Jazz: a eterna paixão dos franceses


Jazz: o elogio da diversidade

Foi na França, sob os dedos do guitarrista de origem cigana Django Reinhardt, que nasceu, nos anos 30, a idéia de um jazz original, libertado do modelo americano.

Sete décadas depois, o jazz continua em plena forma na França e seu único problema é a diversidade e a extensão de sua oferta estética.



Julien Lourau
Especialidades: Acreditávamos estar acabada a época em que o jazz francês resumia-se à guitarra manouche (cigana) e ao acordeão swing. Eis que eles estão de novo nos palcos. Nas mãos de gerações que cresceram na tradição, porém expostas à diversidade do mundo moderno refletida na obra polimórfica de Bireli Lagrène: a guitarra manouche tirou proveito das afinidades com a canção francesa (Sanseverino) e da irrupção, ao seu lado, de um acordeão totalmente descomplexado para reivindicar sua herança popular, com o estilo New Musette de Richard Galliano. Este último mostrou a seus numerosos discípulos o caminho para um acordeão cosmopolita, trilhando de novo as estradas que percorreu o instrumento, no inicio do século XX, quando se dispôs a conquistar o mundo, do Brasil aos Bálcãs.

Mestiçagens: Paris é o lugar onde todos os caminhos se cruzam. Vem gente dos quatro cantos da Europa e dos Estados Unidos para recrutar baixistas, bateristas e percussionistas africanos, antilheses ou magrebinos, enquanto outros vêm confrontar suas raízes com outros ritmos (como o guitarrista Nguyen Lê, de origem vietnamita, com seu conjunto Maghreb & Friends). É nessa capital musical acolhedora que se encontram o italiano Paolo Fresu, o húngaro Gabor Gado, o belga Davide Linx ou o pianista bósnio Bojan Z (de Zulfikarpasic), que iniciou nos ritmos balcânicos o saxofonista Julien Lourau. Este último acaba de lançar, em 2007, Vs Rumbiaberta, um disco de rumba cubana gravado com músicos latinos que se encontraram na capital francesa.

Padrinhos: Entre os veteranos que mantêm contato com as novas gerações, encontramos um italiano (Ricardo del Fra) e um suíço (Daniel Humair). O primeiro, ex-baixista de Chet Baker e atual diretor do curso de jazz do Conservatório Nacional Superior de Paris, reuniu, no âmbito do Jazzoo Project, alguns dos mais brilhantes de seus ex-alunos. O segundo mergulha sua bateria na fonte da juventude de seu Baby Boom: o guitarrista Manu Codja , o contrabaixista Sébastien Boisseau, os saxofonistas Mathieu Donarier e Christophe Monniot são representantes de uma nova guarda que, seguindo o modelo do padrinho, privilegia a elegância do gesto e a exigência da forma, longe dos dogmas vanguardistas e da timidez dos tradicionalistas.

Capital: As casas noturnas parisienses são locais de confrontos e confraternização entre os herdeiros dos grandes modelos do jazz americano (Pierrick Pédron), liberados (irmãos Belmondo) e meio malucos (Le Sacre du Tympan). Recentemente, surgiram as mulheres, como maestrinas ou virtuoses de instrumentos de reputação viril como o trompete (Airelle Besson) ou a bateria (Anne Paceo). Numa noite, podemos descobrir ao acaso a saxofonista Géraldine Laurent tocando entre as mesas de um bar de bairro. No dia seguinte, seu nome corre de boca em boca. Em janeiro de 2007, ela partiu para Nova Iorque como representante da França em encontros internacionais e está no sumário do New York Times.





Géraldine Laurent





Biréli Lagrène





Regiões: Outros preferem manter-se distantes das pressões da capital com o objetivo de preservar sua independência. Foi na qualidade de filho da região de Gex (Jura, no leste da França) e de freqüentador da cena eletro-hip-hop de Lausanne que Erik Tuffaz criou, longe de Paris, o quarteto que se tornou uma das locomotivas do legendário selo Blue Note. Assim, da mesma forma foram criados cenários originais em Marselha, Lyon, Mâcon, Lille, etc. Nantes é um verdadeiro viveiro, que vem crescendo há dez anos em torno do saxofonista Alban Darche e das várias ramificações de seu conjunto, o Gros Cube. Em 2006, ele lançou, em trio, o CD Trickster, um dos discos mais tranquilamente groovy da temporada.

Franck Bergerot, redator-chefe adjunto da revista Jazzman


Onde ouvir jazz em Paris?

No coração de Paris, a rua dos Lombards é absolutamente inevitável. Vai-se do Duc des Lombards, o mais clássico, ao Baiser Salé , o mais mestiço, sem esquecer os Sunset e Sunside, os mais na moda. Seria um erro, no entanto, restringir-se a essas quatro casas: os futuros astros do Lombards apresentam-se freqüentemente no Franc Pinot (o mais be-bop), na Île Saint Louis, o 7 lézards (mais audacioso) no Marais ou o Autour de Minuit na rue Lepic (o mais clássico e ao mesmo tempo o mais eclético). Sempre em Paris – e para os que gostam de se arriscar – há o Voûtes, no bairro da Grande Biblioteca (Biblioteca Nacional da França, no 13o distrito), o Olympic, ao norte do Goutte d’Or o Zèbre em Belleville , ou o Atelier du Plateau, nas Buttes Chaumont. É possível aventurar-se até as portas de Paris – sempre perto de uma estação de metrô – no Jazz Club Lionel Hampton do Hotel Méridien da porte Maillot, no Trabendo do Parque de La Villette (onde está a orquestra residente Paris Jazz Big Band), no Triton da Porte des Lilas, (alternativa ao consenso da rua dos Lombards) ou então no Instants Chavirés (refúgio do radicalismo), em Montreuil.

Rádio

Hoje, graças a Internet, podemos ouvir, no mundo todo, as estações de rádio que colocam o jazz francês em evidência France Musique (http://www.radiofrance.fr/) permite ouvir suas transmissões em arquivo depois da transmissão ao vivo. Le Jazz probablement (programa temático), Jazz de pique jazz de cœur, (encontro semanal com um músico), À l’improviste (em torno da improvisação), Jazz Club ( transmissão ao vivo das casas noturnas parisienses), Jazz sur le vif (transmissão das apresentações de Radio France). Para ouvir transmissões ao vivo é bom não esquecer de TSF (http://www.tsfjazz.com/) que transmite jazz 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Um exemplo de simbiose entre o tradicional e o moderno é outra marca do cenário musical francês



“Mathieu Chédid, ou M, é um compositor prolixo e um guitarrista talentoso. Aqui, ele recebe,
em 2007, o César do melhor tema de filme do ano.”


A música popular francesa aproxima as gerações

Chamado na França de “Variétés”, esse gênero dito popular segue encantando. Os artistas da primeira e da segunda geração continuam a enriquecer seu repertório, enquanto surge uma nova geração extremamente promissora.

Rápido giro pelo cenário musical.


“ Musa dos anos 60, a elegante Françoise Hardy continua inspirando e atraindo para si os melhores talentos franceses de todas as gerações.”
A “velha guarda”: união dos talentos

Em seu último álbum, Parenthèses (2006), Françoise Hardy, musa dos anos 60, reuniu doze estrelas que admira para interpretar, em duo, suas canções preferidas (de sua autoria e de outros). De Henri Salvador a Benjamin Biolay, passando por Alain Bashung e Maurane, o elenco mistura as gerações. Um disco elegante e intimista em que a ouvimos pela primeira vez cantar com os dois homens de sua vida: seu companheiro, o ator e cantor Jacques Dutronc, e o filho deles Thomas, também músico.

Michel Delpech, cantor de sucesso nos anos 70, cercou-se também de uma plêiade de artistas (Francis Cabrel, Julien Clerc, Laurent Voulzy, Cali, Bénabar, etc.) para regravar, em 2006, em seu CD Michel Delpech &, os maiores sucessos de sua carreira. Pour un flirt, Que Marianne était jolie, Wight is Wight são baladas que fazem parte do seleto time das músicas que nunca saem de moda.

Fugain e Jonasz: homenagem aos artistas

Para realizar seu disco Bravo et Merci (2007), Michel Fugain pediu aos grandes nomes da Música popular francesa uma letra para musicar. Doze autores-intérpretes, entre os quais Charles Aznavour, Serge Lama, Véronique Sanson e Claude Nougaro (que escreveu a letra algumas semanas antes de falecer), aceitaram o convite. São textos otimistas, melancólicos e engajados, acompanhados de melodias ritmadas do ex-líder do Big Bazar (grupo musical hippie dos anos 70).

Michel Jonasz, por sua vez, quis homenagear lendas da canção francesa. Seu último trabalho, Chanson Française (2007), é o primeiro de uma trilogia dedicada às canções que embalaram sua infância e juventude. Nosso mestre do swing interpreta com emoção Jacques Brel, Georges Brassens, Léo Ferré e Édith Piaf, ressuscitando suas canções em versões jazzísticas.

Segunda geração

Com Totem, gravado ao vivo e lançado em 2007, Zazie lança um disco mais intimista que os anteriores. Confessando suas desilusões amorosas e sua busca existencial, a cantora pop coloca a nu sua sensibilidade sempre à flor da pele. Esse CD com tendências rock e eletrônica traz também canções evanescentes e melancólicas. Uma obra cheia de sinceridade em que Zazie não deixa de, mais uma vez, lançar um olhar sensível sobre mundo.

O mundo sorri para Mathieu Chédid, de codinome M, que, com sua guitarra singular, é conhecido pela voz aérea e suas performances extravagantes. Premiado durante a cerimônia de entrega do prêmio César de cinema pelo tema original do filme de Guillaume Canet, Ne le dis à personne, ele também fez o papel de herói no conto musical, Le Soldat Rose (escrito por seu pai, Louis Chédid); premiado durante as Victoires de la Musique 2007, na categoria “Variété”. A cereja no bolo: M acaba de concluir a direção do álbum de Vanessa Paradis, acontecimento fonográfico do ano que vem.


