O maior sucesso no exterior

Sabe quem é na atualidade os músicos brasileiros de maior sucesso na Europa e nos Estados Unidos?

Curioso!? É pra ficar mesmo. O sucesso desse pessoal é um meteoro desgovernado.

Aqui em Brasília a trupe é cultuada como os novos queridinhos da Capital rocker do Brasil.

Confira aqui.

Pra fazer a cabeça tem hora

Paul Vreeker/Reuters












Loja de roupas em De Wallen, o antigo bairro da prostituição em Amsterdã.

Abaixo, prostitutas na vitrine de um bordel remanescente

Herman Wouters/The New York Times














"Se segura malandro. Pra fazer a cabeça tem hora", trecho do samba do magistral Bezerra da Silva, pode ser ampliada para: Se segura malandro. Na Holanda tá sujo!

No blog do professor Yúdice Randol, que leciona Direito numa Faculdade em Belém do Pará. O tema da liberalidade dos holandeses está dando o que falar.

A maioria é a favor, outros contra e este blogger também deu um pitaco no assunto.

O tema foi reportagem da Veja (para assinates). Leia e opine.

Ciências sociais em revista

Recebi o N.o 05 da Revista (livro) Sinais Sociais, publicada pelo Serviço Social do Comércio -- Sesc, por iniciativa de sua administração nacional.

A publicação lançada em maio de 2006 está em seu segundo ano, é quadrimestral, conseguindo chegar na 5.a edição com a alta qualidade de conteúdo a que se propos.

Formada por artigos de especialistas na área de ciências socias, a publicação tem como finalidade tornar-se um espaço de debate sobre as questões da contemporaneidade brasileira.

Li num fôlego os cinco ensaios das 146 páginas da publicação. Pela variedade dos temas abordados seria injustiça de minha parte eleger o melhor artigo. Como o conteúdo é rico, atual e de interesse público. Seria contraproducente destacá-los um a um, para a apreciação dos leitores.

Em editorial Antonio Oliveira Santos, Presidente do Conselho Nacional do SESC, destaca que: "Vive-se uma época de muitas perguntas à procura de respostas. Pode-se afirmar que as mudanças ocorridas nas últimas décadas obrigaram os produtores de conhecimento a rever paradigmas e chaves de pensamento. As formas de pensar demonstraram-se condutos inadequados à sua finalidade.
A leitura da produção científica contemporânea indica a pesquisa de respostas em sintonia com indagações antecedentes. Sabem os pensadores da contemporaneidade que suas reflexões são obras em aberto, suscetíveis de serem apenas aproximações pálidas do que intentam compreender. Entretanto, possuem a consciência da construção passo a passo, com avanços e recuos. Mais importante do que a verdade procurada é a busca sem esmorecimento. Se não existe o caminho, cabe ao caminhante fazê-lo.
(...)
Esperamos que tais exames sejam incorporados como referência ao processo de reflexão da academia e da sociedade, tão necessário em um país que se transforma numa velocidade maior do que a nossa capacidade de entendimento."

Leia todos os número da Revista Aqui

Pra animar o sabadão

E precisa comentar alguma coisa?

Médicos formados em Cuba

O Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, deliberou em sua última reunião do Grupo de Trabalho Interministerial (Ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores), criada para apresentar proposta sobre a revalidação dos médicos formados em Cuba, após quase um ano de encontros, uma proposta norteadora, buscando contemplar às necessidades dos médicos, bem como respeitando a realidade das Universidades, que desejarem aderirem ao chamado "projeto piloto".

Estiveram presentes nessa reunião as reitorias das Universidades Federal do Ceará, Alagoas, Acre e as Universidades Estadual do Amazonas e do Rio de Janeiro, além da UNIRIO, e todas concordaram em aderir ao projeto. Pelo Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, estiveram presentes os(a) deputados(as) Vanessa Grazziotin, Perpetua Almeida e Nilson Mourão, além de representantes do Conselho Federal de Medicina.

Ficou definido que a proposta será apresentada, também, na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior - ANDIFES e na Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais -ABRUEM, para que outras Universidades possam aderir ao projeto. Paralelo a isso, o Grupo irá elaborar uma minuta de resolução para ser apresentado ao Conselho Nacional de Saúde.

A coordenação do grupo esclareceu que todas as Universidades que desejarem aderirem ao Projeto poderá receber um aporte financeiro, caso haja necessidade. Os convênios serão regidos por uma resolução única, mas os convênios deverá respeitar a autonomia das mesmas.

A coordenação do Grupo apresentou, ainda, uma proposta de cronograma, conforme abaixo:

Até 31/03/2008 – Formalizar as adesões das Universidades e a criação de uma comissão por Universidade;
Até 31/05/2008 – Concluir a matriz de avaliação de equivalência e análise de plano pedagógico;
Até 31/06/2008 – Definição de um cronograma de trabalho;
Até 15/12/2008 – Elaboração dos instrumentos de avaliação;
Até o início do primeiro semestre de 2009 concluir as matriculas.

Finalmente, após tantos anos, busca-se uma caminho para resolver esse impasse dos médicos brasileiros que formaram-se em Cuba e, que no retorno ao Brasil, não tiveram seus diplomas reconhecidos.

As Farc estão em território brasileiro?

É o que a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR) quer saber.

Há notícias de incursões de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) em território brasileiro, em especial nos estados da região Amazônica que fazem fronteira com aquele país. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, será convidado, porém, negou a presença de elementos do grupo na Amazônia brasileira.

Um debate inadiável

Criação de municípios: um debate inadiável
Wladimir António Ribeiro
Folha de S. Paulo

É necessário corrigir o critério irracional de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios e desincentivar a criação de cidades inviáveis

NO BRASIL, há muitos municípios que não possuem condições econômicas e técnicas de executar as competências para eles previstas na Constituição. Esse problema não é fruto apenas da enorme desigualdade social e regional brasileira, mas também da forma desordenada em que foram criados muitos municípios.Tal criação não criteriosa deu-se principalmente nos períodos imediatamente seguintes às Constituições Federais de 1946 e de 1988, como conseqüência dos processos de redemocratização.

Após 1988, esse processo foi interrompido em razão da emenda constitucional 15, de 1996, que outorgou a lei complementar federal o papel de fixar os períodos em que se permitirá a criação de municípios e, ainda, os requisitos que deverão atender os estudos de viabilidade municipal.
Essa lei complementar não foi editada até hoje, pelo que, desde 1996, se tornou juridicamente impossível a criação de novos municípios.

Mas houve exceções, como os casos dos municípios de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, ou de Santo Antônio do Leste, em Mato Grosso. Apesar de as leis estaduais que os criaram violarem a emenda 15, o Supremo Tribunal Federal tem optado por mantê-los, em nome da proteção à segurança jurídica, uma vez que a criação de tais municípios é "situação consolidada".

Tais decisões do STF colocam a nu que o Legislativo federal está inadimplente, uma vez que não cumpriu o seu dever de editar a lei complementar prevista pela emenda 15. Importante se dizer que o mal não é a criação de novos municípios, medida que, em determinadas situações, pode ser tida como legítima e até necessária. Isso porque o problema reside na criação de municípios inviáveis, que possam vir a se tornar mais um problema do que uma solução. E a principal razão para a criação de municípios inviáveis está nos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios.

Veja-se: os municípios têm direito à 23,5% do arrecadado em Imposto de Renda e em Imposto sobre Produtos Industrializados, que formam o Fundo de Participação dos Municípios, mas o critério de distribuição entre os municípios é o de que recebem cota igual municípios com população igual ou inferior a 10.188 habitantes.

Ora, isso incentiva os pequenos municípios a se dividirem. Um município de 10 mil habitantes que se desmembre em dois leva a que seu âmbito populacional tenha duplicados os recursos que lhe são destinados pelo Fundo de Participação dos Municípios, em prejuízo das cotas de todos os demais municípios do Estado, que passam a dividir o fundo com mais um município.

É nesse ponto que está o equívoco. É necessário se corrigir esse critério irracional de distribuição de recursos e, assim, desincentivar a criação de municípios inviáveis.

Esse é mais um daqueles problemas que vêm se agravando por conta de não se aplicar a solução que é conhecida há décadas. Já no distante ano de 1956, há mais de meio século, durante a gestão do presidente Juscelino Kubitschek, o então ministro da Justiça, dr. Nereu Ramos, organizou uma comissão especial de juristas para proceder a estudos de reforma constitucional, na qual se destacaram San Tiago Dantas e o professor Brochado da Rocha. Um dos resultados desse estudo foi emenda constitucional que propunha que "os municípios que se criarem só dez anos depois de instalados terão direito a participar da distribuição" de recursos do Imposto de Renda, hoje substituído pelo Fundo de Participação dos Municípios.

Em suma: o problema e a solução são conhecidos há mais de 50 anos.

Com isso, essa oportunidade de elaboração da lei complementar federal pode ser a que permita que a solução seja aplicada: que o chamado "município-mãe" e o município criado compartilhem a mesma cota do Fundo de Participação dos Municípios por dez anos, preservando-se, assim, por este período, a participação dos demais municípios no fundo.

