A imprevisibilidade da investigação da PF no caso do dossiê

Seja qualquer que for o resultado das investigações da Polícia Federal para apurar o vazamento de dados sigilosos dos gastos do ex-presidente FHC, o principal prejudicado na polêmica será o próprio governo de maneira geral, e o ministro da Justiça Tarso Genro, em particular.

Leia porque aqui.

Governadora do Pará deve anunciar demissão de Chefe da Casa Civil

Lacônica nota publicada no Portal ORM informa através da assessoria de comunicação da Casa Civil da Governadoria do Estado, que Charles Alcântara, Chefe da Casa Civil da governadora Ana Júlia Careoa vai deixar o cargo de chefe do órgão. A Casa Civil informou que essa foi uma decisão da própria governadora.

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Atualizando a notícia, um anônimo as 10:20 envio à este blog o seguinte comentário, sem revisão deste editor:

acerca do assunto do momento que veio balançar as estruturas da política paraense, no que diz respeito a saída de Charles Alcântara da Casa Civil, e no que isso pode desencadear para o atual governo. Não poderia me furta de divulgar o melhor poster já feito ate agora nos blogs sobre o referido assunto, pois o mesmo retrata o quadro real em que se encontra o atual governo. Com vocês a jornalista Ana Célia Pinheiro, titular do blog A Perereca da Vizinha;

A Saída de Charles

Jurei que não ia me meter nisso, devido ao meu envolvimento na campanha. Mas aí vai.

Informações seguras dão conta de que a saída de Charles Alcântara do Governo do Estado foi motivada por embates com o todo poderoso Puty.

Embora do outro lado do front, lamento a saída de Charles.Creio que a minha xará perdeu, definitivamente, o rumo.
Charles era, sabidamente, o sujeito com melhor jogo de cintura deste governo.
E eu até deveria ficar feliz, já que estou do outro lado.Mas, se assim fosse, não teria os amigos que tenho.
E eu considero Charles um amigo.

Bem vindo ao exílio, queridinho!

A Saída de Charles (2)

I Charles Alcântara teve, recentemente, três graves problemas de pressão.
Mas, não foram tais problemas que custaram a cabeça do ex-poderoso chefe da Casa Civil do Governo do Estado.Embora, talvez, essa seja a explicação mais simples para o Governo.

O xis da questão são, mesmo, as divergências internas da Democracia Socialista (DS), a minúscula tendência petista à qual pertence a governadora Ana Júlia Carepa.

“Há um racha na DS, uma divisão muito grande” – diz-me um histórico militante petista –“Antes, a Ana (a governadora) flutuava entre esses grupos. Mas, com a chegada ao poder, a coisa se acirrou. E hoje, o que estamos vendo é, aparentemente, até uma reconfiguração interna”.

A fonte acentua que a saída de Charles “coincide” com a definição das alianças municipais, para o próximo pleito.Uma definição de alto impacto nas eleições de 2010.

A condução do processo é feita pela Casa Civil.
E a tarefa, agora, ficará com Cláudio Puty, uma espécie de Simão Jatene do atual governo, em termos de acumulação de poder.

II O pomo da discórdia do mais recente round Charles x Puty, diz-me uma fonte bem situada, foi, justamente, o próximo pleito.
“Charles é um defensor ardoroso da aliança com o PMDB. Já o Puty defende a preponderância da DS, junto com o PT”, relata.

Quer dizer: Charles entende que é preciso “acarinhar” o PMDB, nas composições municipais, até pela complexidade do jogo político interiorano.

No interior, o PMDB prevalece – o que já seria de se esperar, pelo fato de ser o maior partido local e nacional.

Já o PT não possui tanta força no interior. Mesmo assim, insiste em manter a cabeça das composições, mesmo quando não possui condições objetivas para isso.

Quem pediu a saída de Charles foi a DS, o que significa que esse pensamento – da preponderância da corrente e do PT, no Governo e nas alianças municipais – é majoritário na tendência da governadora.

Ou seja: os tucanos podem começar a soltar foguetes. Porque se há um papel que os peemedebistas não sabem representar é o de mulher traída. Eles, simplesmente, antecipam a traição...

III Avessa a discussões públicas sobre as disputas internas, a DS, obviamente, nega, de pés juntos, os embates entre Charles e Puty.
Mas, gente bem situada no Governo diz que isso, de há muito, era visível. “Há um mês já havia rumores de que o Charles ia sair ou cair”, conta um secretário de Estado, que também confirma a crescente influência de Puty junto à governadora.
Para os olhos menos atentos, porém, diz-me outro integrante do Governo, nada levava a suspeitar da profundidade das disputas entre Charles e Puty, os dois homens-fortes da administração de Ana Júlia.
“De vez em quando, no Palácio, eles (Charles e Puty) tinham divergências” – relata a fonte – “E a gente via que a Ana trazia os dois, um de cada lado. E a impressão que passava era a de que eram, na verdade, complementares e não assim tão opostos”.
Em verdade, no início do governo, eram três os homens-fortes de Ana Júlia.
Além de Charles e Puty, havia Carlos Guedes, hoje no MDA, e na época o czar do Planejamento.Guedes foi a primeira cabeça coroada a tombar, na queda-de-braço com Puty – que, dizem as más línguas, não se furta a táticas rasteiras, para obter o que quer.

Mas, antes de emplacar, no lugar de Guedes na Sepof, alguém de sua própria confiança, Puty também já conquistara outra peça importante do tabuleiro: a CCS - então Coordenadoria, hoje Secretaria de Comunicação.

Na época, Puty conseguiu defenestrar uma petista histórica – a jornalista Fátima Gonçalves, ligada a Charles. E emplacou no lugar dela o também jornalista Fábio Castro, um intelectual sem qualquer experiência do cotidiano das redações, mas de sua absoluta confiança.

Quer dizer: desde o início do Governo, Puty abocanhou a Comunicação e o Planejamento. Agora, emplaca a si mesmo na Casa Civil, além de emplacar, na Secretaria de Governo que até então ocupava, a própria adjunta.Como a Sefa também pertence a um aliado de Puty, ele conseguiu se transformar, efetivamente, numa espécie de Rasputin do Governo Estadual.

Ou, como brinca um petista, “o Puty, agora, é o próprio Luís XIV, com a sua antológica frase: o Estado sou eu”...

IV Charles e Guedes estavam com Ana Júlia ainda durante a campanha.
Puty chegou depois, já após a transição e durante a montagem do governo.Conta-se que foi apresentado à Ana Júlia pelos irmãos Marcílio e Maurílio Monteiro, ex-marido e ex-cunhado da governadora.
Os irmãos o apresentaram como um antigo militante de esquerda, que passara muito tempo na Europa.Diz-me alguém que, a exemplo de Ana Júlia, também a origem de Puty foi o movimento estudantil.
Mas, eles não pertenciam às mesmas correntes. Puty teria integrado a Força Socialista.
Ana, desde muito jovem, foi militante do Partido Revolucionário Comunista (PRC).
Boa parte da DS, aliás, tem origem no PRC; outro tanto, veio da Força (que era comandada, em Belém, pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues), quando essa corrente implodiu.
Em comum, DS e Força sempre tiveram o ranço autoritário da origem leninista. Ou a “leveza” do atual trotskismo, como apontam, ferinamente, os adversários do próprio PT...

V Na bolsa de apostas, há quem acredite que a saída de Charles pode significar, também, a queda de outros integrantes do governo, talvez próximos demais a ele, para o gosto de Puty.Seria, talvez, o caso de Edilza Fontes. Mas Edilza tem uma ligação de amizade antiga com Ana Júlia, desde os tempos do PRC e da “Caminhando”, o braço do partido no movimento estudantil, naqueles tempos bicudos da ditadura militar.
Outra que poderia ser afetada seria Suely Oliveira, ex-Força Socialista e também ligadíssima a Charles Alcântara.
Mas, nesse caso, observa um petista histórico, a situação de complicaria para a governadora, uma vez que Suely é o único quadro da DS que possui, efetivamente, base popular.
A DS, é claro, tentará descer rapidamente o pano, abafando o mais possível a queda de Charles Alcântara.
Mas, o fato, é que, assim como a saída de Guedes, a queda de Charles tende, também, a arranhar a imagem do governo.
Quem sabe, até dificultando as negociações com os partidos da base aliada, num momento crucial: a ante-sala do grande jogo de 2010.
Guedes desmontou várias das armadilhas deixadas pelos tucanos no caminho do novo governo e tinha excelente capacidade de negociação, inclusive com adversários.
Charles é igualmente macio, embora mais esperto – na verdade, mais “político”.
Aquando dos expurgos promovidos pelo antagonista, fingiu-se de morto.
Negociava com atenienses, persas e espartanos, mas, também, sabia falar grosso – vide a “vacinação” antecipada a possíveis vinculações dos petistas com Chico Ferreira...

E, paradoxalmente, também demonstrava preocupação em, ao menos, pensar os limites éticos da ação política – coisa que o pragmatismo faz a esquerda, por vezes, esquecer.
Nada disso, porém, evitou a queda de Charles, o que talvez signifique uma mudança de rumo do governo, em várias frentes. E resta saber, apenas, qual será a próxima conquista do nosso Rasputin.

