bastassem os tropeços já havidos em ocasiões outras, quando há6 meses, por exemplo, numa audiência pública, o Ministro Minc se referiu ao produtor rural, comparando-o com ladrões de carro. Isso disse o Ministro Minc, na Comissão de Meio Ambiente, Comissão da Amazônia e Comissão de Agricultura.

Naquele momento se encontrava um cidadão de 70 anos de idade com 9 filhos. Era um pequeno produtor do Estado de Goiás, que vendeu sua propriedade e adquiriu um pedaço de terra maior no Paráe para lá levou sua família, adentrando a mata com dificuldade, para produzir, para trabalhar. Pedi àquele Ministro que respeitasse aquele cidadão de 70 anos de idade que ali estava de cara queimada, mãos calejadas, trabalhando na roça, para criar os filhos para não serem marginais, como tantos que vemos pelas grandes cidades, como no Rio de Janeiro, terra do Ministro. Ele, na convivência às vezes continuada com o crime do Rio de Janeiro, vem comparar o trabalhador rural da Amazônia com ladrão de carro.

É lamentável ter um Ministro como este. Não bastassem as peripécias desse Ministro, que gosta da mídia mais do que qualquer um de nós todos, de repente, vai para a marcha em prol da liberação da droga no Brasil. Este é o Ministro do Meio Ambiente do Estado brasileiro, para vergonha de todos nós, brasileiros, para indignação de quem é pai e vêum Ministro de Estado em passeata pelas ruas de São Paulo, a defender o uso da droga, a liberação da droga, para vergonha de todos nós, homens, que temos a responsabilidade de criar bem nossas famílias, de ensinar o bom caminho.

Não bastasse isso, o Ministro Minc ainda agora se atreve a questionar se pode ou não construir uma rodovia, sem nenhum embasamento técnico ou científico que justificasse as posições, entrando em atrito com o DNIT, com o Ministro dos Transportes.

Aliás, recebendo um bom troco do Ministro dos Transportes, que se nega até a cumprimentar o Ministro Minc. Ontem, quando se analisava o PAC, o Ministro dos Transportes se negou a cumprimentá-lo. Realmente, o Ministro Minc não merece que se estenda a mão a ele, porque não se trata de um cidadão que se faz respeitar. Ele proibiu o asfaltamento da rodovia que liga Porto Velho a Manaus porque dizia que havia uma caverna a 6 quilômetros de onde iria ser construída a rodovia. Veja, Sr. Presidente, que absurdo, a que nível chegamos, mas ele acha que tem que proibir, Deputado Zequinha Marinho, a construção de hidrelétricas no rio Araguaia. Quando se defende energia limpa para não haver mais o aquecimento global, ele acha que tem o direito de proibir que se construa hidrelétricas no rio Araguaia ou em outros lugares deste País.

Tenho um documento aqui, agora do dia 1º próximo passado, do Presidente Lula, defendendo a produção de etanol, uma energia limpa, também renovável, para evitar o consumo dos produtos originários do petróleo, em substituição a esses, uma energia mais limpa. O Presidente Lula o faz com propriedade, inclusive estimulando outros países a consumir o etanol,e o Brasil com o potencial enorme que tem de produção. Lamentavelmente, de repente, o Presidente Minc também veta a produção de etanol na Amazônia. O Ministro Mangabeira Unger, com quem também o Ministro Minc já não se dá, dizia: temos condições de dobrar a produção de grãos e triplicar a economia da Amazônia sem derrubar uma árvore. É verdade! Vamos aproveitar as áreas antropizadas e as pastagens já degradadas e repor ali a cana-de-açúcar, que a cada 5 hectares gera um emprego, enquanto na pecuária, por cada 200, se gera um emprego, substituindo e produzindo etanol.

O SR. NILSON MOURÃO - V.Exa. me concede um aparte, nobre Deputado?

O SR. GIOVANNI QUEIROZ - Com prazer, Deputado, só concluindo este raciocínio. Com 5 hectares de cana vamos gerar um emprego; são necessários 200 hectares de pastagem para gerar um emprego. A riqueza do Estado geramuito mais emprego, mais impostos para o Estado. Paga-se 85 centavos pelo álcool aqui em São Paulo e 2 reais lá no Pará. Deve-se substituir 10 mil litros de óleo diesel que se queima por dia no Município de Santana do Araguaia — o Deputado Zequinha Marinho conhece bem a região e sabe disso. Por que não substituir pelo bagaço de cana, gerando energia naquela região? Mas o Sr. Minc diz que não pode mais implantar usinas de açúcar e álcool.