É uma solução simples, que não impede que, onde for preciso, sejam criados municípios, mas que desencorajará os que desejam criar municípios inviáveis, seja por interesses subalternos, seja apenas para aumentarem a participação na cota do Fundo de Participação dos Municípios.

WLADIMIR ANTÓNIO RIBEIRO, advogado, mestre em ciências jurídico-políticas pela Universidade de Coimbra, é consultor do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia.

O blogger acrescenta que a discussão deve ser ampliada para a necessidade de criação de novos Estados.

Porque hoje é sexta-feira


O nosso point logo mais as 19h00.

Mais uma vez a indefinição sobre número de vereadores

Quem sabe responder quantas serão as vagas em disputa nas câmaras municipais de todo o país este ano?

A proposta de emenda à Constituição (PEC 333/2004) que redefine o número de vereadores por municípios não for aprovada pelo Congresso até 30 de junho, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a quantidade de cadeiras que estarão em jogo no dia 5 de outubro.

Quando nesse país uma eleição terá as regras do jogo bem definidas antes do 2º tempo da etapa regulamentar?

Audiência pública para debater siderúrgica em Marabá

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR) aprovou em sua última reunião requerimento do deputado Adrubal Bentes (PMDB-PA) propondo audiência pública para tratar da implantação de uma nova siderúrgica no Pará através de investimento da Vale e um sócio ainda não definido.

Bentes solicitou que sejam convidados um representante do Governo do Estado do Pará, um representante da Vale, o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda Filho, o presidente da Câmara Municipal de Marabá, Miguel Gomes Filho, e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite.

Obtenha dicas para a declaração do Imposto de Renda

O consultor Antônio Teixeira Bacalhau, da empresa IOB, responderá três questões de leitores sobre a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2008, todos os dias, até 30 de abril.

Clique na imagem do leão e esclareça suas dúvidas.

Aos amantes do futebol

Orlando Silva no fio da navalha

O presidente Lula já decidiu: vai substituir o ministro dos Esportes Orlando Silva e já pediu ao PCdoB a sugestão de nomes para a vaga.

A intrincada cabeça de uma mulher

Infarto mata vice-prefeito de Santarém

O Vice-Prefeito de Santarém Delano Riker (PDT) sofreu nesta manhã, durante a prática de cooper na Orla da cidade, um ataque cardíaco fulminante vindo à falecer. Logo mais, desembarca em Satarém, Raimundo Pinheiro dos Santos, secretário-geral do PDT Pará representando o presidente do partido, deputado federal Giovanni Queiroz.

Após meses de atraso, orçamento 2008 é aprovado

Ag. Senado
Val-André Mutran (Brasília) – Após meses de atraso o Orçamento 2008 foi finalmente aprovado. Não imagine-se, porém, que o Congresso Nacional está pacificado.

Dos R$ 47 bilhões aprovados no orçamento do ano passado, por exemplo, apenas 20% foram liberados.

"Este ano não será diferente. É uma peça ficcional que não atende às necessidades da sociedade. O Executico sangra o crescimento do Brasil. O presidente sangra o povo brasileiro", protestou votando contra o orçamento o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), voltando a denunciar a existência de superfaturamento em várias obras constantes na peça.

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) considerou que o Congresso pouco se ateve a uma questão considerada fundamental por ele: as despesas para o pagamento de juros. Dos R$ 152 bilhões previstos para este ano, apenas 4% sairão do orçamento, sendo o restante obtido pela emissão de títulos públicos, que impedirão a redução da taxa de juros.

Ele informou que votaria contra a proposta – indo contra decisão de seu partido – “em razão da manutenção de obras com valores superestimados”. O deputado citou o caso de um prédio do Tribunal Regional Federal (TRF), orçado em R$ 498 milhões, o equivalente a R$ 3 mil o metro quadrado.

A batalha agora deve prosseguir após a Semana Santa quando deputados e senadores devem apreciar mais de 800 vetos do Executivo à projetos de Lei encaminhados à sansão.

DEM e PSDB abriram "guerra" franca e entrarão em obstrução permanente contra Medidas Provisórias enviadas pelo Executivo.

PEC do trabalho escravo será votada até junho, promete Chinaglia



O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo (438/01) ainda neste semestre. Ao participar do ato pela aprovação da PEC, realizado no auditório Nereu Ramos nesta quarta-feira, o presidente disse que a votação será possível caso haja um esforço do governo e do próprio Parlamento para evitar o trancamento da pauta por medidas provisórias. Segundo Chinaglia, desde o ano passado a Câmara não consegue votar suas prioridades por causa do trancamento constante dos trabalhos do Plenário.

Orçamento 2008: Votação será nominal

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), após reunião de parlamentares do DEM e do seu partido nesta quarta-feira (12), informou que a oposição não vai obstruir a votação do Orçamento da União para 2008, prevista para esta quarta, mas vai exigir votação nominal.
- Não vamos obstruir, mas vai ter que ter quórum para se votar o projeto - declarou.
A intenção da oposição é adotar postura de obstrução a partir da quinta-feira (13), disse o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE). Arthur Virgílio anunciou ainda o corte do diálogo com o presidente do Senado, Garibaldi Alves, com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e com o próprio governo pelo que chamou de "ação autoritária" na condução das votações de medidas provisórias (MPs) no dia anterior.

Durante a sessão plenária de terça-feira, governo e oposição travaram uma batalha regimental em que a oposição pretendia estender os debates e os governistas queriam encurtá-los para que fosse votada logo a medida provisória que criou a TV pública. A sessão, que já estava tensa, ficou tumultuada quando o líder do governo, Romero Jucá, na condição de relator em Plenário da segunda medida provisória em pauta, propôs a rejeição da matéria. Indignados, os oposicionistas pediram o encerramento da sessão, no que não foram atendidos pelo presidente do Senado e se retiraram do Plenário. Para a oposição, Garibaldi favoreceu ao governo por ter dado prosseguimento à votação.

Marconi Perillo (PSDB-GO), que também participou da reunião do PSDB e do DEM, classificou o cerceamento das discussões das medidas provisórias de "um episódio de mordaça à voz da oposição". O parlamentar criticou o número de MPs editadas pelo governo e frisou que estabelecer um freio nesse mecanismo é uma das condições essenciais para o diálogo com a oposição ser retomado.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) anunciou ainda uma nova postura de análise das medidas provisórias: a oposição só as votará quando houver nova legislação que as regulamente - há uma comissão especial que estuda mudanças na tramitação das MPS - pois, segundo o senador, atualmente elas estão sendo aprovadas em "flagrante desrespeito à Constituição".
Ag. senado

Não "a mordaça e o garrote", pede Virgílio

Respondendo ao presidente do Senado, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que Garibaldi rompeu com o discurso de posse ao permitir que fosse votado o requerimento apresentado pelo líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e que interrompia a discussão da medida provisória a ser votada. Virgílio disse que Garibaldi poderia contra com ele e com seu partido para a realização de sessões para examinar os vetos presidenciais ou para restabelecer prerrogativas do Legislativo que foram retiradas por sucessivos governos.

- Mas, tem algo que pode fazer agora e que já muda, de uma vez por todas, a minha indisposição à ida física ao seu gabinete e a interlocução com V.Exª. É dizer de maneira aberta que jamais tolerará outra vez o garrote, a mordaça, uma votação melancólica 'a la Paraguai' de Alfredo Stroesner, sem oposição - sugeriu.

O senador lembrou que, ao tomar posse na Presidência do Senado, Garibaldi havia assumido o compromisso de dividir as relatorias de acordo com a força das bancadas, assinalando que o bloco PSDB-DEM é a maior bancada no Senado. Ele lembrou que ontem haviam três matérias a ser votadas e todas tinham relatores da bancada governista.

- O que importa é termos um Congresso de pé e não um Congresso agachado. V.Exª tem tudo para recuperar a cadeira de Nilo Coelho e cumprir na prática o que diz nas palavras bonitas; ser o Nilo Coelho da sua geração, aquele que não é presidente do interesse de quem quer que seja, mas é presidente do interesse supremo e soberano do Senado - concluiu.
Ag. Senado

Presidente do senado pede união

Em resposta às acusações do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), o presidente daquela Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou que, mesmo que o líder cumpra a promessa de não mais entrar no gabinete da Presidência do Senado, deveria se juntar a ele no combate às medidas provisórias "que estão atravancando a pauta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados". Também defendeu a votação dos vetos presidenciais e a reforma da sistemática orçamentária.

- Pretendo continuar a ser um presidente independente. Não vou me submeter nem à exorbitância, como a oposição se comportou ontem [no Plenário do Senado], nem às ameaças e recados do presidente da República - afirmou Garibaldi, enquanto presidia a sessão do Congresso Nacional, que ora se realiza, para votar o orçamento da União.

Para Garibaldi, o que aconteceu no Plenário do Senado na noite do dia anterior "foi deplorável", mas pediu que atirasse a primeira pedra quem se julgasse "totalmente isento". Pediu a Arthur Virgílio - de quem se disse amigo e cheio de admiração - que se junte a ele em prol de "uma questão maior, que é a valorização do Legislativo".

