O senhor não tem as mãos limpas

A frase acima foi o que ouviu o ex governador, ministro e senador Jarbas Passarinho, que passou um belo constrangimento que em nada se compara a indgnação e revolta de Ivo Herzog (filho do jornalista Wladimir Herzog, torturado e morto em São Paulo) durante a ditadura militar que por 21 anos perseguiu, cassou, torturou e matou segmentos das forças esquerdistas brasileiras que combateram essa excrecência chamada jocosamente por Passarinho de "Contra-Revolução".

O embate foi durante a gravação do programa "3 a 1" que irá ao ar, logo mais à noite, na TV Brasil, cujo tema de hoje é: 45 anos do golpe militar de 1964.

Imperdível!

23 comentários:

alcilene.c@uol.com.br disse...

Gostei. É isso mesmo, tem que dizer na lata.

Val-André Mutran disse...

Lene
O programa foi ao "ar" ontem à 22h00. Foi excelente.
Outros constrangimentos foram impostos com muita classe pelo ex-presidente do PCB e deputado cassado pela ditadura, jornalista Marco Antônio
Tavares Coelho, o qual recomendo a leitura de seu sensacional livro "Herança de um sonho: as
memórias de um comunista".
Gostaria de ver um programa em que o "bigodudo" fosse imprensado para falar o seu papel de colaborador mor ao regime ditatorial brasileiro. Ele que hoje pousa de democrata.
Um beijo pra todos ai.

João Carlos disse...

Ué? E não foi "contra-revolução"?
Os acontecimentos pré 1964 em nada diferiam dos ataques que sofremos recentemente pelo PCC, no qual a policia foi obrigada a endurecer e tratar toda a população como suspeita. A culpa pelo constrangimento que algum inocente tenha passado é sem duvida da esquerda e não os militares, assim como, nos ataques recentes, se algum inocente sofreu, deve culpar a bandidagem e não a policia. Fora algum eventual inocente, os que sofreram repressão eram bandidos tanto quanto são os membros do PCC, CV e etc.. A única diferença é que hoje eles são nobres excelencias, assim como podem vir a ser no futuro os nobres Srs. Marcola, Fernandinho e cia.

Val-André Mutran disse...

Fernando penso que sua comparação está fora de esquadro.
É essa visão maniqueista dos fatos que permitiram a assinatura do AI 5 e "pau" e cova aos opositores do regime totalitário logo depois instaurado.
Vários livros escritos pelos sobreviventes dessa tragédia nacional que foi o golpe de 64, reconhecem que alguns dos caminhos adotados, como por exemplo a luta armada e a guerrilha no campo teve reação desprorcionail aos objetivos.
Quanto ao PCC, isso é questão de segurança pública, não de segurança nacional.
Obrigado por sua participação.

Anônimo disse...

Os sequestradores, assassinos, ladrões de banco da "tiurma" da esquerda, que hoje mamam poupudas indenizações e salários pagos por nós contribuintes aos cofres da nação, também serão julgados e condenados pelos crimes cometidos durante a ditadura?

Anônimo disse...

O senhor, como jornalista, deveria saber que a esquerda não combateu o regime militar para implantar a democracia. Os guerrilheiros já iam para Cuba, China e Albânica aprender terrorismo antes de 64. Portanto, essa conversa mole não cola. Houve excessos, certamente, de ambos os lados. Excrecência é chamar Lamarca e outros bandidos de heróis, como fez o presidente.
Por favor, exclua-me de sua lista.

João Carlos disse...

Reação **desproporcional**? Ora como deveria ser então a reação contra guerrilheiros bem armados e bem treinados? Trata-los como criancinhas e passar a mão na cabeça deles e explicar pacientemente que o que faziam era errado?

