Um Factóide?

Reprodução da Editora Abril



















A Capa de Veja desta semana, sataniza o ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato à presidência da República, Anthony Garotinho.
Um político forjado, segundo a publicação garante, com longa trajetória de fatos obscuros.

Foto: Renato Homem













Garotinho reuniu a Imprensa e declarou na tarde deste domingo, que fará uma greve de fome, por tempo indeterminado em protesto contra o que considera mentiras sórdidas patrocinadas pelo sistema financeiro, os bancos e a grande mídia, liderada pela Globo e pela Veja, com o incentivo do governo Lula.

Foto: Blog do Noblat













E na seqüêcia dos fatos, o presidente falou mais de três, dos oito minutos que tinha direito em Rede Nacional que o Petróleo é nosso.
Viva Lula! Viva a Veja! "Viva" Garotinho!


E você. O que é? Liberal ou Conservador?

Estarão os conservadores mais lúcidos do que os progressistas?

Na revista Caros Amigos

Saudades dos bons tempos nos EUA

por Renato Pompeu

Diz o professor da Unicamp João Manuel Cardoso de Mello, um dos mais conceituados economistas do Brasil, que "os conservadores mentem muito menos do que os liberais". Daí a importância do verdadeiro réquiem a uns Estados Unidos hoje defuntos publicado na revista The American Conservative, a 13 de fevereiro, pelo escritor James Howard Kunstler. Ele lembra dos anos 1950 como a Idade do Ouro nos Estados Unidos, afirmando que então e lá se observou a maior igualdade entre as classes na história humana, maior do que na União Soviética, em que segundo ele a elite burocrática estava mais longe da massa popular do que a elite americana. Pela primeira vez, lembra, as ocupações com o lazer superaram as ocupações com o trabalho. Isso era baseado no pleno emprego e na maior produtividade dos Estados Unidos, então o grande supridor de bens para os mercados mundiais.

O Blog diz: "Não sou gado para ser rotulado "

Pensadores

Da Coluna Radar, assinantes da Revista Veja.
Petróleo e comunicação
A auto-suficiente Petrobras abriga 352 funcionários trabalhando em seu departamento de comunicação institucional.

Moral da Nota: "Mais vale duas (?) cabeças pensando, do que uma."

Virando as costas ao desenvolvimento

A turma do Greenpeace direciona seus esforços, traduzidos em milhares de dólares doados pelas Casas Reais européias, empresas multinacionais anglo-americanas e outros conglomerados, por razões de mercado as quais laicamente representa sob o midiático discurso da preservação ambiental.
Há no processo muito mais em jogo do que o seria a preocupação normal dos interessados locais, no caso das regiões onde a super-Ong atua, e particularmente, onde a soja chegou.
Antes de Santarém, no oeste do Pará, a crise no município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso é patente.
Segundo reportagem da Radiobrás (leia aqui) – Quem anda pelas ruas asfaltadas e arborizadas da cidade de Lucas do Rio Verde, pulverizado no início de março por uma nuvem de agrotóxicos, pode ver os sinais da riqueza produzida pelo agronegócio. Carros e caminhonetes do ano, modernas agências bancárias, comércio variado e grandes silos e armazéns das maiores empresas exportadoras de produtos agrícolas. Prédios públicos novos e bem conservados, postos e centros de saúde, escolas de todos os níveis com amplas e completas praças esportivas e inclusive uma faculdade. O município ocupa o segundo lugar na lista dos maiores produtores de grãos do Brasil, só perde para o seu município vizinho, Sorriso (MT). Lucas tem 25 mil habitantes e uma das maiores taxas de crescimento demográfico do país. Sua população cresce em torno de 12% ao ano. Segundo o índice da Organização das Nações Unidas (ONU), que mede a qualidade de vida, Lucas é o terceiro melhor do estado Mato Grosso, o sétimo melhor do Centro Oeste e o 247o do Brasil. Isso com apenas 16 anos de emancipação político-administrativa. Lucas colheu na atual safra 750 mil toneladas de soja numa área plantada de 230 mil hectares e já plantou o milho da safrinha em 100 mil hectares e ainda tem algodão plantado em outros 6 mil.
A chuva de agrotóxicos que a matéria reporta é uma caso isolado. Um erro operacional.
Mas, se a população de Santarém não quiser as vantagens do desenvolvimento oriundo do agronegócio: paciência.
Caso contrário, basta cobrar como santarenos que são, os governos; fiscalização na utilização e ordenamento do solo. A população o faz?
Cadê o Incra? Cadê o Ibama? A Prefeitura está de férias? O governo do Estado em recesso?
Francamente não dá para aceitar que brasileiros, aqueles cooptados pelo Greenpeace, pensam que estão fazendo um bem ao Pará, à Amazônia e ao Brasil.
Que brasileiros são estes? Talvez o sejam só de batismo.

Amazônia: esta ilustre desconhecida

AMAZÔNIA: REGIÃO ESQUECIDA
Por: Val-André Mutran
A questão arrasta-se certamente desde que o Brasil "libertou-se" de Portugal com a proclamação da Independência da República, talvez, antes, muito anos antes do próprio descobrimento do novo Continente.
O fato relevante é: quanto custa aos brasileiros manter a preservação da Amazônia, ou, quanto vale a Amazônia se nela efetivamente o Brasil pudesse por um preço?
Parece à primeira vista, temas irrelevantes? Não são.
Com os avanços nas negociações em instâncias internacionnais próprias as quais o Brasil e os países vizinhos que possuem grande parte de seu território na chamada Amazônia Sul-Americana, os protocolos diplomáticos ainda são, na minha ótica, absolutamente desproporcionais à importância que a região deveria ter e não tem.
Os críticos podem alegar que o Brasil, com suas representações na OEA, ONU e OTCA , esta última, com relevância implícita à integração da Amazônia e composta pelas Repúblicas da: Bolívia, do Brasil, da Colômbia, do Equador, da Guiana, do Peru, do Suriname e da Venezuela, vislumbram como signatários do tratado a importância que para cada uma das partes têm sua respectivas regiões amazônicas como parte integrante do seu território.
Uma série de três artigos publicados na última edição do site Observatório da Imprensa, afirma que a Imprensa não vem cumprindo com o seu papel diante de tão relevante tema.
Nos artigos: Por que só americano entende de Amazônia, do jornalista Montezuma Cruz; Mitos da imprensa sobre a Amazônia, do jornalista Paulo França e Imprensa da Amazônia se ausenta, da pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e editora de notícias da revista ComCiência, Germana Barata, revelam alguns pontos cruciais sobre essa abordagem.
No mais, assistimos o avanço do interesse internacional na área pelas "beiradas", em direção ao "centro", à medida que o governo brasileiro, evidencia cada vez mais, sua intercolaboração com o movimento ambientalista-indigenista internacional, que, por sua vez, já não consegue mais ser ocultado por trás das supostas boas intenções dos mentores e militantes do movimento. A cada dia, emergem novos fatos que evidenciam a natureza política, misantrópica e antidesenvolvimentista de grande parte das iniciativas de “proteção do meio ambiente”, em especial as referentes à Região Amazônica (leia mais aqui). Dois deles, divulgados na semana passada, são emblemáticos. Em 19 de março, o jornal londrino The Sunday Times publicou uma reportagem com o sugestivo título “É minha floresta, agora. Sem mais exploração de madeira” (reproduzida n’O Estado de S. Paulo do dia 21 com o título “Ricos criam o colonialismo verde”). O texto se refere a uma nova “moda” de milionários britânicos, que estão comprando grandes extensões de terras em países do Terceiro Mundo, para “impedir que as árvores sejam cortadas”. Parece piada, mas não é.
O deputado tucano Anivaldo Vale (PA), enviou ao então ministro da Educação, Cristovam Buarque, requerimento solicitando a inclusão do tema Amazônia, em caráter obrigatório, no currículo escolar de todos os níveis de ensino. O pedido caiu no esquecimento sintomático.
Vale justificou sua proposta de maneira singela: "A nossa Amazônia ainda carece de melhor conhecimento em todas as suas complexas dimensões, tanto da parte de cientistas profissionais e da população em geral, como por parte de crianças e jovens estudantes".
Após a assunção de dois ministros da Educação ao poder, o deputado não recebeu resposta até agora.
Isso é o Brasil.

Mais um!

Advogado que pediu impeachment de Collor em 92 pede o de Lula
LÉO GERCHMANN
da Agência Folha, em Porto Alegre

O advogado e professor de direito Sérgio Borja, 56, repetiu, às 16h20 desta sexta-feira, um gesto do qual fora pioneiro no dia 14 de julho de 1992. Tal como naquela data em relação ao ex-presidente Fernando Collor, Borja enviou o pedido de processo por crime de responsabilidade contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo pode resultar no impeachment presidencial. Em relação a Collor, o impedimento ocorreu posteriormente.
O ato de Borja, na agência dos Correios da Avenida Carlos Gomes, foi cercado de simbolismos: para começar, o fato de ter enviado por Sedex, no correio. "Faço isso para mostrar que confio no correio, apesar de todo o aparelhamento que fizeram nele", diz.

Até mais
















Foto: Waishington Luis Posted by Picasa

As barcaças















Foto: Marcus Vinícius
R
io Araguaia, Conceição do Araguaia (PA) Posted by Picasa

É isso aí















Foto: Marcus Vinícius
As barcaças até então abandonadas em Conceição do Araguaia. Posted by Picasa



















Foto: Val-André
Em visita de trabalho à Eletronorte, o diretor de Tecnologia da empresa comentou para o BLOG que estranhou ao ler os clipping´s sobre os transbordos de ferro gusa da Cosipar na UHT/Tucuruí, vindos do Porto de Marabá, via barcaças operando numa articulação da Ahitar, leia-se Josenir Nascimento, em direção ao Porto de Barcarena.
"Não lí um só agradecimento do Luis Carlos (presidente da siderúgica) em reconhecimento à Eletronorte", disse o executivo.
Como o setor é a bola da vez da fiscalização do Ibama, e a Cosipar, a pioneira no pólo siderúrgico de Marabá, o reflorestamento que agora ameaça o setor, tinha que ter iniciado há vinte anos - quando da instalação da indústria, conforme reza a lei ambiental que não mudou.
Mas, mudamos de assunto. Posted by Picasa

Imaginem na Amazônia!

O trecho abaixo é extraído de artigo publicado no site O Eco.
Se lá está assim, imaginem na Amazônia?
A inoperância do Ibama
Os obstáculos são inúmeros. Por exemplo: o Ibama estabeleceu uma chefia na cidade de Imbituba, sede da APA. Até aí, tudo bem. Mas essa chefia não possui condições de trabalho. Apesar de o Ibama ter conseguido uma casa para instalar esse grupo – graças à insistente mobilização da IWC/Brasil, que obteve junto à Prefeitura Municipal de Imbituba a cessão gratuita do imóvel – esta continua sem a mínima infra-estrutura, que deveria ter sido providenciada pelo órgão. Hoje, a equipe que trabalha na APA resume-se a uma chefe, um analista ambiental e uma pessoa de apoio administrativo – isso para gerir e fiscalizar uma unidade de conservação que, vale a pena lembrar, tem mais de 156 mil hectares de área. São 52 mil hectares aos cuidados de cada um.
E esse sequer é o maior dos problemas enfrentados pela APA. O pior deles é que a APA ainda não possui um plano de manejo. Sem ele, nada pode ser feito em uma unidade de conservação. E o que é ainda mais grave: nada pode ser proibido. Esse plano, segundo a Lei 9.985/2000, que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), deve dispor sobre a UC em si, os corredores ecológicos e a forma como ela se integra à vida econômica e social das comunidades vizinhas. E tem que ser elaborado no prazo de cinco anos a partir da data de sua criação.
Há, portanto, disposição legal que obriga o Ibama – órgão gestor da APA da Baleia Franca – a elaborar o seu plano de manejo em um prazo que, diga-se de passagem, estende consideravelmente os limites do razoável. Esse prazo expirou em setembro do ano passado, quando a APA completou cinco anos de inexistência. E, segundo informações dadas pelo próprio Ibama ao presidente da IWC/Brasil, José Truda Palazzo, colunista de O Eco, a elaboração desse plano sequer tem data certa para começar. A justificativa: falta de dotação orçamentária. Enquanto o dinheiro não vem, a APA vem sofrendo pressões de todos os lados. Invadida e mal utilizada a cada dia que passa indefesa e desarmada.