- Não estou presidindo o Congresso Nacional para fazer o jogo de ninguém. Não sou o dono da verdade, mas escravo da verdade que diz que esse Parlamento precisa se afirmar perante a sociedade brasileira - disse.
(Ag. Senado)

PSDB entra em obstrução total a partir de amanhã

Mais inflamado ainda, o líder do PSDB no senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), Arthur Virgílio anuncia obstrução total, inclusive nas Comissões Permanentes contra a edição de Medidas Provisórias.

O senador tucano afirmou que a Medida Provisória (MP) que cria a TV Brasil foi "votada de forma vergonhosa, como se fôssemos o Parlamento do Paraguai ou do Haiti", após "manobras de achincalhe sob a liderança do líder do governo no Senado", Romero Jucá (PMDB-RR).

O líder anunciou que seu partido tomou a decisão unânime de "obstruir toda e qualquer votação de medida provisória daqui para frente", assumindo uma "encarniçada trincheira" contra essas votações. Arthur Virgílio afirmou ter tido "uma brutal decepção" com a postura de Garibaldi na sessão do dia anterior: para o líder, o presidente do Senado deveria ter encerrado a sessão, mas não o fez. O senador pelo PSDB anunciou que não mais participará de reuniões no gabinete da Presidência do Senado e que, por decisão unânime da bancada, não haverá mais negociação com Romero Jucá.

Oposição indignada protesta no início da sessão de votação do orçamento

Os líderes do DEM e do PSDB no senado, acabam de desfiar uma rosário de reclamações contra o governo no início da sessão conjunto do Congresso Nacional.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), iniciou o ataquedisse referindo ao que chamou de "achincalhe ao Congresso Nacional", a forma como foi conduzida a sessão da noite anterior (11/03), acusando a posição governista de desreispeitar a oposição.

Foi travado uma dura batalha durante a votação da medida provisória da TV Brasil (MP 398/07). Impasses em torno do processo de votação levaram senadores da oposição (principalmente do PSDB e DEM) a deixar o Plenário, contrariados com supostas manobras governistas para garantir a aprovação das matérias em pauta.

O DEM, no entanto, disse Agripino vai cumprir o acordo fechado com o governo e votará, nesta quarta-feira (12), o Orçamento da União para 2008.

- Meu partido faz acordo e cumpre - disse.
O acordo fechado entre governo e oposição destina para as 27 unidades da Federação os R$ 534 milhões do chamado Anexo de Metas e Prioridades, que beneficiaria obras apenas em alguns estados.

O líder dos Democratas também voltou a criticar o excesso de MPs enviadas pelo Executivo ao Congresso e deixou claro que será difícil para o governo, a partir de agora, aprovar essas proposições no Senado.

Um padrinho para Beira-Mar & Cia


A figura ao lado chama-se Joe Arpaio. Ele é o xerife do Condado de Maricopa no estado do Arizona (EUA).

Querem saber porque Arpaio é sucessivamente reeleito para o cargo.

Dentre outras coisas é dele o conceito de "cadeia-acampamento", que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal.

Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detentos, inclusive, tem de pagar.

Em 1994, cortou o café, alegando que além do baixo valor nutritivo, estava protegendo os próprios detentos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detentos, sem falar na economia aos cofres públicos de quase US$100,000.00/ano.



















Quando os detentos reclamaram, ele respondeu: - Isto aqui não é hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais. Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outros tipos de vídeo na prisão.

Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detentos pratiquem halterofilismo.

Começou a montar equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros, (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do Condado.

Para não ser processado por discriminação racial, começou a montar equipes de detentas também, nos mesmos moldes das equipes de detentos .

Cortou a TV a cabo dos detentos, mas quando soube que TV a cabo nas prisões era uma determinação judicial, religou, mas só entra o canal do Tempo e da Disney.

Quando perguntado por que o canal do tempo, respondeu que era para os detentos saberem que temperatura vão enfrentar durante o dia quando estiverem prestando serviço na comunidade, trabalhando nas estradas, construções, etc.

Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detentos, respondeu que nem se tivesse o faria, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem.

Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agencia de noticias publicou:

Com a temperatura atingindo 116 F , ( 47 C ), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts, (cor de rosa), que os detentos recebem do governo.

Na última quarta feira, centenas de detentos estavam recolhidos às barracas, aonde a temperatura chegou a atingir a marca de 138°F( 60°C ).

Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor.

Parece que a gente está dentro de um forno, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.

Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detentos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático.

Diz ele aos detentos:
- Nossos soldados estão no Iraque onde a temperatura atinge 120°F ( 50°C ), vivem em tendas iguais a vocês, e ainda tem de usar fardamento, botinas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto calem a boca e parem de reclamar".

Se houvessem mais prisões como essa, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente.

Criminosos têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a pão-de-ló, tendo do bom e melhor, até serem soltos pra voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações.

Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei, e pagadores de impostos não tem, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos tem na prisão.

(*) Artigo extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana... Os fatos acima são verídicos e a prisão-acampamento está lá em Maricopa - Arizona.

Rocha Mattos não é mais juiz

Enquanto juízes e ex-desembargadores do estado do Pará aprontam. Em São Paulo, a carreira de mais um "Lalau" é encerrada pelo Supremo, acusado de envolvimento direto em crimes desvendados através da "Operação Anaconda".

A presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Marli Ferreira, determinou a perda do cargo de magistrado do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos e do direito dele de ficar detido em prisão especial. A decisão foi tomada no início da noite de ontem depois que o Supremo Tribunal Federal rejeitou recurso do réu.

Em decisão unânime, acompanhando o ministro-relator, Carlos Britto, a 1ª Turma do STF considerou que houve "abusivo excesso de recursos" para retardar o cumprimento de sentença que condenara o juiz a quatro anos e quatro meses de prisão, além de perda do cargo, por abuso de autoridade e denunciação caluniosa.

Rocha Mattos tentou intimidar o juiz federal Fausto de Sanctis e um procurador, contra os quais representou criminalmente sob a falsa acusação de prevaricação.

O ex-juiz está preso em quartel da Polícia Militar, em São Paulo, e deverá ser transferido para prisão comum assim que a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado for notificada da decisão da desembargadora. Ele perde também o foro privilegiado no julgamento de seus processos - que devem retornar para a 1ª Instância da Justiça Federal- o salário e o direito à aposentadoria.

Acusado de vender sentença, Rocha Mattos está preso desde 2003. Ele já foi condenado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato e prevaricação, lavagem de dinheiro, supressão de documentos públicos, denunciação caluniosa, abuso de autoridade e corrupção passiva.

Contribuição sindical permanece com desconto em folha

Deputados lembraram que houve acordo com centrais sindicais para aprovar o projeto.
O Plenário aprovou nesta terça-feira as seis emendas do Senado ao Projeto de Lei 1990/07, do Poder Executivo, que reconhece as centrais sindicais como entidades de representação dos trabalhadores. A principal emenda acatada mantém o desconto da contribuição sindical obrigatória em folha de pagamento sem necessidade de autorização do trabalhador. O projeto irá à sanção presidencial.

Leia +

Plenário caminha para aprovar a lei que regulamenta as Centrais Sindicais

A votação em Plenário começa agora. Já foi discutidoas emendas do Senado ao Projeto de Lei 1990/07, do Poder Executivo, que reconhece as centrais sindicais como entidades representativas dos trabalhadores.

A principal emenda em discussão retira do texto exigência incluída pela Câmara na primeira votação quanto à cobrança da contribuição sindical. Os deputados propuseram a mudança da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que o desconto em folha de pagamento da contribuição seja autorizado pelo trabalhador.

Conheça os novos representantes nas Comissões da Câmara dos Deputados

Comissões Permanentes - Presidentes priorizam acesso a direitos básico
Os presidentes das comissões que têm maior ligação com temas sociais querem ampliar o acesso da população a seus direitos básicos, como educação, saúde, segurança e cidadania. O deputado João Matos, que preside a Comissão de Educação, por exemplo, pretende dar prioridade aos debates sobre reforma universitária, Fundeb e educação a distância.
Para o deputado Jofran Frejat, que assumiu a Comissão de Seguridade, é preciso ter celeridade na votação dos projetos importantes para a população, uma vez que a comissão envolve assuntos "que devem dar garantias de saúde, seguridade e assistência social".
Pompeo de Mattos, que preside a Comissão de Direitos Humanos, citou entre os temas prioritários a situação dos quilombolas, dos portadores de necessidades especiais e dos anistiados. Para o deputado Raul Jungmann, presidente da Comissão de Segurança Pública, o colegiado terá como foco mudanças no Código Penal e no "pacote de segurança".

