Evo masca folha de coca na ONU e não é preso

Há uma competição insana entre presidentes sul americanos sobre quem será o "artista" da vez.

Depois dos desatinos intermináveis do palavrório de Hugo Chávez; das afrontas do presidente equatoriano Rafael Correa em suas ameaças à empresas brasileiras; das presepadas sem fim da presidente da argentina Cristina Kirchner em relação aos acordos multilaterias do Mercosul; da invasão de instalações da Petrobrás na Bolívia. O presidente boliviano, Evo Morales, aprontou outra, sem precedentes na diplomacia internacional: defendeu nesta quarta-feira de forma singular a retirada da folha de coca da lista internacional de substâncias proibidas mascando algumas folhas diante dos ministros dos 53 países membros da comissão de entorpecentes da ONU em Viena.

"A folha de coca não é cocaína, não é nociva para a saúde, não provoca males físicos nem dependência", enfatizou Morales durante a sessão plenária da 52ª reunião desta comissão.

O presidente boliviano acrescentou que estas folhas são cultivadas há 3.000 anos e são o símbolo da identidade e a cultura dos povos andinos.

Morales não foi preso pelas autoriades após a demonstração teatral.

6 comentários:

xipaia disse...

Mas, Val-André, ele está certo, a folha de coca é uma folha de coca, e não cocaína (aliás, a "transformação" ára esta daquela é a parte mais cara e que deve ser fruto de combate!

Daqui a pouco, vamos torcer para os EUA utilizarem "aquele método" conhecido de desfolhagem.

Já pensastes se da maniva inventam de produzir uma droga? O que seria da nossa maniçoba?!

Égua, tenho uma tia que manda, pelo menos duas vezes por ano, maniçoba pra filha que mora na Carolina... minha prima não vive sem a maniçoba! Tem até crises de abstnência! rsrsrs

Lafayette

Val-André Mutran disse...

Caro Lafayette. Você está a confundir alhos com bugalhos.

A folha de coca nunca, jamais, será comida.

A maniva, é comida.

Lafayette Nunes disse...

Não, você é que não entendeu, a mim e ao Evo.

Usei a folha da maniva apenas para dizer que, combata-se o refino, os laboratórios (ou legalize-se rápido), mas não a árvore da coca, que é produto nacional indispensável por lá.

É isso que Evo fala, e concordo com ele. Uma é comida, a outra não, mas é chá, é matéria prima de remédios, ou seja, ambas tem fim econômico importante (aliás, a maniva não é tanto pro Brasil, quanto o é a árvore da coca pra eles).

Não se pode confundir, coca com cocaína, como não se pode confundir, maiva com cianureto. Certo?

Val-André Mutran disse...

Esse é um assunto que envolve as tradições bolivianas, o que respeito.
O problema é que não há controle do governo sobre a produção da coca para os fins que você e o presidente Evo relatam.
O governo não controla a parte podre do processo que é a produção ilegal da cocaína a partir da folha de coca.
Há ainda um problema ainda mais dramático nesse contexto.
Não para de aumentar, segundo informes do DEA, a agência americana de combate aos entorpecentes, o avanço na Bolívia, Peru e Colômbia, da papoula para produção de heroína com teores não alcançados na Ásia, de onde é um pisicotrópico secular.
Os traficantes e cartéis desses três países colocam a heroína mais pura que jamais tinha chegado ao mercado consumidor, principalmente o americano.
É uma calamidade Lafayette. É essa a questão que me interessa.

Lafayette Nunes disse...

É uma papo bom, mas não consigo colocar o DEA e, consequentemente, a política(sic) dos EUA de combate às drogas, no meio.

A política dos EUA é totalmente equivocada. Estou aguardando, efetivamente, qual será a implementada pelo Obama, se é que ele vai ter coragem e vontade de mudar algo.

Ontem, o Tuma-me-dei-bem-no-nazista disse em plenário que estava preocupado com a política de descrinalização da maconha no país, pois entendia que, se assim ocorresse, o Brasil iria se transformar num entreposto de tráfico de maconha para os outros continentes.

Porra, como assim Bial, "...iria se transformar..."????. Essa é a cartilha dos EUA, via senado amaricano (me esqueci o nome do Senador-mor - depois vejo isso).

Política de combate "na fonte" nunca será vencedora, pois a "fonte" dá um jeito. Seja através de bio-tecnologia, seja através de "compra" de Estados corruptos, seja através da mudança para as novas dorgas sintéticas.

Ainda não li e nem ouvi falar dos EUA (DEA) combater e intervir (tentar pelo menos) no Canadá, com relação à produção e abastecimento no mercado consumidor Americano, acerca da B.C. Bud, maconha super-ultra-mega-concentrada produzida na Colúmbia Britânica!

Será que lhes falta culhões, ou pros "índios" a política é outra?

Citando o Lev Timofeev, matemático russo, e estudioso da economia mafiosa soviética:

"Proibir um mercado não significa destruí-lo. Proibir um mercado significa colocar um mercado proibido, mas em desenvolvimento dinâmico, sob total controle das organizações criminosas. Além disso, proibir um mercado significa enriquecer o mundo criminoso com centenas de bilhões de dólares, dando aos criminosos amplo acesso a bens públicos que serão desviados pelos viciados aos bolsos dos traficantes de dorgas. Proibir um mercado significa das às organizaçãoes criminosas as oportunidades e os meios de exercer uma influência norteadora e dominante sobre sociedade e nações inteiras. Esse é o pior dos defeitos negativos externos do tráfico de drogas. A opinião pública internacional ainda não se deua conta do desafio que isso representa para o mundo civilizado." (MacMáfia - crime sem fronteira, Ed. Companhia das Letras)

E o que dizer que Santiago Uribe é do Cartel de Medelin... esse sobrenome te lembra alguém?

Papoula daqui é "café pequeno" com relação a do Afeganistão, da China (sim, em que pese a pena de morte para quem for encontrado com apenas algumas gramas), Turquia etc..

Essa é a minha discordância, mestre Val-André. A política de combate na plantação não me convence, ainda mais quando, neste caso, me parecer retórica americana.

O que Evo quis dizer (o que me parece) é: a bronca não está na planta, mas, sim, no eter que vocês produzem.

A grande sacada seria combater e controlar a venda e a produção do Eter, sendo certo que a Colômbia e demais não conseguem produzir o eter na quantidade que são encontradas lá, e aí, o Brasil entra na história, por ser grande fornecedor desta matéria de produção.

Você já lei, viu ou ouvio falar de apreensão de carregamento de eter por aqui?

Val-André Mutran disse...

Próximo capítulo: O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que a folha de coca e a luta contra o narcotráfico são "um negócio" para a CIA (agência central de inteligência americana) e o DEA (Departamento Antidrogas dos Estados Unidos).

Nada sobre o outro produto: a cocaína, a pasta base e a heroína.

Nenhum comentário fez, o presidente da Bolívia, sobre sua política de controle das fronteiras de seu país como corredor de abastecimento da droga com selo de exportação auferido pelos cartéis.

Lafayette. Nem uma palavra.

Continuo preparando uma resposta ao seu comentário acima.

E a discussão prossegue.

Abs.