Chuva forte

Defesa Civil envia a oito estados avisos sobre chuva forte e mar agitado

Brasília - A Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, enviou avisos hoje (24) para os estados do Amapá, Bahia, Maranhão, Pará e Piauí, com o objetivo de prevenir sobre a ocorrência de chuva forte. A previsão vale até amanhã (25) para o litoral baiano.
A população, segundo a Secretaria, deve evitar permanecer em áreas sob risco de alagamento e de deslizamento de terra e pedras.
Já para os estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro seguiram alertas de mar agito com ondas de até 4 metros. Por causa dessa previsão, que também vale até amanhã, a Secretaria desaconselha o tráfego de pequenas e médias embarcações.
A Secretaria informa que os avisos foram orientados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Com informações do Ministério da Integração Nacional

Alerta de chuva forte no Norte

Segundo alerta do setor de monitoramento climático da Secretaria Nacional de Defesa Civil, vai chover forte no Norte. Portanto, previnam-se.

Lenha na fogueira

Procurador e OAB constrangem Lula no STF
Do site Congresso em Foco
A crise política dominou ontem os discursos feitos na posse da ministra Ellen Gracie na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), submetendo o presidente Lula a um indisfarçável constrangimento. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que no último dia 30 ofereceu ao STF denúncia contra 40 pessoas por envolvimento com o mensalão, disse que nenhuma autoridade tem poderes ilimitados nem está imune a investigação e responsabilização por seus atos.

Tornar-se vegetariano

Tornar-se vegetariano. Seria mesmo parte do "Plano das Seis Etapas Para a Mudança do Comportamento"?

Segundo o fragmento abaixo seria.

Um dos denominadores comuns dos grupos ocultistas de todas as eras é que ensinam e seguem uma dieta vegetariana. Hitler era um vegetariano fanático. A religião da Nova Era ensina o vegetarianismo. Grande parte da feitiçaria, tanto Branca quanto Negra, ensina o vegetarianismo. Hoje, grandes esforços de todos os tipos de grupos ambientalistas, agências estaduais e federais, estão unindo esforços para nos convencer que não é saudável comer carne.
O governo federal [EUA] está fazendo um esforço sério, por meio da regulamentação excessiva, com base em temores infundados. Lembra da "Doença da Vaca Louca" na Inglaterra? Aquele temor provocou o sacrifício de dezenas de milhares de cabeças de gado, embora o número real de vacas que realmente tinham a doença era somente 10! Sempre que você vir um artigo atacando o consumo de carne, ou sobre a falta de condições sanitárias adequadas nos abatedouros e nas indústrias de processamento de carne, simplesmente compreenda que está vendo a operação do Plano da Nova Ordem Mundial para modificar o estilo de vida de todos na terra para uma dieta vegetariana.
Autor: David Bay
Tradução: Jeremias R D P dos Santos
Você acredita nisso?

Estado de alerta em Santarém para o Dia do Trabalho

MPF pede segurança para evitar confronto

Do BLOG do Jeso
O Ministério Público Federal enviou ofícios para a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e à Prefeitura de Santarém solicitando reforço de segurança para as manifestações do Dia do Trabalhador, 1° de maio.
Os procuradores da República no município, Renato Rezende Gomes e Felipe Fritz Braga, demonstram preocupação com a informação de que estão programadas para o mesmo dia tanto passeatas dos movimentos populares quanto de madeireiros, pecuaristas e sojeiros.
"Receia-se que o clima que impera diante de interesses opostos importe em violência, confronto no espaço público", assinalam os ofícios encaminhados no dia 28 de abril às autoridades de segurança da região.
"As duas manifestações programadas para o mesmo horário - 15h - vão reunir manifestantes com reivindicações e preocupações diametralmente opostas. De um lado, trabalhadores urbanos e rurais e ativistas de ONGs, que defendem os direitos de ribeirinhos e discordam da implantação de monoculturas na região.
Do outro, produtores rurais, plantadores de soja, madeireiros e pecuaristas que acusam as ONGs de atenderem a interesses internacionais obscuros e defendem a produção agrícola. O embate, entre duas propostas de desenvolvimento para a Amazônia, têm tomado as ruas de Santarém na forma de adesivos que pedem a expulsão do Greenpeace da região.
Do lado oposto, entidades populares pedem o controle sobre o avanço da soja e da extração madeireira. Por isso o pedido de segurança e atenção reforçada para as manifestações de 1º de maio".
Nota da Procuradoria da República/Pará - Helena Palmquist

A Máfia Verde

Do Blog do Jeso.
Aperta o cerco contra as investidas do Greenpeace em Santarém.
Há opinião pró e contra o movimento da mais poderosa ONG do mundo, bancada por gente que se o leitor souber, lhe cairá o queixo (Leia o livro a Máfia Verde), em Santarém.

O Tempo e o Vento

Se só agora; leia nota do Repórter 70 (O Liberal de hoje):
"A Prefeitura vai entregar nesta segunda-feira a escritura pública que garante à Arquidiocese de Belém a propriedade legal do terreno onde está construída a Basílica de Nazaré. O processo de legalização do terreno, avaliado pela Codem em R$ 1,6 milhão, começou no final do governo Edmilson Rodrigues. Impedido pela legislação de doar o terreno à Arquidiocese, o prefeito estabeleceu então que a Igreja só pagaria 10% do valor, em 48 parcelas, o que vinha sendo feito".
Vocês imaginem quando a situação de regularização fundiária e dos terrenos urbanos do Pará será resolvida.
Talvez só com a Graça de Deus. Porque a dos homens. Haja boa vontade!

Entrevistas: Lula e Alckmin

Ouça aqui na rádio CBN as entrevistas do presidente Luis Inácio Lula da Silva e do pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, ainda há pouco em São Paulo.
E só estamos em Abril.

Desabafo

Nota enviada pelo Luiz Carlos Tremonte, vice-presidente do Simaspa, aos parlamentares sobre o retrato da situação dos madeireiros paraenses.

O cerco se fechou e a população paraense não aceita mais os desmandos do IBAMA. Ainda não caiu a ficha para a imprensa e nem para o senado, pois o IBAMA através de memorandos internos feitos pelo Diretor de Florestas boicota claramente o TAC e desta forma desafia o Ministério Público Federal, que é a guardiã das leis, é a última porta que o cidadão brasileiro tem para exigir os seus direitos. Se o IBAMA e o MMA não queriam cumprir o TAC, que não o assinassem, que não criassem a expectativa de trabalho no povo sofrido do Sudoeste e Oeste do Pará. A instituição do MPF seguramente é uma das mais importantes em todo o mundo e ela não pode ser fragilizada desta forma para não cair no descrédito do cidadão brasileiro. O momento é agora, não dá para esperar mais. O Senador tem que tomar a tribuna e pedir uma CPI do IBAMA e das ONGs que mandam no MMA. Motivos temos de sobra, houve a ação Curupira, o Diretor de Florestas Sr. Hummel foi preso, solto e voltou ao cargo e o que aconteceu? O Sr. Marcus Barros está tendo muita dificuldade de se explicar na Controladoria Geral da União e no TCU, as contas não batem. Basta os senhores fazerem um levantamento e pegarem inúmeras matérias de jornais para verificarem. Agora vejamos a situação das ONGs, que mandam e determinam o que o MMA tem que fazer. Seria natural que estes órgãos teriam na sua diretoria algum madeireiro que vive no cerne da questão, mas na verdade o que têm são diretores vindos de ONGs, exemplo: João Paulo Capobianco (SOS Mata Atlântica), Flávio Montiel (Greenpeace) e muitos outros mais. Gostaríamos que estas ONGs nos respondessem o seguinte: - Quantos empregos diretos e indiretos eles oferecem no Brasil? - Quanto que eles pagam de impostos? - Qual é a renda que eles geram ao país? - Qual o social que eles fazem? - De onde vem e como vem o dinheiro deles? Na verdade, a maior parte destas ONGs têm um único interesse: Esvaziar a Amazônia por puro interesse internacional e infelizmente o IBAMA e o MMA ficaram contaminados. Senador Flexa Ribeiro, sugiro que o Sr. entre em campo hoje, imediatamente colhendo assinaturas para esta CPI e é importante ressaltar que não queremos usar isto como forma de pressão ou de barganha para que o governo cumpra o TAC, mas queremos sim que esta CPI vá fundo. Vejamos o exemplo da soja trangênica, mesmo a Ministra Marina Silva tendo sido contra, ela foi obrigada a assinar um TAC por 10 anos, apoiado pelo MPF e neste caso o IBAMA não boicota. O nosso TAC foi feito nas mesmas condições, PORTANTO ELE DEVERIA SER RESPEITADO E CUMPRIDO. Há 3 anos que nós estamos implorando pela legalidade, pela aplicação do Projeto de Manejo Sustentável que significa a perenidade da floresta e apoiamos o PL de Gestão Florestal que da forma em que vem sendo conduzido é fadado ao fracasso. E mais uma vez quem vai pagar a conta é o Setor Madeireiro. Gosto muito de falar sobre fatos, a monstruosidade e a maldade aplicada ao nosso povo do Pará e ao madeireiro demonstra o quanto somos pacíficos, pois nunca houve um incidente sequer. O Governo Lula garantiu antes de se eleger, que cumpriria todos os contratos assumidos pelos governos passados e é verdade, ele tem assumido. Pagou o FMI antecipadamente, paga uma fortuna de juros, MAS O CONTRATO MORAL ASSUMIDO POR GOVERNOS ANTERIORES QUE SEGUIA O SEGUINTE SLOGAN: “INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR” e levou o povo a habitar ao longo da BR163 e da Transamazônica, povo desbravador e trabalhador, e que o governo deseja agora que desocupem a Amazônia. Para este povo o que o Governo Lula reservou foi: fome 100%, desemprego 100%, miséria 100%, auto-estima zero e tirou o direito de sonhar. Não ofereceu estrada, hospitais e escolas. E estas pessoas que estavam empregadas o que lhes foi oferecido hoje é uma tenda na beira da estrada e espera por uma cesta básica que o governo federal jamais manda. Não é possível assistir tamanha injustiça e desumanidade calado. O Setor Madeireiro é o único capaz de perenizar a floresta, pois ele precisa da floresta em pé, ele não faz o corte raso, não põe fogo e não devasta. A mentira jamais vence a verdade, ela prospera por algum período e não tenho dúvida que a verdade vencerá no final e que o madeireiro será considerado o herói da Amazônia. Para concluir: somos a favor dos PDSs, temos propostas para fazer a melhor reforma agrária e que ficará na história do país e eu pergunto: por que o MMA boicota? Por que as terras indígenas demarcadas, que já somam 120 milhões de hectares e que desejam fazer projetos de manejo sustentáveis, o IBAMA boicota?