EDUCAÇÃO E CULTURA

João Matos quer debater ensino superior e a distância
Eleito presidente da Comissão de Educação e Cultura, o deputado João Matos (PMDB-SC) pretende dar prioridade aos debates sobre reforma universitária, Fundeb e educação a distância. Sobre o ensino a distância, o deputado pretende realizar um seminário internacional para discutir formas de melhorar o sistema no Brasil.
O deputado também tem a intenção de organizar dois outros seminários - um sobre ensino técnico e tecnológico e outro sobre formas de financiamento para o ensino superior. Na opinião do parlamentar, o modelo brasileiro "é equivocado, porque quem pode pagar não paga; e quem não pode paga".
Segundo João Matos, o País até apresenta um índice razoável de acesso ao ensino superior, mas os alunos não conseguem manter-se no curso por não terem condições de pagar as mensalidades. "Diversos países na mesma situação do Brasil já desenvolveram soluções, enquanto ainda não conseguimos", destacou.
Perfil
João Matos é administrador de empresas e professor. Ele cumpre seu quarto mandato na Câmara. Antes de tomar posse em Brasília, foi deputado estadual em Santa Catarina por duas vezes, de 1987 a 1991 e de 1991 a 1995.
Como deputado federal, Matos licenciou-se do mandato entre 1995 e 1998 para ocupar a Secretaria de Educação e Desporto de Santa Catarina. Também licenciou-se em 2005 para ocupar o cargo de secretário de Coordenação e Articulação de seu estado.

DIREITOS HUMANOS

Pompeu de Mattos: comissão vai atuar em problemas cotidianos
Eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) afirmou que a comissão deve acompanhar de perto os problemas cotidianos da população relacionados aos direitos humanos. Ele citou como exemplo as dificuldades enfrentadas pelas famílias que têm integrantes portadores de necessidades especiais. Para Mattos, é um absurdo que essas famílias tenham de ser miseráveis para obter ajuda do Estado, já que a exigência para conseguir o benefício é possuir renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo.
Segundo Pompeo de Mattos, a comissão também deve pressionar o governo federal a tomar alguma medida específica em relação às populações quilombolas.
O parlamentar espera ainda atuar para que o governo reconheça os direitos dos anistiados mais simples. Ele afirmou que só têm sido beneficiadas pessoas com influência. Com relação à população carcerária, Pompeo de Mattos afirmou que é necessário garantir que os presos sejam julgados dentro dos prazos. O parlamentar também se declarou a favor da manutenção da maioridade penal nos atuais 18 anos.
Perfil
Advogado, Pompeo de Mattos tem 49 anos e começou sua carreira política como vereador em Santo Augusto (RS), onde também foi prefeito. Foi deputado estadual e, na Câmara federal, Mattos está em seu terceiro mandato. Ele foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos em 2004.


SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

Frejat pretende acelerar votações no 1º semestre
O deputado Jofran Frejat (PR-DF), eleito presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, afirmou que pretende agilizar a pauta da comissão no primeiro semestre, por se tratar de ano eleitoral. "É preciso ter celeridade na votação dos projetos importantes para a população", frisou.
Conforme o deputado, a medida se justifica porque se trata de uma comissão que envolve assuntos "que devem dar garantias de saúde, seguridade e assistência social aos brasileiros", reforçou. Em relação aos projetos polêmicos, Frejat disse que o plenário da comissão será soberano para decidir o que deve ser aprovado ou não. "Devemos nos pautar pelo bem do País, da família e das pessoas que precisam de atendimento médico", ressaltou.
Perfil
Como integrante da Comissão de Seguridade, Frejat relatou no ano passado projeto que alia os serviços de saúde ao atendimento à educação pública. Ele lembrou que a proposta é importante sobretudo com relação ao programa de atendimento médico e odontológico preventivo aos estudantes e a identificação precoce de problemas de aprendizado.
Médico, Jofran Frejat está em seu quinto mandato como deputado federal e fez parte da Assembléia Constituinte. Foi secretário de Saúde do Distrito Federal por quatro vezes. Também esteve à frente da Secretaria-Geral do Ministério da Previdência e Assistência Social e foi ministro interino da Previdência Social.


SEGURANÇA PÚBLICA

Jungmann dará prioridade a pacotes penal e de segurança
O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), pretende dar prioridade ao que chama de "pacote penal" - uma série de medidas que mudam o Código Penal brasileiro - e ao "pacote de segurança". O deputado ressaltou que a Medida Provisória (MP) 416/08, que reeditou projetos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), encontra-se em condições de ser votada pelo Plenário, mas a comissão ainda terá atuação na análise de emendas.
O novo presidente considera que, como este será um ano atípico, devido às eleições municipais, será necessário conseguir celeridade na discussão desses temas ainda no primeiro semestre. Para acelerar os trabalhos na comissão, ele pretende promover mudanças de gestão, "com a criação de subcomissões e de coordenadorias com autonomia suficiente para discutir matérias secundárias, mas igualmente importantes".
Perfil
Em seu segundo mandato consecutivo na Câmara - em 2003, foi eleito pelo PMDB -, Raul Jungmann é consultor de empresas. O deputado foi ministro do Desenvolvimento Agrário, ministro extraordinário de Política Fundiária, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), secretário-executivo do Ministério do Planejamento e secretário de Planejamento do governo de Pernambuco.


Sociedade será parceira para definir projetos

A maioria das comissões técnicas da Câmara volta a analisar os projetos de interesse da sociedade a partir de amanhã. Eleitos na última semana, os presidentes da Comissão de Meio Ambiente, André de Paula, e da Comissão de Trabalho, Pedro Fernandes, querem debater com a sociedade os temas mais importantes a serem tratados em 2008.
A deputada Janete Capiberibe, da Comissão da Amazônia, já anunciou alguns temas que considera fundamentais, que são a segurança e a soberania da região.
Também com temas definidos, o deputado Onyx Lorenzoni, da Comissão de Agricultura, anunciou que uma de suas prioridades será encontrar solução para a exportação da carne brasileira à União Européia. E na Comissão de Relações Exteriores, o deputado Marcondes Gadelha deve discutir hoje de manhã com o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró, o tratamento recebido pelos brasileiros naquele país.

AMAZÔNIA
Janete quer manter parcerias pela defesa da Amazônia
Após sua eleição para a presidência da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) afirmou que sua gestão em 2008 dará continuidade ao trabalho desenvolvido em 2007 pela ex-presidente, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Um exemplo é o Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional, que teve sua primeira edição em 2007. "Conto com o apoio da ex-presidente para continuar as parcerias pela defesa da região em conjunto com as populações que lá vivem", disse.
Como parte de seu plano de trabalho, Capiberibe afirmou que também dará prioridade à segurança e à soberania da Amazônia. Ela defende a constante presença da Marinha e da Aeronáutica na região.
Janete Capiberibe iniciou sua carreira política em 1989, quando foi eleita vereadora pelo município de Macapá. Em 1991, conquistou o primeiro mandato de deputada estadual pelo PSB. Foi reeleita duas vezes (1995-1999; 1999-2003). Em seguida foi eleita deputada federal, sendo reeleita para o período 2007-2011, pelo mesmo partido.

MEIO AMBIENTE

André de Paula objetiva ampliar diálogo com ONGs
O deputado André de Paula (DEM-PE), eleito presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, afirmou que pretende abrir o diálogo com organizações não-governamentais e outras entidades da sociedade civil que tenham ampla relação com o tema, em busca da cooperação e do trabalho em conjunto. "É o assunto do momento", define. O parlamentar observa que, apesar de o meio ambiente ser um tema global, os problemas são resolvidos em âmbito local, no município. Por isso a importância de ouvir lideranças locais que atuam diretamente em cada localidade.
Perfil
André de Paula é advogado e está em seu terceiro mandato como deputado federal. Começou sua vida política em 1989, quando se elegeu vereador em Pernambuco. Entre 1991 e 1999, foi deputado estadual, sempre pelo PFL (atual DEM). Foi também secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco, entre 1999 e 2002.

TRABALHO
Pedro Fernandes sugere ampla consulta para definir pauta
O novo presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), quer definir a pauta de prioridades da comissão em parceria com assessores das lideranças de partidos na Câmara, representantes de ministérios, de confederações de empregadores e de centrais sindicais. Segundo ele, a comissão conta hoje com 895 itens para serem discutidos, entre projetos e requerimentos.
No que se refere à administração pública, o deputado destaca projetos em análise na comissão que considera polêmicos, como os que tratam da lei de greve, da previdência complementar para servidores públicos e das fundações estatais. Quanto à discussão sobre as relações de trabalho, ressalta medidas sobre jornada de trabalho e terceirização.
Pedro Fernandes, que é engenheiro civil, está no seu terceiro mandato como deputado federal. De 1993 a 1996, foi vereador pela capital do Maranhão, São Luís. Também foi secretário municipal de Obras e Transportes e secretário municipal de Infra-Estrutura de São Luís.

AGRICULTURA
Lorenzoni pretende defender venda de carne brasileira
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), eleito presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, anunciou que uma de suas prioridades será encontrar solução para a exportação da carne brasileira à União Européia. Em fevereiro, a Europa iniciou um embargo à compra de carne do Brasil, alegando razões sanitárias.
Lorenzoni afirmou que também dará atenção especial em sua gestão à busca de alternativas para fortalecer o agronegócio, um dos principais itens da balança comercial brasileira. "Precisamos desenvolver atividades à frente da comissão para imprimir ação mais proativa em relação ao agronegócio", avaliou. Outro item de seu plano de trabalho é o refinanciamento das dívidas agrícolas.
Perfil
Formado em medicina veterinária, Lorenzoni iniciou sua carreira política em 1995, quando foi eleito deputado estadual pelo então Partido Liberal (PL), sendo reeleito no pleito seguinte. Em 2003, foi eleito deputado federal pelo então Partido da Frente Liberal (PFL). Atualmente está em seu segundo mandato.