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O blog comenta: Quanto à repercussão política se a notícia for confirmada, a governadora, em primeira instância, tem a caneta na mão para escolher quem fica ou não na sua equipe.
Deixarei para analistas melhor credenciados o aprofundamento da questão.
Mas, incomoda-me no processo as promessas não cumpridas.
Os equívocos sucedem-se num ritmo de crise permanente. Desnecessário elencá-los.
Vários elementos menores são superlativizados pelos interesses do outro lado do balcão da disputa política.
Há um inegável desgaste e a justificativa da herança maldita tucana esvaziou-se.
A governadora é uma política experiente, acostumada à adversidades.
Se confirmado a saída de colaborador desse quilate, vejo problemas sérios pela frente para a governadora.
Ressalto que é um péssimo momento para a saída do Dr. Charles, ainda mais na véspera do "Abril Vermelho".
Será Puty o salvador da lavoura anônimo?

...A resposta do governo para o desmatamento

A fala do Comando e Controle, segundo a ótica da Ministra Marina Silva e sua equipe.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou nesta quarta-feira (9) as ações que o governo vem implementando para conter a tendência de aumento do desmatamento na Amazônia, detectada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no segundo semestre de 2007. "Neste momento, nosso foco é não permitir que se perca três anos de governança ambiental no País", afirmou, durante audiência pública conjunta nas Comissões de Agricultura, Meio Ambiente e da Amazônia; Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados.

Marina Silva lembrou que o governo conseguiu reduzir o desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados, em 2004, para 11 mil quilômetros quadrados, em 2007 - patamar semelhante ao registrado no início da década de 90. "Conseguimos isso a duras penas. Se a gente andar para trás será um prejuízo muito grande", ressaltou. Segundo a ministra, mais do que combater práticas insustentáveis do passado, é preciso assumir o compromisso de construir uma nova agenda para a Amazônia. "É preciso que sejam absorvidos os custos de fazer bem feito, porque os custos de fazer mal feito nós já conhecemos e são muito maiores e muito piores do ponto de vista ambiental, social e até político".

A ministra fez questão de ressaltar, no entanto, que não defende a ausência de atividades econômicas na Amazônia, e sim que a região seja um espaço para atividades econômicas diversificadas, ambientalmente sustentáveis e socialmente justas. "A equação que temos que responder neste século é: como promover o desenvolvimento econômico com preservação ambiental e como promover a preservação ambiental com desenvolvimento econômico", disse.

O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, destacou que as ações do governo passam por cinco diretrizes: valorização da floresta, ordenamento fundiário e territorial; planejamento estratégico da infra-estrutura, monitoramento e controle ambiental, melhor uso das áreas desmatadas. Entre as medidas já adotadas estão a elaboração de uma lista com os 36 municípios com maior índice de desmatamento, a suspensão das atividades florestais nessas localidades, o embargo das áreas irregularmente desmatadas, o recadastramento dos produtores rurais, a restrição de crédito aos produtores em situação ambiental irregular e ainda a co-responsabilidade da cadeia produtiva.

Capobianco antecipou que um dos próximos passos será a entrada, na Justiça, com 51 ações civis públicas contra desmatadores ilegais da Amazônia. Serão as primeiras de um lote total de 150 que devem ser encaminhadas até junho. O objetivo é responsabilizar juridicamente aqueles que derrubam ilegalmente a floresta e garantir a reparação dos danos ambientais causados nas áreas. "Queremos punição exemplar aos desmatadores", acrescentou o secretário.

O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, apresentou aos parlamentares o sistema de monitoramento da Amazônia por satélite. Ele comunicou que de novembro de 2006 a maio de 2007 foram identificados 346 pontos de alerta na Amazônia. Em novembro e dezembro de 2007, meses em que o Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) registrou avanços no desmatamento, o número de alerta foi de 421. De acordo com Câmara, dos 40 pontos checados em campo pelo Inpe em fevereiro, quatro apresentam início de degradação e 36 tinham corte raso, ou seja, desmatamento total.

Câmara esclareceu que o trabalho do Inpe é de longo prazo, porém reconhecido nacional e internacionalmente. Ele destacou que tanto a revista Science, uma das principais publicações científicas do mundo, quanto a Academia Brasileira de Ciência manifestaram recentemente total confiança na capacidade e integridade científica do Inpe e em seu sistema de monitoramento na Amazônia. "Temos o apoio substancial da comunidade científica internacional", finalizou.


Não vale cesta-básica!

Amanhã o blog publica a íntegra de um documento entregue pelo Ministério do Meio Ambiente justificando a necessidade das ações da pasta, desde a decretação da intervenção branca na Amazônia — especificamente no Pará, logo após a divulgação do assassinato da missionária americana Dorothy Stang.

Um aperitivo: Desmatamento — Algumas respostas do Governo

Representantes do governo federal responderam hoje, em audiência pública sobre o desmatamento na Amazônia ocorrida na Câmara dos Deputados alguns questionamentos apresentados por Wagner Kronbauer, presidente da Uniflor — União das Entidades Florestais do Estado do Parádo Presidente e Idacir Perachi, Vice-Presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (ver post abaixo), sobre os resultados até agora apresentados pela Operação "Arco do Fogo".

Na visão do Ministério do Meio Ambiente (Comando) o marco partiu desde a publicação no DOU do Decreto Federal 6321/2007.

Os dados do Inpe divulgados em 2007 confirmando a queda em 59% dos desmatamentos na Amazônia entre 2004 e 2007 (de 27 mil km² para 11.200 km²) "refletiram um momento importante da política ambiental nacional. As ações previstas no Plano de Prevenção e Controle dos Desmatamentos na Amazônia formulado pelo governo com a participação de 13 Ministérios, em 2003, em especial voltados para o monitoramento, fiscalização e ordenamento territorial desenvolvidas pelo IBAMA, Inpe/MCT, INCRA/MDA, com forte protagonismo (Controle) da Polícia federal e do Exército Brasileiro, foram importantes para a queda verificada no período."

A partir deste marco, foram criados mais de 20 milhões de hectares de unidades de conservação nos últimos quatro anos. "Uma barreira para impedir o avanço da fronteira agrícola e madeireira no Coração da Floresta Amazônica, à partir do Pará...

... amanhã tem mais.

Vamos fechar a Amazônia para balanço?

Quem paga a conta?

O ôvo ou a galinha? Eis a questão

Irados estudantes de matérias na Universidade algumas privadas, a maioria pública, tais como: Engenharia Florestal, Engenharia de Materiais, Biotecnologia, Engenharia de Alimentos, Engenharia Ambiental, Sociologia, Antropologia, Ciências Sociais (os mais brabos), Jornalismo (que belêza) e Licenciatura em Pedagogia. Questionaram que este blogger é um insensível em relação:
  1. à importância da agricultura familiar em detrimento do agronegócio';
  2. minha indisfarçável antipatia aos autênticos movimentos sociais e citaram nominalmente o MST;
  3. um viés autoritário contra a (textual) ministra Marina Silva, do Meio Ambiente;
  4. que lendo o blog souberam que sou "um separatista sem vergonha" que se não for muito bem pago por políticos safados, estou à serviço de latifundiários escravagistas, não podendo negar até pelo sobrenome Mutran.

Há nos emails enviados a possibilidade de retorno das mensagens, apesar de desconfiar que vários dos endereços eletrônicos serem falsos.

— Isso mesmo caros (as) leitores (as). Há gente que morre de mêdo de aparecer! Mas, nesses dois anos de blog, tratando com a diversidade da blogosfera, acredito que a tolerância é uma das mais sofisticadas formas de elevação pessoal e profissional. Faço questão de deixar registrado essa impressão particular.

Mas, voltando ao que interessa, limitei-me à responder aos pólos de opinião com outra pergunta. Até pela qualidade dos questionamentos, ficou claro que a maioria dos internautas é da região Amazônica.

A resposta-pergunta:

Se a ministra Marina Silva disse que o modêlo de produção na Amazônia é uma ameaça global decorrente do desbaste da Floresta.

Se os produtores da região, sejam de que tamanho for não criarem boi, não platarem e não reflorestarem o que derrubam, o que afinal é um modelo sustentável de produção?

Os senhores (as) investiriam a sua herança na compra de uma propriedade rural de 1.000 (hum mil) hectares titulada, pagando 100% os mil hectares e só poderem explorar 20% da área?

Para ser bem claro: você compraria um carro popular pelo valor cobrado pela Consecionária e circularia com esse carro com uma roda apenas? e a outras três ficariam na Garagem?

O quê, afinal, para você é um modêlo sustentável de produção.

Conversando com o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) ele topou e lancóu o seguinte desafio ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ao Governo de maneira geral. O seguinte:

Queiroz cederá em regime de comodato para o MMA um módulo rural , de uma área já reflorestada, para uma família a ser sorteada nesses cadastros que só aumentam e que o próprio ministério do Desenvlvimento Agrário nem sabe direito quantos são. Na beira da Pa-150, com asfalto na porta sob a condição de acompanhar a aplicação do Pronaf a que esta família terá direito. Giovanni Queiroz paga para ver se essa família terá sucesso!

Se o desafio é a sustentabilidade, vamos lá, buscá-la.

Qual é o modelo sustentável para os habitantes da Floresta?

A exportação de matéria-prima bruta via extrativismo para empresas nacionais e internacionais?

Está feito o desafio.

Entre a retórica do fundamentalismo ambiental e a picuinha do ôvo ou a galinha — o desafio

Recebí mais de cem e-mails hoje sobre o que foi aqui publicado sobre a audiência pública ocorrida na Câmara dos Deputados sob o patrocínio de três Comissões Permanentes da casa, que discutiu o desmatamento na Amazônia.

Por falta de tempo e pela diversidade das opiniões, não tabulei quem seria o ganhador da conceituação sobre meio ambiente e suas transversalidades.