Globe Trotter













Foto: Divulgação
"Massagem em um das tendas do Spa Dior"

Para quem gosta de viajar. Aconselho.

Por: Antonella Salem

O cenário é paradisíaco: uma pequena península entre duas aldeias de pescadores em Santa Catarina. À disposição, infra-estrutura de um resort cinco-estrelas e serviço personalizado de uma exclusiva pousada. Apenas 20 bangalôs equipadíssimos (alguns deles com piscina tratada com água do mar e jacuzzi), praia particular, carrinhos elétricos para circular pela propriedade... Assim, o Ponta dos Ganchos Exclusive conquista hóspedes fiéis desde a inauguração, há quatro anos. E coleciona elogios e notoriedade internacional. Já foi eleito, por exemplo, um dos 50 lugares mais românticos do mundo pela revista especializada Travel + Leisure. Também, pudera, casais têm a chance até de jantar em um charmoso gazebo numa ilhota próxima.

Tantas maravilhas resultaram numa grande conquista: o recente reconhecimento por parte da conceituada associação francesa Relais & Chateaux. O grupo que reúne pequenos hotéis e restaurantes acaba de incluir o Ponta dos Ganchos em sua famosa coleção e deu ao hotel seu selo que qualifica 5 C's: Cortesia, Charme, Caráter, Calma e Cozinha. No Brasil, além do Ponta dos Ganchos, há somente mais um Relais & Chateaux, o Rosa dos Ventos, nas montanhas de Teresópolis (RJ).

Outra novidade de grife francesa é o spa da marca Dior. Isso mesmo. Lançado no último verão, são três tendas montadas diante do mar, com direito a uma visão espetacular, projeto da representante da marca no Brasil, Marisandra Matsumoto. Todos os tratamentos, naturalmente, são feitos com produtos Dior. Entre eles, esfoliação e hidratação corporal e massagem nas mãos. O paraíso, sem dúvida, é aqui.

www.pontadosganchos.com.br.
O hotel dispõe de heliponto e não aceita menores de 18 anos.

O eco do Eco

Gritaria localizada
Por: Manoel Francisco Brito
Quanta diferença um ano novo às vezes faz. Por essa época, em 2005, nem os madeireiros que exploram os recursos naturais da floresta amazônica legalmente queriam ouvir falar do governo por conta do que classificavam de excesso de burocracia e fiscalização para liberar seus planos de manejo na região. Era o prenúncio de ano ruim para o setor. E foi. Nem as madeireiras certificadas escaparam. O Ibama não soltou seus Planos de Operação Anual (POA) e elas não puderam cortar praticamente nada da mata. No segundo semestre, sem madeira para trabalhar no pátio de suas serrarias, demitiram empregados e aumentaram o seu grau de mau humor com o governo. Algumas operaram graças apenas à liminares obtidas na Justiça.

Ao Deus Komunik Assão

Do BLOG do Moreno
Estive sumido por problemas técnicos: virus nas minhas ferramentas de trabalho. Mas vamos aos fatos:
1-- As atenções estão voltadas para o encontro do PT com a pré-formalização da candidatura Lula que só não foi deflagrada para evitar problemas com a justiça eleitoral.
2-- César Maia tem pesquisa com amostragem gigante mostrando que na zona sual do Rio Heloisa Helena está tecnicamente empatada com Lula. César Maia anda se atritando com Tasso Jereissati. Essa aliança vai mal, mas vai mal demais.
3 -- As coisas estão pegando tanto pelo lado do Garotinho que até gente do peito tá abandonando o ex-governador.
4 -- Zé Dirceu, o articulador, tá botando pra quebrar em cima do PMDB. Ele tem conversado muito por lá.
5 -- Jáder Barbalho é uma espécie de Bin Landen, comanda o PMDB do seu esconderijo. Tem força de leão.
6 -- Candidato a governador que se preze não rejeita apoio de mensaleiros cassados, renunciados, anistiados ou sub judice. Que o diga Severino, ex-fornecedor de bolo de rolo deste blog.
7 -- Jandira é a preferida para o Senado no Rio, segundo pesquisa de todo mundo, de tudo que é lado.
8 -- Lúcio Mauro Filho escreve bonito artigo no Globo de hoje sobre o vagão das mulheres. Excelente ator e agora revelando talento de cronista.
9 -- Ela esteve em Brasília. Por poucas horas, mas o suficiente para perfumar a cidade e encantar pessoas, do aeroporto ao local marcado. Não gostou da cidade. Prefere a dela, muito mais intensa, muito mais cosmopolita e provinciana ao mesmo tempo. Mas umidificou a cidade com a sua poesia flutuando no ar. Ela é o verdadeiro "Deus Komunik Assão" do CDA.

Poló Guseiro de Marabá

O setor guseiro do pólo de Carajás é a "bola da vez".
O aperto da fiscalização do Ibama foi definido pelo diretor de fiscalização do Ibama, Flávio Montiel da Rocha, em longa reunião ontemontem com o setor aqui em Brasília como: "Freio de Arrumação", tal qual os setores Petroquímico e de Geração de Energia já passaram.
Faz sentido: se o Ibama não fiscalizar vai se ver com o MPF. Um dos diretores do Ibama foi preso ano passado numa das operações da PF que combatia os "cupins" da Amazônia.
O Termo de Ajustamento de Conduta que se prevê a assinatura até o final do próximo mês, promete dá uma folga no aperto dado pelo Ibama para as indústrias se tornarem auto-suficientes na produção de carvão vegetal. Mas, não é solução.
Os guseiros como empresários estão se sentido numa das piores situações que um empresário pode se deparar: insegurança de matéria-prima. Culpa de quem?
Deles mesmos, claro. Que acharam um dia que no Maranhão e no Pará a lei era diferente. Pode até ter sido assim até vinte anos atrás, agora não.

Artigo visionário

E agora, José?
Waldemar Vieira Lopes

Consultor Técnico
Alguém se habilita a fazer algo em prol da classe madeireira, quanto aos desmandos a que é submetida já há longa data e agravados com ameaças de moratória, nova ferramenta do Ministério do Meio Ambiente para conter o "holocausto dos recursos amazônicos". Notável a sensibilidade do MMA quanto a desgraças plantadas por avessos ao desenvolvimento, alijando do processo produtivo a atividade geradora de riquezas, empregos e tributos; contudo; colocada numa encruzilhada sem horizontes a propósito de atitudes impensadas e unilaterais, cassando-lhes direitos constitucionais de trabalhar e gerar receita, num clima de terror e injustiça.
Mais uma vez o setor é vítima da ineficácia do órgão regulador da atividade em separar o "joio do trigo". A quem caberá o ônus pela previsível paralisação de fábricas, a conseqüente inadimplência quanto à energia elétrica; impostos federais/estaduais/municipais, passivo trabalhista, posto de combustíveis, autopeças, oficina mecânica, borracharia, parcelas de equipamentos, supermercado, restaurante, farmácia, hospital, papelaria, suprimentos de informática, engenheiros florestais, custos dos Projetos de Manejo, parcela de reposição florestal, as inúmeras taxas do Ibama, compromissos gerais assumidos, e outros e outros. Difícil explicar aos clientes dos mercados interno e externo, descumprimentos de compromissos firmados com a antecedência necessária.
Será que os governos Federal, Estadual, Municipal e o IBAMA vão assistir placidamente a quebra da indústria madeireira no Brasil, sem que movam um só dedo para dar um basta a teorias antidesenvolvimentistas e catastratofistas. Cego discurso que seduz prometendo o paraíso, mas que leva ao inferno do aumento das desigualdades sociais, colocando o setor madeireiro a mercê de provocar o maior desemprego visto na região amazônica, em virtude da total insensibilidade do MMA, preocupado em resolver problemas ambientais criados por nações desenvolvidas, à custa da miséria social imposta à sofrida população dos estados amazônicos, grande parte formada por migrantes que deixaram suas regiões em busca de um sonho de melhores dias.
A sonhada paz no campo não se consegue com ameaça de moratória e com projetos mirabolantes divulgados como solução ao desmatamento, cujo efeito colateral é sua completa estagnação. Remédio inadequado além de matar o carrapato, mata também o animal. Caminhamos para o "Gran Finale" do planejamento visando jogar 100% da atividade madeireira no calabouço da ilegalidade, extinguindo um setor responsável por uma das maiores fatias do PIB amazônico.
"Prendam os bandidos ambientais", "desenvolvimento não se obtém à custa da motoserra assassina", "temos que salvar o pulmão do mundo", "insustentabilidade", "fábrica de desastres ambientais chamada Brasil", "ineptos brasileiros não são capazes de administrar uma Amazônia tão frágil", são apelos emocionais estampados como cortina de fumaça impedindo a visão de realidade nua e crua:
* Que empresário madeireiro algum tem como objetivo dizimar a floresta, fonte de matéria prima necessária à perenidade do negócio florestal.
* Que o madeireiro é o verdadeiro e legítimo guardião da floresta, pois dela depende seu futuro.
* Que é notória a confusão entre posse com grilagem, colocando em dúvida 500 anos de ocupação, já que a posse sempre antecedeu o domínio.
* Que a madeira de desmatamento também é legal, respaldada pela legislação brasileira e limitada em 20% para área de florestas.
* Que madeireiros fazem reposição florestal de toda madeira adquirida através de Autorizações de Desmatamento à razão de 8 (oito) árvores por cada metro cúbico adquirido.
* Que se as florestas convertidas não forem utilizadas se transformarão em cinzas.
* Que esse código florestal suicida, fez com que milhões de castanheiras agonizassem por entre pastagens visíveis ao longo de nossas rodovias e outras espécies virão.
* Que caos fundiário não se resolve com interdição de milhões de hectares de áreas produtivas e nem com a criação de mais um serviço florestal.
* Que devemos dizer "sim" a desburocratização do sistema.
* Que "não" devemos apoiar rituais complexos para uso do recurso florestal, o que leva ao aumento da ilegalidade e ao risco da região arder em chamas.
* Que é visível o avanço da ideologia ambientalista como fator inibidor ao processo de desenvolvimento econômico do país, atingindo todos os setores produtivos e prejudicando inclusive, a necessária e correta proteção ao meio ambiente pela falta de sintonia e normas claras de ordenamento do setor produtivo.
Esse país é feito por gente pacata e de boa índole, pois em nenhum outro lugar do mundo alguém conseguiria emplacar um discurso de engessamento de um produto reconhecidamente renovável e de suma importância para o equilíbrio da sua balança comercial. Diariamente se tem acesso a pareceres contra qualquer iniciativa de desenvolvimento, principalmente na Amazônia, erroneamente eleita como santuário intocável, numa visão muito parecida com a Índia na adoração do boi ou da vaca.
A madeira é o material de construção mais antigo empregado pelo homem, que pode ser obtido em grandes quantidades já que suas reservas se renovam por si mesmas, tornando o material permanentemente disponível, desde que explorado e industrializado de forma racional. A madeira é que permitirá à região amazônica a evolução a que tem direito, o crescimento da qualidade de vida e do poder aquisitivo do seu povo, pois não há como fazer manejo sustentado de uma mina de ferro ou de uma jazida de petróleo, uma vez esgotadas, esgotadas estão e os danos ambientais estão feitos.
O caminho para o futuro do segmento produtivo de madeira é por estrada de mão dupla, expurgando-se o preservacionismo inconseqüente, que leva a estagnação do uso racional e econômico de florestas, e remete-nos à exaustão de fontes não renováveis.
O caso recente do Mato Grosso empurra drasticamente o setor florestal para o ostracismo. Os Projetos de Manejo Florestal Sustentável, mesmos já vistoriados e os que deveriam ser renovados, não o foram por falta de CERTIDÃO DA FUNAI/BRASÍLIA, ratificando de que o projeto se encontra há um a distancia segura de eventual reserva indígena, documento cujo prazo de entrega tem se dilatado a algo em torno de um ano do pleito.
O não atendimento quanto à certidão impossibilita o trabalho no decorrer desta safra, consequentemente não haverá disponibilização de madeira oriunda de PMFS. Com a suspensão ou moratória, mesmo em Desmatamentos autorizados pela FEMA, árvores derrubadas não poderão ser transportadas por falta de documentação e poderão vir a apodrecer ou ser queimadas, contudo impedidas de alimentar a cadeia produtiva e consequentemente não haverá disponibilização de madeira de Autorizações de Desmatamento.
Paralelo a tudo isso o modelo vigente de reposição e a situação das empresas reflorestadoras indicam falta de disponibilidade de árvores para atender a reposição necessária ou deve onerá-la sobremaneira. Governabilidade é olhar para frente e não para trás e, remédio tardio não é remédio.
Para que se evite a quebra do setor madeireiro não se pode olhar para o retrovisor e sim, reabilitar todas as Autorizações de Desmatamento legais emitidas e renovar as eventualmente vencidas, emitidas dentro dos 20% conversão permitida pela legislação vigente e com reserva legal definida.
Viabilizar os Projetos de Manejo, voltando a exigir a Certidão Funai/Local, muito embora não seja solução e, tampouco a distancia não seja fator limitante a que se cometam crimes ambientais em Reservas Indígenas, o que se resolve com ações fiscalizatórias penalizando infratores e separando o joio do trigo e, jamais tirando o direito de que empresas decentes continuem suas atividades.
E mais um pequeno detalhe: "se alguém imaginar que tem pouco trigo a ser separado, não importa, pois sempre se pode iniciar uma nova semeadura".
Texto publicado em julho de 2005, antevendo desemprego e miséria na região amazônica