Estimada pelos profissionais da área e querida pelo grande público, Zazie emprestou seu estilo versátil e inspirado nas letras a várias gerações de artistas franceses.










Inteligente, engraçado e tocante, Bénabar segue a tradição da canção realista. Ele foi eleito o melhor intérprete masculino do ano de 2006.
A nova geração

Queridinho do novo cenário musical francês, Bénabar terminou 2006 como o quarto francês que mais vendeu discos. Esse cantor popular construiu sua identidade esmiuçando cenas da vida cotidiana com humor, simplicidade e um estilo musical apurado. Seu quinto álbum, Reprise des Négociations (2005), foi unanimidade de público e crítica. Bénabar foi eleito o artista-intérprete de 2006 durante as Victoires de la Musique.

Com sua cara de anjo, Raphaël é chamado com freqüência de “galã das domésticas” -- o similar pariense de Odair José -- melhorado, como percebe-se na foto do gajo. Seu terceiro CD, Caravane (2005), vendeu mais de um milhão de cópias e recebeu três prêmios durante as Victoires de la Musique, que consagraram seu talento. Com seu estilo entre a música popular francesa e o pop, Raphaël esboça um universo poético em que se pergunta sem parar sobre os ciclos da vida.

Na categoria música romântica, Martin Rappeneau, filho do diretor Jean-Paul Rappeneau, quer ser o herdeiro de Michel Polnareff e de Michel Berger, assim como da influência funk de Sinclair que, aliás, participou de seu primeiro álbum em 2004. Para realizar L’Âge d’Or (2006), obra em parte autobiográfica, Rappeneau cercou-se de músicos renomados e utilizou-se da voz da cantora Camille, co-autora de uma das faixas.
Adrienne Pauly, vinte e seis anos, atriz de formação, é uma das revelações de 2006. Suas canções pop-rock descoladas, somadas a sua zombaria, classificam-na entre as cantoras exuberantes dos anos 80, como Catherine Ringer, do grupo Rita Mitsouko. Um talento e ser acompanhado.

Raphaël, com cara de anjo talentoso, dá continuidade à tradição que oscila entre a música popular francesa e o pop.
Stéphanie Secqueville, jornalista

Peculiaridade na maneira de transitar em praias além oceânicas



















Mesclando rap, slam e jazz, com referência à canção francesa, Ab Al Malik é umas das revelações de 2006.


Desde o fim da Segunda Guerra Mundial a França, definitivamente linkou-se com os Estados Unidos da América. Os músicos de Jazz e Big Bandas americanas eram idolatrados pelos franceses.

Apesar do distanciamento francês como aliado da hora dos americanos determinado pela política externa contra a hegemonia ianque desde o governo do socialista François Mitterrand, e seus sucessores, marcou um certo afastamento dessa realação. Basta reler a postura dos dirigentes franceses contra o envio de tropas ao Iraque. E a França nunca foi vítima de uma tentado como o sofrido pelos espanhóis e ingleses nessa guerra contra o terrorismo.

Passando ao largo desse Epopéia, um segmento interessantíssimo de músicos franceses adoram o Hip-Hop e o Rap -- estilos -- nascidos nos guêtos das maiores cidades americanas em meio à miséria e violência de países do Terceiro Mundo, ou, no neologismo: Emergentes.

Nascido nos guetos negros americanos nos anos 70, o rap desembarcou nas ondas francesas em 1984. Mas foi só no final da década que um rap especificamente francês surgiu com as primeiras improvisações no rádio dos grupos NTM, Assassin e do cantor MC Solaar, cujas letras engajadas decodificavam os males da sociedade: racismo, precariedade e violência. Nos anos 90, o gênero cindiu-se em várias vertentes: o rap contrário ao sistema, com reivindicações por vezes violentas (NTM, Ministère Amer, etc.); um rap comercial e dançante (Alliance Ethnic, Ménélik, etc.), desprezado pelos puristas; enquanto um rap responsável e poético (MC Solaar, Iam, etc.) abria uma terceira via. A partir de 2000, o rap enriqueceu-se ainda mais com o surgimento de novos artistas e a democratização de estilos como o slam, poesia contemporânea declamada em cena.

Os bem-comportados
Graças a seu primeiro CD, que vendeu 400.000 exemplares, Grand Corps Malade transformou um gênero confidencial – o slam – em um fenômeno de grande público. No disco Midi 20 (2006), esse jovem de vinte e nove anos escande seus poemas urbanos à capella*, abordando os mais diversos temas, como a exclusão social, o amor e os testes a que a vida nos confronta. As palavras são contundentes, mas o humor não perde o otimismo. Uma sede de viver que Grand Corps Malade tira de sua história pessoal: paralisado durante dois anos em conseqüência de um acidente esportivo, ele conseguiu voltar a andar. Completamente conquistado por sua singularidade, o meio profissional deu a ele dois prêmios Victoires de la Musique: melhor artista e melhor álbum do ano de 2006 na categoria revelação.

Na mesma linha, Abd Al Malik faz papel de filósofo dos tempos modernos. Esse artista de origem congolesa, que pôs um ponto final em seu passado tumultuoso (na juventude, oscilou entre a delinqüência e o extremismo religioso) defende hoje um rap pacifista, que prega a tolerância e incita ao diálogo entre os homens. Seu estilo musical mescla rap, slam e jazz, com referências às figuras lendárias da canção francesa, como Jacques Brel. Seu segundo disco, Gibraltar, foi consagrado como “o melhor álbum de música urbana” de 2006, durante o último Victoires de la Musique.”

Menos presente na mídia, Rocé também defende um rap dito “consciente”. Símbolo vivo da mestiçagem cultural (tendo, ao mesmo tempo, origens argelina, russa, argentina, judaica e muçulmana), ele aborda com força, mas cuidadosamente, seus temas prediletos: passado colonial, imigração e identidade. No cruzamento entre hip-hop e jazz, seu último disco, Identité en Crescendo (2006), inova musicalmente.










Keny Arkana, Oxmo Puccino e a compilação Planète Rap


Os provocadores
Encabeçando a lista dos rappers franceses mais controversos, está Joey Starr. O grupo NTM, que formou com Kool Shen em 1989, é emblemático desse rap contrário ao sistema dos anos 90. Oito anos depois do fim do grupo, Joey lançou seu primeiro disco solo, Gare au Jaguar, em outubro de 2006. Apesar de seu discurso ser bastante virulento, ele desenvolveu uma consciência cidadã, convidando os jovens a votar.

Visto como “menino mau” na meio do rap francês, Booba é um dos maiores vendedores de discos da França. Seu terceiro álbum, Ouest Side (2006), vendeu mais de 200.000 cópias. Booba é freqüentemente associado ao estereótipo do “rapper bandido” à americana, fazendo apologia à violência e ao tráfico. Um discurso voluntariamente cínico, que acusa a sociedade de não oferecer, segundo ele, outra escolha aos excluídos do sistema.

O rap no feminino
Famosa desde o final dos anos 90, Diam’s contribui para a feminização dos temas do rap francês. Esta jovem de vinte e seis anos de origem cipriota conseguiu impor sua energia e sua escrita incisiva em um meio dominado por homens. Em Brut de Femmes (sucesso do ano de 2003), não temeu romper o tabu da violência conjugal e do sexismo da periferia. Em 2006, Diam’s engaja-se de novo, atacando o mal-estar social e acusando a extrema direita (Dans ma Bulle, melhor venda de álbuns de 2006, com 600.000 exemplares vendidos). Personalidade íntegra e generosa, Diam’s transcendeu as fronteiras do rap transformando-se em porta-voz de toda uma geração. Muitas vezes comparada a Diam’s por seu temperamento combativo, Keny Arkana, marselhesa de vinte e quatro anos, revelada em 2006, define-se como “uma contestatória que faz rap”. Em seu primeiro disco oficial, Entre Ciment et Belle Étoile, esta militante anti-globalização, “marcada a ferro quente” por uma infância difícil, expressa sua raiva. Ela denuncia as desigualdades em escala planetária, mas também volta seu olhar para a juventude dos bairros abandonados. Uma artista em carne viva, cujo talento promete.

O rap tem…
Versão jazz: Oxmo Puccino Figura de destaque do rap parisiense nos anos 90, conhecido por seus “freestyles” (ou improvisações) no rádio, Oxmo Puccino fez sua grande volta ao cenário musical em 2006, com o lançamento de Lipopette Bar. Esse disco jazzístico foi composto com a colaboração dos quatro músicos do grupo francês Jazzbastards. Desenhando um universo metafórico, Oxmo Puccino mergulha o ouvinte num ambiente noturno de cabaré. Cada título conta uma histórica que põe em cena personagens diretamente saídos de um filme policial em preto e branco.

Versão pop: TTC Depois de nove anos de existência, o grupo TTC continua a cultivar um estilo pop de “grande público”, muito distante dos discursos engajados. 3615 TTC, lançado no início de 2007, tem letras leves, impregnadas de um machismo que adere facilmente à pele do rap, acompanhadas por ritmos eletrônicos.

Versão tecno: DJ Mehdi Compositor hip-hop, autor de músicas de grandes nomes do rap, como Akhenaton ou MC Solaar, DJ Mehdi orientou-se para a música eletrônica. Lucky Boy, lançado em 2006, revela uma música na qual confluem funk e tecno.

Na Internet: sites oficiais dos artistas, nos quais há biografias, fotos, trechos de músicas, vídeos, fóruns, etc.

Abd Al Malik: www2.abdalmalik.fr
Grand Corps Malade: www.grandcorpsmalade.com
Keny Arkana: www.keny-arkana.com
Oxmo Puccino: www.oxmo.net
Rocé: www.identiteencrescendo.net
* Sem acompanhamento de instrumentos.

Uma princesa desde o berço

















Charlotte Gainsbourg

Charlotte Gainsbourg é uma perturbadora mistura de força e fragilidade

Vinte anos depois do álbum Charlotte For Ever, no qual cantava em duo com seu pai, a atriz Charlotte Gainsbourg retoma seus primeiros amores. Aos trinta e cinco anos, lança um álbum-evento, 5.55, cuja vendagem não pára de aumentar. Biografia de uma filha de estrelas.