Se é preciso ler livros p/ saber o que aconteceu, tem que ler também a versão do outro lado, ou conversar com quem viveu esses momentos, que eram p/ população em geral de absoluta tranquilidade, onde um comerciante só tinha que fechar suas portas quando vinham as passeatas quebrando tudo e não viviam com o eterno pavor de hoje, onde não se sabe se voltará vivo p/ casa.

**visão maniqueista** é essa que tenta mudar a história colocando a esquerda como vitima visando absurdas indenizações(j´perto de 5 BILHÕES).

Não foram vitimas! Foram os culpados!

Val-André Mutran disse...

Foram enquadrados na Lei da Anistia anônimo das 20h14. Da mesma forma que os covardes torturadores que assassinaram covardemente os opositores do regime ditatorial militar instaurado após o golpe de 64.
Fizeram-no à revelia da sociedade, nos porões do Doi-Codi, em Sítios clandestinos, nas matas das florestas da Amazônia, no Agreste nordestino e na rua; diante do olhos estupefatos de quem teve o dissabor de testemunhar -- sem poder abrir o bico -- esses crimes.

João Carlos disse...

Reação **desproporcional**? Ora como deveria ser então a reação contra guerrilheiros bem armados e bem treinados? Trata-los como criancinhas e passar a mão na cabeça deles e explicar pacientemente que o que faziam era errado?

Se é preciso ler livros p/ saber o que aconteceu, tem que ler também a versão do outro lado, ou conversar com quem viveu esses momentos, que eram p/ população em geral de absoluta tranquilidade, onde um comerciante só tinha que fechar suas portas quando vinham as passeatas quebrando tudo e não viviam com o eterno pavor de hoje, onde não se sabe se voltará vivo p/ casa. Se é segurança pública ou segurança nacional, não interessa, como também não faz diferença p/ quem mora na fronteira ser morto por bandidos comuns ou pela FARC. Se quer saber, os abusos de autoridade eram em geral cometidos pela policia e não pelas FA.

**visão maniqueista** porque?
O que eu poderia ganhar em discordar dessa mentirosa historinha contada pela esquerda?

**visão maniqueista** é essa que tenta mudar a história colocando a esquerda como vitima visando absurdas indenizações(já perto de 5 BILHÕES).

Não foram vitimas! Foram os culpados!

João Carlos disse...

Já enviei o mesmo comentário 2 vezes e não foi publicado. Porque a censura? Se não tem capacidade de discutir o assunto, não escreva sobre ele. Quando foi proclamado o AI5 vc ainda estava na barriga de sua mãe, portanto não viveu isso e a sua visão é a tipica de um doutrinado. Deveria ouvir mais e ter um espirito mais critico para saber melhor distinguir entre o falso e o verdadeiro.

Val-André Mutran disse...

JC eu não preciso de livros para saber como foi o 2ue se passou com meu pai, que não era guerrilheiro, muito menos terrorista.
Seu pecado era ser economista e possuir livros de Karl Max e Celso Furtado.
Ter fundado em 63 a 1.a cooperativa de agricultores da região.
Esse foi o seu pecado e pagou muito caro por isso.
E vc, o que viveu?
É militar?
Participou dos anos de chumbo?
Qual foi o seu papel?

João Carlos disse...

Tá vendo o fruto da doutrinação?
É só discordar dessa historinha p/ boi dormir que já é logo taxado de fascista, reacionário, direitista(que ñ foi seu caso) e imediatamente te identificam como militar(foi o seu caso).
O que acontece é que pessoas mais velhas estão começando a participar mais dos blogs e outros canais e estão se manifestando contra essa deslavada mentira. A maioria dos cinquentões, sessentões e setentões, que viveram esses fatos, discordam dessa sua visão, fruto de doutrinação. Faça uma pesquisa na RUA entre idosos e pergunte se sofreram alguma coisa durante o governo militar. A resposta da maioria será NÃO e será surpreendido por saber que eles consideram aquela época MUITO melhor do que a atual, em todos os setores.