Reforma Já

Madeireiros acusam Ibama de descumprir acordo (leia aqui).
A matéria da Folha de São Paulo de hoje já foi repercutida anteriormente pelos grandes jornais da Amazônia. Venho há anos batendo na mesma tecla em dezenas de reportagens: os órgãos ambientais e fundiários do país precisam passar por uma profunda e transparente reforma.
Precisam em primeiro lugar depurar a alta tensão que os motiva: o conteúdo ideológico de seus técnicos. A maioria burocratas sem imaginação e preparo, onde a criatividade lhes falta no exercício da razão, o espírito é sofrêgo e a visão de mundo estreita. A porta sempre aberta para a corrupção, daí tantas operações da PF para recuperar e punir o irrecuperável.
A partir de então, de um depuramento necessário com a anuência da sociedade para discutir a reforma desses órgãos que não passam de representações pelegas da mão pesada de um Estado atrasado poderemos retomar os investimentos no setor.
Enquanto isso: desemprego, miséria, fome, violência e prostituição. Esse cenário na Amazônia interessa aos brasileiros?

Calendário Eleitoral

Para não esquecer:
5 de março - Último dia para o Tribunal Superior Eleitoral divulgar as instruções relativas às eleições de 2006.
3 de maio - Último dia para o eleitor fazer seu título de eleitor ou pedir transferência de domicílio.
30 de junho - Termina o prazo para a realização de convenções partidárias para a escolha de candidatos e definição das coligações.
1º de julho - A partir desta data, a três meses das eleições, os agentes públicos ficam proibidos de nomear, contratar, demitir sem justa causa, realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios e dos estados aos municípios.
5 de julho - Data final para registro de candidaturas no TSE.
Último dia para apresentar registro de candidatura aos cargos de presidente e vice-presidente da república (no Tribunal Superior Eleitoral) e de governador, vice-governador, senador,deputado federal, estadual ou distrital (nos tribunais regionais eleitorais).
6 de julho - Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. A propaganda se encerra em 28 de setembro. Os comícios ficam permitidos a partir desta data.
19 de julho - Último dia para partidos políticos registrarem seus comitês financeiros perante a Justiça Eleitoral.
1º de agosto - A partir desta data fica vedado às emissoras de rádio e televisão transmitir programas apresentados ou comentados por candidatos escolhidos em convenção partidária.
16 de setembro - Nenhum candidato poderá ser detido ou preso a partir desta data, exceto em casos de flagrante delito.
26 de setembro - A partir desta data e até 48 horas depois da eleição, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.
28 de setembro - Último dia da divulgação da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Também é a data final para a realização de debates e para a propaganda política em comícios.

Executiva Nacional remete à Comissão de Ética o caso Ademir Andrade

Falei à pouco com a Assessoria de Imprensa do PSB Nacional. Foi-me enviado a seguinte nota:
A Comissão Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro, surpresa, tomou conhecimento, pelo noticiário da imprensa, das acusações que pesam sobre o ex-senador Ademir Andrade, supostamente em razão de delitos que teriam sido cometidos no âmbito da Companhia Docas do Pará, presidida pelo ex-senador até março último.
Ao tempo em que reitera seu apoio à apuração desses feitos e de toda e qualquer irregularidade que envolva o interesse público, com a punição de todos os responsáveis após o devido processo legal, ressalta que não tem conhecimento, na longa vida pública e partidária do ex-senador Ademir Andrade, de qualquer ato que desabone.
Decidiu, por fim, a Comissão Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro determinar ao Conselho de Ética do Partido que apure de forma rigorosa e em regime de urgência os fatos imputados ao ex-senador Ademir Andrade.

Encruzilhada

Entre o Céu e o Inferno.
É a figura de linguagem perfeita para definir o que se passa em relação ao ex-senador Ademir Andrade, preso desde ontem por acusações de corrupção.
Como o BLOG adiantou, a executiva nacional do PSB decide hoje se Andrade permanece ou será expulso das fileiras da agremiação.
A nota de solidariedade da executiva estadual pode, em vez de ajudar, piorar muitíssimo a situação de seu presidente estadual.

Sigilo

O Ministério Público Federal acaba de pedir a quebra do sigilo bancário da Via Campesina, que invadiu a área da Aracruz Celulose (RS).
O MPF bem que poderia solicitar exatamente a mesma coisa ao MST no caso da invasão da Fazenda Peruano (PA).
No primeiro caso há suspeita de ajuda internacional.

Ademir diz que é inocente

Ex-senador diz que prisão feita pela PF foi "inexplicável e constrangedora"
da Agência Folha, em Manaus
"Contra mim não pesa abusolutamente nada." Assim definiu hoje sua prisão, durante a Operação Galiléia, o ex-senador Ademir Andrade, presidente regional do PSB, acusado de comandar um suposto esquema de corrupção na Companhia Docas do Pará.Por telefone celular, da cela em que estava preso na sede da Polícia Federal, em Belém, ele disse à Folha que sua situação era "inexplicável e constrangedora"."Eles [os agentes federais] entraram na minha casa às 6h da manhã, fizeram buscas, pegaram toda a minha documentação. Convocaram toda a imprensa, cheguei algemado, um negócio incompreensível", afirmou.

Prisão de ex-senador é notícia nacional

Começa a repercutir nacionalmente a notícia da prisão do ex-senador Ademir Andrade.

Ademir pode ser explulso do PSB

Em nota da executiva nacional do PSB, a direção do partido diz que poderá expulsar o ex-senador Ademir Anddrade, por considerar graves as denúncias da Polícia Federal sobre o suposto envolvimento dele em fraudes de licitações da Companhia das Docas do Pará.

Recapitulando

O ex-senador Ademir Andrade teve como cota-prêmio do governo federal a presidência da CDP por apoiar a candidata petista na reta final da campanha à eleição para o Governo do Estado. A hoje prefeita de Santarém, Maria do Carmo, perdeu a corrida eleitoral para o tucano Simão Jatene, mas Andrade ganhou a CDP com porteira fechada, cargo do qual se afastou para disputar ainda não se sabia o quê. Agora se sabe. São duas opções segundo fontes distintas.
"AA dificilmente terá a cara de pau de disputar alguma coisa", disse uma fonte aqui em Brasília.
"Agora mesmo é que AA disputará, se sair da cadeia, as eleições para deputado federal, para obter uma boa bancada, e garantir imunidade parlamentar dos crimes de que está sendo acusado", garante outra fonte.

Recuou

Como era de esperar e sem qualquer surpresa, a Agência Senado acaba de informar que o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, com base no regimento da Casa e em decisões anteriores da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), resolveu não dar prosseguimento ao requerimento do senador Almeida Lima (PMDB-SE), apoiado por 35 assinaturas, que propunha a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar fatos relacionados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prisão de Ademir repercute no Senado

O estrago está feito.
A prisão do ex-senador Ademir Andrade, presidente regional do PSB-PA, com lances de armas ilegais, dinheiro grosso em papel moeda estrangeira em sua residência, e mais de uma dúzia de altos dirigentes da CDP que caracteriza formação de quadrilha (crime inafiançável), deixou senadores e funcionários da Casa perplexos.
Conversei com um deles agora a pouco que lembrou a passagem de Ademir pela Casa. "Um dos melhores senadores que o Pará já teve. Autor da Lei que autoriza a expropriação dos bens de quem explora o trabalho escravo".
É isso aí.

A Lista

No 5a. Emenda a Lista:
Ademir Galvão Andrade - ex-Presidente da CDP;
Aldenor Monteiro Araújo Jr. - Diretor Administrativo-Financeiro da CDP;
Caritas Jussara Muniz Adrian - Supervisora de Faturamento da CDP;
Carlos Antônio Quadros de Castro - Exerce cargo em comissão na CDP;
Ericson Alexandre Barbosa - Presidente da CDP;
Evandilson Freitas de Andrade - R&A Construções e Comercio LTDA;
Hélia Sousa de Oliveira - Gerente de Gestão Portuária da CDP;
Jorge Luis Silva Mesquita - Telenorte Comunicações Comércio e Informática LTDA;
José Nicolau Waris - Cohelte Conexões Hidráulicas Instalações Elétricas e Telefônicas;
Marcos Antônio Barros Cavaleiro de Macedo - Gerente de Engenharia e Infraestrutura da CDP;
Maria de Fátima Peixoto Carvalho - Presidente da Comissão Permanente de Licitação da CDP;
Nelson Pontes Simas - Diretor de Gestão Portuária da CDP;
Paulo Geraldo Ramos Damasceno - Gerente Financeiro da CDP;
Ruy Carlos Barbosa de Mello - Contratado da CDP; também responsável pela empresa JGRM Assessoria e Representações LTDA;
José Canellas - Eico Sistemas e Controles LTDA;
Sílvio da Silva e Silva - Gerente de Informática da CDP;
Por falta de espaço na carceragem da PF, todos foram transferidos para o quartel do Corpo de Bombeiros.
O ex-presidente da CDP, ex-senador Ademir Andrade, está jurando pela Fé da Mucura que não tem nada a haver com isso, está sendo vítima de uma armação política e que é um anjo de honesto.

Desconstrução

Se o ex-senador Ademir Andrade, presidente regional do PSB no Pará não conseguir provar sua inocência no envolvimento como chefe da quadrilha da CDP que está sendo presa ao longo do dia de hoje em pelo menos dois estados na Operação Galiléia. A biografia construída ao longo dos anos como uma das maiores lideranças políticas do estado, está jogada na lama xafurdando junto aos porcos.
Os colegas e correligionários terão muito trabalho para ficar onde estão, acaba aí o sossêgo.
Formação de quadrilha é crime inafiançável.

Fora do baralho

Até tú Ademir (PSB)?