O que me chamou a atenção, entretanto, e respondi alguns dos e-mails questionando a provável postura fundamentalista do blog num suposto posicionamento editorial essencialmente ruralista, ponderei que a atividade, antes de qualquer coisa, é a responsável por colocar a comida na mesa do brasileiro, seja ele do partido "A" ou "C"... e demais letras do alfabeto ideológico.

Sem alternativa reitor da UNB se afasta por 60 dias

Acossado pela ocupação de estudantes na sede da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB) há uma semana, o reitor Thimoty Mulholland pediu licença do cargo por 60 dias. Em nota lida para a assembléia da Associação dos Docentes da UnB, ele afirma que tomo a inicitaiva “com o objetivo de assegurar os princípios constitucionais da eficiência, publicidade, moralidade, impessoalidade, legalidade e transparência nas apuração dos fatos”.

Durante o período de afastamento, asssumirá o vice-reitor Edgar Mamya.

Fonte: Ag. Brasil

Entenda a crise do setor madeireiro no Pará

Relato de Wagner Kronbauer, presidente da Uniflor — União das Entidades Florestais do Estado do Parádo Presidente e Idacir Perachi, Vice-Presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará, esclarece a situação ambiental e fundiária do Pará.

Segundo os representantes sindicais do setor patronal, o problema no Pará e provavelmente em toda a Amazônia não é ser contra a defesa do meio ambiente ou a reforma agrária. "Nosso entrave é a burocracia criada pelos órgãos públicos, que tornam impossível para a maioria dos produtores florestais, agropecuários e também da indústria siderúrgica o cumprimento total das exigências ambientais."

Os industriais ressaltam que "hoje, a qualquer momento, e dependendo do interesse, um fiscal de um órgão ambiental ou fundiário pode transformar um cidadão de bem em bandido aos olhos da sociedade. É uma situação inaceitável e revoltante."

Citam um exemplo, a maioria absoluta dos assentamentos feitos no Pará está irregular sob o ponto de vista ambiental, e muitos também na questão fundiária. Essas pessoas foram levadas para uma determinada área pelo Governo, mas não podem produzir legalmente. Por isso, engrossam as estatísticas de desmatamento ilegal — retirada e venda de madeira irregular. O que o Governo vai fazer? Vai mandar a Força Nacional, Ibama e Polícia Federal multar e prender essas pessoas?

A resposta é sim, já mandou.

A situação dos produtores florestais, agropecuários e siderúrgicos acima citados é exatamente a mesma. A diferença é que para eles o Governo usa a força. "Nossas atividades não são ilegais: elas estão na informalidade porque historicamente os governos até hoje não cumpriram seu principal papel, que é criar condições para a produção legal na Amazônia."

"Para podermos atender as inúmeras exigências burocráticas a nós impostas, precisamos que, no mínimo, o governo"
a) conclua o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado;
b) promova a regularização fundiária da região;
c) estabeleça regras claras e possíveis de serem cumpridas e
d) faça investimentos maciços nos órgãos ambientais (Ibama e Sema) e fundiários (Iterpa e Incra).Os executivos apelam aos deputados e senadores destacando que os entraves citados têm afetado consideravelmente o desenvolvimento industrial paraense e amazônida, colocando em risco a manutenção das atividades econômicas já existentes. Este cenário favorece a ilegalidade e a desestabilização da base produtiva, além de vir afastando os investidores interessados em aplicar em nosso Estado. Diante do exposto, Kronbauer e Perachi sugerem que os parlamentares questionem o Governo nos seguintes pontos:
  1. quanto tempo o Governo precisa para concluir o Zoneamento Ecológico-Econômico do Pará, sem o qual é impossível avançarmos no reflorestamento e na produção agropecuária?
  2. quanto, em recursos financeiros, o Governo dispõe para as ações positivas, de fomento e estímulo à produção? É equiparável ao gasto nas ações repressoras, de fiscalização?
  3. quanto tempo o Incra precisa para concluir a regularização fundiária do Pará? Sem isso, será impossível regularizar as atividades em áreas de posse.
  4. a ministra Marina Silva acha justo uma empresa ser lacrada e marginalizada porque o órgão ambiental é ineficiente para desempenhar as suas funções? No Pará, acontece de a empresa protocolar dentro do prazo o seu pedido de renovação de Licença de Operação no órgão ambiental, este, por não dispor de estrutura, não emite parecer sobre o pedido e ainda assim a empresa é penalizada em uma fiscalização por não apresentar a licença. É justo?
  5. Quantos hectares de desmatamento o governo detectou na operação Arco de Fogo, deflagrada no Pará? Pelo fato de a fiscalização ser feita no período de chuva, quando as queimadas diminuem, fica a impressão de que a operação não objetiva combater o desmatamento, mas sim fazer marketing e dar uma resposta à mídia.
  6. As ações implementadas pelo governo contra o desmatamento tiveram efeito nos últimos anos? O índice de desmatamento caiu? É evidente que as diversas mudanças nas normas e a criação desenfreada de áreas protegidas (várias delas sem estrutura alguma) não tiveram efeito prático. Não seria hora de o governo adotar medidas positivas, investir na legalização das atividades produtivas e incluir a sociedade no debate sobre o uso sustentável das florestas?

Com a plavra o Governo Federal.

Nova enquete

O blog quer saber como o leitor analisa o resultado das Comissões Parlamentares de Inquérito. Você diria que?

É a nova enquete que você pode votar ai ao lado na coluna da direita.

Zenaldo denuncia ações que inviabilizam a produção no Pará

O deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), denunciou sua preocupação com os últimos acontecimentos no Pará. "Mina preocupação é gravíssima com o que está ocorrendo neste momento no Estado do Pará, precisamente no Município de Parauapebas, com a invasão de mais de 1500 manifestantes do Movimento dos Sem-Terra perto da mina e da ferrovia de Carajás, da mineradora Vale", denunciou.

O parlamentar paraense disse que o movimento, a mobilização no local é de longo prazo e exige da Vale que cumpra com suas obrigações de responsabilidade social e ambiental, além do pagamento de royalties. De acordo com Coutinho o MST, ontem, a polícia paraense estava barrando a entrada de ônibus e carros no município. Mas, depois, veículos conseguiram entrar em Parauapebas.

A Vale emitiu nota ontem sobre o assunto e informa que a Justiça, na forma da lei, concedeu o interdito proibitório e uma medida liminar que visam a proteger as instalações da Vale, inclusive as que prestam serviços públicos para a população em todo o País, notadamente em Parauapebas e Marabá. "Estamos tendo um agravamento, um acirramento de situações no campo, neste caso específico pela mobilização do Movimento dos Sem-Terra. Mas também há agravamento em outras regiões do Pará e, com certeza, ocorrerão na Amazônia em razão das operações que lá estão ocorrendo", referindo-se à mobilização para o chamado "Abril Vermelho", e a operação "Arco do Fogo", do governo federal.

O deputado esclareceu que um município do Pará recebeu a operação "Arco de Fogo" — Município de Tailândia —, onde muitas apreensões foram feitas, onde houve a paralisação do setor madeireiro. É bom que se evidencie que há bons e maus empresários. Certamente, em todas as atividades existem bons e maus. O problema é que, com a falta de liberação dos planos de manejo, a própria inércia do Governo leva todos à ilegalidade.

Para se ter idéia do que aconteceu com a paralisação das atividades econômicas, a Força Nacional, a Polícia Federal e o IBAMA já estavam em outro município, como estão hoje em Paragominas. Porém, parte dessa força teve que retornar a Tailândia porque estão havendo saques nos supermercados e invasões de terras generalizadas, promovidos hoje pelos desempregados do setor madeireiro.

Aenaldo Coutinho levantou a questão hoje numa audiência pública em que estiveram presentes a Ministra do Meio Ambiente e o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, porque o Governo deve agir com as políticas e as ações de comando e controle e também deve entrar com incentivos à atividade alternativa para a economia da região. Estamos tendo a repressão e não estamos tendo uma compensação para aquela população, e certamente isso vai originar desordem, caos econômico e caos social.

Para o deputado essa preocupação tem que ser evidenciada porque o Governo é responsável pelas conseqüências, que já estão ocorrendo na região. Levanto o alerta, como levantei hoje à Ministra. Há alternativas. O Município de Paragominas, que está sendo objeto de uma operação hoje, tem alternativa apresentada, assinou protocolo com a Secretária de Meio Ambiente do Estado e apresentou um grande modelo para a Amazônia de "desmatamento zero" com comprometimento de diferentes setores: parceria do Governo do Estado, Prefeitura do município e entidades privadas dos produtores.

"Não podemos contaminar esse modelo com as ações repressivas que lá estão ocorrendo. É importante que tenhamos alternativas econômicas e sociais para a Amazônia. Há de se lembrar que lá existem milhões de pessoas. Toda essa gente precisa ter o amparo institucional do Governo. Não podemos levar todos à marginalidade, à clandestinidade, à ilegalidade", concluiu o parlamentar.

Desmatamento — Sistema de monitoramento detecta desmatamento a partir de 5 hectares

Foto: Val-André





















Atualmente, segundo Gilberto Câmara Neto — Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), são utilizados alguns sistemas para monitorar o desmatamento na Amazônia — reconhecidos como modêlo tecnológico — pela revista Science e pela Academia Nacial de Ciências do Brasil.

A exemplo da Detecção de Extração Seletiva de Madeira, com o DETEX, e da Detecção em Tempo Real, com o DETER. São sistemas de importância e eficiência reconhecida mundialmente, utilizados para o monitoramento das áreas e para projeção estratégica de medidas a serem tomadas dentro do Programa de Monitoramento e Desenvolvimento da Amazônia (PRODES).