Charlotte Gainsbourg nasceu em um universo de artistas. Seu pai, o genial Serge Gainsbourg, é um dos maiores autores-compositores-intérpretes do século XX, uma mistura de poeta e provocador. Sua mãe, Jane Birkin, é atriz e cantora de origem britânica, musa de Serge e ícone dos anos 1970.

Charlotte despontou no cenário musical e cinematográfico ainda na adolescência. Sua delicada voz foi ouvida pela primeira vez, em 1984, na faixa Lemon Incest, canção diabólica que interpreta com o pai. Dois anos depois, Serge Gainsbourg compôs o disco Charlotte For Ever para a filha, colocando-a, com apenas quinze anos de idade, entre as “grandes” estrelas.

Paralelamente, Charlotte inicia sua carreira no cinema, revelando-se em dois filmes do cineasta Claude Miller: L’Effrontée (A Descarada, de1985), em que interpreta uma adolescente rebelde e sonhadora e A Pequena Ladra (1988), com roteiro de François Truffaut, retrato de uma jovem ávida por liberdade. Os franceses foram conquistados pelo tímido charme e pela fragilidade da pequena Charlotte. A atriz também foi adotada pela “grande família” do cinema, que lhe concedeu, por sua atuação em L’Effrontée, o prêmio César de melhor atriz-revelação.










Charlotte, filha única de um casal mítico (1971)
A opção pelo cinema

Nos anos seguintes, Charlotte Guainsbourg colaborou com cineastas de renome, como Patrice Chéreau, Bertrand Blier, Jacques Doillon… Mas a morte do pai, em 1991, fez com que mergulhasse em uma profunda tristeza. Voltando a atuar alguns anos depois, ela conquistou o público com a maturidade e a segurança da mulher que se tornou. Ela foi a alma do sucesso das comédias La Bûche (A Lenha), de Danielle Thompson, Ma Femme est une Actrice (Minha Mulher é Atriz)e Ils se Marièrent et Eurent Beaucoup d’Enfants (E Viveram Felizes para Sempre), de Yvan Attal, ator e diretor com o qual vive.

Desde então, é solicitada pelos mais originais talentos do cinema francês: de Dominik Moll (Harry, un Ami qui Vous Veut du Bien/ Harry – Um Amigo que Veio para Ajudar ), passando pelo thriller psicológico Lemming (Instinto Animal) em 2005, até Michel Gondry, no filme La Science des Rêves (A Ciência dos Sonhos), verdadeiro óvni cinematográfico lançado em agosto de 2006. Ela também é cortejada por diretores internacionais: atuou ao lado de Sean Penn em 21 Gramas (2004) do mexicano Alejandro Gonzales Irarritu, acaba de rodar, na Argentina, o filme de época The Golden Door do italiano Emmanuel Crialese e prepara-se para integrar o elenco do diretor americano Todd Haynes no I’m not there, que retraça a vida de Bob Dylan.

O grande “come back” musical
Mas foi em agosto de 2006 que Charlotte Gainsbourg virou notícia. Depois de ter abandonado o cenário musical por vinte anos, ela acaba de lançar um disco pop-rock, com inspiração inglesa, bastante esperado. Esse era um projeto no qual pensava há dez anos, mas foi o encontro decisivo com a banda francesa de música eletrônica Air, na saída de um show de Radiohead em 2003, que fez com que desse o passo definitivo.

Para a realização desse disco, grandes nomes do mundo da música não demoraram a integrar-se ao projeto: Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, a dupla do grupo Air, de Versalhes, autores das melodias, os letristas ingleses Jarvis Cocker (Pulp) e Neil Hannon (The Divine Comedy),o produtor Nigel Godrich (Radiohead, Paul MacCartney) e ainda os músicos Tony Allen na percussão e Davi Campbell, pai de Beck, nas cordas.

Esse time de primeira linha fechou-se em um estúdio de gravação parisiense durante um ano, trabalhando sem parar. Charlotte Gainsbourg decidiu interpretar suas canções na língua de Shakespeare (com exceção de uma), pois, como explica: “Cantar em francês me aproximava demais de meu pai. Demais e menos bem”.

Em 5.55, álbum deliciosamente melancólico, ela murmura melodias evanescentes, mergulhando o ouvinte no centro de seu universo. Um universo noturno, entre o sonho e o pesadelo, povoado por criaturas imaginárias e fantasmas do passado. Ao mesmo tempo torturada, apaixonada e sensual, Charlotte diz quem é. Sua voz ganhou mais segurança: emprestando os agudos da mãe, ela é, ao mesmo tempo, velada e intensa. Instrumentalmente, o disco deve sua qualidade às guitarras acústicas e ao piano. A influência musical paterna também é percebida: as linhas dos baixos e dos violinos são uma referência direta ao álbum “cult” Melody Nelson, composto em 1971 por Serge Gainsbourg.

Aclamado de maneira unânime pela crítica, 5.55 está no topo das vendas desde a primeira semana de lançamento, preparando-se para ganhar o mundo: depois da Europa, o álbum será lançado nos Estados Unidos e na Ásia. Charlotte Gainsbourg fará shows? A questão permanece em aberto, a perspectiva de subir em um palco ainda a assusta. Seu atual projeto é criar um museu na rua de Verneuil, em Paris, a última morada de seu pai, para que o público descubra essa casa, que manteve intacta. Um pai que teria hoje um enorme orgulho da filha.

Stéphanie Secqueville, jornalista

A música eletrônica é a locomotiva de vendas



















As máquinas de luxo da música eletrônica francesa

Chama-se de “French Touch” a técnica e a sensibilidade que, em dez anos, alçaram, a música eletrônica* francesa à posição de modelo de criatividade e inovação. Tecno, house, trance, garage*…, os reis do French Touch misturam gêneros, que são mixados* nos clubes*, fazem experiências na produção e compõem os próprios álbuns.


Apesar de serem, por vezes, pouco conhecidos na França, eles se tornaram verdadeiros porta-vozes no exterior, lotando os lugares mais badalados do planeta graças ao som universal e aos hits, a maioria em inglês. Símbolos de certa “classe” à francesa, estrelas discretas ou melhores amigos dos VIPs*, os reis da música eletrônica francesa permitiram que fosse conhecida uma corrente até então exclusiva dos iniciados. Apresentação.


Laurent Garnier, o porta-voz
Pioneiro da música eletrônica na França, Laurent Garnier, quarenta e um anos, é considerado um dos melhores DJs* do mundo. Em 1987, começou na profissão trabalhando no Hacienda, clube mítico de Manchester (Grã-Bretanha), antes de brilhar nos maiores clubes franceses. Ele imprimiu uma marca de nobreza ao dance, tornando-se o primeiro artista do gênero a receber em 1998 o troféu Vitória da Música, concedido anualmente pelos profissionais da área. Eclético, trabalhou, por exemplo, com companhias de dança contemporânea. Sua carreira, feita de experimentações, foi resumida em uma coletânea best of*, Retrospective1994-2006, lançada em 2006.


Duplas inovadoras
A música eletrônica francesa gosta das duplas, fórmula essa que proporciona encontros com estilo e certo gosto pela performance.


Uma figura de primeira grandeza dessa tendência desde o fim dos anos 90 são os Daft Punk. Sempre mascarados (nunca mostraram o rosto), souberam, pela raridade, construir um verdadeiro mito em torno de sua música. Seu primeiro disco, Homework, lançado em 1997, de eletro-rock saturado, hipnotizante, continua sendo o maior sucesso mundial da música eletrônica francesa (2 milhões de exemplares vendidos no mundo todo). Discovery, segundo disco (lançado em 2001) faz um disco-pop futurista, criando um gênero único. Em 2007, volta à cena com seu primeiro filme, Daft Punk’s Electroma, exibido em Cannes em 2006.


Encontro de dois produtores, Cassius assinou remixes* para os maiores: Depeche Mode e Björk. Misturando house, hip-hop* e funk*, sua música faz enorme sucesso na Inglaterra. O primeiro disco, cujo nome é 1999, vendeu mais de 250.000 cópias no mundo. Dois discos seguiram-se, o último em 2006, 15 Again, com convidados ilustres, como o cantor M.


Considerado por muitos como o promissor herdeiro de Daft Punk, o grupo Justice, sem ainda ter realmente lançado disco, já é uma referência mundial. Formado por dois parisienses que fizeram remixes para Franz Ferdinand, Daft Punk e até... Britney Spears!


Amantes de baixos eletrônicos saturados e especialistas em “ruídos”, os dois simbolizam a cena musical do futuro.


DJs de classe mundial
Os DJs franceses são exportados em grande número por todo o planeta. Sua capacidade de atrair multidões nas festas mais concorridas fez com que se tornassem famosos. Entre eles, quatro nomes particularmente requisitados:


Stéphane Pompougnac é o rei do lounge, música ambiente, hipnótica, escolhida pelos cafés da moda de Paris a Nova Iorque. Seu reino, o Hôtel Costes, em Paris, tornou-se o símbolo desse movimento que é, ao mesmo tempo, barroco e de vanguarda.


Bob Sinclar tornou-se conhecido do grande público por seu gosto eletro-pop totalmente disco, sua música acessível a todos e sua capacidade de compor hits potentes, próximos à canção, como Love Generation, que fez de Sinclair o DJ francês mais popular.


Martin Solveig, especialista em house, tornou-se conhecido por seus mixes no Palace, famoso clube parisiense. Multiplicando influências, esse ex-dançarino impôs seus ritmos alucinantes na França e no exterior depois do segundo disco, Hedonist, lançado em 2005. Um terceiro, So Far, chegou às lojas no início de 2007.


David Guetta encarna, finalmente, o lado mais “VIP” da música eletrônica francesa. Verdadeira estrela do show-business, ele se impôs como empresário de destaque da noite parisiense dos anos 2000 e da de Ibiza (balneário da moda em uma das Ilhas Baleares, na Espanha) lugar privilegiado dos night-clubbers *. Muito dançante, influenciada tanto pela house quanto pela disco, marcada por hits como Money ou Love don’t let me go, sua música faz a alegria das boates e das compilações* de todo o tipo.