Esperar para ver

Entrevista no BLOG do Josias de Souza com o presidente da CUT, João Felício:
- O que acha da tese do impeachment?
Não consigo nem imaginar que um pedido de impeachment prospere.
- Caso prospere, haverá reação?
Se algum tresloucado do neoliberalismo avançar nessa direção, nós vamos reagir.
- A posição é consensual no movimento social?
A esmagadora maioria pensa assim. Não vamos aceitar isso pacificamente. Não seremos meros expectadores de ações golpistas, udenistas ou qualquer nome que se queira dar.
- A OAB analisa a viabilidade do impeachment. O que acha?
Espero que a OAB não entre com uma proposta dessa natureza. Falar em impeachment do Lula é loucura. Vai dividir o país.
- A denúncia do Ministério Público não repôs o tema em pauta?
Para pedir impeachment, precisa ter um fato muito concreto. Não pode ter ilação. Impeachment é coisa séria, não é como comprar rabanete na feira. Na denúncia do Ministério Público não aparece a responsabilização do Lula.
- Há uma articulação para se contrapor ao impeachment?
Nesta terça-feira, aqui na CUT, faremos uma reunião dos movimentos sociais. Estaremos nós, o MST, a UNE... Chamamos também presidentes de alguns partidos: o Ricardo Berzoini (PT), o Renato Rabelo (PC do B), o Eduardo Campos (PSB). É um encontro de análise da conjuntura política. E vamos tratar desse assunto.
- A causa é forte o bastante para levar gente às ruas?
Tenho certeza absoluta. Não vamos aceitar que aqueles que têm saudade do poder retornem desse jeito. Quem quiser o poder que vá às urnas. O Lula tem suporte popular. Se for preciso, vamos provar isso. Quem tentar vai dar um tiro no pé.
- O feitiço do impeachment pode virar contra os feiticeiros?
Vai virar. Vai ficar clara a tentativa de derrubar um presidente que tem um olhar para o social muito mais avançado do que qualquer outro presidente na história.
- Qual a capacidade de mobilização dos opositores do impeachment?
Só a CUT tem 3.300 sindicatos filiados. Temos uma base de associados de 7,2 milhões de trabalhadores. No nosso caso, não será uma reação da CUT, como instituição. Quem não aceita é a militância sindical.
- Até onde vai o apoio da CUT ao governo?
Ninguém determina as opções da CUT. As nossas postulações, a nossa agenda são determinadas pela CUT. Somos contra, por exemplo, o superávit fiscal do governo Lula. Mas achamos que, para chegar aonde a gente quer, o Lula é o mais adequado. No mundo do trabalho, ninguém vai nos provar que a coisa piorou. Temos provas concretas de que melhorou. O Lula, para o que a gente quer, é melhor do que o FHC ou o (Geraldo) Alckmin, que vai radicalizar o que o Fernando Henrique fez.

Ibama e o desemprego

Ibama, mais uma vez, no Diário do Pará de hoje.
A região da Transamazônica já contabiliza dados alarmantes em relação ao desemprego conseqüente da falta de matéria-prima para a indústria madeireira. Só no município de Altamira, de acordo com a Associação das Indústrias Madeireiras de Paragominas - Aimat, estão ocorrendo 20 a 25 homologações diariamente, porque mais de 50% das empresas encerraram suas atividades. Leia mais aqui.

Siderúrgicas ameaçadas

São milhares de empregos e alto risco de demissão.
Acusados pelo Ibama de devastação ambiental, o setor do Pólo Siderúrgico de Carajás (Pará e Maranhão) acumula multas que possivelmente, deve lhes afetar a súde financeira e reduzir a produção deste ano de ferro-gusa, adiando o planejamento para a implantação de um aciaria na região.
Culpados: os dois lados da moeda, Ibama e os próprios empresários. Leia mais em O Liberal aqui.

Blog do Freire

O impeachment se impõe
Começamos a discutir, no PPS, o impeachment do presidente Lula, que apoiamos na última eleição e em muitas eleições do passado. Não temos a exclusividade da decepção. Tal qual milhões de pessoas, estamos nos sentindo lesados, passados para trás. Não é, no entanto, o sentimento da desapontamento que nos move nessa discussão do afastamento de Lula. Nos move a lei, a Constituição, os fatos, a denúncia da Procuradoria Geral da República, a indignação, o compromisso com a verdade, com o futuro, com as instituições, com a democracia. Nos move a preocupação com o Brasil pós PT, pós mensalão, pós Silvinho-Delúbio-Sereno-Valério-Duda, pós corrupção dessa gente que se autodenominou de esquerda desde a década de 1980. É tempo de pensar no que vamos fazer com as conclusões a que chegaram a CPI dos Correios e a PGR. Varremos para debaixo do tapete e saímos de fininho? Fingimos que nada está ocorrendo, tapando os olhos e xingando os que enxergam, como fazem tantos arrogantes militantes petistas? Não é o que o PPS está disposto a fazer. Acompanhamos Lula em muitos momentos de nossa história. No pântano por onde ele decidiu andar, há muito já largamos sua mão. Quando o governo Collor atolou-se na corrupção, não titubeamos em apoiar o impeachment. Fomos os primeiros. Por que seremos complacentes coma corrupção de Lula? Não há notícia nas democracias modernas de uma denúncia tão contundente quanto a do procurador Antônio Fernando Souza. Similar, só a operação mãos limpas, na Itália. O principal acusado - primeiro ministro - foi obrigado a fugir para o exílio. Os partidos envolvidos acabaram. Que faremos nós com os petistas mãos sujas que colocamos no poder? Estou defendendo o impeachment como instrumento democrático que um dia usamos para afastar Collor. Lula está implicado em crimes de responsabilidade previstos nos artigos 85 da Constituição. É evidente que o mensalão atentou contra o livre funcionamento do Poder Legislativo, conforme está previsto no inciso II (nem de longe me passa pela cabeça que o presidente não sabia da existência desse esquema). Com o libelo acusatório do procurador, está claro, ainda, que a conduta de Lula incorre também no inciso V, que se refere à improbidade administrativa. Também afrontou o inciso III, quebrando ilegalmente o sigilo de um brasileiro,o que tipifica atentado a direito fundamental do indivíduo. Não podemos fazer cara de paisagem, como dizem os jovens. Esse assunto nos diz respeito, sim. A partidos, sociedade, cidadania, a todos a quem interessa o Brasil. Não nos é permitida a omissão.

Florestas Públicas

Leia as considerações da carta (abaixo) enviada aos parlamentares sobre a nova Lei de Gestão de Florestas Públicas.
Rio de Janeiro, 10 de abril de 2006.
Exmos(as) Srs(as) Senadores(das)
Exmos(as) Srs(as) Deputados(das)
Constitui dever cívico de todos os brasileiros a defesa da integridade do território nacional, do Oiapoque ao Chuí. A obviedade desta declaração decorre do fato de, estarrecidos, tomarmos conhecimento de que, enquanto o Congresso Nacional e a imprensa se dedicam, intensamente, há quase um ano a denúncias e ao combate à corrupção, ainda que ocorrida em legislaturas anteriores, o importante e altamente lesivo projeto de lei nº 4776, encaminhado pelo Poder Executivo, dispondo sobre a gestão de florestas públicas, foi aprovado em regime de urgência, sem que a opinião pública sequer tivesse chance de pronunciar-se.
Há anos o Movimento em Defesa da Economia Nacional – MODECON, fundado e presidido até o último alento pelo indigne estadista BARBOSA LIMA SOBRINHO, falecido em 2000, tem combatido sistematicamente a corrupção e defendido a ética na política. Esta a posição – até mesmo preventiva – que deveria prevalecer permanentemente no Congresso Nacional.
Percebemos, constrangidos, que denúncias de corrupção ocupam as páginas dos jornais, enquanto textos legais prejudiciais à soberania nacional são aprovados subrepticiamente pelos representantes do povo brasileiro. Lesiva, sem dúvida, é a lei que permite a ocupação onerosa por prazo de até 40 (quarenta) anos de área equivalente a 40% do território nacional, envolvendo áreas estratégicas de fronteira e atingindo interesses adquiridos. Tais dispositivos passam por cima de preceitos constitucionais, conforme recente parecer do Instituto dos Advogados Brasileiros.
Tais dispositivos, combinados com o recentemente instituído Fundo Garantidor das Parcerias Público-Privadas, que admite que bens dominicais da União, dos Estados e dos Municípios sejam oferecidos em garantia do pagamento de tais parcerias constituem clara ameaça de perda de nossas florestas públicas. Razão pela qual endossamos as palavras da economista Ceci Juruá Vieira: "Do meu ponto de vista, a Lei 11.079/04 combina-se com a Lei de Responsabilidade Fiscal e com o atual projeto de concessão de terras na Amazônia, formando um conjunto legal de restrições à atuação soberana do Governo Brasileiro. Formam um tripé jurídico capaz, até, de ameaçar a integridade do território nacional."(grifo nosso)
É conhecida, de longa data, a cobiça internacional sobre a Amazônia. A atuação de notórias figuras nacionais e entidades como a CNDDA (Campanha Nacional em Defesa e pelo Desenvolvimento da Amazônia) têm alcançado vitórias já consagradas nas páginas da nossa História. Mas sabemos da infiltração solerte de "missionários", "cientistas" etc., bem como da biopirataria que atinge a riquíssima biodiversidade de nossa Amazônia (ver, por exemplo, o jornal "Tribuna da Imprensa" de 3 e 4/4/2006, artigos do gen. Hélio Lemos e matéria sobre contrabando de escorpiões e outros aracnídeos) e que reclama imediatas medidas e permanente atenção de todos os brasileiros, em especial os srs. congressistas.
A AMAZÔNIA TEM PRESSA. Nós, brasileiros, também. Estamos mobilizados em sua defesa. Dirigimo-nos, hoje, aos nossos representantes na Câmara de Deputados e no Senado Federal, para que priorizem a defesa da Amazônia e de nossos recursos naturais e minerais.
Cordialmente,
Maria Augusta Tibiriçá Miranda
Presidente

Ao senhor: O prêmio

Na Veja:
J
osé Dirceu está de volta. Aos poucos, e de forma ainda discreta, o ex-ministro da Casa Civil começa a reocupar o posto que ocupou em 2002, o de coordenador de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Desde novembro, quando perdeu mandato e teve cassado o direito de se candidatar até 2015, Dirceu não parou de falar com o presidente nem de fazer o que sempre fez: articulações políticas. O homem forte do início do governo petista faz excursões domésticas para monitorar a campanha à reeleição nos Estados e até viagens ao exterior para fortalecer o nome e a imagem de Lula. Em quatro meses e meio Dirceu já visitou duas vezes a Venezuela. Em pelo menos uma delas encontrou-se com o presidente Hugo Chávez, que jantou com Lula na noite de quinta-feira. Cuba, Espanha, Argentina e Estados Unidos completam a lista dos roteiros internacionais do ex-chefe da Casa Civil desde a cassação. O ex-ministro também mantém conexão com empresariado. Há dez dias, sentou à mesa do presidente de um banco e do representante de uma agência internacional de notícias no Brasil em jantar oferecido pelo empresário Lawrence Pih, presidente da Moinho Pacífico (trigo) e um dos primeiros empresários a manifestar apoio público ao PT. O retorno do ex-ministro Civil à cena política ficou evidente há 12 dias, quando ele apareceu em Juiz de Fora, Minas, no dia em que Itamar Franco anunciou candidatura à sucessão de Lula pelo PMDB. Anthony Garotinho, que já dava sua candidatura como certa, foi pego de surpresa. "É uma candidatura patrocinada por José Dirceu, o chefe do mensalão", reagiu Garotinho. Dirceu desmente que tenha planejado a "operação Itamar" com Orestes Quércia, do PMDB paulista. Há um mês e meio, Dirceu buscou, também, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB); contrariado com o PT, ele ameaçou aliar-se ao PSDB, deixando Lula sem palanque. Dirceu ainda fala muito com os senadores José Sarney (PMDB-AP), Roseana Sarney (PFL-MA) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Até com Tarso Genro, seu desafeto dentro do PT, o ex-ministro foi visto em Brasília. "Eu disse ao Zé Dirceu que ele tem o direito de se mover politicamente, porque a morte civil não chegou no Brasil ainda", provoca Tarso. "A conversa não alterou em nada nossas divergências. Trocamos idéias sobre o país, o PT e as eleições e o governo vê com naturalidade os seus movimentos." A agenda de Dirceu também inclui encontros com movimentos sociais, estudantes e universidades. Segundo sua assessoria, o ex-ministro tem sido muito procurado por essas entidades. Em plenárias com militantes, Dirceu anuncia ainda a sua próxima missão: reunir 1 milhão de assinaturas para tentar anabolizar projeto de lei pedindo sua anistia política ao Congresso, a partir de 2007.