Segundo especialistas, a metodologia do INPE é fazer monitoramento entre o 2° semestre do ano anterior e o 1° semestre do ano vigente, por conta das próprias mudanças climáticas. Isso significa que a taxa anual de desmatamento em 2008 será dada a partir do próximo mês de julho.

Os sistemas DETERO e DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) utiliza sensores com alta freqüência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens: (a) o sensor MODIS a bordo dos satélites TERRA e ACQUA (NASA), com resolução espacial de 250 m e freqüência de cobertura do Brasil de três a cinco dias; (b) o sensor WFI a bordo do CBERS-2, com resolução espacial de 260 m e freqüência de cobertura do Brasil de cinco dias.

As deficiências de resolução espacial são compensadas pela maior frequência de observação. Isto permite que o DETER forneça aos órgãos de controle ambiental informação periódica sobre eventos de desmatamento, para que o Governo possa tomar medidas de contenção. Como o sistema produz informação em tempo "quase real" sobre as regiões onde estão ocorrendo novos desmatamentos, a sociedade brasileira passa a dispor de uma ferramenta inovadora de suporte à gestão de terras na Amazônia.

O objetivo do DETER não é estimar a área total desmatada na Amazônia. Para isto, o INPE continuará a utilizar imagens de melhor resolução dos sensores TM/LANDSAT (30 m) e CCD/CBERS (20 m). Estimativas de áreas desmatadas obtidas a partir do DETER estão sujeitas a erros, devido à pior resolução espacial dos sensores MODIS e WFI/CBERS.

O DETER é um projeto do INPE/MCT, com apoio do MMA e do IBAMA e faz parte do Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia do Governo Federal.

Veja pdf com descricao da metotologia do DETER.
Clique aqui para ter acesso aos dados do DETER.

Ainda de acordo com Câmara Neto, Além disso, os Centro Regional de Vigilância (CRV) receberão informações do Centro de Vigilância Aérea (CVA), implantado em Manaus, com vistas a apoiar a função de vigilância territorial do CRV. O Centro de Vigilância Aérea é operado pelo Comando da Aeronáutica.

São aeronaves equipadas com sofisticados sistemas de monitoramento que são capazes de penetrar além das nuvens, deficiência que acomete o monitoramento de imagens por satélite. "É p;ossível detectar um desmatamento de apenas 5 hectares", garante o diretor do Inpe.

Contradição — Milhões de reais foram investidos para operar e desenvolver esses equipamentos de tecnologia de ponta, mas, e como fica a resposta em terra?

O deputado federal Giovanni Queiroz (PSDT-PA) questionou à ministra que até hoje, seis meses após endereçar um ofício diretamente ao ministério sob sua supervisão, sobre uma denúncia de desmatamento criminoso numa área superior à 5 mil hectares numa propriedade titulada no Município de Santana do Araguaia, nada foi feito.

"O governo precisa parar com essa mania de punir sem os critérios necessários. O governo é indolente, preguiçoso, incompetente e é um dos principais responsáveis pelo desmatamento já que não prioriza em seu planejamento a estrutura adequada pela a fiscalização contra os crimes ambientais hoje praticados na Amazônia", criticou duramente o parlamentar.

Queiroz lembrou que é impraticável que qualquer produtor rural hoje instalado na Amazônia tenha a condição de cumprir as exigências das Portarias e Normativos do MMA e do Incra.

"Entrou agora em ação o Conselho Monetário Nacional criminalizando todo e qualquer produtor, não importa o tamanho. As exigência de georeferenciamento, licença prévia, lien;ca de operação e outros penduricalhos burocráticos, no prazo estipulado (três meses vencidos em junho) para o produtor se adequar é humanamente impossível de ser cumprido", alertou Giovanni Queiroz.

"Mesmo que todos os técnicos em atuação hoje no Brasil especializados em georeferenciamento fossem de uma só vez para dar conta do serviço na Amazônia, devido a quantidade de propriedades e Projetos de Assentamento (mais de 1 mil PAs, apenas no Pará) não dariam conta de realizar o levantamento exigido hoje pelo governo e o Basa já suspendeu os empréstimos aqueles que não apresentarem essa documentação", denunciou Giovanni, esclarecendo, ainda, que, até produtores fora da área da Amazônia Legal, estão tendo seus projetos indeferidos pelo Banco da Amazônia, o que, segundo o parlamentar, inviabilizará todos os projetos em curso nas regiões Centro-Norte do país.

"Morar na Amazônia, produzir na Amazônia está sendo proibido por Decreto", desabafou Queiroz.

A ministra Marina Silva não disse palavra sobre as denúncias do parlamentar paraense.

Desmatamento — Visões diferentes de um mesmo problema

J. Batista





















Dentro do próprio governo federal impera a divergência no tratamento das políticas adequadas para a diminuição do desmatamento.

Ficou claro a posição divergente entres os titulares da pasta do Meio Ambiente e Agricultura e Abastecimento. A diferença é conceitual em relação ao que é Bioma Amazônia e Amazônia Legal.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acredita que há uma distorção na definição do que é bioma amazônico e (Amazônia Legal veja levantamento do blog) que ocupa 61% do território nacional e abriga 15 milhões de km² de área de Cerrado.

Segundo ele, em termos ambientais, não existe Amazônia Legal, porque a região abrange vários biomas. Ele lembrou que a Sudam criou esse conceito para efeito de planejamento econômico, mas ele passou a ser usado de forma indiscriminada.

Stephanes afirmou que é necessário distinguir os dois conceitos para que o entendimento de diferentes setores do governo seja o mesmo em relação a estatísticas, por exemplo.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, discordou. Ela disse que, se o conceito foi usado para levar incentivos para a região amazônica, também deve ser usado para corrigir os problemas provocados naquela região.

Os dois ministros participam de audiência pública sobre o desmatamento na Amazônia. O evento foi promovido pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional.

Marina Silva diz que sem repressão desmatamento continuará em curva ascendente

J. Batista













Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva que questionou a "unanimidade" no Congresso contra as ações de comando e controle desencadeadas na Amazônia através da Operação "Arco do Fogo", em audiência pública hoje na Câmara dos Deputados, as críticas não procedem: "Existem muitas contradições e diferentes olhares. Isto mostra que, de fato, o problema ambiental na região Amazônica ainda está sem solução".

A audiência foi realizada pela Comissão da Agricultura com o objetivo de discutir a situação dos Estados que estão incluídos no Arco do Fogo e as medidas adotadas pelo Governo Federal no sentido de conter o desmatamento na região Amazônica.

Questionada sobre as inquietações no que diz respeito à incapacidade de o Estado gerir as políticas públicas ambientais e com relação às medidas adotadas pelo Governo Federal desde que qualificaram 36 municípios como os que mais desmataram. Parlamentares de diferentes bancadas estaduais discutiram e cobraram da ministra Marina Silva uma posição acerca das ações punitivas e da presença da Polícia Federal, do Incra na região inviabilizando o setor produtivo, engessando o desenvolvimento regional e criminalizando produtores rurais e empresários do setor madeireiro.

Apesar de terem questionado e sustentado seus posicionamentos, a ministra Marina Silva reagiu aos questionamentos criticando a unanimidade dos parlamentares: "esta unanimidade não se traduz em ação prática. Precisamos definir um caminho de volta para a legalidade. É preciso estender e ampliar o debate", sem apresentar, no entanto, uma saída para o impasse criado com a repressão desencadeada pelo governo federal num município que sequer está na lista dos maiores desmatadores.

Em Tailândia, no Pará, tão logo os agentes de repressão da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança e do Ibama arredaram o pé, um "onda" de saques à supermercados, lojas e invasões de terras foram desencadas por grupos que dizem estar sem alternativa de sobrevivência após as demisssões ocorridas na operação de fiscalização, apreensão e prisões.

O deputado federal Zequinha Marinho (PMDB/PA) questionou: "tem de haver equilíbrio entre ações que instrumentalizem o Estado a atingir a legalidade e entre ações que punam. Por enquanto, o Governo só pune. Eu não acredito que o Governo esteja dialogando. Ele já definiu sua estratégia e forma de atuação acerca da questão ambiental. Vejo isto de forma negativa para o Estado paraense e para o Brasil. Se dialogar é decretar, então não está havendo diálogo".

Colaborou: Fernanda Vasques

Setor produtivo da Amazônia quer audiência com Lula

J.Batista












O setor produtivo da Amazônia articulou através de seus representantes na Câmara e no Senado e setor madeireiro e agropecuário da Amazônia, logo após reunião com o presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), solicitação de uma audiência com o objetivo de construir uma agenda de discussão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acerca das ações que compreendem a chamada operação "Arco do Fogo", em curso nos Estados de Rondônia, Pará e Mato Grosso, apontados pelo Inpe como os três estados campeões de desmatamento no Brasil.

Hoje, em audiência pública conjunta das Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural - CAPADR, Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional - CAINDR e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - CMADS, cuja pauta foi "O aumento do índice de desmatamento na Amazônia - suas causas e ações para combatê-las", foi ouvida a ministra de Meio Ambiente, Marina Silva e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Participaram da audiência como convidados: Gilberto Câmara Neto — Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); Fernanda Rocha Pacheco — Delegada da Divisão de Combate e Repressão à Crimes Ambientais da Polícia Federal; Raimundo Lima —Diretor de Programas do Instituto de Colonização e Reforma Agrária —Incra; Carlos Fernandes Xavier — Presidente da Comissão Nacional para Assuntos da Amazônia Legal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA e Paulo de Tarso Caralo — Secretário de Política Agrária e Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura — Contag.