A nova geração
Ainda mais eclética do que as de seus precursores, uma nova onda de músicos eletrônicos franceses conquista seu espaço. E as moças entram na dança.


Figura da cena underground, aplaudida na Alemanha e na Grã-Bretanha antes de ser conhecida na França, Mis Kittin encarna a corrente trash*. Seu som é frio, estrito e eficaz, sintético, repetitivo e dançante. Seu último álbum, Bugged Out, foi lançado em 2006.


“Djette” [DJ mulher] aclamada pela noite parisiense, a DJ Chloé, artesã diferenciada, navega entre o minimalismo, os sons trash e um talento inegável para as ondas hipnóticas. Multiplicando as colaborações, ela lançou três álbuns, entre os quais The Disfonctional Family, em 2006.
Wax Tailor, enfim, representa o bem-sucedido encontro entre o hip-hop, o trip-hop, o jazz e a música eletrônica. Mestre do sample*, mesclando trechos de diálogos, músicas antigas e composições próprias, ele acaba de lançar seu segundo disco: Hope & Sorrow.

Pierre Langlais, jornalista


Wax Taylor, encontro bem-sucedido entre o hip-hop, o trip-hop, o jazz e a música eletrônica.

Sites oficiais dos artistas na Internet: biografias, fotos, trechos de músicas, vídeos, fóruns, turnês, etc.
• Cassius: http://www.cassius.fm/
• Laurent Garnier: http://www.laurentgarnier.com/
• Martin Solveig: http://www.martinsolveig.com/

A Legião Estrangeira influencia a música francesa

Influência determinante, diga-se de passagem.

Nazaré Pereira, intérprete das brejeiras músicas do povo da Floresta Úmida da Amazônia, nascida em Belém do Pará, puxa a corrente de músicos brazucas em Paris. Uma embaixadora a mostrar-lhes os caminhos.

No século passsado Carlos Gomes, maestro laureado pelo talento como excepcional compositor, talvez tenha sido o precussor da invasão de legionários musicais estrangeiros em solo francês.

Conterâneo de Pereira, Olivar Barreto fincou o pé que parece não mais sair dos concorridos palcos franceses, por enquanto, com relativo sucesso, mas, com cotação em alta.

Em pleno Moulin Rouge, uma alucinante apresentação que marcou a reentré da inigualável banda de rock piscodélico paulista Mutantes, introduzindo nos vocais Zélia Ducan em substituição a uma cansada Rita Lee; foi considerado pela crítica francesa a união perfeita do insólito.

Sucesso arrasador foi conferido pelos franceses nas apresentações de Caetano Veloso e, posteriormente, Gilberto Gil.

Comoção suplantada pelo grupo para-folclórico Boi Garantido, da pequena Ilha Parintins, distante 400 quilômetros de Manaus, a capital do Amazonas que ao executar, pela primeira vez, a exótica e vibrante Vermelho, escalou o topo das paradas francesas e européias.

Mas não é só de Brasil que bebem no caldeirão de influência longínquas os músicos do atual cenário musical francês.

Músicos detentores de reconhecido talento da África, cercanias do Oriente Médio e de outros países da América Latina, são cultuados como semi-deuses pelo público francês.

Surpresas marcam o novo cenário musical francês

Lá onde menos se esperava

Ainda segundo a Label France, a menos que se considere o rock, como em todo o mundo, como um termo genérico ao qual agreguem-se todas as formas de música popular. Nesse caso, o melhor do rock francês estaria lá onde menos se esperava: na famosa música eletrônica, hoje mais aberta, graças a bandas como Phoenix ou Air. Os primeiros, autores de três álbuns que oscilam entre o pop ultra-melódico inspirado pelos anos 70 americanos e um rock diferente no estilo de The Strokes, conseguem ocupar um espaço no cenário internacional, onde suas origens francesas encontram-se totalmente dissipadas.

Idem para o duo Air, que pertence à mesma turma e cujos álbuns e diversos projetos paralelos (músicas, filmes ou balés) chegam a uma espécie de universalismo que faz deles os herdeiros de Serge Gainsbourg – ainda mais depois de terem composto e produzido um álbum com sua filha, Charlotte, em 2006 [ver Label France n° 65] – e de Pink Floyd.

Em menor medida, um outro duo, batizado de Aaron, que acaba de lançar seu primeiro álbum na esteira de um inesperado sucesso, o single U-Turn (Lili), também faz um tipo de mistura de identidade ao flertar com o trip-hop.

Outro duo, desta vez misto, o Cocoon propõe um folk-pop despojado, também em inglês, que o levou a conquistar o cobiçado prêmio do concurso “Aqueles que precisamos descobrir” (Ceux qu’il faut découvrir – CQFD) organizado todo ano pela revista Les Inrockuptibles.

A dupla AaRONLirismo literário e rock visceral
A mais sólida e duradoura tendência do rock francês continua sendo a que deve seu surgimento à banda Noir Désir, ou seja, o encontro, ou até mesmo colisão, de um certo fraseado literário e lírico com as energias renováveis do rock, do folk e do punk.

A banda Luke, com seu segundo álbum (La Tête en Arrière, 2004), que vendeu na França 200.000 cópias, inscreve-se nessa linha, com os amplificadores no volume máximo e as vozes rasgadas. Em turnê com a banda amiga, o Deportivo, cujo primeiro trabalho também fez muito sucesso, comprovaram juntos, em 2006, a possibilidade de existência de um rock visceral francês, livre das revoltas pós-adolescentes e cuja verdade sem máscara está no palco.

Os tablados nos quais saltam feito um exército de molas enlouquecidas também é o lugar preferido do Dionysos – banda francesa inigualável no palco – para dar destaque às canções já turbulentas de seus CDs, esse folk-rock de inspiração americana, mas alimentado pela loucura poética francesa à Raymond Queneau.

Mais realistas e ao mesmo tempo utópicos, os textos de Mickey 3D são de uma dinâmica musical em que se combinam com muita habilidade de maneira um tanto astuta o nervosismo do rock e as luzes do pop com o rigor tradicional da canção francesa.

Quanto às mulheres, enquanto a Rita Mitsouko, banda de referência dos anos 80 liderada por Catherine Ringer, volta à cena, a emancipação do rock revela-se, com a radiante Grande Sophie (Et Si C’était Moi, 2004) e a nervosa Mademoiselle K (Ça Me Vexe, 2006). Duas alforriadas, mais mandonas do que obedientes, respectivamente inspiradas em Chrissie Hynde (The Pretenders) e PJ Harvey.

No setor dos solitários, Benjamin Biolay, que foi precipitadamente identificado como parte da nova canção francesa (por causa de suas inspiradas colaborações com Keren Ann, Henri Salvador e Françoise Hardy), cria, por sua vez, um rock sofisticado que se inspira tanto em Gainsbourg quanto na new wave sintética de Taxi-Girl, pioneira do gênero na França. Em seus dois últimos trabalhos (À l’Origine, 2005, e o lançado em setembro de 2007 Trash Yéyé) encontram-se alguns toques hip-hop perfeitamente integrados aos seus textos. Por si só, ele já bastaria para desmentir hoje John Lennon.

Texto original de Christophe Conte, jornalista da revista semanal Les Inrockuptibles

Um generoso Arco-Íris

Nesse imenso arco-íris de sons e referências, surge outro divisor: Bertrand Betsch, com um rock nem um pouco comportado.

Mas, o cabaré está entranhado no sangue francês, assim como, de toda a classe masculina do Brasil, de Norte a Sul. Do Oeste para o Leste. A chanson, chansionese de melodias parodiais de uma inebriante ressaca, turbinada com guitarras, teclados, baixo-bateria, guitarra e muita edição de studio com inseparáveis e muito bons Dj’s, fazem do novo arranjo pop e rock francês, a grande diferença do restante da Europa.

Segundo a publicação Label France, editado pelo próprio governo francês. Com o sucesso de Noir Désir e Louise Attaque, o rock francês acabou encontrando sua cara.

Desde o início de 2000, várias e inusitadas experiências renovam sem parar um cenário em plena ebulição.

Há muito tempo, John Lennon resumiu a questão com a fórmula mortal: “O rock francês é como o vinho inglês”. Quarenta anos depois do lançamento de Sgt Pepper’s, dos Beatles, a França pode parecer ainda estar no primeiro estágio do rock, com o surgimento de um rock de subúrbio chique criado por grupos adolescentes como Naast, Second Sex, Les Plastiscines, que procuram combinar o espírito altivo dos jovens parisienses arrogantes dos anos 60 com o vigor elétrico do rock anglo-americano da mesma época.

Os observadores mais críticos avaliam que, mesmo depois de ter conseguido importantes conquistas territoriais graças à música eletrônica e à famosa “French Touch”, a França voltou aos seus eternos complexos em relação ao rock ao invés de explorar sua diferença.

Será a Nouvelle Vague da música francesa?

Muito além da “Nouvelle Vague”

Muito provavelmente não, pois, é magnífico o novo cenário da música francesa.
Em contínua renovação, a canção francesa dos anos 2000 é a metamorfose do vocabulário herdado de seus precursores e inscreve-se em uma perspectiva contemporânea, tanto do ponto de vista das letras, quanto das músicas, posto que os performáticos artistas que protagonizam essa bem-vinda revolução da transgressão do silêncio, o fazem com inspiração, uma boa dose de influências, tangenciando, sobretudo, o prazer de executar proposta sem amarras e com surpreendente vigor à frente do lugar comum, e de certo modo, cansativo signo que vigora no Velho Continente, constatado pela repetição fórmulas exauridas à tempos.

Ouvir a nova safra de músicos franceses não é tarefa para neófitos. Foi necessário esperar por muito tempo para que as inovações da "Nouvelle Vague" – movimento cinematográfico –, embriagasse uma nova geração que dele parece agora fazer bom uso, bem distante da chatice, inclusive de movimentos literários insuportavelmente egoístas, herméticos ao grande público e fadados, pela própria concepção, ao esquecimento.