RELAÇÕES EXTERIORES

Marcondes Gadelha
discute situação de brasileiros na Espanha
O deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, encontra-se hoje com Ricardo Peidró, na Embaixada da Espanha, para discutir o tratamento recebido pelos brasileiros naquele país.
Ao ser eleito para presidir a comissão, Gadelha destacou que, durante sua gestão, a comissão será um foro permanente de discussão e acompanhamento da cena internacional. "Correremos a milha extra, para além do que nos for solicitado e para além das nossas atribuições regimentais", disse.
Formado em Medicina, Marcondes Gadelha está na vida pública desde o início da década de 1970, quando foi eleito deputado federal (1971-1975) pelo então Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Desde então, teve ampla atuação na vida política do Brasil, inclusive como senador durante a Assembléia Nacional Constituinte de 1987-88. Atualmente, está em seu sétimo mandato como deputado federal. Como representante do Parlamento brasileiro, atuou como observador parlamentar durante a Assembléia Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para discussão sobre HIV/AIDS, em Nova Iorque (2001).

Definido pelo TSE calendário para eleições 2008

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta quinta-feira (30), o calendário eleitoral para 2008, quando serão escolhidos os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de todos os municípios brasileiros. De acordo com a Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), o dia das eleições será 5 de outubro, primeiro domingo do mês. O segundo turno, se houver, será disputado em cidades com mais de 200 mil eleitores no dia 26 de outubro, último domingo do mês.

De acordo com o calendário, um ano antes das eleições, no dia 5 de outubro de 2007, os partidos políticos que pretendam participar do pleito já devem ter obtido registro de seus estatutos no TSE. Também é a data em que os candidatos devem ter domicílio eleitoral onde pretendem concorrer. A filiação partidária também deverá estar deferida.

O calendário estabelece o dia 5 de março de 2008 como o último dia para que o TSE aprove todas as instruções relativas ao pleito de outubro. O ministro Ari Pargendler é o relator dessas instruções.

O dia 8 de abril é a data limite para que os partidos políticos publiquem, no Diário Oficial da União, as normas para a escolha e substituição de candidatos e para a formação de coligações. A partir dessa data, até a posse dos eleitos, os agentes públicos estarão proibidos de fazer revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição.

A partir do dia 10 de junho fica permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. Dessa data até 30 de junho, dependendo do dia em que os partidos ou coligações escolherem seus candidatos, é vedado às emissoras de rádio e televisão transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção.

A propaganda partidária gratuita prevista na Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos) será vedada a partir do dia 1º de julho, nem será permitido nenhum tipo de propaganda política paga no rádio ou televisão.

Três meses antes das eleições, em 5 de julho, é o último dia para que os partidos políticos ou coligações apresentem, no cartório eleitoral, o requerimento de registro de seus candidatos.

Também a partir dessa data, são vedadas aos agentes públicos as seguintes condutas: nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens, remover, transferir ou exonerar servidor público até a posse dos eleitos.

Fica proibida ainda a realização de transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios, e, também, a participação dos candidatos aos cargos de prefeito e vice-prefeito em inaugurações de obras públicas.

Título de eleitor

De acordo com o calendário, 7 de maio é a data limite para o eleitor requer inscrição eleitoral, transferência de domicílio ou alterações em seu título eleitoral.

Também é o último dia para o portador de deficiência solicitar sua transferência para seção eleitoral especial.

Propaganda eleitoral

A partir de 6 de julho, fica permitida a propaganda eleitoral de acordo com o artigo 36, caput, da Lei 9.504/97. Os candidatos ficam, então, liberados para realizar comícios e utilizar aparelhagem de som fixa, das 8h até as 24h.

Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão

A partir de 19 de agosto inicia-se a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, segundo dispõe a Lei das Eleições.

O último dia para a divulgação da propaganda é 2 de outubro, data limite também para a realização de comícios ou reuniões públicas e debates.

Registros e comitês

O dia 7 de julho é a data limite para que os candidatos possam requerer seus registros perante os cartórios eleitorais. O dia 14 de julho é o último dia para os partidos políticos constituírem os comitês financeiros.

O dia 6 de agosto, 60 dias antes das eleições, é a data em que os partidos políticos, coligações e os candidatos são obrigados, durante a campanha eleitoral, a divulgar pela internet relatório discriminando os recursos em dinheiro ou estimáveis em dinheiro que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral e os gastos que realizarem, em sítio eletrônico criado pela Justiça Eleitoral para este fim.

Flagrante delito

A partir do dia 20 de setembro, nenhum candidato poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito. Também é o último dia para os partidos políticos e coligações impugnarem os programas de computador a serem utilizados nas eleições.

A partir do dia 30 de setembro, e até 48 horas depois do encerramento da eleição, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou, ainda por desrespeito a salvo-conduto.

Diplomação

Dia 18 de dezembro é o último dia para a diplomação dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos.

Íntegra do Calendário Eleitoral

Cúpula da Igreja Católica inclui mais 7 pecados a serem evitados pelos fiéis

Arcebispo responsável por órgão da Santa Sé ligado à penitência inclui temas de bioética, poluição, drogas e riqueza na lista de transgressões.

Eis a lista de pecados modernos:
Experimentos científicos em humanos;
Manipulação genética;
Acúmulo excessivo de riquezas;
Geração de pobreza;
Injustiça Social;
Poluição ambiental e
Tráfico e consumo de drogas.

"As novas formas de pecado que fazem parte do atual contexto social são causados pela globalização", disse em entrevista ao L’Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, o monsenhor Gianfranco Girotti anunciando os sete pecados capitais modernos
faltas que justificariam punições eternas no inferno, caso o pecador não confesse e não demonstre arrependimento genuíno. Arcebispo responsável pela Penitenciaria Apostólica, um dos mais misteriosos órgãos da Santa Sé, Girotti classificou a bioética como o campo onde existem “violações nos direitos fundamentais da natureza humana, por meio de experimentos e manipulações genéticas cujos resultados são difíceis de prever e controlar”.

Pecados anteriores

Orgulho:
considerado o mais sério dos pecados, é o desejo de ser mais importante que outras pessoas
Punição: o infrator será amarrado a uma roda.

Inveja: caracterizado por um desejo insaciável de ter o bem de outra pessoa.
Punição: colocado em água gelada.

Ira: sentimentos descontrolados e desordenados de raiva e ódio.
Punição: desmembrado ainda vivo.

Preguiça: falha ou omissão em utilizar os dons e talentos concedidos por Deus.
Punição: arremessado em um poço cheio de cobras

Avareza: pecado ligado ao excesso. É aplicada à aquisição de riquezas de modo descontrolado.
Punição: cozinhado em óleo quente.

Gula: consumo exagerado de qualquer de qualquer alimento que possa levar ao desperdício.
Punição: o pecador será servido de alimento a ratos, cobras e sapos.

Luxúria: envolvimento obsessivo ou excessivo com pensamentos ou desejos de natureza sexual.
Punição: o transgressor será sufocado em meio ao fogo e ao enxofre.

A lista dos sete pecados capitais foi criada pelo papa Gregório I, que viveu entre os anos de 540 e 604 e liderou a Igreja Católica entre 3 de setembro de 590 até o dia de sua morte, em 12 de março de 604.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou que não foi comunicada oficialmente sobre a elaboração de um documento sobre os novos pecados.

Reunião tentará fechar acordo para aprovação do orçamento

Um impasse em torno dos recursos para as compensações da Lei Kandir precisa ser superado para que seja votado o orçamento.

Os líderes partidários na Câmara e no Senado tentarão em mais uma reunião celebrar um acordo para votar a proposta.

O relator da peça orçamentária destinou R$ 5,2 bilhões para compensar a perda dos estados exportadores, mas setores da oposição pedem R$ 20 bilhões.

Dvorak Cello Concerto : Rostropovich Part 1



Absolutamnete sensacional.
'

Perdemos esse gênio no ano passado.

O amor, a técnica... emoção.

Rostropovich .

Encontro de alemães



Scorpion e Filarmonica de Berlim.

O prazer de executar uma boa música



J.S. Bach - The Well-Tempered Clavier Part I - Prelude n.9.

Parece fácil!?

Não é.

A execução dessa peça, pequena -- um Preludio -- vai pelo menos 15 anos de estudo aos de boa dedicação.

Preludio com Fuga para piano ou cravo

Estudo terrivelmente exigente.
Trabalho específico para a mão direita dialogando com a esquerda na marcação do baixo.
Absolutamente lindo.

Acima da razão.

Muito além da sensibilidade.


Isso é Bach. Das Wohltemperierte Klavier BWV846 Prelude

O magistral compositor, exigia concentração total aos que ousassem executar suas músicas e estudos.
Note a dificuldade da mão direita, dêdos tesos e retos, e a esquerda, com extrema dificuldade de acompanhar uma melodia que remete-nos à emoção, olhos marejados, tosses disfarçadas, seguindo, talvez, o caminho do Nirvana. Dado o apaixonante tema.