Repressão — Marina Silva garantiu que as ações de Comando e Contrôle vão continuar e serão permanentes no âmbito da Amazônia Legal.

Para perplexidade de grande parte dos mais de 35 deputados federais presentes à audiência, a ministra não apresentou uma única proposta que substitua o atual modelo de exploração econômica na Amazônia considerado sem auto sustentabilidade.

Vale - Contratação mais que suspeita

Repercutiu como um escândalo hoje na Câmara dos Deputados a notícia da saída do ex-secretário-executivo do Banco Nacional de (BNDES), Luciano Siani Pires direto para um alto cargo na Vale.

A direção do BNDES garantiu que abrirá investigação interna para apurar se houve facilitação no empréstimo inédito e bilionário concedido à mineradora.

Segundo a Folha de S. Paulo, Pires foi um dos principais negociadores da linha de crédito de R$ 7,3 bilhões que o BNDES colocou à disposição da Vale. O contrato de financiamento foi assinado na terça passada, dia 1º. Trata-se do maior financiamento já aprovado pelo BNDES para uma empresa privada.

Outra situação não explicada é a obrigatoriedade de altos funcionários que servem ao governo serem obrigados à cumprirem uma quarentena até a recolocação no setor privado. Isso é previsto na Lei que regulamenta o funcionalismo.

Nada disso foi observado, provavelmente pelo fato que atualmente neste país a vergonha na cara, ética e um mínimo de senso do ridículo não valem nada, vide o exemplo dado pela alta cúpula governamental e a interminável sucessão de escândalos; marca registrada deste governo.

Um cidade inteira sob ameaça do MST

O município de Parauapebas — capital nacional do ferro —, no sudeste do Pará está sitiada sob ameaça de invasão generalizada por um contingente de mil homens, mulheres e crianças vinculados ao MST.

Segundo líderedes do auto-intulado "movimento social" o principal alvo da invasão premeditada será a Estada de Ferro Carajás, operada pela Vale.

A ferrovia escoa em torno de 350 mil ton/dia de ferro entre Parauapebas (PA) e o Porto de Itaqui (MA), através de um percurso de 800 quilômetros.

Os dois principais jornais do Pará abriram grande espaço para as ameaças desta edição do chamado "Abril Vermelho".

Tarefas

O dia foi intenso hoje na Câmara dos Deputados impedindo-me de atualizar o blog.
Peço a compreensão dos leitores

Nova enquete

O blog quer saber como o leitor analisa o resultado das Comissões Parlamentares de Inquérito. Você diria que?

É a nova enquete que você pode votar ai ao lado na coluna da direita.

Estadão - Editorial: "Emperrada Justiça Eleitoral"

EDITORIAL

Emperrada Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral é uma instituição tipicamente brasileira. Não se tem conhecimento da existência, em outro país, de uma estrutura judicial específica, e de grande dimensão, para o julgamento das questões eleitorais. Em outros lugares não é apartada da Justiça Comum a condução dos procedimentos dos partidos políticos, candidatos e eleitores na escolha que a sociedade faz de seus representantes nos governos e parlamentos. Por outro lado, o Brasil é um dos raros países do mundo que, tendo grande eleitorado, realizam periodicamente votações e apurações com rapidez e nível de acerto exemplares, graças a um eficiente processo de informatização que, aliás, tem sido importado por outros países. Por tudo isso, não se entende como os julgamentos possam ficar emperrados na Justiça Eleitoral.

Apesar de já terem sido cassados os mandatos de 250 prefeitos eleitos em 2004 - o que representa 4,5% dos 5.561 municípios brasileiros -, a menos de seis meses das próximas eleições municipais permanece a incerteza quanto ao destino administrativo de grande número de municípios, visto que ainda se discute, na Justiça Eleitoral, pendências geradas naquelas eleições. Grande parte dessas pendências - se não a maior - decorre de recursos interpostos por prefeitos cassados ou por candidatos derrotados nas urnas, contra seus adversários. Tem-se idéia desse volume só com o fato de nos últimos 30 dias terem chegado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nada menos do que 88 recursos impetrados por prefeitos cassados.

Boa ilustração dessa situação está na reportagem publicada ontem pelo Estado sobre a confusão no município de Caldas Novas, em Goiás, onde desde 2004 já houve quatro prefeitos, enquanto se multiplicam os recursos sobre seus respectivos afastamentos na Justiça Eleitoral. Não é sem razão que o futuro presidente do TSE, o ministro do STF Carlos Ayres Britto, considera um exagero a quantidade de recursos apresentados pelos políticos à Justiça Eleitoral, mas adverte que é preciso julgar todos os processos 'antes do término do mandato, das eleições subseqüentes'.

'Como temos no Brasil eleições de dois em dois anos, isso funciona na subjetividade dos julgadores como uma pressão para o julgamento célere. Todo processo eleitoral é urgente', diz o ministro Ayres Britto. Mas, na realidade, porém, o que as populações desses municípios - onde vitórias eleitorais e investiduras foram questionadas na Justiça, seja por abuso de poder econômico, compra de votos ou outras irregularidades - não vêem é a celeridade e tempestividade das decisões da Justiça Eleitoral. Ou seja, a 'pressão para o julgamento célere' a que se refere o futuro presidente do TSE não tem produzido resultados.

'É melhor deixar o eleitor confuso com tantos recursos contra prefeitos do que o Tribunal Superior Eleitoral pecar pela apatia e não julgar os casos que apresentam irregularidades' - afirma o atual presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello. Mas esse é um dilema que não deveria existir, pois a Justiça Eleitoral existe para informar, esclarecer e até educar o eleitorado no exercício de um importante direito de cidadania, e não para confundi-lo, e também para coibir as irregularidades eleitorais. Mais importante seria examinar, em profundidade, quais os gargalos estruturais que emperram o funcionamento eficiente da Justiça Eleitoral em seus julgamentos, já que no que se refere ao processo eleitoral propriamente dito - votação e apuração - ela funciona com notável eficiência. É bem provável que, nesse exame, venham à tona defeitos normativos, ou a permanência de dispositivos da legislação eleitoral que atendam ao vezo burocrático, mas tenham pouco sentido prático. É o caso, por exemplo, dos sistemas de controle dos gastos eleitorais e das comissões multipartidárias de fiscalização das contas de campanha, que nunca funcionam.

Se tivesse por única função conduzir o processo de votação para a escolha dos representantes e governantes da sociedade, a Justiça Eleitoral seria uma das instituições mais prestigiadas do País por sua eficiência. Mas falta levar essa eficiência a seus julgamentos.

Raul Jungmann - relaxando com dinheiro público

Agência Brasil



























Sempre muito ativo nos movimentos que exigem a ética parlamentar, o ex-ministro da Reforma Agrária de FHC, Raul Jungmann, até ontem, vangloriava-se que teria sido o 1.o ministro à abrir publicamente as contas de sua gestão.


Ótimo.


A Controladoria-Geral da União decidiu que vai investigar o paladino da moralidade por pagar uma série de despesas essencialmente pessoais, portanto, que deveriam ter sido pagas com dinheiro do próprio bolso.

Diante dos indícios de irregularidades, o CGU quer saber, direitinho, os gastos do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) no período em foi ministro do Desenvolvimento Agrário (1996-2002), tais como o uso do dinheiro público para comprar seis pacotes de pipocas para microondas, 20 lanches do McDonald's e pagar uma massagem de R$ 60 feita no Rio. Para a CGU, essas despesas são, em princípio, impróprias.


Jungmann reagiu à decisão da CGU dizendo esperar que o órgão faça o mesmo com as contas do presidente Lula e de todos os atuais ministros.

Só vale investigar o vazamento

A Polícia Federal entrou no caso do vazamento do dossiê dos gastos de FHC.
Em enquete encerrada no último domingo pelo blog, nada menos que 90% dos leitores acham que o governo apresentou uma versão mentirosa desde o início do caso, iniciado há duas semanas atrás com denúncia da revista Veja.

Em artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo, intitulado "Baixou Polícia", a jornalista Eliane Cantanhêde resume a ópera bufa.

Quanto mais a imprensa mexe, remexe e junta os "ossinhos de galinha", mais vai surgindo um "dinossauro" dentro da Casa Civil. A estratégia de comunicação do governo tem enorme responsabilidade nisso. Quando surgiu a história do dossiê, Dilma Rousseff e Franklin Martins deveriam ter ido direto ao ponto: existe, está sendo coletado a partir do dia tal, pela equipe tal, abrangendo o período tal. Não é por nada. Só para a necessidade de a CPI pedir os dados ao Planalto.

A gritaria continuaria um pouco, com a imprensa cobrando e condenando o uso da máquina do Estado para constranger adversários políticos. Mas a novela do dossiê, sem novos capítulos, tenderia a perder audiência. Até porque o governo tem maioria na CPI da Tapioca, e a oposição late, mas não morde. Dilma Rousseff e Franklin Martins, porém, têm vocação para a guerra. Multiplicam versões que caem uma atrás da outra e se mantêm de prontidão, não para a defesa, mas para o ataque.


O resultado são duas novas frentes de batalha: a Polícia Federal e, talvez, uma nova CPI exclusiva no Senado, com maior equilíbrio de forças. O que se resolveria com a comunicação virou caso de polícia. Se Lula se irritava com "um clandestino" no Planalto, pode se preparar para vários "clandestinos". PF e CPIs seguem aquela velha regra: sabe-se como começam, nunca como acabam. E com a PF não há, ou não deve haver, negociação e acordo. Senão, o dossiê do uiscão vira o dossiê do uiscão e... da PF.