TV Paga

Possíveis e impossíveis
O dia em que o jovem Carlos (Murilo Benício) esperou por Julia (Carolina Ferraz) no cinema e ela não apareceu foi crucial em sua vida. “Amores Possíveis”, mostra três rumos diferentes que, 15 anos mais tarde, seus destinos...
Veja o filme.

Consciências Obliteradas

O culpado não dava fé, nem de longe, de que se pudessem ressentir de impuridade, ou, sequer, se indelicadeza, os estilos de aliciar apologias da administração, à custa, à revelia e às encobertas dos contribuintes. Não percebia que o Gôverno enganava os contribuintes, a quem deve lisura e verdade nas contas, quando lhes inculcava de sincera uma publicidade venal, de expressão do sentimento público a do interêsse de escritores vendidos.
Rui Barbosa.
Em: Discursos, Orações e Conferências. Vol. 1 - Livraria Editora Iracema - 1a. Edição - Agosto 1965.

Rolou

Ontem.
Ainda agora.
Fábio Jr.
Feira Agropecuária do D.F.
Lotação esgotada.
Bons negócios.

Link

Leiam


Cordão: Corta-se para viver




















Foto: Renato Chalú/Interfoto

É mais uma das inúmeras notícias que a alternativa Garotinho gerará.
Pessoalmente observo com atenção, desprovido de preconceito sobre o candidato.
Tem conteúdo, já senti.
É um homem sereno. Já ví.
Valoriza a equipe. Sim.
Delega. É verdade.
Tem proposta.Tem.
É sensível. É profissional.
Tá no jogo. Tá.
Não sei afinal.
O preconceito é grande.
Garotinho prega fim de superávit primário
SERGIO TORRES
da Folha de S.Paulo
O pré-programa econômico da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB-RJ) à Presidência da República prevê a redução e eventual eliminação do superávit primário (economia para pagamento dos juros da dívida), o controle da entrada e saída de capitais, a redução da taxa de juros, a administração do câmbio e um pacto pela estabilidade dos preços.
As propostas econômicas de Garotinho foram elaboradas por uma comissão coordenada pelo economista Carlos Lessa, primeiro presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Filiado ao PMDB desde a sua fundação --antes, já era um histórico do MDB-- , o nacionalista Lessa recebeu no ano passado o convite para elaborar o programa de governo do partido. O convite não foi feito por Garotinho, mas pelo deputado federal Michel Temer (SP), presidente do PMDB.
Desde o início de sua pré-campanha, Garotinho assumiu as propostas de Lessa. O ex-governador circulou pelo país defendendo o que o ex-presidente do BNDES propõe no até agora batizado "Pré-Programa de Governo - Para Mudar o Brasil".
O pré-programa só deverá virar oficialmente programa após o PMDB definir se terá candidato próprio à sucessão de Lula. Caso seja escolhido na convenção, marcada para junho, Garotinho já disse que adotará o programa.
O pré-candidato tem repetido em discursos e reuniões políticas as propostas econômicas da equipe sob o comando de Lessa.
Contra o neoliberalismo
Em artigo para a revista "Para Mudar o Brasil", que será lançada ainda neste mês pelo PMDB, Garotinho repudia, a exemplo de Lessa e equipe, o neoliberalismo.
"É preciso repudiar essa tentativa de instituir um só pensamento na economia. É perfeitamente possível romper com o atual modelo e se caminhar para uma alternativa sustentada, que tenha como metas o crescimento econômico e o enfrentamento dos problemas sociais do país", diz.
De acordo com o pré-programa econômico proposto ao PMDB, "a macroeconomia de curto prazo que se nutre do próprio fracasso (...) precisa ser substituída por uma economia do desenvolvimento, com uma combinação de políticas monetária e fiscal que nos coloque no rumo do pleno emprego".
Ainda segundo o pré-programa, o superávit primário, "no nível praticado hoje, significa que o governo retira da economia cerca de R$ 80 bilhões por ano, recolhidos do povo, para pagar parte dos juros da dívida".
"O primeiro efeito é produzir uma transferência de renda dos pobres (os maiores pagadores de impostos) para os ricos (que detêm os títulos da dívida)."
Garotinho assumiu o compromisso de aplicar os R$ 80 bilhões em educação, saúde, habitação popular, reforma agrária, agricultura, saneamento, infra-estrutura, segurança e defesa.
"Milhões de empregos diretos poderão ser criados assim", prevê o pré- programa, que defende que os investimentos não gerarão inflação, "pois não se trata de emissão primária de moeda", mas de "dinheiro que foi retirado da sociedade por meio de impostos".

Uma questão de opinião

A figura do Presidente da República é decisiva onde a ordenação está posta na Carta.
Caloteiros, os fazendeiros?
Não entendí!

New Journalism

New´s from Bonna:
RACHA
O deputado Raimundo Santos foi identificado como o mentor do racha na Assembléia de Deus. Ele está proibido de entrar nas igrejas do interior. As exceções são Ananindeua, Marituba e Abaetetuba.

95 ANOS
Em função do racha, os 95 Anos da Assembléia de Deus, no Pará, serão comemorados em duas festas distintas em tudo. Uma comandada por Gilberto Marques e outra por Samuel Câmara. Ambas no dia 18 de junho.

HOSPITAL
O Hospital Galileu, mantido pela Assembléia de Deus, na rodovia Mário Covas, receberá injeção financeira da rica igreja sueca. Por sinal, dois suecos fundaram a instituição no Pará, a primeira no Brasil.

Sorriso em lágrimas

O Blog não abre mão.
Este espaço está reservado para o pensamento da reação.

A Amazônia sob regime de “soberania relativa”

















Esse retrato foi feito por jornalistas que estão sendo processados pelas mais poderosas ONG´s internacionais que trabalham para internacionalizar a Amazônia e recolonizar o Brasil.
Também está disponível em "cartilha" na forma impressa. Interessados poderão entrar em contato com Lorenzo Carrasco/Rio de Janeiro, fone --21 22663420.

A Amazônia como um “bem público mundial”
A “segunda onda” de miséria na Amazônia

As Forças Armadas e “guerra de quarta geração”

A “conquista verde” do Oeste paraense
O “plano de guerra” do Greenpeace BR-163: como bloquear um projeto vital sem se sentir culpado
A campanha contra a BR-163
ONGs querem “blindar” Manaus-Porto Velho


A Amazônia sob regime de “soberania relativa”