Abin de La Simone e Florent Marchet demoliram com surpreendentes propostas, calcadas em uma mistura desconcertante entre o ultra moderno e a insofismável dor de cotovelo da tradicional música francesa, uma nova forma reverencial de abordar os mestres como Jacques Tati ou Boris Vian, Charles Aznavour ou Edit Piáf e ainda Claude Chabrol.

Cenário extraordinário na França

Música moderna Francesa: tradição romântica, experimentalismo e modernidade
Por Val-André

Estava devendo, conforme prometi, uma visão pessoal, de como se encontra o atual cenário da música francesa.

Paixão arrebatadora, a música, segundo estudos recem publicados, comprova que é capaz de ajudar na recuperação, com assombrosos resultados a melhora em pacientes vítimas de AVC.

A música, essa expressão mundial da humanidade que não está atada à barreiras de credo, cor ou idioma, procede milagres, junta adversários não raro e promove a tolerância entre desiguais desconhecidos além das fronteiras conhecidas. Algo que intriga civilizações, – e, quem sabe: outros mundos.

Nesse ensaio-reportagem sobre o novo cenário da música francesa, uma paixão dentre outras deste blogger; convida-os para uma viagem sensorial.

Trata-se de um amostragem do que se passa na França sem fronteiras, pós adesão à União Européia. Que seja então o despertar de uma longa trajetória para, juntos, despojarmos algum resquício de preconceito com a atual música européia a partir da França.

Como transferir, por e-mail, arquivos gigantescos?

Se o leitor, um dia, deparar-se com o dilema de precisar enviar aquivos acima de 10 MB, o problemão já foi resolvido pelo software Podmailing.

Podmailing é um sistema P2P que une o que o sistema de e-mail e o de download têm de melhor. Você enviará e recebará arquivos de qualquer tamanho com este programa que vai dar o que baixar com traquilidade.

É inegável a revolução que a popularização das transferências de arquivos ocasionou em qualquer usuário de internet. Os e-mails, por exemplo, não somente representam um excelente meio de comunicação como também permitem que os usuários troquem arquivos leves. O problema é que arquivos pesados somente poderão ser enviados por outros sistemas de transferências, uma vez que qualquer e-mail possui limitação de dimensões e de tempo para a transferência.

Para Enviar e Receber arquivos grandes
O usuário que deseja usar este serviço precisa apenas ter uma conta qualquer de e-mail para servir de base para as atividades do programa. Basta que o usuário selecione a opção de novo envio e entre com o login de sua preferência. Vale lembrar que cada pessoa que for usar o programa poderá criar a sua própria conta e usar os serviços de forma independente.

Em seguida é necessário entrar com o endereço da pessoa que vai receber, ou mesmo com vários deles separados por vírgula e espaço. Na opção select você poderá selecionar a pasta ou o arquivo que deseja enviar e, caso desejar, poderá aproveitar para escrever uma mensagem em seu e-mail. Em seguida você poderá acompanhar o processo de envio que pode ser pausado e retomado quantas vezes forem necessárias, similarmente aos gerenciadores de download.

O usuário que tiver alguma dúvida poderá ainda visualizar um vídeo explicativo feito pelos desenvolvedores do programa aqui.

Para receber o arquivo, abra na sua conta de e-mail cadastrada neste serviço (e que tenha algum arquivo enviado pelo programa) a mensagem de aviso do Podmailing. Nela você poderá saber o andamento do envio e receber o arquivo, lembrando que este estará disponível por 30 dias após o seu envio. Em seguida será aberto o programa para que você possa acompanhar o andamento do seu download que acontece de forma similar ao processo de envio.

Baixe o programa aqui.

Uma aula de criatividade

Vale a pena ver de novo o melhor comercial de carro, jamais feito....

Não houve manipulação de computação gráfica ou truques digitais.

Sucedeu em tempo real exatamente como se vê. A gravação requereu 606 tentativas. Nas primeiras 605 tentativas sempre ocorreu algo de menor importância que não funcionou.

A equipe de gravação passou semanas, dia e noite, e estava quase desistindo e trocando de objetivo. O apoio mútuo os manteve unidos.

Esta gravação custou US$ 6 milhões consumiu 3 meses até terminar, incluindo a engenharia de planificação completa de uma única sequência. Algo, realmente, que requer muita paciência e profissionalismo.

Além disso, este anúncio dura 2 minutos e já está se tornando no mais distribuído pela Internet. Existem no mundo somente 6 Hondas Accord fabricados à mão.

Um deles foi utilizado na gravação.

Incrível! Veja o comercial.

Interessado em antiguidades , decoração, poesias, contos?


















Caso a sua resposta seja positiva, acesse o blog da Martha Corrêa aqui. O mais novo link dos recomendados do Corredores.

A Amazônia vai virar Savana?

A verdade sobre a saúde da floresta
Leonardo Coutinho e José Edward

Revista Veja (para assinantes)

Alberto César Araújo/Greenpeace















DEPOIS DA QUEIMADA Território é preparado para receber pasto em São Félix do Xingu, no Pará: a floresta já perdeu 17% da cobertura original


As notícias sobre a Amazônia que chegam aos olhos e ouvidos dos brasileiros são, por natureza, fragmentadas e muitas vezes contraditórias. Ora se dá conta de que a selva tropical brasileira nunca esteve tão protegida. Ora soam os clarins do apocalipse e anuncia-se a morte iminente da maior reserva de água doce, plantas e animais do planeta. Onde está a verdade? A reportagem de VEJA que começa aqui tenta responder a essa indagação. A questão é mesmo complexa e multifacetada, mas esperamos que o leitor saia destas 22 páginas com conhecimento bem mais objetivo da Amazônia. A reportagem foi dividida em seis capítulos e se apóia em um conjunto de gráficos extraordinários produzidos pela equipe da editora Andreia Caires. Há um resumo possível de tudo o que se vai ler? Sim. Existem hoje leis, saber científico e vigilância remota suficientes para permitir a ocupação econômica da Amazônia sem alterar substancialmente seu metabolismo – mas para isso é vital que as leis sejam cumpridas, a ciência aplicada e a vigilância por satélites complementada com extensiva ação policial punitiva aos desmatadores.
Os capítulos:
1. Por que preservar a Amazônia

2. O grau de desmatamento

3. O boi, a soja e a madeira

4. As leis e suas conseqüências

5. A ameaça do homem

6. Propostas para o futuro

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Is Amazônia going to turn Savannah?
The truth about the forest health
Leonardo Coutinho and José Edward
Alberto César Araújo/Greenpeace
AFTER THE BURNT
Territory is ready to receive pasturage in São Félix do Xingu, in Pará: The forest already lost 17% of the original coverage
The news on Amazônia who arrive to the eyes and heard of the Brazilians are, by nature, fragmented and many times contradictory. Sometimes it realizes that the Brazilian tropical jungle was never so sheltered. Sometimes they sound the apocalypse clarions and announces itself the fresh water largest reserve imminent death, planet plants and animals. Where is the truth? The report of SEES that it starts here it tries to answer to this inquiry. The matter is complex same and multifacetada, but we hope that the reader leaves destas 22 pages with Amazônia's Knowledge Much more goal. The report was divided into six chapters and supports into a set of extraordinary graphs produced by the press team Andreia Caires. Is there a possible summary of everything that is it going to read? Yes. There are today laws, know scientific and enough remote vigilance to allow Amazônia's economic occupation without changing substantially his metabolism – but for that is vital that the laws be accomplished, the applied science and the vigilance for satellites complemented with extensive punitive police action to desmatadores.

A incorrigível Marta Suplicy

A ministra do Turismo Marta Suplicy, a Incorrigível, aprontou mais uma no vôo da Air France de São Paulo para a China com escala em Paris.

Guerrilha do Araguaia

Jornal do Brasil
Araguaia - Militar confirma ordem de torturar e exterminar

De Vasconcelo Quadros:

Ex-chefe de um dos Grupos de Combate (GCs) responsáveis pela execução de 32 guerrilheiros no Araguaia e araponga do Centro de Inteligência do Exército até 1994, o tenente José Vargas Jiménez tirou do armário revelações que estão causando desconforto e mal-estar nos quartéis: admite e detalha os métodos de tortura usados no período que ele mesmo chama de "fase de extermínio" dos militantes do PC do B e assume a autoria da destruição de todos os documentos sobre a guerrilha que se encontravam no serviço de inteligência de Belém. Além disso, é o primeiro combatente a jogar luzes sobre possíveis locais onde possam estar os restos mortais de alguns dos 58 militantes do PC do B desaparecidos no Araguaia.

- Uma parte foi enterrada ou ficou insepulta na selva e outra nas bases militares de Bacaba (São Domingos do Araguaia), onde ficavam os GCs de selva, Xambioá (cemitério), área dos pára-quedistas e na Casa Azul (Marabá), dominada pelos oficiais de inteligência - diz o tenente Vargas em entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil.

Leia mais em Araguaia - Militar confirma ordem de torturar e exterminar,
Araguaia - Cadáveres viram comida de animais ,
Piauí, um homem que não sabia o que era medo e Trechos do livro

Giovanni deseja uma Feliz Páscoa à todos












Agora a pouco.


Val,


trasmita aos seus leitores os meus mais sinceros votos de uma Feliz Páscoa.


Giovanni Queiroz

Uma Feliz Páscoa

O blogger informa aos leitores que zarpa para um retiro, levando na bagagem "Notícias de uma Batalha Parlamentar -- Como a Bolsa conseguiu a isenção da CPMF", de José Roberto Nassar, editado pela Bovespa.

"Plano Amazônia Sustentável", compilação integral da audiência pública realizada em 2004 na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, publicação sob a responsabilidade do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, que você pode pedir enviando um e-mail para publicacoes.cedi@camara.gov.br da série "Ação Parlamentar".

"Manual Completo de Campanha Eleitoral", de Francisco Ferraz, editora L&PM.

"Para relaxar", devorarei "A Amazônia é Nossa -- Viva a Minerobrás", de Waldemar Zveiter, Sereníssimo Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Rio de Janeiro, editado pela Tribuna dos Sábios Ltda, 2005.