A imprensa, por vocação e por obrigação, "briga" pela notícia, pela informação, pela verdade. Dilma e Franklin deveriam ter respirado fundo e tirado os ossos da Casa Civil. Como? Com notícia, informação, verdade. Simples assim. Quando um não quer, dois não brigam. E não baixa a polícia. A não ser que o dinossauro seja ainda mais feio do que parece.

Quebra-quebra na UNB

Depois de enfrentar seguranças, cerca de mil pessoas ocuparam os três andares da reitoria

Assembléia
Depois de três horas de discussões, os estudantes aprovaram, por maioria, a continuidade do movimento

Moralidade
Os manifestantes exigem a saída do reitor, que é investigado pelo MPDF

Confronto
Universitários e seguranças se enfrentam nas rampas do prédio

Pontapés
Um dos alunos é derrubado e cercado pelos vigias, que o agridem com chutes

Domínio
Depois de muito empurra-empurra, os jovens tomaram conta de todo o prédio

Socos, pontapés, empurrões marcaram mais uma reviravolta na ocupação da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB) na tarde de ontem. Após decidirem em assembléia desobedecer à determinação da Polícia Federal para que deixassem o local às 15h, os manifestantes acampados no local desde quinta-feira passada receberam o apoio de mais de mil estudantes, que forçaram a liberação da rampa de acesso ao prédio. Lá estavam 60 seguranças da UnB, que tentaram deter o avanço dos jovens. Na confusão, sobraram violência e reclamações dos dois lados. Mas a superioridade numérica fez valer a vontade dos universitários e, ao final do dia, os três andares do prédio tinham sido tomados.

Sete seguranças compareceram à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde apresentaram queixas da violência que sofreram. Na reitoria, outros universitários reclamaram da truculência dos seguranças. Uma garota chegou a pegar o megafone de um manifestante para denunciar que tinha recebido pancadas e arranhões. Único estudante a prestar ocorrência policial até as 20h, Flávio Macedo, 21 anos, afirmou que 10 vigilantes o agrediram por ele ter se recusado a deixar a reitoria.

As acusações que recaem sobre os estudantes

Ao invadirem a reitoria da Universidade de Brasília, os estudantes cometeram pelo menos quatro crimes previstos no Código Penal, segundo a PF:

Artigo 129 — Lesão corporal
Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem

Pena: detenção de três meses a um ano.

Artigo 163 — Dano
Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia

Pena: detenção de um a seis meses ou multa

Parágrafo único do artigo 163 — Dano qualificado
Se o crime é cometido contra o patrimônio da União, estado, município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista

Pena: detenção de seis meses a três anos e multa, além de pena correspondente à violência

Artigo 265 — Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública
Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública

Pena: reclusão de um a cinco anos e multa

Parágrafo único do artigo 265
Aumentar-se-á a pena de um terço até a metade, se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços

Artigo 330 — Desobediência
Desobedecer a ordem legal de funcionário público

Pena: detenção de 15 dias a seis meses e multa

Com informações do Correio Braziliense

Ingrid Betancourt - um apelo do filho à Lula

O filho da senadora Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, solicitou formalmente ajuda do presidente Luis Inácio Lula da Silva que ajude nas negociações que permitam a liberttação de sua mãe.

Delloye apelou, em transmissão à Rádio França Internacional depois da grande manifestação realizada domingo, em Paris, pela libertação da mãe, pessoalmente ao presidente Lula. “Por favor, presidente Lula, o senhor é presidente do Brasil, um presidente muito importante que tem influência sobre a Colômbia. Por favor, faça todo o possível para libertar os reféns”, apelou. As declarações se somam às do atual marido de Ingrid, Juan Carlos Lecompte, e da mãe da ex-candidata presidencial, Yolanda Pulecio. Todos eles, mais os setores políticos colombianos que lutam por um acordo humanitário entre o governo e a guerrilha das Farc, se ressentem de algum tipo de pronunciamento público do governo brasileiro para ajudar a vencer a intransigência de ambas as partes. Na marcha de domingo estava presente a presidenta argentina, Cristina Kirchner, que fazia breve visita à capital francesa. Ainda na semana passada, o presidente Lula reafirmou a disposição de ajudar, “mas desde que a pedido” do colega colombiano, Álvaro Uribe.

Betancourt é refem das Farc desde 2002 e está gravemente enferma.

STJ vai julgar legitimidade da união entre gays

Na mesma semana em que Felipeh Campos e Rafael Scapucim vão se casar, em São Paulo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá julgar, em Brasília, o caso de um canadense que está pedindo visto de permanência no país por ter declarado união estável com um brasileiro em um cartório do Rio de Janeiro. Esta será a primeira vez que os ministros do STJ avaliarão a validade da união de gays sob o ponto de vista do direito de família. Até então, a união homossexual vem sendo reconhecida pela Corte apenas como sociedade de fato, sob o aspecto patrimonial.

Por ano, em média, 30 estrangeiros gays que vivem com brasileiros têm o visto de permanência negado pelo Conselho Nacional de Imigração. Em 2002, uma decisão inédita permitiu que uma francesa ficasse no país legalmente por amar e morar com uma brasileira. Mas a decisão não abriu precedente, porque os integrantes do Conselho decidiram que cada caso será julgado separadamente.

No STJ, o processo do canadense é analisado pela 4ª Turma e depende do voto do ministro Massami Uyeda, que pediu vista do processo numa sessão ocorrida em setembro do ano passado. Na Turma, a questão se encontra com dois votos contrários e um a favor. O casal alega que vive junto desde 1988, de forma duradoura, contínua e pública.

De acordo com o advogado Eduardo Coluccini, que defende os interesses do canadense, se for reconhecido o direito de permanência dele no Brasil, a Justiça brasileira dará um passo importante nessa questão, já que em outros países é mais fácil conseguir vistos alegando relação homoafetiva, como ocorre nos Estados Unidos e na Holanda.

No Congresso, tramita há 13 anos um projeto de lei de autoria da ex-deputada Marta Suplicy que reconhece a união de casais do mesmo sexo. A proposta está parada há tanto tempo que já é considerada ultrapassada, porque prevê apenas o direito à herança, benefícios previdenciários e direito à nacionalidade, no caso de estrangeiros que vivem com brasileiros. O projeto de Marta não dá à união gay status de casamento nem de constituição de família. Também não prevê alteração do sobrenome do parceiro e nem mudança de estado civil. A proposta está empacada no Congresso, à espera de votação, desde 2001.(UC)

Fonte: Correio Braziliense

Casal gay quer repetir sucesso de Elton John

Um casamento gay calculado em R$ 500 mil está causando o maior burburinho em São Paulo. Se tudo der certo, o jornalista Felipeh Campos, 34 anos, e o produtor de moda Rafael Scapucim, 26, vão celebrar a união em uma grande festa para 600 convidados marcada para quinta-feira. O evento será numa das casas mais requintadas da cidade, o Espaço Ônix. Os convites estão disputadíssimos. Na lista de convidados, há políticos, empresários da mídia, artistas e até celebridades instantâneas, como ex-big brothers. “Se o Elton John pode, por que não podemos?”, questionam os noivos.


Felipeh e Rafael garantem que será o primeiro casamento gay do Brasil com ritual tradicional. Haverá o tradicional bolo branco, mas sem a bonequinha da noiva. “Como são dois homens se casando, optamos por colocar no alto do bolo dois bonecos de noivos”, conta Felipeh — que foi um dos dubladores de rosto pintado da nova versão do programa Qual é a música?, apresentado por Silvio Santos, no SBT. Os dois estarão vestidos com bata branca. Como brinde, o futuro casal distribuirá “pílulas do amor”, um doce de chocolate que, segundo eles, é afrodisíaco.


A festa é patrocinada por um grupo de empresários que pediu anonimato. Para dar visibilidade à cerimônia, os noivos convidaram o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), a ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) — único que confirmou presença até agora. “Fazemos questão da presença de Marta Suplicy por ela ser pioneira no projeto de união civil de pessoas do mesmo sexo no Brasil. Se ela não vier, ficaremos decepcionados”, avisa Felipeh.

Fonte: Correio Braziliense

Devanir começa a recolher assinaturas para PEC do 3.o mandato

Não é mais retórica. O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) iniciou na manhã de hoje a coleta das 171 assinaturas necessárias para que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que abre caminho para o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comece a tramitar.

Jader indica presidente da Funasa

Foto: Val-André


























Deu no Correio Braziliense

Segundo a colunista Denise Rothenburg:
Enquanto Lívio não vem…
O grupo do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) trabalha para tentar emplacar o conterrâneo Josemir Gonçalves na presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Sabe como é, já que o governo não dá posse a Lívio Rodrigues de Assis na presidência da Eletronorte, o jeito é tentar cantar em outra freguesia.

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Em tempo.
Josenir Gonçalves Nascimento foi ex-Diretor Executivo da AMAT e Superintendente da Ahitar e um dos coordenadores da campanha de reeleição de Lula no Norte.

O colossal Google



Por quê uma empresa de tecnologia afetou 1 em cada 6 habitantes do planeta?

Reportagem de capa da Exame desta quinzena tenta elucidar a pergunta.