Sinto pelo seu pai. Não nego que houveram erros e abusos, como hoje também há. Mas sua ira deveria ser direcionada aos verdadeiros culpados, não os militares e sim aqueles bandidos que assaltavam, sequestravam, matavam, justiçavam, explodiam bombas, enfim matavam inocentes civis e colocavam a sociedade como refém tanto quanto o PCC fez recentemente. Se a policia invade uma favela e troca tiros c/ bandidos até melhor armados que ela e um inocente é atingido por uma bala da policia, de quem é a culpa? Qual deve ser o alvo da ira de seus familiares como culpados pelo incidente? A policia ou a bandidagem?

Não André, nem eu nem ninguém de minha família, não sou e nunca fui militar, os quais tenho profunda admiração, respeito e solidariedade pelas acusações injustas que sofrem. Sou e sempre fui um comerciante. A época do regime militar, foi de tranquilidade, prosperidade lenta e constante, diferente da época pré 1964 e da de hoje, onde o pequeno e micro empresário não passa de um escravo do governo e vive o pavor constante de ser vitimado pela criminalidade, em nada diferente das cometidas pelos que hoje recebem gordas indenizações, AS NOSSAS CUSTAS.

Se te interessa essa época, deveria pesquisar mais sobre o "clima" imposto por estes bandidos a sociedade antes de 64. Saber que a sociedade cobrava e implorava por uma atitude das FA. Não foi um golpe para tomada do poder. Foi um CONTRA-GOLPE sim! E foi atendendo o clamor da sociedade e por essa foi aplaudido. Deveria pesquisar que durante o regime militar, a chamada ditadura, que não foi branda e sim mole mesmo, o que ninguém mais lembra, das 120 mortes que esses "defensores da liberdade" ocasionaram e da dor de seus familiares. Morte de inocentes, transeuntes, seguranças, porteiros, taxistas, donas de casa, estudantes e soldadinhos como Mário Kosel Filho que foi explodido. Nenhum deles é lembrado e nunca receberam um centavo sequer de indenização.

Mas tudo bem, já entendi que todos aqueles que tentam desconstruir essa CONSTRUÍDA história sempre serão taxados de *maniquistas*, como chegam ao cúmulo de também assim taxar o Daniel Aarão Reis, ex-guerrilheiro, preso e exilado que diz com todas as letras que "nenhum documento das guerrilhas tratou de democracia".

Mas é ridículo querer impor outra visão para quem viveu essa época.

Anônimo disse...

Não sei se o João Carlos é militar, se for, meus parabéns, pois faz parte de uma instituição (única) que tem credibilidade perante a opinião pública deste assaltado País, apesar das mentiras que a esquerda vem criando desde que voltou ao poder.
Aliás, meu amigo, mentira é só o que vocês sabem inventar. Está aí o nosso Molúsculo a dizer sempre que não viu, não ouviu, não sabe de nada. Vocês matavam dezenas de inocentes para atemorizar a população em cada ato de terrorismo.
Quanto ao seu pai, é uma das pessoas que foram vítimas inocentes de uma necessidade histórica, assim como minha irmã, que esteve presa apenas porque era presidente de um diretório estudantil numa minúscula faculdade de nutrição, mas nem por isto nós deixamos de crer que a esquerda só iria nos levar a sermos mais um satélite da adorada e democrática URSS, Cuba, etc...É destes paraísos que vocês gostavam, mas as portas lá eram abertas para entrada, só para sair é que tinha tranca. E que tranca!
Parabéns ao João Carlos, pois para discordar destes bárbaros tem que ter muito mais coragem que nos tempos da ditabranda.
Dr. Seabra.

Obs:
Não sou anônimo, mas apenas a URL não é aceita.

Val-André Mutran disse...

João Carlos fica claro que o seu doutrinbamento deve ter sido na Escola Superior de Guerra.
Parabéns!
Anônimo informe o seu e-mail para que seja deletado da lista.
Os idosos têm saudades da ditadura militar?!
Fala sério.