O apavorante talento de Karl Richter

Único e genial na proposição de execução de uma das peças da mais difícil execução "Toccata e Fuga" jamais composta.

Apenas uma questão de estilo



Yo Yo é muito bom.

Entretanto, não é humano Rostropovicht nessa execução, de velocidade alucinante, afinação uma oitava menor do Preludio da Suite No. 1 de BACH.

Deus existe.

Dispensável!?

Impaciência produtiva



Eram os Deuses astronautas?

Uma questão de paciência

Senhores e senhoras eleitores: a vida. Vida essa. Essa vida. É tão rara.

Obama, Hillary, MaCain! A vida é tão rara!!!

Foi há 25 anos que Thriler revolucionou o pop e a linguagem de vídeos curtos

Lembro muito bem o impacto do lançamento do álbum Thriller.

Mas a versão indiana da parada é ótima. O protagonista é ou não é a cara do Wlad?

Morava na Conselheiro Furtado, esquina da Alcindo Cacela, na inesquecível Belém do Pará.

O filho do síndico do edifício, hoje um professor de direito e advogado de sucesso, não acreditou no que escutou ao presenteá-lo com o álbum, edição importada. O LP só chegaria 9 meses depois em Belém (PA).


A bolacha tocou até a resistência da agulha naquela noite festiva.


Antecipadamente, sabedor do corre-corre que aquela obra-prima causaria em seus convidados, presentiei, meu amigo Júnior, com uma caixa lacrada de fitas K-7, metalizadas da marca TDK. Outro must da época.


E deu-se o esperado. O aniversariante não teve como recusar gravar, na hora, praticamente todas as dez fitas para os amigos mais chegados.


Michael Jackson, artista da Epic em 1982, vinha de um retumbante sucesso da mesma gravadora: Off de Wall, em minha opinião, é melhor que Thriller no contexto musical da época.


O assombro que sucedeu-se com o início da consolidação da MTV, aliada à invasão da mass media na cultura popular sem fronteiras, coloca o segundo ábum do menino que trilhou seu próprio caminho pós-Jackson Five, com brilhantismo e muita expectativa, parecia não ter limites.


Thriller figura até hoje no livro Guinness dos Recordes como o mais vendido da história fonográfica de todos os tempos.


Sete das nove faixas do álbum chegaram às lojas como compacto, um marco que seria igualado poucas vezes no futuro. Três músicas conquistaram o topo das paradas: "The Girl Is Mine", "Billie Jean" e "Beat It". Os videoclipes nem se fala. Todos inovadores e considerados até hoje como referência de edição, produção, direção e roteiro para a época.


Em Thriller, Michael assina a composição de quatro músicas e ainda divide créditos com Rod Temperton pela autoria da faixa-título. Em "Wanna Be Startin' Somethin'" o astro fala sobre a indústria das fofocas; em "Beat It" faz um apelo contra a violência urbana; e na polêmica "Billie Jean" relata a história de um homem acusado falsamente de ser o pai de uma criança - uma história real vivida por Jackson em 1981, quando uma fanática passou a persegui-lo clamando que ele assumisse a paternidade do filho dela.


Além de um sucesso de vendas, Thriller foi também um marco na luta contra a discriminação racial na indústria da música. Em março de 1983, o videoclipe de "Billie Jean" estreou na MTV fazendo de Jackson o primeiro negro cuja música ganhou espaço na emissora. Em abril, a WAAF 97.7 FM, de Boston, tornou-se a primeira rádio de rock da história a executar a música de um negro, colocando "Beat It" na grade de programação. Na época, o formato era direcionado a um público essencialmente branco. O feito foi seguido por emissoras similares e "Beat It" alcançou a 14ª posição na lista da Billboard que monitora as músicas mais executadas pelas rádios de rock dos Estados Unidos, algo inédito e que não seria repetido por nenhum outro cantor negro no futuro.


Posteriormente Michael e o diretor John Landis estabeleceram novos horizontes para a concepção dos clipes, que passaram a ser vistos como pequenos filmes, hoje facilmente disponíveis para download de celular.


No Brasil, Thriller é o álbum internacional mais vendido de todos os tempos.


Michael seguiu, após esse álbum, uma carreira em que a falta de inspiração foi apenas um detalhe de seus problemas com as autoridades sob a acusação de pedofilia.


Fui informado por um amigo que a muitos anos é DJ nos Estados Unidos que Michael está preparando um novo trabalho.


Sinceramente, torço que seja tão inovador como "Off The Wall" e "Thriller", dos quais sou fã incondicional até hoje.


E lá se vai mais de 26 anos.

Bob Dylan ao vivo no Brasil: só nos Corredores





Por favor, nem tente ser meu amigo se não gostar desse cara como eu gosto.


Me identifico com o cara após saber que algumas aventuras frustradas o colocaram na "vida real", e quem em nossa idade não as teve? É um misto de guru e pôrra louca que deu certo.


Lá atrás, no início da carreira, não sabia se era um pianista ou guitarrista de rock!


Esse norte-americano desenvolveu na faculdade seu gosto pela música folk. Enquanto isso lia tudo o que podia e criava gosto pela literatura. Inspirado pelo escritor galês Dylan Thomas, criou em 1960 sua nova identidade: Bob Dylan.

A peça tem o nome original, caretíssimo de Robert Allen Zimmerman, batizado numa currutela chamada Dulut, do Estado de Minnessota.


Tenho absolutamente tudo de sua trajetória desde sua estréia, em 1962.


Concordo também com o elogio da crítica especializada ao álbum "Modern Times", lançado no ano passado, e desde então, o CD não sai do meu carro, é seu melhor trabalho desde "Blood on The Tracks" (1975).

Resta uma esperança à Ciência

Divulgação STF
Uma leitura com atenção revela que nem tudo está perdido na Suprema Corte do Brasil. Colegiado que passa por momentos de inadiáveis questionamentos, inclusive do presidente da República.

O relatório do ministro Carlos Ayres Britto, defendendo o prosseguimento das pesquisas com células-tronco embrionárias em julgamento de decisão sobre a constitucionalidade de ação indireta patrocinada pelo então ex-Procurador do Ministério Público Federal Claudio Fonteles (carola convicto), despertou no meio jurídico e naqueles que fazem pesquisas avançadas sobre o assunto, ideólogos religiosos, antropólogos, sociólogos, médicos e por ai vai... de impacto poderoso sobre os necessários avanços que a sociedade brasileira precisa encarar com naturalidade.

Temas relevantes e controversos como a eutanásia, aborto, união estável entre homoafetivos devem entrar no exame da Corte.

Mas o que chama a atenção como um fenômeno que não pode passar despercebido pelo conjunto da sociedade brasileira é a busca da solução de seus problemas num ambiente democrático, relevado pela decisão oposta de opinião, sob a justificativa de maior tempo para juízo de valor, do colega paraense de Carlos Britto, seu chará Carlos Alberto Menezes Direito, que para não dar muita bandeira sobre suas comvicções fundamentalistas católicas agiu desta forma.

Britto um alagoano de 65 anos, casado e pai de três filhos, é forte candidato, desde já, como o "caçador do obscurantismo" residente num Estado regido por lobbys secretos e interesses escusos.

Entrevista - Carlos Ayres Britto - Em defesa da luz
Leonel Rocha e Ana Maria Campos - Da equipe do Correio

células-tronco esperança

Depois do relatório pró-pesquisas com células-tronco embrionárias, ministro do STF se prepara para analisar a ação que questiona a união civil entre homossexuais. Vem aí mais um libelo antiobscurantista

Aos 65 anos, casado, pai de três filhos, o ministro Carlos Ayres Britto é considerado o mais liberal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira da semana passada, ele começou o debate que vai definir se os embriões congelados em clínicas de fertilização são seres protegidos por lei e se suas células-tronco poderão ser utilizadas em experiências genéticas e tratamentos médicos, como prevê a Lei de Biossegurança. Relator do caso, ele votou pela constitucionalidade do texto. Foi acompanhado pela presidente da Corte, ministra Ellen Gracie, e pelo colega Celso de Mello, que anteciparam suas opiniões. A votação foi suspensa depois que o ministro Carlos Alberto Direito pediu vista do processo. O assunto voltará a ser debatido (e definido ) nas próximas semanas. Católico com parentes padres, Britto procura ser holístico quando o assunto é religião. Dá a mesma importância a Cristo e a Buda, por exemplo.

Para expressar seu voto, concluiu que a ciência tem que estar a serviço da saúde humana e não ficar limitada a dogmas religiosos. Em meio a uma das maiores polêmicas enfrentadas pelo tribunal, o sergipano Ayres Britto, com seis livros de poesia editados e um sétimo no prelo, recorreu ao poeta alemão (Johann Wolfgang von ) Goethe — que morreu pedindo mais luz no pensamento humano — para justificar suas opiniões. “Chegou a hora da luz no debate sobre o papel da ciência moderna. Chega de trevas”, argumenta. Sem toga e se preparando para ir ao show do cantor Djavan com a família, ele recebeu o Correio em casa, na manhã de ontem, e manteve acesa a polêmica sobre o assunto.