Só mais uma informação. Cito dados de um estudo da ESALQ, uma das escolas de agronomia de maior respeitabilidade no Brasil e na América Latina. Só o Pará tem 9 milhões de hectares disponíveis para plantio de cana-de-açúcar em áreas jáantropizadas. Isso seria uma vez e meia mais do que tudo que foi plantado no Brasil, 4 vezes mais o que foi plantado no Estado de São Paulo, que é o maior produtor de etanol.

Ouço V.Exa., com muito prazer.

O Sr. Nilson Mourão - Ilustre Deputado Giovanni Queiroz, em primeiro lugar, agradeço a V.Exa. a atenção ao me conceder o aparte. Serei breve, até porque V.Exa. faz um entusiasmado pronunciamento. Não tenho procuração do Ministro Minc para defendê-lo, nem vou fazê-lo. Tendo em vista o pronunciamento feito por S.Exa. recentemente, o Ministro já ouviu, imagino, pelo menos uns 100 discursos feitos nos últimos dias no plenário da Casa criticando sua posição. Talvez esse pecado já esteja expiado, no meu entendimento. A questão ambiental é muito complexa, problemática e nova para todos nós. De fato, o Ministro pode ter exagerado em algumas de suas declarações, mas haveremos de convir também a complexidade do problema, sobretudo na região amazônica. V.Exa. é de lá, do Pará, eu sou do Acre e sabemos que, se não houver uma posição firme por parte do Ministério do Meio Ambiente, continuaremos num processo de devastação selvagem da nossa região, mas nada disso justifica as declarações públicas que S.Exa. tem feito, tecendo ataques no plano moral contra um segmento da sociedade brasileira. Acho que o debate não é por aí. Como disse, talvez por esse pronunciamento, os pecados do Ministro já tenham sido devidamente expiados. Muito obrigado.

O SR. GIOVANNI QUEIROZ - Deputado, quero dizer a V.Exa. que não o perdoo. Sou produtor rural e represento aqui o meu setor, mas ser chamado de vigarista! Só usa essa palavra na condição de Ministro quem não tem caráter. Se vigarista existe nesse processo, está do lado de lá. É ele!

O SR. ZEQUINHA MARINHO Concede-me um aparte, Deputado Giovanni?

O SR. GIOVANNI QUEIROZ Eu não sou. Sou médico, produtor rural, sou filho de um homem que foi para a roça e pôs botina nos pés quando tinha 18 anos de idade. Meu pai me ensinou a respeitar os trabalhadores que com ele conviviam em sua pequena fazenda. Deu-me oportunidade de fazer Medicina no Rio de Janeiro e me estimulou a ir para a Amazônia, atendendo a um chamamento de Governo.

O Ministro Minc não merece o respeito da Nação, muito menos de quem produz e põe comida no prato de todos os brasileiros, mais do que isso, de um setor que produz 42% das exportações do Brasil nesses 4 primeiros meses. Esse homem não merece continuar como Ministro do Brasil.

Ouço, com muita atenção, V.Exa., Deputado Zequinha Marinho.

O Sr. Zequinha Marinho- Deputado Giovanni, primeiro, cumprimento V.Exa. pelo tema, que é tão importante para o Brasil, principalmente para a Amazônia, em particular para o nosso Estado, que vive uma situação muito delicada nesta momento. Éimportante destacar que o foco dado pelo Ministério do Meio Ambiente tem levado a consequências terríveis, como a posição que o Ministério Público Federal e o IBAMA estão tomando, principalmente com relação ao Pará. Crime ambiental é crime ambiental em qualquer lugar. Eu concordo com V.Exa. É crime na Amazônia, no Polo Norte, em Minas Gerais, em São Paulo. Se não pudermos mais fazer nada no Pará, ou na Amazônia, porque não se tem licença ambiental, como vamos fazer com o resto do Brasil? Com os plantadores do café, de cana, de fumo, de laranja e tantos outros? Então, é preciso que se reflita. Essa pressão dada pelo Ministério do Meio Ambiente está acordando todas as instituições e trazendo um mal terrível O que está no site da Procuradoria da República é algo que, neste momento, já destróia economia do nosso Estado, que tem a sua base principal, digamos assim, na economia normal, na pecuária. Diante disso, vamos começar, a partir de agora, a amargar prejuízos, desemprego e muita luta para sobreviver. Parabéns a V.Exa. pela propriedade com que coloca isso ao Brasil, principalmente à nossa região, ali, no sudeste do Pará, que vive e respira a pecuária. Muito obrigado.