Por dentro da empresa que dominou o mundo
O silêncio impera nos corredores e escritórios dos 30 prédios que compõem a sede do Google, em Mountain View, uma das cidadezinhas que compõem o mítico Vale do Silício, na Califórnia. Apesar do cenário típico de parque de diversões para adolescentes -- pebolins, máquinas de fliperama e consoles do Wii estão espalhados por quase todos os andares --, os cerca de 9 000 funcionários que trabalham ali têm pouco tempo para se divertir durante o expediente. Vestidos quase sempre com jeans, camiseta e tênis, esses jovens vindos de diversas partes do mundo raramente conseguem desgrudar os olhos de seus computadores. Alguns estão tão atarefados que chegam a pendurar uma placa nada receptiva com a ordem "Keep out"(ou "Fique fora") na entrada de suas baias ou salas. Os googlers, como são conhecidos os funcionários da corporação mais descolada do mundo, estão ocupados demais em fazer girar o motor de uma empresa cujas vendas cresceram mais de 1 000% nos últimos cinco anos. As partidas de pingue-pongue ou vôlei de praia podem esperar o final do expediente...

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TV Pública – Presente de grego

Quando da votação da Medida Provisória que criou a TV Pública brasileira, partidos que fazem oposição ao governo preveniram sobre a provável utilização da empresa segundo os interesses dos inquilinos de plantão. Não deu outra, acaba de ser demitido o primeiro âncora da TV Brasil, o jornalista Luiz Lobo, 42, que afirma em reportagem publicada no Correio Braziliense que o Palácio do Planalto interfere no jornalismo praticado pela TV pública federal, lançada pelo governo Lula, em dezembro, com a promessa de que não seria uma emissora chapa-branca.

"Não podíamos falar dossiê, mas "levantamento sobre uso dos cartões", diz Luiz Lobo, referindo-se ao escândalo do momento, o dossiê dos gastos de FHC.

De acordo com Lobo, nas reportagens sobre Planalto, Presidência, economia e política, "há um cuidado que vai além do jornalístico"

"Existe, sim, interferência do Planalto lá dentro. Há um cuidado que vai além do jornalístico", afirma. Lobo foi demitido na última sexta-feira, segundo ele, por ter resistido às interferências. Afirma que o Planalto controla o conteúdo das reportagens por meio da jornalista Jaqueline Paiva, mulher do também jornalista Nelson Breve, assessor de imprensa da Presidência da República. Lobo era também editor-chefe do "Repórter Brasil", primeiro e único, até agora, programa da TV Brasil. Jaqueline ocupa o cargo de coordenadora de telejornais.

Lobo diz que a "pressão" aumentou nas últimas duas semanas, quando a crise dos cartões corporativos atingiu a ministra Dilma Rousseff, com o vazamento de um dossiê, elaborado pela Casa Civil, de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, Ruth Cardoso."Não podíamos falar em dossiê, mas em "levantamento sobre uso dos cartões". Depois, a orientação era falar "suposto dossiê'", relata Lobo.

Eleições 2008 - tendência do TSE é restringir propaganda na Internet

Embora o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, anuncie rigor da Justiça Eleitoral na aplicação das regras que limitam a propaganda via internet dos candidatos ao pleito de outubro, juristas advertem para a dificuldade em fazer valer o capítulo da resolução que trata do assunto, baixada pelo TSE em fevereiro. O principal ponto da resolução é justamente o mais controverso: centralizar toda a campanha em sites com o domínio can.br, criado exclusivamente para os candidatos e que serão retirados do ar encerrado o período de propaganda legal.

É o caso do jurista Dirceu Santa Rosa, especialista em propriedade intelectual e tecnologia da informação, professor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas e integrante do escritório Veirano Advogados. Para ele, ao negar as possibilidades de publicidade eleitoral gratuita pela internet em blogs, orkuts e outros "fóruns de uso coletivo", o TSE não levou em conta a nova realidade da intercomunicação social.

– Ao proibir essa interação entre candidatos e eleitores, o tribunal acabou também por impedir uma propaganda barata e limpa, que não suja nem picha nossas cidades – acrescenta o advogado. – A medida beneficia, indiretamente, o uso das mídias pagas, dando vantagem aos candidatos com poder econômico, em detrimento dos que, com menos dinheiro para gastar, poderiam utilizar a internet como ferramenta de campanha e de diálogo candidato-eleitor.

Interatividade

Santa Rosa lembra que, nos Estados Unidos, a internet é a principal ferramenta de interatividade entre os candidatos e os eleitores. E chama a atenção para o fato de que quem não concorre ao pleito poderá veicular, nos meios virtuais proibidos pelo TSE, mensagens de apoio ou contrárias a candidatos registrados, que passam a correr um grande risco.

O ministro Marco Aurélio – que deixa a presidência do TSE no dia 6 de maio, mas continua como integrante do tribunal por mais 11 meses – insiste que a limitação da propaganda eleitoral na internet a um único site destinado exclusivamente à campanha eleitoral é decorrência das normas legais relativas ao uso abusivo dos meios de comunicação.

– A internet é também um meio de comunicação – explica. – Quem a usa para fazer propaganda eleitoral antes do prazo previsto em lei (6 de julho) já fica sujeito às penas da legislação eleitoral. E repito: os pré-candidatos e candidatos devem botar as barbas de molho.

Para o presidente do TSE, não se pode modificar uma regra em função de "casos excepcionais", como os de incriminação de candidato adversário em blogs ou sites de relacionamento como o orkut.

– No âmbito do direito eleitoral, ao contrário da área penal, não se exige a pessoalidade – diz o ministro. – Em princípio, o suspeito é o beneficiário da propaganda ilegal. Mas não será difícil apurar os casos de atuação de má fé de terceiros, via internet, para solapar candidaturas adversárias. A Justiça Eleitoral não precisa de fiscais, que serão os próprios concorrentes e o Ministério Público.

Consulta sobre limites

Em outubro, o deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira ajuizou, no TSE, uma consulta com mais de 50 perguntas destinada a detalhar os limites da propaganda eleitoral via internet. Segundo ele, o uso de ferramentas como o orkut, youtube e Second Life não foi especificamente regulamentado, e "a comunidade política navega em zona cinzenta".

A consulta, que tem como relator o ministro Ari Pargendler, está para ser apreciada pelo plenário. Mas o ministro Marco Aurélio não acredita que tal consulta possa mudar o entendimento do tribunal, estabelecido na Resolução 22.718 de fevereiro último.

– Consulta é para responder a uma dúvida e não a um questionário – afirma.


Fonte: Correio Braziliense

PF espera até hoje a desocupação da UNB

A Polícia Federal deu o prazo até as 15h de hoje para os estudantes que invadiram a reitoria da UnB (Universidade de Brasília) apresentarem uma proposta de negociação para deixar o local.
Eles afirmam que só aceitam deixar a reitoria se o reitor Timothy Mulholland renunciar. Ele esteve envolvido em denúncias de compra de móveis de luxo para seu apartamento funcional.
Representantes dos estudantes se reuniram na manhã de ontem com a superintendente da Polícia Federal no Distrito Federal, Walquíria Teixeira, e assinaram um termo em que se comprometiam a convocar uma assembléia para as 12h de hoje e a informar o resultado até as 15h. Cerca de 50 pessoas estavam no gabinete do reitor, segundo o chefe da segurança da UnB.

Fonte: Correio Braziliense

Blog relata passa-a-passo a ocupação da UNB

Inspirados pela ocupação da USP, no ano passado, os alunos da UnB transformaram a Internet num espaço oficial para divulgar moções de apoio, programação do dia e os boletins do movimento. Criaram um blog (ocupacaounb.blogspot.com) e estão ao vivo na “rádio ocupação”, também na internet. Com um lap top e rede de conexão sem fio, os estudantes criaram até uma sala de bate papo para discutir os rumos da ocupação. “É simples. Não exige tanta tecnologia como se pensa, basta um computador ligado à rede”, explica Raoni Jopiassu, autor intelectual e gerente do blog.

Raoni também participa da rádio, que toca música e promove diálogos entre quem está no terceiro e no primeiro andar da reitora. “A rádio serve para dar informes, falar besteira para relaxar e também para comunicar. Assim como o blog, é nosso espaço oficial, onde será publicada a nossa visão”, explica Danilo Silvestre, aluno de ciência política, e coordenador de comunicação do DCE.

Fonte: Correio Braziliense

Senador paraense apóia ocupação da UNB

A direção do PSol esteve com os alunos na última sexta-feira apoiando o movimento de protesto dos estudantes da UNB. A ocupação ganhou até mesmo um pronunciamento de apoio e solidariedade do senador José Nery (PSol-PA) no plenário do Senado. Ontem, foram militantes do PSTU que passaram na reitoria para dar apoio ao movimento. Com um adesivo do partido no lado direito do peito, o professor Washington Dias Leite garantiu que o “PSTU apóia 100% os manifestantes, em tudo que for preciso”.

PSol e PSTU partidarizaram ocupação da UNB

"Eles que amam tanto a revolução partidarizaram a ocupação", título da reportagem de Fernanda Odilla para o Correio Braziliense revelando a insistência em dizer que o movimento contra o reitor Timothy Mulholland não é partidário. Mas muitos dos estudantes que na tarde de ontem comemoraram 72 horas de ocupação da reitoria da UnB fazem questão de estampar no peito adesivos, broches e até camisetas de partidos e de entidades de mobilização social ligadas a legendas políticas. O próprio Diretório Central de Estudantes (DCE) é comandado por 54 alunos, mais de uma dezena deles filiados ao PSol ou ao PSTU.