E não poderia deixar de lêr: "A Mídia entre regulamentação e concentração", vários autores, publicação da Konrad Adenauer Stiftung, da série Cadernos Adenauer, patrocinado pela Fundação Alemã, que por sinal abriu as incrições para cursos de pós-graduação na Alemanha.

E como o feriado é longo o blogger concluirá a leitura de "Menos Juros Mais Empregos -- Mudar a política econômica para investir na área social", obra robusta de 659 páginas da lavra do senador Pedro Simon, da série "Atuação Parlamentar", editado pela Gráfica do Senado Federal.

Um bom descanso à todos. Aproveitem repletos de bençãos o recesso, realize providências, sem esquecer de resguardar um momento para a renovação da Fé que o período da Páscoa proporciona à todos os cristãos.

Guia gastronômico




















Toda semana o blog indica um point descolado em Brasília.

Que tal o almoço ou o jantar da Páscoa no Oliver?

Banco do Brasil libera linha de crédito para safra 2008/09

Brasília - O Banco do Brasil lança linha de crédito de R$ 1 bilhão para a antecipação de compra de insumos agrícolas a serem utilizados na SAFRA 2008/09. Os recursos atenderão sobretudo as culturas de soja e milho que respondem por 50% da demanda por financiamento de custeio, disse à Gazeta Mercantil o vice presidente de AGRONEGÓCIO do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto.

A medida representa uma antecipação de parte de recursos de custeio do novo Plano Agrícola, tradicionalmente anunciado entre julho e agosto.

É o segundo ano consecutivo em que a instituição financeira lança a linha de financiamento para a compra de insumos. No ano passado houve um orçamento também de R$ 1 bilhão, mas foi contratada pouco mais da metade do previsto, R$ 556 milhões, o equivalente a 5 mil operações a um valor médio de R$ 110 mil por produtor rural. Entretanto, o resultado foi considerado satisfatório, o que motivou o Banco do Brasil a repetir a medida.

"A primeira experiência foi muito positiva e a expectativa é dobrar as operações na SAFRA 2008/09", disse o ex-ministro da AGRICULTURA, Guedes Pinto.

Ele lembrou que a operação foi lançada no ano passado porque existia muita oferta de recursos, quando um dos focos principais dos produtores era renegociar débitos contraídos em SAFRAS anteriores que registraram frustrações pelas condições climáticas desfavoráveis, por exemplo. Com isso, a instituição financeira temia registrar sobras de recursos. Já em 2008, diz, será diferente, pois será um ano de consolidação da renda agrícola.

"O ano de 2007 foi atípico, porque veio depois da crise agrícola verificada entre 2004 e 2006", declarou.

Para o novo ano agrícola, 2008/09, Guedes Pinto aposta em uma demanda ainda mais forte por esses recursos, porque os preços das commodities agrícolas devem permanecer firmes por conta da demanda internacional, mesmo diante da crise externa. Ele acredita também que este ano não haverá muitas operações de prorrogação de débitos. "Se houver será alguma coisa localizada", disse.

Os recursos do Banco do Brasil para a compra antecipada de insumos já está disponíveis, segundo Guedes Pinto, em todas as agências do Brasil dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso e Bahia, os principais estados produtores de milho e soja.

"A idéia é facilitar e proporcionar maior tranqüilidade para a escolha do melhor momento e preço para realizar a compra dos insumos para o plantio", disse, Guedes Pinto. Ele informou que os produtores rurais brasileiros compram 22 milhões de toneladas de insumos por ano.

No ano passado, os desembolsos antecipados pela instituição financeira para a aquisição de insumos responderam por 2,7% dos R$ 18 bilhões desembolsados para o crédito de custeio na SAFRA 2007/08. A previsão para a SAFRA 2008/09 é que os recursos superem 5% do total de custeio.

As operações de compra antecipada de insumos agrícolas serão atendidas com juros de 6,75% ao ano, observados os tetos permitidos de R$ 300 mil para as lavouras de soja e R$ 400 mil para milho. Para os orçamentos que excedam o teto, entretanto, os produtores rurais poderão utilizar os recursos da poupança rural, com taxa prefixada entre 8,5% a 12,5% ao ano.

Insegurança rural. Até quando?

Rede Globo



De um lado fazendeiros armados clandestinamente, sitiados por sem-terras.

Dou outro, sem-terras sitiados pela inoperância do governo que não consegue fazer uma Reforma Agrária razoável.

No meio disso tudo a Justiça e o aparato de Segurança Pública do Estado.

O primeiro determina reintegrações das áreas invadidas. O outro não consegue dar-lhe o devido cumprimento.

Esse é o Pará que nunca muda. O Pará das trevas, medieval. Em que a terra vale muito mais que uma vida humana.

Até quando?

Balanço dos bancos americanos sai daqui a pouco

Com a divulgação hoje do Balanço dos bancos americanos, o mundo saberá a real extensão da crise financeira que o Tio Sam está metido.

Não esperem boas notícias. Pior, pode sobrar para o Brasil.

Fim do foro privilegiado para político pilantra

Uma notícia aguardada há muitos anos. A Câmara dos Deputados aprovou fim do foro privilegiado para autoridades.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta terça-feira, 19 a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado para autoridades, nos casos de crime comum. Ponto para o deputado carioca estreante Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), autor da PEC 130/07 que ainda precisa ser analisada por comissão especial de mérito para ser levada a votação em dois turnos na Câmara e no Senado.

Se o Congresso Nacional quiser se dar ao respeito, eis uma ótima oportunidade de fazê-lo.

Barrigadas e chapa branca

Que a pressa é a principal inimiga dos blogger's tá mais do que entendido. De todo modo, deve-se ter um cuidado permanente com o que se publica.

O Luis Nassif não se conformando em querer "matar" (de raiva) a Veja, resolveu agora "matar" o jornalista econômico Hélio Gama.

Sem checagem, o experiente jornalista expôs sua credibilidade desnecessariamente. Quando reparou a "barrigada" já era tarde.

O Portal IG demitiu o jornalista Paulo Henrique Amorim.

Oficialmente o IG informou que foi uma demissão técnica, mas certamente tem muito mais coisas nesta dispensa. Amorim vinha fazendo um blog francamente governista, com um tom político extremamente agressivo contra a oposição, inclusive atacando setores da mídia que não se aliaram com o governo Lula.

Os dois "furos" são do jornalista José Pires do blog Brasil Limpeza.

O que pensa Zé Dirceu sobre o Estado de Carajás?
















José Dirceu e o Estado do Carajás


A cada dia que passa torna-se mais e mais patente a necessidade da redivisão deste verdadeiro continente que se chama Estado do Pará. Argumentos os mais diversificados não faltam. Vão desde a já velha e batida ausência quase absoluta da ação estatal à crônica passividade comunitária consentida. Uns, passivos por ausência de meios para reivindicar apenas o que é seu por direito. Outros, por cega subserviência conveniente. Compreensível.

De público, pelo menos até antes da posse da senhora Governadora, ouviam-se vozes estridentes, heróicas até, em defesa da criação do Estado do Carajás. Após a posse de Sua Excelência, diploma de cidadã marabaense outorgado à unanimidade pela nobilíssima Câmara Municipal de Marabá, como por encanto, eis que os arautos da redivisão estatal, com honradas exceções, emudeceram.

Incompreensível. Por mim falo de cátedra por ter pelo Parlamento Mirim marabaense o maior apreço posto que sem exceção gozo da grande estima de todos e respeito e amizade de alguns.
No ambiente privado tenho ouvido as mais estapafúrdias desculpas dos outrora trombeteadores da criação do Estado do Carajás. Alguns, arrazoados, reconheço. Outros, historicamente viciados em ser governo, parafraseiam o outrora romântico "Che Guevara:"- Hai gobierno? Soy a favor! "Si - replico eu - pero no mucho".

O que nem os passivos atávicos, esses até certo ponto compreensíveis, posto não terem domínio cognitivo pleno da real situação, nem os eólicos de prima nota desconhecem, é que a única saída para a região sul-sudeste paraense é, indubitavelmente, a criação, aliás, a formalização da criação, do Estado do Carajás.

Por interpostas pessoas tenho ouvido que a Governadora Ana Júlia Carepa, que não é passiva nem tampouco eólica, muito menos desprovida de cognição política, ao contrário, seu currículo pessoal e político fala por ela, não é pessoalmente contrária à criação do novo ente federativo. Mesmo porque, ex-senadora, ainda muito jovem para o padrão clássico senatorial, sabe que não terá muita dificuldade para retornar ao Senado Federal após a governança se esse for seu desiderato.

Leio, agora, o senhor José Dirceu declarando em jornal da capital do estado que o desenvolvimento da região passa, inequivocamente, pela rediscussão - leia-se criação - do Estado do Carajás. E quem é o senhor José Dirceu? Aos esquecidos diria apenas que foi e é, até prova em contrário, o mais abalizado e categorizado conselheiro do Presidente Lula, embora dele possa-se falar de quase tudo, menos que seja burro. Foi até recentemente o mais poderoso ministro de estado da era republicana nacional.

Pergunta-se: sua entrevista deu-se ao arrepio do consentimento da Governadora? Responde-se: claro que não. Não é só Deus que escreve por linhas tortas.

O certo é que a luta pela criação do novo estado é duríssima não só pela inação de políticos trânsfugas eleitos para defender o povo na sua soberana vontade, aí incluída a criação do Carajás, e que no percurso bandeiam-se convenientemente para onde pendem seus interesses pessoais. Como se já não bastasse o poderosíssimo loby das regiões Sul e Sudeste brasileiras, que, diga-se, necessário e legítimo para os encargos a que foram democraticamente eleitos pelo seu povo.


Silvio Pereira do PT: o fujão

O ex-secretário geral do PT Silvio Pereira está sendo procurado por oficiais de justiça.

Um dos pivôs dos escândalos que sacudiram o primeiro mandato de Lula, "Silvinho" deveria se apresentar à subprefeitura do Butantã, Zona Oeste da capital, para cumprir 750 horas de serviço comunitário como fiscal dos garis.