Por que este debate sobre a Lei de Biossegurança está carregado de disputas ideológicas, religiosas e filosóficas, além dos aspectos apenas jurídicos?
No meu voto, chamei a atenção para a relevância ética, religiosa e filosófica, além de jurídica, dessa causa. É uma matéria sensível nos três campos. As diversas confissões religiosas têm o direito de participar desse debate, porque a sociedade é plural. O que não se pode é impor um ponto de vista a ponto de obstar legítimas políticas públicas e estatais. O debate é a sadia convivência dos contrários. Essa decisão do Supremo já nasce com legitimidade pelo envolvimento da sociedade neste debate. Pluralismo é o nome que a democracia toma quando vista do ângulo da convivência dos contrários. No mundo inteiro, o próprio catolicismo se divide quanto a esses tabus. Onde se encontra um bloco monolítico, fechado, contra o aproveitamento terapêutico-científico das células-tronco embrionárias, existe um fenômeno de cúpula, de dirigentes da igreja que fecharam questão. Não os católicos em geral. Isso também quanto ao aborto e à eutanásia.

Como o senhor, que tem formação católica, se livrou da polêmica religiosa em torno da Lei de Biossegurança?
Transito por estes expoentes da espiritualidade sem fechar com nenhum em particular. Rendo homenagens a São Francisco de Assis, um homem depurado, por exemplo, mas me deparo com Buda e encontro um líder espiritual portentoso. E não vou minimizar o papel de Buda perante Cristo. Os dois foram gigantescos. Além disso, uma coisa é Cristo. Outra é uma organização em torno dele. Uma coisa é Buda. Outra são as organizações em torno dele. Prefiro ver Cristo e Buda diretamente, sem as igrejas que se estruturaram historicamente e que cultuam suas mensagens.

O STF tem pela frente temas tão polêmicos quanto este, a exemplo do aborto para casos de anencefalia e união civil homossexual, eutanásia e até o próprio aborto. A polêmica vai se repetir?
Certos temas tidos pela sociedade como tabus são evitados porque não podem ser vistos de frente como o sol a pino. Mas uma sociedade democrática evolui no sentido de trazer tudo a lume. Não pode haver tabus temáticos em uma democracia consolidada. Este julgamento faz parte de um processo de evolução democrática que estamos maravilhosamente vivendo. Eu recebi para relatar o processo que trata da lei que regula as relações homoafetivas. Um dia, o Supremo iria se debruçar sobre esse tema. Não se pode mais escamotear nada. Essa aurora institucional que dizem estar vivendo o Supremo é conseqüência do processo democrático. Quando se tem liberdade de expressão, os tabus acabam. Isto é bom, é o antiobscurantismo. O direito brasileiro está do lado dos que sofrem e não do sofrimento.

O senhor acha que no Brasil há excesso de leis conservadoras que reforçam os tabus?
Este fenômeno existe, mas não o endosso da Constituição. Pelo contrário. Isto ocorreu porque a Assembléia Nacional Constituinte produziu um documento que é melhor do que a própria assembléia que o elaborou. A obra é melhor do que seu autor. Há no Brasil um descompasso normativo entre o direito comum e o direito constitucional. A Constituição é mais avançada do que o direito ordinário. O que nos cabe como ministros do Supremo é dar um banho de Constituição no direito ordinário para que ele se atualize e corresponda ao sentido de liberdade das nossas vidas.

Por que há este descompasso entre a Constituição, o conjunto de leis ordinárias e a vida real no Brasil?
Isto ocorre porque a Constituição está muito mais próxima da vida real do que o direito ordinário. A crítica de que a Carta Magna seja muito extensa e com artigos desnecessários é descabida. O texto deve ser celebrado como um documento enxuto e contemporâneo, no sentido da atualidade e valores que consagra. Tanto que as cláusulas pétreas, tão injustamente criticadas, significam uma proibição de retrocesso. Nós avançamos tanto na Assembléia Constituinte que foi preciso garantir esse avanço e impedir o retrocesso. Eu estou convicto de que a Constituição tem que ser vista com um novo olhar, de reverência e gratidão. O que está faltando é um novo olhar sobre o direito brasileiro, na perspectiva dos maravilhosos valores que as Constituição consagrou. Vou dizer dois: plenitude democrática e liberdade de expressão.

O STF está afinado com o pensamento da sociedade?
Deve estar, sim. O doutor Dráuzio Varella, que é um incontestável cientista respeitado, disse que a medicina celular vai cumprir no século 21 a mesma revolução que o antibiótico tempos atrás. Isto é uma visão de homem contemporâneo. O Victor Hugo (escritor francês do século 19) disse que “nada é tão irresistível quanto uma idéia cujo tempo chegou”. E chegou o tempo da medicina celular. Goethe morreu pedindo luz, mais luz. Claro que ele estava falando de luz não pensando no sol tropicalista, caribenho ou nordestino, e sim na luz da consciência. E nós vamos querer mais trevas, mais trevas e ainda mais trevas agora? Chega de trevas.

O senhor procurou exaltar o papel da mulher neste debate?
Noto que subjacente às teses religiosas e científicas de que o protagonista central do processo de hominização é o útero, está a exaltação da mulher. Distingo, no meu voto, a gravidez da maternidade. E digo que na barriga de aluguel, com certeza, há uma gravidez, mas é de se supor que não haja maternidade. Na maternidade consentida, querida, há um aporte de bem querer que cumpre um papel criativo, que vai plasmar a personalidade de uma futura pessoa.

É de se supor, então, que na sua opinião é legitimo e legal uma mulher grávida que não quer ser mãe interromper a gestação?
Eu não quis, por enquanto, antecipar o debate sobre o aborto. Porque não estava em causa e, depois, quando se abre o leque de controvérsia, perde-se o foco e o poder de convencimento enfraquece. O foco da questão é: os embriões produzidos in vitro, quando destinados à pesquisa científica e à terapia humana, sofrem uma violência tal que corresponde a um aborto? Eu respondi que não. Tenho dito que, para mim, a vida humana, já adornada do fenômeno da personalidade, é um fenômeno que transcorre entre o nascimento com vida e a morte cerebral. A vida civil, no conceito de pessoa. Para convencer, tive que fazer as distinção entre embrião, feto e pessoa. Se isso sugere uma antecipação do debate sobre o aborto, não foi a minha intenção.

Há críticos que apontam vários defeitos na Lei de Biossegurança.
Isto é fugir do foco do debate. O que devemos fazer é saber se o conjunto normativo da lei, que é o artigo 5º, é compatível ou não com a Constituição. Procurar outros defeitos ou virtudes na lei não está em causa. Na parte que estamos analisando, a lei é adequada, ponderada e necessária. Não analisei a lei como um todo porque o artigo sozinho já é um mundo. É quase uma nanojurisprudência e exige uma nanodecisão.

Quando se tem liberdade de expressão, os tabus acabam. Isto é bom, é o antiobscurantismo.

O lobby católico

Divulgação

Apesar de negar, o ministro paraense Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal, protagonista do pedido de vistas na ação de inconstitucionalidade apresentada pelo ex-procurador-geral do Ministério Público Federal, pode sim ser excluído do julgamento.

O defensores das pesquisas com células tronco embrionárias podem perfeitamente apresentar uma petição alegando suspeição do ministro.

Direito é declarado carola e age segundo a ditadura das leis canônicas da Igreja Católica. A mesma que é contra métodos contraceptivos, a mesma que se recusa a conceder a comunhão à casais divorciados, e por ai vai.

Mais um membro de destaque nacional do Pará, na contra mão da evolução humana.

Direito nem precisa revelar o que todos sabemos sobre a convicção da Igreja Católica sobre o assunto: o zigoto fecundado in vitro é gente, mesmo fora de útero que o permita o início do processo que, somente após 14 semanas começa a expandir a rede nervosa do futuro ser humano.

Detalhe: o objeto de pesquisa dos cientistas são células embrionárias descartadas e que serão jogadas no lixo após três anos sem que a elas sejam dado um destino final.

Passando pelos Corredores

Aos leitores. Meu muito obrigado.

O arrêmedo de tolerância

Por absoluta falta de novidades na Belém do Pará de Zenaldo Coutinho et Caterva, fica desde já, o pedido de uma união de jovens políticos tucanos para discutir a monumental obra de Almir, Efê Agá & Cia.

O endereço dos encontros não precisa expedição de convites.

Todos conhecem.

Façam, portanto, a renovação.

Se você leu essa mesagem e não é herdeiro de um destes. Mande um e-mail para os Corredores e informe. Informe como foi recebido.

Personalidade não se discute

Os pesares são inúmeros para desanimar a sociedade brasileira da possibilidade de dias melhores.

A classe política que a representa é um entulho que brinca de democracia e os elementos que postos são controlados.

Resta um pequeno espaço de resistência.

A cada degrau vencido, a sociedade brasileira mergulha em contradições que expõem-na à fragilidade em que está algemada, num ciclo de interminável iniqüidade que a formou.