O SR. GIOVANNI QUEIROZ (PDT-PA. Sem revisão do orador.) - Deputado Zequinha, muito obrigado pelo aparte. Quero dizer a V.Exa. que eu o ouvi hoje, no Pequeno Expediente, somo-me à preocupação de V.Exa. e trago, também comentários sobre a mesma matéria que V.Exa. abordava.

Ministério Público Federal e IBAMA processam empresas que lucram com os bois da devastação, frase do Greenpeace. Frase do Greenpeace! Mais do que isso: Com essa ação civil, os frigoríficos e fazendeiros foram multados em 2.1 bilhões de reais. Quem foi multado e por que foi multado? Foram multados os fazendeiros porque não estão de acordo com a legislação ambiental.

Aliás, eu quero dizer que não há 1% de produtores rurais, no Brasil, que estão ambientalmente regulares, conforme prevê a lei. Porque a lei é impraticável para a produção de cana em São Paulo, para a produção de leite em Minas Gerais, para a produção de leite no Brasil inteiro, para a produção de uva, de café, enfim, para tudo!

Hoje, levaram ao pé da letra a legislação ambiental. As fazendas que lá foram abertas desmataram 50%, porque a lei assim permitia. Eu desmatei 50% da minha propriedade, porque assim era a exigência do INCRA, à época, para que pudesse titular a minha terra.Imediatamente vem uma medida provisória, impõe 80% de reserva, e de repente eu virei um criminoso, marginal, à margem da lei, porque havia desmatado 50%? Mas era assim que o Governo exigia que se fizesse. Então, eu estou na ilegalidade, porque o Governo, agora, quer que eu tenha 80% de reserva, quando eu já desmatei 50%.

Sobre todas essas fazendas recém citadas pelo Ministério Público Federal do Estado do Pará, através de um procurador que desconhece a realidade daquela região que, aliás, está comendo na mão do Greenpeace, do Imazon e, talvez, não sei, no coche , é uma demonstração desrespeito a quem produz e trabalha naquela região, éuma vergonha para todos nós, brasileiros.

O que ocorre hoje no sul do Pará, em 21 propriedades rurais, que estão sendo multadas em 2.1 bilhões, e, inclusive, em 8 frigoríficos do Estado, acusados de estarem matando bois de fazendas que degradam o meio ambiente, na verdade, são fazendas ocupadas há mais de 20 anos, desmatadas há mais de 30 anos, com incentivo do próprio Governo, através da SUDAM e dos financiamentos normais, dos bancos oficiais daquela região, com o intuito de integrar a Amazônia e não entregá-la. E agora elas são multados em bilhões? E ainda vão parar as plataformas frigoríficas da região? E eles se estenderão e pegarão todas as fazendas do Pará, até chegarem às suas terras, porque pegarão todas as da Amazônia e do Acre. E se estenderão mais, chegarão a Goiás. Não há nenhuma propriedade que cubra a legislação ambiental neste País. E irão para o Rio Grande do Sul, para o Paraná, para Santa Catarina.

Nós, mas principalmente os governantes, temos que ter responsabilidade pelos nossos atos. No Ministério Público, nas ações propostas são citadas todas as informações disponíveis do Imazon e do Greenpeace. Eu não sabia que, agora, o Greenpeace e o Imazon são órgãos que merecem fé porque atuam com responsabilidade. Ora, o Imazon e o Greenpeace provocaram, no baixo Amazonas, em Santarém, que era uma região exportadora de milhares de toneladas de arroz, tanta pressão que, hoje, toda aquela região tem que importar arroz do Rio Grande do Sul para comer. Aqui, no Sul do Pará, tínhamos mais de 10.000 hectares mecanizados, produzindo soja. Após pressão da Bunge, foi fechado o armazém para a compra de soja.