A juíza federal Silvia Maria Rocha, da 2 Vara Criminal Federal de São Paulo, determinou que ele terá que começar a trabalhar em 48 horas. A decisão da juíza foi tomada na sexta-feira, mas, até as 13h de ontem, segundo a assessoria de imprensa da Justiça Federal, o ex-petista não fora localizado para receber a intimação.

O prazo de 48 horas passa a vigorar a partir do momento em que ele assinar a intimação.

Oposição insiste na obstrução dos trabalhos na Câmara

Iniciada a Ordem do Dia para examinar o primeiro item da pauta (MP 385/07), a primeira das três Medidas Provisórias que trancam a pauta, a oposição insiste em obstruir os trabalhos em protesto contra o uso excessivo de MP´s pelo governo. O acordo proposto é a votação das medidas pendentes se o governo se comprometer a não editar novas MPs.

Descoberto plantio de coca na Amazônia

Ag. Brasil




O que era uma suspeita foi confirmado em operação do Exército e da Polícia Civil do Amazonas que descobriram a primeira plantação de coca no Brasil. Ela fica em Tabatinga, na fronteira do país com a Colômbia e o Peru.

Brizola Neto apresenta proposta que regulamenta atividades de DJs e VJs

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2631/07, do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que regulamenta a profissão dos disc-jóqueis (DJ) e video-jóqueis (VJ). Pela proposta, só poderão exercer as atividades os profissionais habilitados por cursos profissionalizantes oficialmente reconhecidos.


O deputado ressalta que só no estado do Rio de Janeiro há mais de 100 mil profissionais e a maioria ganha a vida de maneira informal, sem direitos trabalhistas e com remuneração menor.
O texto define como atribuições de DJs e VJs a animação de festas populares, shows, eventos e espetáculos; as improvisações para divertir o público, bem como as apresentações de programas de músicas eletrônicas; os comentários e locuções de publicidades para rádio, televisão, cinema e internet; e a operação e o monitoramento dos sistemas de sonorização, gravação, edição e mixagem de discos, fitas, vídeos e filmes para a criação de novas versões.

Fonte: Câmara dos Deputados

O fator Manuela

Musa do Congresso, a deputada Manuela D'Ávila, do PCdoB, vira sensação da disputa em Porto Alegre e assume namoro com colega do PT
Fonte: Isto É










Assim que pisou em Brasília em fevereiro do ano passado, Manuela D’Ávila foi eleita a musa do Congresso. Com toda razão. A jovem deputada do PCdoB gaúcho chama a atenção. É mesmo uma mulher muito bonita. Meio sem graça com o título, ela faz questão de ressaltar, ainda hoje, que trouxe na bagagem 271.939 votos, a terceira maior votação de um deputado federal em todo o País em 2006 e quase 10% da soma de todos os votos do Rio Grande do Sul. Atribui esse caminhão de votos a seu trabalho na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Foi presidente da Comissão da Educação e saiu em defesa dos direitos das mulheres, das crianças e dos adolescentes e dos portadores de deficiências. Mas também foi ajudada, sem dúvida, pela descrença dos eleitores nos políticos tradicionais, a exemplo do que acontece com Barack Obama nos Estados Unidos.


A verdade é que Manuela tem mais a mostrar do que a mera e fugaz beleza. Ela veio a Brasília, viu e venceu. Comprovou que é capaz de seduzir também no jogo parlamentar. Depois de um ano, fez-se respeitar pelos colegas, tem presença certa nos debates e conquistou a simpatia até mesmo do presidente Lula, que não cansa de elogiar sua fidelidade às posições do governo. Agora, com apenas 26 anos, Manuela prepara um vôo mais ambicioso. Quer ser prefeita de Porto Alegre e acredita que tem grande chance de chegar lá. "Apareço em segundo lugar nas pesquisas com 17% das intenções de voto, atrás apenas do José Fogaça (atual prefeito). E a campanha nem começou", comemora a deputada.

Há um mês e meio, Manuela namora o deputado José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT, 22 anos mais velho.


Além do PCdoB, sua candidatura já tem o apoio do PSB e do PR. O coordenador da campanha, por sinal, é o deputado Beto Albuquerque, do PSB gaúcho, vice-líder do governo Lula na Câmara.


Mas Manuela não está satisfeita. Faz movimentos para ampliar a coligação. "Estamos construindo um novo arranjo político e dialogando com os diversos setores da sociedade. Não temos o ranço histórico da polarização local entre PT e PMDB", explica. Seu objetivo é costurar uma aliança inédita para os padrões do Rio Grande do Sul. Ela acredita que conseguirá atrair o PPS e também o PDT. Como instrumento de persuasão, a deputada acena com um ambicioso projeto de desenvolvimento para Porto Alegre. "Há muitos anos, a cidade deixou de ser um endereço de investimentos. Fica mais pobre a cada dia em relação a outras capitais. Chegou a hora de mudar esse quadro", diz Manu. Em razão da estagnação econômica, serviços públicos, como saúde e educação, também se degradaram. E a violência cresceu. O índice de roubo de carros em Porto Alegre já superou o de São Paulo, cuja frota é bem maior. Para a deputada, os 16 anos de administração petista não conseguiram evitar o empobrecimento. Houve alguns avanços, não se atacou o essencial : "É preciso aumentar a capacidade de atrair investimentos e gerar empregos. Essa é a nossa prioridade. É isso que nos diferencia do PT e do PMDB."


"É preciso aumentar a capacidade de atrair investimentos e gerar empregos. Essa é nossa prioridade. É isso que nos diferencia do PT e do PMDB" Manuela D’Ávila, deputada
As críticas ao PT são feitas com cautela e moderação, pois Manuela acredita que haverá segundo turno nas eleições deste ano – em sua previsão, ela contra Fogaça. Ela aposta que sua idade não será problema e traz um exemplo na ponta da língua: "Ciro Gomes foi prefeito de Fortaleza com 28 anos." Mas não alimenta esperanças de obter o reforço petista ainda no primeiro turno. Com forte tradição no Estado, o PT realiza convenção neste fim de semana para escolher entre o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rosseto e a deputada federal Maria do Rosário.


Manuela aposta que o PT não a deixará sozinha na hipótese do segundo turno contra Fogaça. Ela tem quase certeza de que o presidente Lula fará pressão a seu favor.


Não bastasse a intervenção de Lula, Manuela acaba de conquistar uma adesão, que pode ser valiosa nas futuras negociações. Há um mês e meio, a deputada começou a namorar o colega José Eduardo Cardozo, do PT-SP, eleito recentemente secretário-geral da Executiva Nacional do PT.


Manu, como também é chamada, prefere não tocar no assunto e Cardozo, que tem fama de galanteador, também não. No Congresso, contudo, o namoro entrou na ordem do dia e todos morrem de inveja de Cardozo, que tem 48 anos e se destacou durante a CPI dos Correios. As jornalistas que cobrem a Câmara comentam que Manu emagreceu e está mais preocupada com o figurino. "Que bobagem. Emagreci porque fiquei doente. E sempre me vesti bem. Daqui em diante, por qualquer motivo, vão dizer que estou apaixonada", rebate. Tudo bem. Mas o novo namorado vai ajudar ou não a quebrar as resistências do PT? "Acho muito difícil. O PT gaúcho sempre agiu com independência em relação à Executiva Nacional e este ano não vai ser diferente", explica. Mas, no caso de segundo turno, a Executiva poderá fazer pressão, a não ser que José Eduardo não apóie o projeto eleitoral da namorada. Afinal, o secretário-geral do PT tem ou não simpatia pela candidatura? "Olha, se ele não tiver simpatia, só me resta reforçar minhas sessões de terapia", brinca Manuela. Calma, calma. Isso é só força de expressão de Manu. Ela está muito bem resolvida e não faz terapia.

A ameaça da inflação

A disparada dos preços das commodities representam um grande risco para a economia mundial. Com esses produtos em alta, a inflação deve aumentar, o que pode trazer mudanças na condução da política monetária de vários países.

No caso dos EUA, uma alta mais intensa da inflação colocaria o Fed, o banco central americano, num dilema. "Hoje o banco central americano está priorizando a atividade econômica e reduzindo os juros para conter uma forte desaceleração. Se tivesse que subir os juros para evitar a inflação, a recessão seria inevitável", afirma Fábio Silveira, economista da RC Consultores.

Para economista-chefe para a América Latina do Banco Real ABN Amro, Alexandre Schwartsman, o risco inflacionário já está aí, inclusive em países com tradição de inflação baixa, como a própria China. Ele pondera que para o Brasil, assim como para os demais exportadores de commodities, o risco maior não é a alta dos preços, mas a reversão desse processo. Isso porque os preços elevados sustentam uma forte elevação das exportações brasileiras e permitem um crescimento vigoroso das importações sem a deterioração mais aguda das contas externas. "Isto, por vez, permite que a demanda doméstica cresça a uma velocidade muito alta, trazendo consigo o PIB. Boa parte da boa história de crescimento brasileiro foi possível pelos ganhos associados aos preços de commodities."
Fonte: Estadão

Presidente ameaça abandonar CPI do "Google"

Criada para investigar suspeitas envolvendo repasses oficiais para organizações não-governamentais, a CPI das ONGs acabou por ganhar o apelido de "CPI do Google", porque só manuseia dados públicos encontrados na internet, sem acesso a dados sigilosos. Instalada em outubro, a comissão patina e alguns de seus integrantes dizem que o trabalho está próximo de ser enterrado. De posse de relatórios considerados insuficientes para avançar nas investigações, o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), avisa que, se não conseguir ao menos quebrar o sigilo de alguns investigados e aprovar requerimentos, deverá “jogar a toalha” e pôr fim ao que chama de “palhaçada”.
Fonte: Estadão

Império em decadência

O efeito colateral da globalização, quem diria, atingiu em cheio o maior Império econômico do mundo.

Quem poderia imaginar que a alguns meses atrás as instituições financeiras do todo poderoso Tio Sam, aceitariam a ajuda internacional, inclusive do Banco Central brasileiro, para os banqueiros americanos sairem da encrenca em que se meteram, as voltas com a especulação de empréstimos de alto riso, sem garantias reais, para manter a "bolha" imobiliária que mantém 2 de cada 10 empregos americanos?