O formidável dessa sociedade estranha, populosa e multifacetada é exatamente a incapacidade de seus governantes em dá-lhe o que seria o mínimo de direito.

Numa época no início de sua história, o recente desabafo resumido magistralmente na máxima martiniana-suplycista do senta, relaxa e goza, é combatido em todas as intâncias possíveis.

Intelectuais, barões da sem vergonhice que detem o controle da mídia e não menos pelilantras fantasiados para um funeral adjocatório do julgamento, resumem o que temos de melhor: o tesão.

Nesse angú de comidas, cheiros, tamanhos, e imbecilidades, constrói-se uma sociedade do caos.

Enquanto os donos do mundo arrepiam a ilharga submergindo num processo de redução da atividade econômica, os brasileiros tratam é de se dar muito bem, com ou sem grana para relaxar e gozar.

Seguir a risca a filosofia Sartreana de Suplici que também é Matarazzo é o máximo do luxo. Ou o lixo do mínimo.

Aturar o mau gosto do azedume natural paulista et orbit da Martiniana. Revela a insuperável capacidade, brasileiríssima, e como não!? De relevar o que seria uma bem aplicada pêia, se limitásse-mo-nos aos processos aos ditâmes dos bons costumes de padres estrangeiros numa terras de todas as raças.

O Brasil precisa de um Papa.

Presidente já o tem.

A visão medievalesca da empulhação tucana

Tucano de papo amarelo, habituado aos benefícios do poder partidário. O deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) não nega as intenções de seu partido, agora mesmo, na trincheira frágil da oposição que sua legenda tenta, mas, apesar do grande esforço, não consegue apoio público.

Na escalada sem limites do desatino. O blogger acredita que em 2010 o pensamento do PSDB continuará exatamente o mesmo: tentar engrenar uma segunda marcha de uma carro que há muito, distanciou-se da fala pausada, da língua calculadamente entre os dentes à vomitar todo tipo de enrolação, menos aquilo que o povo quer ouvir: serás tú, ó ave que habita os píncaros das nuvens, o Ícaro de asas fortes que poderá nos levar, nós, o povo, ao caminho e esperança de vida melhor.

-- Os fatos revelam apenas mais um dos Ícaros que se sustentam na onda que embala os trouxas. Pobres coitados frutos da inclusão que FHC jura que tirou da miséria com seu governo que pagou um salário mínimo de fome.

O deputado em questão é advogado, supostamente preparado, que impôs o cargo de líderança à ferro e fogo, numa queda de braço, no ano passado com o DEM para se sustentar numa apagada Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados, que, ressalte-se, perde todas, inclusive em obstrução.

Coutinho é o mais bem acabado processo onde hoje está, erigido, e agora finalmente revelado, pois, a verdade pode tardar mas não falta, do antagonismo que permitiu que sua jovialidade e inteligência o levasse onde está. Por pouco tempo, ressalte-se, mais uma vez.

Nesse tempo que lhe resta como vice-líder da minoria, o ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Pará, muito pouco apresentou para seu eleitorado paraense. Exceto, ataques, mais ataques...e tediosos ataques, inclusives de nervos de seu próprio alvitre, contra o governo central e estadual.

Estranho a atitude do jovem advogado, há muito tempo desacostumado à uma boa causa, pois, hoje, alocado por seus eleitores como político mesmo.

Interessante que o jovem advogado Zenaldo Coutinho, que teve tempo suficiente para exercer, longe das modorrentes e complicadas causas que os de sua profissão buscam para a garantia do pão, não tivesse aproveitado o tempo útil disponível, desonerado que estava dos cumprimentos de prazos e apresentação de petições, para apresentar um único projeto que seja ao povo paraense que tanto defende.

Doze longos anos com a faca e queijo na mão e qual foi o projeto apresentado pelo gajo?

Certamente uma ONG com o nome de uma parente próxima que concede certificados de cursos. Emendas que ele próprio destina a sí. Que mais?

Não apresentou um único projeto de lei revelante na Câmara. Não apresenta , igualmente, alternativas, sequer emendas aos bons projetos apresentados por seus pares. Trata-se de uma autêntico representante do novo mundo da empulhação tucana. Uma aves rara.

Sob o ponto do vista de atuação parlamentar o jovem deputado é um destêrro.

Com voz empostada, óculos que lhe apatecem uma aparência de um quê intelectual, limita-se a vociferar contra, toda e qualquer iniciativa do atual governo.

Para Zenaldo Coutinho, nada presta neste governo.

O representante tucano paraense, membro da alta cúpula que governou o Pará ao longo de mais de década, atua com invulgar proficiência contra a divisão do que chama a divisão de seu Estado. Mas, que Estado Zenado se refere. Belém do Pará?

Para o jovem advogado Belém do Pará é o Pará?

Coutinho e sua minoria contundente, é incapaz de apontar solução para o considera um projeto merecedor de discussão.

Especializado no mal educado nhem, nhem, nhem da política provinciana que não consegue se desvincilhar, Zenaldo segue a carreira.

Rei posto, príncipe morto.

A corrida do ouro verde

Trecho de um capítulo do livro que estou escrevendo, cujo título provisório é: "Macacada na Floresta".

Arbusto sagrado que nunca passou do peito do guerreiro kaiapó em altura, logo foi identificado como fonte da desmedida cobiça da macacada do barulho vindo do céu. Oriundos de florestas que eles mesmo dizimaram.
O movimento da colheita da fôlha, na época da chuva, disputava espaço no chão com as medidas de armazenamento de energia das mais bem sucedidas colônias de formigas do lugar.
Enquanto o exército de insetos no chão corriam para o insensante vai-e-vém para garantir a comida em lugar sêco do alto plano inundado pela chuva aberta pela torneira do céu.
Os macacos barulhentos não catavam um ouriço de castanha-do-pará sequer.
A nova moda era no entardecer, tão logo a irmã do sol se pusesse a crescer, e todo o trabalho começava postava-se à prumo para arrancar as folhas de Jaborandi.
Acumuladas entre as 18h00 e 6h00 da manhã, o caminho das folhas era entregue aos sacos que caiam do céu como um milagre.
Os sacos eram amontuados em grandes pilhas e realocados em intimidadoras máquinas que percorriam os caminhos das esplanadas à beira de cá do Xingu.
Alguns macacos esperavam o outro transporte que surgia, ainda na névoa sobre o fio da água da manhã impúbere e avançavam na direção da cidade, no lado de lá do Xingu. E na cidade a macada saia, logo depois, para a sessão de cachaça, drogas, mulheres e troca de tiros do faroeste cabôclo que a Legião nunca jamais imaginou acreditar acontecer.
De lá, seguiam em caminhões para os barracões dos barões da Merck.

Alfredo Homma é um pesquisador da fragilidade e ao mesmo tempo do incalculável potencial da economia extrativa amazônica. Convite rentável à biopirataria de macacos de todas as odens.

Convocado por iniciativa da ex-deputada federal Socorro Gomes (PC do B-PA) para considerações na Audiência Pública presidida pela socialista paraense no dia16 de setembro de 1997, na Câmara dos Deputados o doutor revela os que os macacos e formigas não sabiam:

As indústrias farmacêuticas dos países desenvolvidos precisam ter segurança quanto a quantidade, qualidade e certeza do material que está sendo adquirido, principalmente, para a confecção de produtos medicinais e de corantes naturais para a indústria de alimentos. É bastante provável de que com os altos preços das ervas medicinais, por exemplo, os coletores passem a misturar componentes de outras plantas, tal qual os seringueiros faziam no passado colocando outros objetos nas "bolas" de borracha (* extraídas das seringueiras amazônicas, mas que também podem ser obtidas por um outro arbusto praticamente extinto na Amazônia: o caucho).

O aspecto mais importante é a fragilidade da economia extrativa no qual se baseia a coleta da maioria das plantas medicinais, aromáticas, frutos, entre outros, na Amazônia. A economia extrativa se caracteriza por uma oferta rígida, determinada pela Natureza, que depois de atingir certa quantidade, não consegue atender ao crescimento da demanda. A escassez do produto e os altos preços, constituem um estímulo e convite para desenvolver plantios racionais desses cursos. É o que já está ocorrendo com o jaborandi, planta produtora de pilocarpina utilizado no tratamento de glaucoma, que sempre constituiu-se no monopólio da Merck. Enquanto existiam estoques de jaborandi a Merck sempre se apoiou na coleta extrativa, mas a medida em que os estoques dessa planta passaram a se esgotar, esta indústria implantou um plantio racional de 300 hectares em Barra do Corda, no Maranhão, com colheita mecanizada e utilizando irrigação com pivô central, que apesar dos problemas, atende 40% do mercado de pilocarpina. O recente crescimento do uso de jaborandi para xampus tem pressionado ainda mais para a destruição dos estoques dessa planta na Amazônia. Outras plantas que a Merck dedica um esforço pela sua domesticação encontra-se a fava danta, com provável utilização para o mal de Parkinson. Esse exemplo da Merck deveria ser imitado por outras indústrias farmacêuticas, procurando domesticar recursos da biodiversidade e desenvolver plantios na região e, se possível, a verticalização da sua produção no país.


* Nota do escritor.

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