Sidclay Prazeres disse...

Por direito e dever, quem esta no poder deve defender seus interesses e os da população.
Democracia, ditadura... não importa, todos defenderam e defendem os interesses de determinadas classes.
Não houve e certamente não haverá um governo que efetivamente pense e trabalhe pela maioria, a esquerda de ontem é a direita de hoje.
Lamarca, Passarinho, Fernando Henrique, Beira Mar, Lula e tantos outros, sempre serão considerados heróis por uns e sangue-sugas por outros.
É preciso acreditar em algo e lutar por isso, é o que movimenta e contribui para a evolução dos homens.
Que surja um dia alguém realmente desprovido de interesses pessoais em defesa do povo.

Val-André Mutran disse...

Sidclay Prazeres este perfil de político não existe no Brasil.

Sidclay Prazeres disse...

Lamento que haja censura aos comentários das matérias do blog.
Isso nivela o amigo ao que devia combater.

Sidclay Prazeres disse...

Infelizmente meu amigo.
O detalhe é que observamos isso e pouco nos movimentamos.

Sidclay Prazeres disse...

Aproveitando que você, ou quem sabe um auxilar esteja on-line, gostaria de parabenizar a iniciativa.
Combater sempre, principalmente o que esta distante dos interesses da população, independente de "esquerda" ou a direita.

Val-André Mutran disse...

Sidclay Prazeres
Você disse que lamenta que haja censura aos comentários das matérias do blog.
Há responsabilidade por aqui.
Acusções sem provas de anônimos não serão publicadas.
Essa é a censura.

João Carlos disse...

Sr. Val-André Mutran, sua falta de argumentos se reflete em sua insistencia. Já disse e repito que nada tenho c/ militares. Estudei em colégios estaduais e fiz cursos tecnicos na área de mecanica a qual segui na area comercial. Mas, tudo bem. Continue rotulando os outros. É a forma mais facil, de quem não tem argumentos, para fugir do debate. E já que me rotula irresponsavelmente, dou-me o direito de replica perguntado-lhe: Por acaso o Sr está na fila dos que pleiteiam uma mordidinha nessa imensa industria de indenizações? Isso poderia explicar essa sua defesa apaixonada e infelizmente desfundamentada.

Se os idosos têm saudades da ditadura militar?!

Eu não diria saudades, mas em comparação c/ os dias atuais e c/ o periodo pré 64, o regime militar, para estes, foi um paraiso. Pergunte p/ eles! Largue um pouco os corredores do planalto, respire um ar diferente e mais saudavel, faça a pesquisa que te recomendei e tire suas conclusões. Além de dar uma bela matéria, talvez contribua p/ que tenha um espirito mais crítico, qualidade mais admirada em um jornalista.
Abraço.
PS. Aproveito p/ lhe informar que estou retirando meu email de sua lista.

Val-André Mutran disse...

Eu já perguntei João Carlos. Eles não têm saudades nenhuma.
Hoje, podem organizar-se para pressionar o Congresso Nacional e rever o fator previdenciário.
Coisa que a "Ditabranda" a qual Vossa Senhoria tanto admira não permitia.
É problema seu os argumentos que utiliza para me atacar.
Típico de buguês subserviente ao patrão.
Espero, sinceramente, que você saia-se muito bem na vida. A democracia vai lhe permitir tal feito
Um bom final de semana.

Val-André Mutran disse...

Ah! João.
Sou um ser humano realizado em todos os aspectos, graças a Deus.
Não pleiteio para mim ou para quem quer que seja, indenização por minha militância política ou a de meus parentes. Que sempre foi muito intensa.
Remonta há cem anos atrás sem sessar.
Nem filiado a partido político sou, ainda.
Meu tempo livre é dedicado à ações humanitárias as quais resermo-me o direito de não torná-las públicas.
E você João. O que faz no seu tempo vago?
Já ouviu falar em trabalho voluntário?