Proibe-se a plantação de cana e agora vem proibir que se trabalhe com pecuária no sul do Pará e no Estado do Pará como um todo. Logicamente, para ser justo, teriam de pegar todas as propriedades, porque estamos todos com passivo ambiental, passivo ambiental esse imposto pelas regras do jogo, que sai por decreto, por portarias, por resoluções. Um ato irresponsável de um Ministro que não merece a confiança do povo brasileiro.

Quero firmar aqui meu protesto, Sr. Presidente, com relação a essas ações impensadas, irresponsáveis, levianas do Ministro que coloca o IBAMA a serviço do Ministério Público e a este se soma no sentido de prejudicar homens que trabalham produzem, têm a coragem de adentrar a 30 anos, trinta e poucos anos, como temos lá na Fazenda Rio Vermelho. São homens honrados, sérios, que ajudam a produzir em São Paulo, no Pará, gerando emprego, renda, respeitando seu trabalhador, dando oportunidade de ganho maior, inclusive para o trabalhador rural. Mas que estão prejudicados por ações inconsequentes e irresponsáveis de um Ministério Público que deveria estar atuando com responsabilidade e não comendo no cocho do Greenpeace ou daqueles que não têm responsabilidade com este País. Que desçam as ações do Ministério Público Federal para todo Brasil, paralizem a produção brasileira e venham matar a fome dos milhares de brasileiros que não terão o que comer, porque terão de importar. E não sei se hoje o mundo disponibiliza bens para alimentar tantos milhares de brasileiros.

Espero que o Governo do Pará possa estar atento a isso que ocorre. Estão aniquilando com a economia do Estado do Pará e com a o produção, o setor produtivo do Estado

Muito obrigado pela tolerância.

O SR. PRESIDENTE (Ilderlei Cordeiro) Parabéns, Deputado Giovanni Queiroz. Realmente seu discurso engrandece cada vez mais a população do nosso País, que estásendo engessada cada vez mais por algumas atitudes do Ministro.

E até faço uma pergunta, Deputado Giovanni Queiroz: de que realmente o Ministro se alimenta? De folhas? Se ele for mexer com as folhas lá, retirar, ele estaráagredindo o meio ambiente. Então ele vai virar o quê? Quero sabe de onde ele se alimenta, se não for da plantação, se não for da pecuária que realmente temos no nosso País.

Então a pergunta que fica ao Ministro é esta: de que ele se alimenta, a ponto de poder prejudicar nosso País e nossa Amazônia, criticando a nós produtores rurais deste País.

E também gostaria que ele olhasse um pouco a situação do Rio de Janeiro, de onde ele é, a quantidade de poluição. Qual é o projeto que ele está fazendo para acabar com a poluição?

Mas vamos colocar nas mãos de Deus.

Queremos que o Presidente da República tome atitude de colocar pessoas que queiram gerar emprego, renda e cuidar também do meio ambiente.

Muito obrigado.

Deputado Zequinha Marinho mostra preocupação com ações do Ibama e MPF contra pecuárias sulparaenses

















Pronunciamento há pouco feito pelo deputado federal Zequinha Marinho (PMDB-PA).

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, voltamos à tribuna desta Casa para, nesta oportunidade, repercutir matéria que está no site da Procuradoria da República do Estado do Pará.

A manchete diz o seguinte:
Ministério Público Federal e IBAMA processam empresas que lucram com os bois da devastação.

Frigoríficos e fazendeiros podem pagar indenizações bilionárias. Supermercados e indústrias também podem ser responsabilizados pelo desmatamento ilegal de mais de 150 mil hectares.

A matéria diz o seguinte:
Um levantamento inédito feito pelo Ministério Público Federal e pelo IBAMA conseguiu rastrear as empresas da cadeia da pecuária que contribuem para a devastação da Amazônia. Pela primeira vez, através de pesquisa nos registros de compra e venda de bois, foi possível comprovar quem comercializa os rebanhos criados em áreas desmatadas ilegalmente.

O trabalho mapeia desde a fazenda que engorda o gado em pastagens ilegais, passando pelo frigorífico que abate, processa e revende subprodutos bovinos, chegando até as indústrias de materiais de limpeza, de calçados, de couros, de laticínio e supermercados que utilizam e comercializam os bois da devastação.