Festa em Ca®ajás – Águia campeão do 1.o turno



O Carajás está em festa. o time marabaense Águia Futebol Clube conquistou ontem em jogo disputado contra o Ananindeua o 1º turno do campeonato paraense, a vaga na Série C deste ano e a possibilidade de disputar a Copa BR em 2009.

Ingrid Betancourt - a caminho do cadafalso

O rosário de crimes das Farcs é em parte responsabilidade do governo colombiano.

Um médico da organização terrorista foi capturado há duas semanas e sabe-se agora de um relatório de sua autoria sobre a saúde da refém da guerrilha Ingrid Betancourt, senadora e ex-candidata à presidência da República. O documento, obtido por uma rádio, revela que a ex-senadora pode sofrer falência hepática e renal.

Resumo da sórdida história: Ingrid pode estar vivendo os seus últimos dias de vida.

As negociações para sua libertação estão sob sigilo máximo. É provável que Betancourt não sobreviva além desta semana. Se isso ocorrer Uribe estará com parte do sangue derramado em suas mãos.

É a barbárie em curso impune na Colômbia.

100 mil acessos

















Na sexta-feira, 4 o blog comemorou dois anos de atividades e hoje acaba de cravar 100 mil acessos.
Aos leitores o meu muito obrigado!

Eu marejei o meu olhar no Repiquete por Macapá

A jornalista e simpatia em pessoa Alcilene Cavalcante que edita o blog Repiquete no Meio do Mundo lançou uma série batizada de: Marejando o Meu Olhar, onde abre espaço para os amantes da cidade de Macapá, capital do Amapá, exponha suas impressões, sugestões e o que mais gosta na "Capital do Sol".

Este blogger teve o privilégio de participar e remexer no Baú da memória algumas de minha mais inocentes e gratas lembraças. Confira.

Obrigado Lene!

3.0 Mandato - O ôvo da serpente

O golpe está sendo gestado. Tá no blog do Josias: 'Terceiro mandato de Lula é plano A', diz o prefeito petista de Recife, João Paulo Lima e Silva, membro do diretório nacional do PT, afirmando publicamente que o "plano A" do partido é o "terceiro mandato de Lula".

Essa foi a terceira vez, em uma semana, que o partido sinalizou uma eventual continuidade de mandato de Lula, lembra o articulista da Folha.

Ninguém desmentiu o prefeito e o vice-presidente anda posando para fotos apontando não dois, mas três dêdos levantados, em alusão ao plano para que Lula possa disputar um 3.o mandato.

Para que tudo dê certo a Constituição terá que ser modificada. A pergunta é: já combinaram com Lula?

Inéditos de Cecília Meireles podem ser publicados






















Os leitores da obra de Cecília Meireles receberam com entusiasmo essa semana a notícia que há fortes possibilidades de acesso à títulos inéditos de sua autoria.

Uma acirrada disputa judicial familiar pelo controle dos direitos autorais da monumental escritora impediu a publicação de uma série de textos e documentos que até hoje permanecem inéditos.

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Vídeos em alta definição

Você quer experimentar o prazer de assistir vídeos em alta definição ­­­— produzidos — para exibição em TV digital em seu computador? Caso a sua resposta seja sim, é bom destacar que isso depende de vários fatores. Dois são cruciais: o seu bolso e o Estado o qual você reside.

Um boa máquina (computador) não é suficiente para os requisitos exigidos por esse luxo cibernético. É preciso ter banda larga de verdade com velocidades acima de 1 Mbps — para conseguir assistir aos vídeos com imagem refinada e em tempo real.

Alguns sites estão na vanguarda desse processo e no Brasil ainda patina o privilégio de assistir on line tais vídeos. Imagina a TV digital que em vários Estados só chegará, se chegar, daqui há um ou dois anos e quando chegar você ainda terá que comprar aquela TV linda, mas super cara.

Resolvi não esperar e migrei para a superbanda larga, conexão de 5 Gb, serviço caro, mas vale quanto pesa no bolso e já disponível em Brasília e outras quatro Capitais.

Confira os sites que estão "bombando" na exibição de arquivos HD na Web: Vimeo, Videolog, Dailymotion, Hulu e o Miro. O YouTube também começou recentemente a oferecer alguns conteúdos em alta definição — em alguns, você assiste aos clipes ou trailers direto no navegador; em outros, precisa instalar um player.

Aos meus amigos do Pará e Amapá, lamento informá-los que não há sequer previsão desse serviço e a TV Digital só chegará a partir de abril de 2009!

Veja uma demonstração da qualidade dos vídeos em HD. Se você conseguir abrí-lo, of course.

Com vocês Frank Sinatra.

Ozzy Osbourne no Rio de Janeiro




Tudo sobre o show de Ozzy Osboune, inclusive o incidente com o guitarrista Zakk Wylde que resolveu tirar uma onda na última música, o hino “Paranoid”, do Black Sabbath, e se deu mal.

Detalhes aqui no Jamari.

Confira o Set List com três do Black Sabbath:
1. I don’t want to stop
2. Bark at the moon
3. Suicide solution
4. Mr. Crowley
5. Not going away
6. War pigs – com projeção de cenas de guerra
7. Road to nowhere
8. Crazy train
9. Iron man depois do solo de Zakk Wylde
10. No more tears
11. I don’t know
12. Here for you
13. I don’t want to change the world
Bis14. Mama I’m coming home
15. Paranoid

Korn prepara a platéia para Ozzy

Korn deve tocar "Coming Undone I a Webradio" preparando o terreno para Ozzy Osbourne.

A sociedade do sêlo negro abre o show, daqui há instantes para a grande estrêla da noite, Ozzy Osbourne, em São Paulo, no 2.o show da turnê brasileira.

Como aperitivo o blog disponibiliza a belíssima balada "In This River".

Pérolas do Black Sabbath na apresentação paulistana

Ozz Osbourne ex-vocalista do lendário Black Sabbath brinda os paulistanos daqui a pouco com um megashow que será aberto pela banda do guitarrista Zakk Wylde, do Black Label Society.

Mudança de hábitos
''Eu nunca tinha gravado um disco sóbrio. Tive de decidir. Se não pudesse gravar sóbrio, teria de parar, porque o álcool e as drogas estavam me matando. Foi um dos discos que mais me deram prazer'', disse há pouco um careta Ozzy Osbourne referindo-se ao sensacional "Black Rain", lançado em 2007, que o poster está ouvindo nesse exato momento.

Trata-se de um trabalho muito bem elaborado e com músicos que superam em técnica qualquer tentativa de depreciar o velho e bom metal-rock.

Antes, porém, da entrada do Príncipe das Trevas, o pesadíssimo Korn promete não deixar pedra-sobre-pedra para quem conseguiu comprar ingresso.

Nessa música, uma de minhas prediletas da carreira de Ozzy, diria: No comparison..where did that come from?
Ouçam e vejam.

Desembargadores irritam-se com cobrança da OAB-PA

O blog 5.a Emenda conta-nos que a presidente da OAB-PA, Ângela Salles, não se esquivou de criticar a decisão do TJ paroara no caso da adolescente de Abaetetuba, para desagrado de alguns desembargadores, na solenidade de pose do novo desembargador Leonan Cruz Jr, que preferiu declarar sua emoção com a posse.

O desembargador Leonardo Tavares deu as costas para a representante da OAB.

Por pouco alguns desembargadores não se retiraram do recinto, de acordo com a cobertura de O Liberal, edição de hoje, insatisfeitos com as palavras da presidente da OAB.

Veja o que o TJ-PA decidiu para perplexidade geral da sociedade.

O blog parabeniza com entusiamo a presidente da OAB-PA Ângela Salles pelo desassombro ao dar voz aos reclames da sociedade brasileira que já está esgotada de aturar a pouca vergonha que grassa o corporativismo e o nepotismo na magistratura do Brasil.

Dilma Roussef – Coletiva ressaltou seu desgaste

Ag. Brasil



Ficou patente o desgaste da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ontem, durante a entrevista coletiva no Palácio do Planalto sobre o caso do dossiê do cartão corporativo.

A explicação que mais confundiu foi o fato admitido pela principal ministra de Lula que os computadores da Casa Civil são violáveis, "por hackers", ressaltou. “Há a possibilidade de um computador da Casa Civil, portanto um bem público, ter sido invadido".

Dilma disse que: “Eu acho estarrecedor a escandalização do nada feita acerca dos gastos da Presidência da República”.

Menos Dilma, menos.

Não tem nada de estarrecedor como quer fazer convencer a ministra com os gastos da Presidência?

O eleitorado que possivelmente poderá votar em Dilma caso for a candidata à sucessão de seu chefe, não vai gostar nem um pouco de saber que houve manobras orquestradas sob sua supervisão para esconder que os saques em dinheiro vivo, compras absolutamente surpérfluas e luxos inconcebíveis num país em que a pobreza grassa para todos os lados, é moeda corrente no andar de cima.

O povo brasileiro exige o direito de saber como é gasto o dinheiro arrecadado com o suor de seu trabalho na forma de impostos cada vez mais escorchantes para pagar a mordomia dos inquilinos do poder.

A loura selvagem de Mato Grosso

Para limpar a vista


Nani diz que com ela só serão eleitos os que não forem escravos do celular e beijarem bem!

Axioma

Sobre o post abaixo um adendo: não se privatiza Segurança Pública e Incentivo à Cultura. Viu?

Veja como foi a sessão solene em Homenagem à Nossa Senhora de Nazaré 2024, na Câmara dos Deputados

  Veja como foi a sessão solene em Homenagem à Nossa Senhora de Nazaré 2024, na Câmara dos Deputados A imagem peregrina da padroeira dos par...