Governo e aposentados ainda discutem reajuste

Impasse para acordo é projeto, em tramitação na Câmara, do fim do fator previdenciário

Houve avanços dos dois lados, mas o impasse continua entre as centrais sindicais e o governo que tentam fechar um acordo para o aumento real dos 8 milhões de aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.


Na reunião da semana passada, governo não formalizou índice para reajuste e condicionou aumento à retirada de projetos em tramitação no Congresso. Foto: Antonio Cruz/ABr

A pedra no caminho é o projeto de lei que extingue o fator previdenciário, aprovado pelo Senado, e que deve ser votado pela Câmara dos Deputados. Na reunião de ontem, em Brasília, o governo manteve a decisão de vetar a proposta. As centrais apresentaram um pacote de medidas alternativas para evitar perdas com a aplicação do redutor. Hoje, a partir das 18h, está marcada nova reunião entre as partes para bater o martelo das negociações.

Na reunião que durou mais de cinco horas, a Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) apresentou ao secretário-geral da Presidência Luiz Dulce e ao ministro da Previdência José Pimentel, uma proposta de reajuste de 7% das aposentadorias e pensões em 2010 para os que ganham acima do saláriomínimo. A fórmula inclui a reposição da inflação anual acrescido de 50% do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 e 2011. Os representantes do governo não se posicionaram sobre índice de reajuste.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendeu uma proposta de valorização e recuperação permanente das aposentadorias e pensões nos próximos dois anos. "A nossa proposta inclui uma cesta de benefícios que vai além da reposição das perdas. Inclui uma política de medicamentos, transportes e as garantias do Estatuto dos Idosos", defende o Secretário Geral da CUT, Quintino Severo. Segundo o sindicalista, o governo absorveu as sugestões das centrais.

Em relação ao projeto de lei nº 4.434, que trata da recomposição retroativa dos benefícios dos segurados que ganham acima do mínimo, o governo admite negociar a tramitação da proposta no Congresso. Quanto ao projeto nº 01 que prevê o mesmo índice de reajuste para todos os aposentados e pensionistas, a Cobap compreende que a proposta perde o sentido se houver ganho real a partir de 2010.

Na negociação do fim do fator previdenciário, as centrais encaminharam duas propostas ao governo. A primeira delas prevê a estabilidade no emprego por dois anos dos trabalhadores que estejam prestes a se aposentar com o pagamento das contribuições previdenciárias pelo empregador. A segunda garantiria ao empregado que cumpre aviso prévio ou esteja recebendo o seguro desemprego, o recolhimento do INSS custeado pelo empregador ou pelo governo. A expectativa é que hoje seja fechado o acordo.

6 comentários:

Anônimo disse...

Pelo que já tenho assistido até o momento, devo acreditar em muito, na seguinte fórmula:

COBAP + SENADOR PAULO PAIM E O DEMAIS NOBRES DEPUTADOS E SENADORES ENVOLVIDOS NA NOSSA LUTA = CREDIBILIDADE.

O resto, que me desculpem - podem estar em sincronismo com o governo. Pois como moeda de troca, foram incluídas propostas secundárias que não têm tanta urgência para êsse momento. Nessa ingerência, distraiu-se o foco das principais reinvindicações.

E pior: O acôrdo que se costura, não tem aplicação permanente. Valendo só para 2010 e 2011 - Depois, tudo irá depender da memória do governo...entenda-se?

E agora?

Vamos ao plano "B" : Eleger o candidato da oposição a Presidente da Republica, para que o mesmo faça justiça ao aposentado, com a melhor boa-vontade - o que falta ao atual governo.

Antonio D Agrella disse...

O Governo Federal quer pagar somente um salário mínimo para todos os aposentados, em troca de transportes gratuitos, além de remédios, e quem sabe uma cesta básica de alimentação, tudo depende de uma boa negociação com os Sindicatos, que na realidade é comandada pelo LULA.

Anônimo disse...

Não votei no Lula e confesso que só o nome dele já dá gastrite. Quanto a cesta de porcarias que querem empurrar sou contra. Entendo que devemos EXIGIR pelo que pagamos. Passar a bola para empresas de transporte e outras porcarias não interessa. Esse governo é cara de pau. Por que não fazem o mesmo com os deputados quando querem viajar.... que vão de õnibus!!!! Insisto nas PLs do Senador Paim.

Anônimo disse...

Mas, pelo amor de Deus, o que estamos vivendo? Um verdadeiro filme de terror! Sim, pois, quando se trata do povo reinvidicar o que é seu, aí a coisa não acontece..."vai comprometer o orçamento da união". Como assim? E quando é para aprovar reajuste e outros benefícios para esses caras de pau dos políticos, a aprovação é imediata. Daí esse gentalha corre para aprovar. Tudo dá certo, e geralmente na calada da noite.
Ora, compatriotas brasileiros, se não houver um levante nacional de verdade e não tirarmos essa cambada de ladrão, sacanas e vagabundos, esse país não sai do chão frio do abandono social.
Avante!
Não temos que negociar nada com eles. Forçamos a aprovação das PLs do Paim.
O resto é só pra eles rir da nossa cara...
Jose Antonio,aposentado,uma voz solitária.

Marconi disse...

E os aposentados por invalidez permanente, mesmo não tendo idade um pouco mais avançada, para se fazer merecer alguns termos do possível acordo? Não leio nada sobre isso. O aposentado por invalidez permanente é o que mais gasta em medicamentos e serviços médicos em geral.
Abraços
Marconi

Anônimo disse...

a alegação de que não tem orçamento
é falha,pois foram feitas obras milionárias com os recursos da pre
videncia,e agora está faltando para
pagar a merecida aposentadoria de
quem trabalhou contribuio,e tem que
ficar esperendo pela boa vontade de
deputados que nada entende do que
se passa no reino da dinamarka,eles
querem é midia para as proximas ele
ições,infelismente estamos no brasil,paraiso da corrupção ta aí o
presidente do senado sendo protegido por todos os corruptos da
politica brasileira,e ainda tendo a maior cobertura da midia nacional
que tambem tem sua parcela de culpa
ninguem pode negar.