A paranóia americana reflete-se em ações protecionistas num país que sempre se orgulhou de ser a Meca da livre iniciativa.

Um dos principais bancos de investimento dos Estados Unidos, o Bear Stearns, recebeu na última sexta-feira fundos de emergência, no mais recente sinal de que a crise de retração de crédito está afetando seriamente corporações financeiras americanas {BBC}.

O Citi Corp, maior instituição financeira do globo -- americana -- com faturamento em 2007 de US$ 81,7 bilhões, amargou um prejuízo operacional que desabou seu lucro líquido no mundo para irrisórios US$ 3,6 bilhões. O interessante, no entanto, é que as operação do Citi no Brasil, apesar de representarem 1% dos negócios do conglomerado, obtiveram a 4.a posição mundial e a 1.a em lucro líquido do banco.

Segundo o diretor-executivo do Bear Stearns, Alan Schwartz, os recursos para salvar-lhe a pele, virão, em parte, de um rival, o JP Morgan Chase, e do New York Federal Reserve Bank. O montante da ajuda não foi revelado.

Segundo o cientista político americano Parag Khanna, especializado nas relações entre os Estados Unidos e os países emergentes. Em entrevista esta semana para a revista EXAME a respeito de como os candidatos americanos à Presidência estão abordando o comércio exterior na atual campanha eleitoral. O especialista revela nas entrelinhas que o eleitor americano está "paranóico" com o que consideram, agora, as duas maiores ameaças ao American Way of Life. “China e Índia são vistas como ameaças aos empregos dos americanos”, destaca Khama em sua análise.

Em entrevista o especialista esclareceu os seguintes tópicos:

1 - O que mais tem chamado sua atenção no debate econômico dos candidatos?
Há um tom protecionista nos discursos dos candidatos. É uma resposta às pesquisas que mostram que os eleitores estão com medo da globalização. Para muitos americanos, ela é responsável pela perda de postos de trabalho no país.

2 - Quais seriam as características dessa nova onda protecionista?
O protecionismo hoje não se resume a impor barreiras econômicas, como é o caso dos subsídios à agricultura. Basta lembrar o caso do fundo soberano do governo de Dubai, que comprou em 2006 uma empresa que administrava terminais nos Estados Unidos. Para os americanos, seria um erro deixar uma empresa importante do setor de infra-estrutura cair nas mãos dos árabes. Por isso, o negócio acabou sendo desfeito. Foi um caso de protecionismo gerado por pressões políticas, algo que tende a se tornar cada vez mais freqüente.

3 - Quais os riscos de uma nova onda protecionista para o Brasil e os demais países da América Latina?
A região não é o alvo principal. O sentimento "anti" alguma coisa é muito mais contra a Índia e a China. A América Latina tende a ser vista mais como parceira. Investir na região torna os Estados Unidos mais competitivos contra a Ásia.

4 - Uma questão especialmente sensível ao Brasil é a do etanol, com as taxas cobradas pelos Estados Unidos para a importação do produto e os subsídios concedidos aos americanos para a fabricação do combustível. Há chances de isso mudar com a eleição de um novo presidente?
Acho que os subsídios continuarão porque o lobby por trás disso -- incluindo certas empresas de agribusiness bem como grandes investidores e especuladores -- está lucrando alto com a atual política.

5 - Qual seria a política econômica ideal dos Estados Unidos para a América Latina?
O próximo presidente deveria investir em programas de ajuda econômica e social dos Estados Unidos para os países da América Latina, em áreas como infra-estrutura, indústria e agricultura.

6 - Considerando os discursos e as propostas da campanha atual, esse cenário pode mudar com a eleição do próximo presidente?
Ainda não vi proposta nenhuma. Até agora, a América Latina é citada por eles apenas no contexto de debate dos problemas de imigração.

7 - Há poucas semanas, noticiou-se um encontro entre Samantha Power, uma das principais assessoras de Barack Obama para assuntos internacionais, com Antonio Patriota, embaixador brasileiro nos Estados Unidos. É um sinal de que a América Latina pode começar a entrar na pauta das eleições americanas?
Ainda é muito cedo para afirmar o que vai acontecer. O importante é que o novo presidente não repita o erro de George W. Bush, que chegou ao poder prometendo novas políticas para a região, mas pouco fez de prático.

O Super-Herói do PT: Novo Progresso merece?












No centro das atenções após a morte da missionária católica de origem americana Dorothy Stang. O Município de Novo Progresso revelou a intolerância, impunidade e retardo de resposta à crimes praticados na Amazônia: sinônimo de terra em que a impunidade é apenas um detalhe em busca da fortuna fácil.

Sabem o que o Estado brasileiro faz quando é informado disso?

Simples.

Establece uma intervenção branca, sob o beneplácito do dirigente estadual da hora. Quer seja no Pará, em Rodônia ou em qualquer outro Estado que compõe a Amazônia, num vergonhoso processo de repetição de tragédias anunciadas.

Você leitor. Sabe o que acontece após essas tragédias?

Nada!

Pegam meia dúzia de bagrinhos, a chamada grande Imprensa vende pra dedéu, e a mesma grande Imprensa, desaparece como por encanto do teatro de operações de uma Amazônia abandonada. Desgovernada. Entregue à própria sorte.

Em Novo Progresso, epicentro do Arco de Desmatamento do sudoeste amazônico, esse abandono institucional gera figuras lendárias como o livre, leve, solto e curtindo adoidado prefeito petista que a comanda.

Encravada às margens da última Floresta de preservação permanente na Terra do Meio, município de Altamira, a fazenda do Prefeito de Novo Progresso, conforme reportagem publicada no jornal Folha de Novo Progresso, revela uma seqüência de crimes que só aqueles que têm a certeza de que nunca serão alcançados pela Lei, podem ter a coragem de fazer.

Como não poderia ser diferente, nessa saga, as relações do Robin de Locksley escapou de sua terra natal graças a ajuda de Deus sabe quem; fugindo, segundo a lenda das Cruzadas em que, dizem as más líguas, sequer combateu.

Sob a égide de combater o despótico reinado anterior em Novo Progresso, Tony Robin Hood com a ajuda de um certo deputado mensaleiro, Xerife de Rottingham reunia sob seus pés patriotas para lutar contra a desgraça humana que imperava na Floresta.

Segundo o que foi apurado até agora. Tony Robin Hood não tem nada com isso.

Trata-se de uma inominável intriga da oposição.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal... em suma: a Lei da pequena Rottingham paraense, não sabe o que é isso, seus agentes só pensam nas diárias, e vamos mudar de prosa que temos muito trabalho à fazer. Afinal, amanhã é segunda-feira, 16 de março do ano cristão de 2008, do século XXI, --e, tudo isso, não passa de uma lenda.

Cuidado que o gatinho quer carinho

Já viram o meu gatinho branco dormindo lá em cima, deitado em cima da letra "B" no canto superior esquerdo.

Por favor. Não vão importuná-lo que ele é muito dengoso e gosta de perseguir mouses.

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Leia o manual

Muitos consumidores e internautas involuntariamente ou por preguiça desprezam a leitura de manuais que vem acompanhando sofwares e por isso não usufruem a potencialidade da ferramenta que instalaram ou o prduto que adquiriram.

Há pessoas que compram um hardware e sequer passam a vista no manual do produto.

Há os radicais que compram um carro e jamais leram o manual!

Um exemplo notório é a utilização do google como feramenta de pesquisa.

Pouquíssimas pessoas, incluindo profissionais da área, não sabem utilizar o potencial do buscador.

Encontrei um artigo interessante sobre o assunto que trata especificamente de macetes para o google. Eis algumas dicas:

Conteúdo entre aspas: o comando “entre aspas” efetua a busca pela ocorrência exata de tudo que está entre as aspas, agrupado da mesma forma.

Sinal de subtração: este comando procura todas as ocorrências que você procurar, exceto as que estejam após o sinal de subtração. É chamado de filtro (ex: baixaki -download)
OR (ou): OR serve para fazer uma pesquisa alternativa. No caso de “Carro (vermelho OR verde)” (sem as aspas), Google irá procurar Carro vermelho e Carro verde. É necessário usar os parênteses e OR em letra maiúscula.

Asterisco coringa: utilizar o asterisco entre aspas o torna um coringa. (ex: café * leite: Google buscará ocorrências de café + qualquer palavra + leite.

Define: comando para procurar definições de qualquer coisa na internet (define:abacate).

Info: info serve para mostrar as informações que o Google tem sobre algum site (info:www.eujafui.com.br).

Palavra-chave + site: procura certa palavra dentro de um site específico (download site:www.baixaki.com.br).

Link: procura links externos para o site especificado (ex: link:www.blogaki.com.br).

Intitle: restringe os termos da busca aos títulos dos sites (ex: intitle:eu ja fui).

Allinurl: restringe os termos da busca às URL dos sites (ex: allinurl:cachorro).

Filetype: serve para procurar ocorrências algum formato de arquivo específico (ex: “arvore azul:pdf”).

Time: pesquisa o horário das principais cidades do mundo (ex: time:new york).
Weather: pesquisa a previsão do tempo para as principais cidades do mundo (ex: weather:tokyo).

Calculadora: serve para efetuar contas matemáticas com o Google (ex: 10 / 2).
Conversão de moedas: serve para comparar o atual valor de duas moedas (ex: 7 dollar in real).
Conversão de temperatura: converte temperatura em Celsius para Fahreinheit (ex: 140 C in F).
Conversão de distâncias: utilizada para ver a correspondente distância em diferentes medidas (ex: 100 miles in kilometers).

Conversão de velocidade: comando para converter medidas de velocidade (ex: 48 kph to mph).

Find a business: procure lojas ou restaurantes em certa cidade. (não disponível para o Brasil) (ex: shopping, Chicago).

Movie: comando para procurar por títulos de filmes (ex: movie: Batman).

Director: o comando director serve para descobrir o nome de um diretor de certo filme (ex: director braveheart).

Portanto, testem e comprovem.

Inscreva-se online para o Plebiscito

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