Fui às lágrimas

Alguém um dia disse que é necessário ao proficiente trabalho jornalístico de qualidade, manter-se sempre com certa distância da pauta a ser produzida.

É, pode ser.

Porém, não me contive e fui às lágrimas ao ler depoimento de um senhor de 81 anos de idade que não quis se identificar ao descrever sua situação e de sua companheira em relação aos proventos que hoje recebe como aposentado de um órgão do Governo ao qual trabalhou por quase 40 anos.

Chorei sim. Quantos mais terão essa sensibilidade?

O objeto de seu desabafo foi gerado pelo seguinte post.

Leia o relato.

Tenho 8l anos de idade e aposentei-me em 1985 (ex-funcionário do IBGE - fui "forçado" a emigrar para o Regime Celetista (CLT), abandonando, infelismente o Regime Estatutário (como Funcionário Público). Agora, já no final da vida, não recebo do INSS o suficiente para manutençao de minha esposa e eu (ambos enfermos e em uso de medicamentos). Ví-me forçado a cancelar o Plano se Saude, uma vez que, devido nossa idade, aumentou assustadiramente a mensalidade. Agora, temos que enfrentar as filas do SUS para consultas médicas e exames, que muitas vezes são marcados para 60, 90 e 120 dias após o poedido dos médicos. Às vezes me sinto até "envergonhado" de ser brasileiro em face da mínima atenção que os nossos políticos dão aos idosos e aposentados. Enquanto um funcionário em início de carreira está recebendo mais de 2 mil reais, eu, que dei 38 anos da minha vida no serviço público, não recebo nem Um mil reais. E isto é deveras lastimável.... ANONIMO)

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Até quando isso meu Deus?!

2 comentários:

marcelopex disse...

Realmente tocante.São milhões de brasileiros nesta situação. Sem conseguir pelos menos, o mesmo
reajuste concedido ao Mínimo, o último foi de 12% para o Mínimo e apenas 5,92% para os aposentados.
Estamos vivendo um "holocausto à brasileira".
Com as perdas acumuladas ano por ano, o aposentado
não tem dinheiro para compra de remedios necessários,
direito ao lazer: como viajar, comprar um livro,
ir ao teatro ou a um concerto, frequentar um clube recreativo. Milhões foram forçados a fazer empréstimos consignados, perdendo uma boa parcela de seus parcos rendimentos para pagar juros aos banqueiros. O aposentado brasileiro após uma dura vida de labor tendo pago para se aposentar com um salario digno, se vê nesta lamentavel situação. Perde o estímulo para viver, pois sem as realizações das necessidades
básicas do ser humano, fenece, murcha como uma flor. Assim, a expectativa de vida é brutal
mente diminuída.

Amaro Jorge disse...

Enquanto isso em Brasilia!!!!!!