Rio, 17/abr/06 - Há vinte anos, dificilmente algum brasileiro poderia imaginar que um dia veria a Amazônia ser “patrulhada” por organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, que, ainda por cima, teriam voz ativa na determinação do futuro da região e do próprio desenvolvimento do País, deixando em segundo plano os interesses maiores da sociedade. Da mesma forma, poucos pensariam em ver o presidente da República, diligentemente auxiliado pelo seu ministro da Justiça, encontrar um atalho legalista para criar uma reserva indígena gigantesca de uma forma que interdita o desenvolvimento de todo um estado, contrariando a opinião majoritária da população local – inclusive da maioria dos indígenas aí residentes – e dos demais poderes da Nação, e admitir ao governador do estado que o fazia para atender a exigências externas ao País. Igualmente, seria quase delirante imaginar que uma ministra de Estado pediria a ajuda de grupos de pressão estrangeiros para pressionar o seu próprio governo a tomar uma decisão ideologicamente motivada e contrária à opinião da quase totalidade dos setores produtivos nacionais envolvidos no assunto, além de considerável parcela da comunidade científica. Não menos fantasioso seria imaginar vêla celebrar a suspensão do asfaltamento de uma rodovia crucial para a integração Norte-Sul do País, caso da BR-163, como um triunfo histórico para a causa ambiental, além de comandar junto com o ministro da Justiça a expulsão de colonos, algum com 20 anos de posse da terra, de regiões arbitrariamente definidas como reservas naturais. Difícil também imaginar o desinteresse do Congresso Nacional, paralisado por múltiplos escândalos de corrupção, quando aterrissa em Santarém, hoje o maior enclaves de ONGs da Região Amazônica, uma avião da Força Aérea dos EUA, com uma grande delegação de congressistas do país, encabeçada pelo presidente da poderosa Comissão de Finanças do Senado, sem que ninguém sequer questione as razões do interesse de tão importantes representantes pela região. Ou, ainda, supor que a diligente diplomacia brasileira iria contemplar as pressões internacionais que, de fato, estabelecem uma “soberania relativa” sobre a Amazônia, sem uma reação diplomática que crie o necessário contraditório internacional, como se estivesse embalada no sonho de verão de um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Tudo isso tem sido uma rotina na Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, marcada por uma submissão preferencial às estruturas de “governança global” (ou “governo mundial”) que controlam o sistema financeiro e o movimento ambi-entalista-indigenista internacionais, aprofundando uma tendência que vem se manifestando desde o início da década passada, a partir do Governo Collor. Na área ambiental, a influência determinante do aparato ambientalista-indige-nista internacional ficou explicitada nos recentes decretos do Governo Federal, que virtualmente interditam às atividades produtivas vastas áreas no oeste do Pará, deixando cerca de 30 mil desempregados em apenas quatro municípios (isto por um governo que apostava em tudo “pelo social”) e, ainda mais grave, configurando um quadro em que já se torna questionável a soberania efetiva do Estado brasileiro sobre a totalidade do território nacional – para o que já se criaram expressões como soberania “relativa”, “restrita”, “limitada” ou “compartilhada”. Com freqüência cada vez maior, os processos decisórios sobre atividades econômicas, projetos de infra-estrutura e a destinação geral de grandes áreas do País não acontecem mais em território nacional, mas, de fato, têm ocorrido em Amsterdã, Londres ou alguma cidade dos EUA ou do Canadá, sendo implementados por meio das pressões de ONGs estrangeiras e suas associadas locais. Neste contexto, cabe ao governo brasileiro apenas acomodar-se aos desígnios de tais estruturas de “governo mundial”, afastando-se cada vez mais dos interesses legítimos da cidadania brasileira. Para complicar o quadro, prevalece entre a opinião pública brasileira e mundial uma desinformação generalizada sobre a Amazônia, que, devidamente insuflada pelos ambientalistas radicais, leva até mesmo pessoas educadas a acreditar cegamente nos grandemente exagerados relatos sobre a “devastação” da região. Um dos equívocos, por exemplo, é a confusão entre a instituição jurídica Amazônia Legal, que abrange 61% do território nacional, e a própria floresta equatorial amazônica (rainforest, na língua franca do ambientalismo internacional), cujo índice de desmatamento não chega a 5% de sua área total, sendo a maior parte dele decorrente da implantação e ampliação de núcleos urbanos. Quanto ao avanço da fronteira agrícola, a maior parte dele está ocorrendo sobre áreas de cerrado e de transição cerrado-floresta, que representam menos de 10% de toda a região (ver quadro). Por conta dessa “propaganda enganosa”, grande parte da população das outras regiões do País, especialmente no Sul-Sudeste, já começa a dar crédito aos argumentos falaciosos sobre a “intocabilidade” da Amazônia, sem se dar conta de que o mesmo tipo de pretextos pode ser – e tem sido – usado nas campanhas ambientalistas contra toda classe de empreendimentos e projetos em suas próprias regiões. Por outro lado, o alarmante desgaste do papel do Estado também pode ser visto nas favelas das grandes cidades, onde a crescente deterioração socioeconômica abriu caminho para a proliferação do narcotráfico. Este já domina verdadeiros “territórios liberados”, nos quais a jurisdição e as leis do Estado são apenas peças de ficção e onde até mesmo as forças de segurança pública só conseguem penetrar em rápidas incursões armadas – que, com freqüência, deixam vítimas entre as populações locais. A isso, soma-se a escalada de ações violentas das redes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, desde há muito, perdeu qualquer resquício de legitimidade para se apresentar como movimento social e já se encontra visivelmente em uma fase de ações pré-terroristas, com a destruição deliberada de propriedades privadas, inclusive instalações de pesquisa científica, como o laboratório da Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS). A agressividade e audácia dos “sem-terras”, que representam um achincalhe ao estado de direito e à cidadania, crescem ao amparo da maldisfarçada complacência e omissão da cúpula do Governo Lula, que não mostra qualquer interesse em reprimir “companheiros” ideológicos, ao mesmo tempo em que o próprio governo se desintegra. A submissão do Governo Lula a essa agenda supranacional ficou evidenciada em abril de 2005, com a demarcação em área contínua da reserva indígena Raposa/ Serra do Sol, no nordeste de Roraima, a segunda maior do País, com 1,7 milhão de hectares. De forma emblemática, a decisão foi tomada contra a opinião majoritária da população do estado, inclusive de grande parte dos indígenas da área, a maioria aculturada e integrada na sociedade local. Igualmente contrariados foram bem fundamentados pareceres do Poder Judiciário federal, do Senado, da Câmara dos Deputados e das Forças Armadas, que recomendavam uma demarcação descontínua. Na ocasião, em meio a protestos generalizados da população do estado, o governador Ottomar Pinto afirmou à Folha de S. Paulo (24/04/2005) ter ouvido do próprio presidente da República que a medida tinha inspiração externa: “O presidente Lula disse na minha frente e da bancada (de RR) que toda vez que ia ao exterior recebia pressões e reclamações favoráveis à homologação da reserva. Disse que ele tinha pressa em atender a essas demandas.”A Amazônia como um “bem público mundial”
É sintomático que, semanas antes, as antigas desconfianças brasileiras quanto às intenções de potências hegemônicas em relação à Amazônia haviam sido nova-mente despertadas por um intrigante discurso do ex-comissário de Comércio da União Européia (atual diretor-geral da Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy. Em 21 de fevereiro de 2005, em uma palestra realizada em Genebra, Suíça, sobre o tema “As lições da Europa para a governança global”, Lamy afirmou que a floresta amazônica e as demais florestas tropicais do planeta deveriam ser consideradas “bens públicos mundiais” e submetidas a uma gestão coletiva pela comunidade internacional. Em 27 de maio, em Bruxelas, a pretexto de comentar o desmatamento da Amazônia, o sucessor de Lamy na UE, Peter Mandelson, repetiu o uso do conceito, reafirmando que o Brasil precisava frear a destruição de um “bem público mundial”. O requentamento do discurso sobre a “internacionalização” da Amazônia ocorre em paralelo com a adoção do conceito de “soberania efetiva” pelas lideranças militares do atual Governo dos EUA, o qual foi apresentado pelo secretário de Defesa Donald Rumsfeld na V Conferência de Ministros da Defesa das Américas, em Santiago do Chile, em novembro de 2002. Segundo ele, o preceito se aplicaria a quaisquer áreas sobre as quais os governos da região não possam, por um motivo ou outro, exercer um pleno controle territorial. Nas discussões, sintomaticamente, as favelas brasileiras foram mencionadas como um exemplo de tais áreas. Os temores brasileiros sobre a Amazônia não são novos. Já na década de 1970, quando surgia o movimento ambientalista internacional, a atitude da diplomacia e de grande parte da intelligentsia brasileira foi de reação veemente diante do que o ex-chanceler João Augusto de Araújo Castro identificava como a manipulação dos temas ambientais para proporcionar um “congelamento do poder mundial”. A partir do final da década seguinte, com o início da ofensiva ambientalistaindigenista contra o Brasil, a região voltou a ser alvo de campanhas internacionais baseadas em uma alegada incapacidade do País de zelar pela integridade do que, para muitos, deveria ser considerado um “patrimônio da humanidade”. O conceito de “soberania limitada” foi usado em uma conferência internacional em Haia, Holanda, em março de 1989, quando o presidente francês François Mitterrand e seu chanceler Michel Rocard exigiram do Brasil a “renúncia a parcelas de soberania” sobre a Amazônia, supostamente para facilitar a resolução dos problemas ambientais da região. Já então, a despeito de uma intensa reação de setores nacionalistas, inclusive das Forças Armadas, e à diferença da fase inicial do movimento ambientalista, a diplomacia brasileira, a partir da fase final do Governo Sarney (1985-90), tratou de acomodar a política externa do País às pressões externas sobre os assuntos ambientais. No Governo Collor (1990-92), a adesão explícita a tais estruturas hegemônicas externas pode ser vista na nomeação do secretário de Meio Ambiente José Lutzenberger, um dos principais agentes locais do aparato ambientalista internacional, e na homologação da gigantesca reserva indígena ianomâmi, na fronteira do Amazonas e de Roraima com a Venezuela, em novembro de 1991. Em seu governo, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), um adepto da “governança global”, também fez reiteradas concessões ao aparato ambientalistaindigenista, como aprofundar a política de delimitação de enormes reservas ambientais e indígenas e determinar por Medidas Provisórias controvertidas mudanças no Código Florestal, que inviabilizam atividades produtivas em muitas propriedades rurais. No mesmo período, o aparato ambien-talista-indigenista, encarnado em uma aliança de ONGs com setores do Ministério Público e da mídia, obteve numerosos sucessos ao obstaculizar grandes projetos de infra-estrutura energética e viária, inclusive o desenvolvimento do transporte hidroviário nas regiões Centro-Oeste e Amazônica. Não sem motivo, FHC costuma referir-se às ONGs como “organizações neogovernamentais”. Da mesma forma, FHC não só pouco fez para conter as agressões do MST e congêneres ao estado de direito, como ajudou a sustentar a sua existência, com a concessão de cestas básicas e outras benesses oficiais aos “sem-terras”. Essa contínua erosão da soberania do Estado nacional brasileiro sobre o seu próprio território e os destinos do País, que só tem se ampliado desde o início da década passada, se torna ainda mais séria com a submissão dos sucessivos governos do período à “globalização” financeira e aos ditames dos “mercados” especulativos. Somados, os dois fatores são diretamente responsáveis pela estagnação socioeconômica que tem bloqueado o progresso do País, em uma situação que, se não começar a ser revertida no futuro imediato, poderá elevar as tensões internas ao limite de ruptura do tecido social e até mesmo ameaçar a unidade política nacional. Em particular, as investidas do aparato ambientalista-indigenista podem ser consideradas autênticas ações de guerra irregular contra a soberania nacional, ou “guerra de quarta geração”. Este último conceito, que está sendo discutido entre certos círculos militares e estratégicos da América do Norte e da Europa, se refere a campanhas em que um Estado nacional se defronta com oponentes não-estatais, como organizações terroristas e/ou criminosas – ou, no caso brasileiro, ONGs contrárias ao desenvolvimento nacional. Na Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, todo esse quadro de erosão da soberania do Estado nacional só tem se agravado. Com a visível queda do seu apoio interno entre a população, em especial os setores produtivos, Lula se aferra às forças externas e estruturas de “governança global” representadas pelos “mercados” e pelo aparato ambientalista-indi-genista, ambos controlados pelas oligarquias do Hemisfério Norte. Em conseqüência, independentemente dos desdobramentos das investigações sobre a corrupção de seu governo, algumas concessões de Lula ao aparato ambi-entalista-indigenista representam, apenas por si mesmas, fontes de questionamento à sua permanência no cargo máximo da Nação.

A “segunda onda” de miséria na Amazônia

Atualmente, aproxima-se de um quinto a fração do território nacional delimitada para reservas indígenas ou áreas de proteção ambiental de diversos tipos. Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro e fora do governo, com as restrições de uso propostas para os entornos de certos eixos viários, como as rodovias BR-163, BR-319 e outras, a área que ficará interditada a atividades econômicas modernas poderá chegar a um terço do território do País. Tal proporção somente foi observada em alguns países africanos submetidos ao jugo do Império Britânico, onde as grandes reservas naturais foram criadas especificamente com o propósito de “esterilizar” seus territórios, para dificultar ainda mais a modernização daqueles países no período pós-colonial. Na Região Amazônica, carente de população e um processo de desenvolvimento baseado em atividades econômicas modernas e plenamente integra-das ao restante do País, a proporção de áreas “interditadas” ou de “uso restrito” pode chegar facilmente a 50% do território da Amazônia Legal, afetando particularmente os projetos de infra-estrutura viária e energética. Uma conseqüência disso poderá ser a perpetuação da pobreza de grande parte da população da região, que tem padecido historicamente com a precariedade das atividades extrativistas, como ocorreu durante o ciclo da borracha no início do século XX, depois que os britânicos piratearam a seringueira para suas colônias no Sudeste Asiático. Para que essa “segunda onda” de pobreza e miséria seja impedida, será imprescindível neutralizar os planos delirantes e anti-humanos dos ambientalistas radicais.


As Forças Armadas e “guerra de quarta geração”

Por ocasião do início da ofensiva ambi-entalista-indigenista, no final da década de 1980, as Forças Armadas brasileiras já manifestavam uma crescente preocupação estratégica com a Região Amazônica, que, após a Guerra das Malvinas, em 1982, e a emergência do narcoterrorismo na Colômbia e no Peru, passou a ser considerada o teatro das principais hipóteses de conflito para o País. Para reforçar a presença militar, foram para lá transferidas unidades de outras regiões, principalmente do Exército. Além disso, foi elaborado o Projeto Calha Norte, que previa uma densificação da ocupação da fronteira setentrional a partir de uma cadeia de bases e instalações militares, as quais deveriam servir como núcleos de povoamento, em consonância com ações de outros órgãos governamentais. Porém, hoje, a principal ameaça externa para a Amazônia não é uma eventual invasão militar convencional, mas a invasão real “de quarta geração” das ONGs ambientalistas-indigenistas, contra as quais não é possível uma resposta estritamente militar. Um dos principais elementos do conceito de guerra de quarta geração é o virtual desaparecimento de uma fronteira nítida entre o campo de batalha militar e a sociedade, bem como entre combatentes e cidadãos civis, com os fatores de ordem mental e moral assumindo uma importância tão grande quanto os de natureza militar. Ou seja, a conscientização e a determinação dos “combatentes” se torna tão relevante como o armamento físico. Por isso, a reação contra essa ameaça terá que vir dos cidadãos comuns mobilizados em ações de resistência cívica, criando na sociedade um verdadeiro contraditório em defesa da soberania e do desenvolvimento socioeconômico, que faça um uso construtivo e racional dos seus enormes potenciais de recursos humanos e naturais. Tal mobilização deverá mostrar os danos sociais causados pelo radicalismo ambientalista-indigenista, o qual se expressa, sem qualquer exagero, em literalmente milhões de empregos perdidos ou não-criados por conta das absurdas exigências políticas e legais de um movimento ideológico inerentemente antiprogresso e anti-humano. Da mesma forma, É preciso que a eficiente diplomacia brasileira deixe de lado, urgentemente, ilusões como a de um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, e retome plenamente a orientação independente que a marcou na década de 1970, em relação à agenda de “governo mundial”. Sem essa convergência de atitudes entre a cidadania e certos setores do aparelho do Estado conscientes da necessidade de uma mudança de rumo, o futuro da Amazônia e do próprio Brasil poderá ser sombrio.