Como primeiro resultado, hoje o Ministério Público Federal iniciou 21 processos judiciais contra fazendas e frigoríficos, pedindo o pagamento de 2 bilhões e 100 milhões de reais em indenizações pelos danos ambientais àsociedade brasileira. Sessenta e nove empresas que compraram os subprodutos dos frigoríficos receberam, por enquanto, notificações em que são informadas oficialmente da compra de insumos obtidos com desmatamento ilegal na Amazônia.

A partir da notificação, devem parar a aquisição desse tipo de produto ou passarão à condição de corresponsáveis pelos danos ambientais.
Sras. e Srs. Deputados, vou parar de ler, porque daqui para frente a matéria se torna específica.

Mas, Sr. Presidente, com a leitura dessa matéria eu quero dizer que chegamos ao fundo do poço ou ao fim do mundo, como a população gosta de dizer, quando já não se tem mais saída para uma causa tão séria quanto essa.

Até um dia desses, o Governo Federal convidava cidadãos de todas as classes sociais para ocupar a Amazônia, a fim de não entregá-la. De repente, muda-se a cabeça, mudam-se as leis, e esse cidadão que foi para láajudar a conquistar, a ocupar, a desenvolver a área virou bandido do dia para a noite. Um bandido criado pelo Estado brasileiro, com a participação do Estado do Pará, no nosso caso, porque esse cidadão, por mais que queira se manter na legalidade, tanto na titulação da sua propriedade, da sua terra quanto na questão ambiental, não tem para onde ir, não tem a quem procurar.

O Senado votou ontem a medida provisória que começa a moldar exatamente a regularização. Lá no Estado, estamos pressionando para dar os primeiros passos em busca da regularização fundiária, e aparece uma bomba desse tamanho. Chegamos ao cúmulo da insanidade, correto?

Quero convidar os nobres pares desta Casa para nos ajudar, porque com certeza teremos muita luta pela frente. E esta Casa não pode ficar de fora, porque o cidadão paraense, o que nasceu láou o que foi para lá trabalhar não é o bandido que o Ministério Público e o IBAMA diz que é. As fazendas são produtivas, são ricas. Temos o 4º maior rebanho bovino do Brasil, indústrias frigoríficas, trabalhamos decente ehonestamente, produzimos, ajudamos este País, contribuímos com a balança comercial de forma significativa, e queremos andar na linha, corretamente.

Se houver algum escritório que cuide disso com competência, na China, por exemplo, tenha certeza de que vamos lá cuidar disso. Mas, por enquanto, nem lá nem aqui. Precisamos de instituições que atendam esse cidadão e não uma relação que mais parece um rosário interminável, igual ao que temos aqui.

Vamos apenar do supermercado ao mini produtor rural, porque ninguém, absolutamente ninguém, está regular. Vamos ter que parar de viver naquele Estado, Deputado Giovanni Queiroz. Vamos ter de parar de comer, de respirar, de existir.

Essa é a nossa indignação, nossa preocupação e até nossa observação patética diante de tamanha aberração colocada aqui, como se tivéssemos condição de regularizar de um dia para noite todo um Estado de tamanho continental, habitado por produtores.
Tenho certeza de que nossa bancada, nossos companheiros, Lideranças como a do Deputado Giovanni Queiroz, que, com certeza, vai se pronunciar nesta tarde, nos juntaremos para defender o direito do povo do Pará, especialmente, e da Amazônia, porque essa situação vai caminhar Amazônia adentro.

Obrigado pela complacência.
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STF devolve prefeitura de Santarém à Maria do Carmo




















Sorridente ao lado do presidente Luis Inácio Lula da Silva, Maria do Carmo Martins (PT) retomou nesta tarde o seu legítimo mandato como Prefeita de Santarém (PA) em decisão do STF.

Parabéns Maria! Você e o povo de Santarém merecem.
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Deputado Giovanni Queiroz no Grande Expediente logo mais ao vivo na TV Câmara

Foto: Val-André Mutran























O Deputado Federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) fará, logo mais, na Tribuna da Câmara dos Deputados, importante pronunciamento no Grande Expediente no qual abordará os graves problemas ralacionados ao meio ambiente, setor produtivo nacional, legislação ambiental e os problemas hoje enfrentados que estão engessando o desenvolvimento do Estado do Pará.

Não percam. Sintonizem a TV Câmara, a partir das 15:30 desta quinta-feira, 5 ou assiatam pela internet aqui.

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