A “conquista verde” do Oeste paraense

Depois de anos sob o fogo cerrado das campanhas do movimento ambientalistaindigenista, os produtores rurais do oeste do Pará decidiram partir para a contraofensiva, desfechando um duro ataque contra o Greenpeace, a organização nãogovernamental (ONG) transnacional que coordena a campanha “verde” na região. Em março, os produtores da região de-ram início ao movimento “Fora Greenpeace!”, que inclui um esforço de esclarecimento público sobre as ações do aparato ambientalista-indigenista e suas motivações políticas contrárias aos interesses nacionais. Como parte da iniciativa, no início de abril, centenas de automóveis já circulavam pelas ruas de Santarém (PA) com adesivos com a inscrição: “Fora Greenpeace. Amazônia é dos brasileiros.” Como informa em seu sítio o jornalista Paulo LeandroLeal (www.pauloleandroleal.com), os produtores, que passaram a monitorar atentamente as atividades da ONG na região, estão convencidos de que os ambientalistas estão a serviço de interesses estrangeiros contrários à crescente presença do Brasil no mercado mundial de produtos agropecuários. Esse trabalho de inteligência constatou os vínculos do Greenpeace com as redes locais da Comissão Pastoral da Terra (CPT), coordenadas pelo padre Edilberto Sena, diretor da Rádio Rural de Santarém, que tem encabeçado uma ativa campanha contra a produção de soja na região. A campanha incluiu uma ação judicial contra a multinacional Cargill, que opera um terminal graneleiro no porto de Santarém, atualmente alvo de um contencioso ambiental por parte do Ministério Público, que chegou a pedir a demolição do porto, por alegados prejuízos ambientais. Significativamente, Leal afirma que o livro Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do Governo Mundial, publicado pelo Movimento de Solidariedade Iberoamericana (MSIa) se tornou o “livro de cabeceira” dos produtores da região. A contra-ofensiva paraense constitui uma bem-vinda manifestação da atitude necessária diante do ambientalismo radical, que representa hoje um dos maiores obstáculos ao pleno desenvolvimento socioeconômico do País, em particular, da Região Amazônica. A receita, baseada no esclarecimento público da agenda externa das ONGs ambientalistas-indige-nistas, tem sido usada com sucesso por outros setores da sociedade brasileira que decidiram dar um “basta” à petulância daqueles radicais profissionais, como foi o caso, por exemplo, da indústria nuclear. Sob esse aspecto, é crucial o conhecimento da estratégia “verde” para transformar grande parte do Pará em um gigantesco santuário ecológico, virtualmente vedado a atividades econômicas que ultrapassem o nível da mera subsistência. O “plano de guerra” do Greenpeace
Em novembro de 2003, o Greenpeace divulgou o relatório Estado de conflito – uma investigação sobre grileiros, madeireiros e fronteiras sem lei no estado do Pará, na Amazônia (Fig. 1). Elaborado na sede internacional da ONG, em Amsterdã, e também publicado em inglês, o documento pinta “um panorama dramático de uma região brasileira que parece caminhar em direção a um futuro sem lei” – especificamente, “duas das mais agressivas fronteiras de extração madeireira do Pará: as regiões de Porto de Moz e Prainha, na margem esquerda do rio Xingu, e a Terra do Meio, uma grande área de floresta relativamente intacta localizada entre os rios Xingu e Tapajós”. Segundo o texto, “a exploração madeireira e a pecuária são, atualmente, as principais forças por trás da apropriação ilegal de terras nestas localidades. O desenvolvimento destas indústrias avança nessas regiões, atropelando o poder da lei. Na tentativa de salvar o que restou das florestas primárias do Pará nestas áreas, comunidades locais, organizações não-governamentais (ONGs) e setores do governo brasileiro estão engajados na luta por um modelo alternativo de uso da terra, baseado na posse comunitária e no estabelecimento de uma rede de áreas protegidas”.O caráter antidesenvolvimentista do documento é manifesto: “O PPA de Lula pretende aumentar a produção anual de grãos do País (liderada pela soja) dos atuais 120 milhões de toneladas para 150 milhões de toneladas em 2007, e triplicar as exportações de carne de 1 milhão de toneladas para 3 milhões de toneladas por ano... Para transportar esta gigantesca produção para portos exportadores e alcançar os consumidores, o Brasil pretende construir ou melhorar 5.500 quilômetros de estradas e recuperar outros 43 mil quilômetros, assim como instalar 2.400 quilômetros de ferrovias e implementar 10 mil quilômetros de hidrovias. O estado do Pará deve se beneficiar de vários investimentos do governo federal. Entre as estradas a serem pavimentadas ou recapeadas estão a BR-163 (Cuiabá-Santarém) e a rodovia Transamazônica (entre Marabá e Altamira). Os portos exportadores de Belém e Santarém serão modernizados, a hidrelétrica de Tucuruí terá sua capacidade aumentada e Belo Monte – controverso projeto de construção uma hidrelétrica no rio Xingu, próximo de Altamira, entre Porto de Moz e a Terra do Meio – terá os estudos de viabilidade finalizados. Todos estes projetos representam uma má-notícia para o meio ambiente e para as comunidades locais na Amazônia. (...)” Nas conclusões, a ONG apresenta às autoridades estaduais e federais a sua lis-ta de exigências (“Demandas do Greenpeace”), entre elas: 1. Criação das Unidades de Conservação para uso exclusivo de extrativistas e ribeirinhos nos municípios de Prainha e Porto de Moz. 2. Suspensão de toda exploração madeireira em escala industrial em Porto de Moz e Prainha. 3. Implementação de uma moratória para todas as atividades industriais que ameacem a integridade das gran-des áreas desprotegidas remanescentes na Terra do Meio. 4. Estabelecimento de uma rede de áreas protegidas na Terra do Meio através da aplicação do zoneamento participativo e e consentido por povos indígenas e as comunidades locais, e através da aplicação da abordagem ecossistêmica para proteção biológica. O lançamento do relatório foi feito em conjunto o início de uma incursão naval do Greenpeace na Amazônia, com o navio Arctic Sunrise, que penetrou até a região de Porto de Moz, para pressionar o governo brasileiro a implantar a reserva Green Forever (nome posteriormente “nacionalizado” para Verde para Sempre). Desta feita, porém, os planos da ONG não saíram totalmente como o esperado, já que, em 19 de novembro, centenas de madeireiros, trabalhadores, comerciantes e outros cidadãos invadiram o cais de Porto de Moz, onde estava ancorado o navio, dando aos ambientalistas uma ruidosa dose do seu próprio remédio e obrigando a tripulação a levantar ferros e se retirar. Capa do “plano de guerra” do Greenpeace para a conquista do Oeste do Pará Ao mesmo tempo, manifestantes iniciaram o bloqueio da rodovia Transamazônica na região de Altamira, deixando 90 caminhões e máquinas agrícolas atravessados nos dois sentidos da estrada. Em apoio ao protesto, empresários e comerciantes fecharam 95% das lojas de Altamira, com faixas dizendo “Fora do Pará, Greenpeace” e “O IBAMA está nos impedindo de trabalhar”. Outra inesperada propaganda negativa para a ONG foi a morte da ativista inglesa Emily Craddock, que, supostamente, caiu do navio e se afogou no rio Amazonas, aparentemente, por efeito de álcool (ou de drogas). Sintomaticamente, na revista IstoÉ de 3 de dezembro de 2003, a jornalista Darlene Menconi já havia chamado a atenção para as “noites românticas” regadas a álcool a bordo do Arctic Sunrise. A despeito dos reveses momentâneos, a influência ambientalista sobre o Governo Lula se manifestou quando, um ano depois, o presidente da República assinou um decreto criando duas gigantescas reserva extrativista na Terra do Meio: a Verde para Sempre, com cerca de 1,3 milhão de hectares, e a Riozinho do Afrísio, com de 0,7 milhão de hectares. São mais de 2 milhões de hectares para uso exclusivo de “comunidades tradicionais” que habitam a região, que só poderão explorar seus recursos naturais por meio do primitivo método extrativista, a mais antiga forma de exploração da natureza conhecida pelo homem e uma receita infalível para a estagnação socioeconômica – e, por isso mesmo, defendida com unhas e dentes pelas ONGs ambientalistas como sendo o único meio de assegurar a exploração de recursos naturais de forma “sustentável”. Em fevereiro de 2005, logo após o assassinato da freira estadunidense Dorothy Stang, em Anapu (PA), vítima de grileiros locais, antes de qualquer investigação oficial, a ministra do Meio Ambiente Marina Silva insinuou que os madeireiros estariam envolvidos no crime e aproveitou para invectivar a classe: “Os madeireiros não são pessoas de bem, são escórias que vêm de várias partes do país. Digo isso porque não é justo dizer que são mineiros ou paulistas. São pessoas muito barra pesada, que usam a lei do gatilho e afrontam o Estado (Folha de S. Paulo, 14/02/05). Com a grande repercussão internacional do caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu antecipar um “pacotaço verde” para a região, que estava sendo adredemente preparado nos bastidores do Ministério do Meio Ambiente, sob a influência das ONGs. Em uma única canetada, foram “esterilizados” nada menos que 12 milhões de hectares de terras, entre interdições ao longo da rodovia Cuiabá-Santarém (8,2 milhões de hectares), estações ecológicas (3,4 milhões de hectares) e um parque nacional (445 mil hectares). Dias depois, em 22 de fevereiro, durante uma visita a um assentamento rural em Sidrolândia (MS), o presidente se juntou à sua ministra no ataque aos madeireiros: “A morte dos sindicalistas e da freira não é por acaso. É uma atitude pensada de alguns empresários do setor madeireiro que estão revoltados com a nossa política, não só no Pará, mas em toda a Amazônia (Dourados News, 23/02/2005).” Em março de 2006, às vésperas da sua visita de Estado à Grã-Bretanha, onde se encontraria com o príncipe Philip, presidente emérito do WWF, Lula cedeu às pressões e ampliou ainda mais as “conquistas” do aparato ambientalista no Oeste do Pará, transformando a área interditada no ano anterior em Distrito Florestal e delimitndo outros 6,4 milhões de hectares como áreas de preservação, num total de 16 milhões de hectares (ver mapa 2 na página 15). Enquanto Lula chegava a Londres, o Greenpeace, juntamente com membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém, ligado à Comissão Pastoral da Terra (CPT), promoveram uma ruidosa manifestação na chamada Gleba Pacoval, a 120 km de Santarém, desfraldando uma faixa de 2.500 metros quadrados com os dizeres “100% Crime”, cuidadosamente escolhidos por terem o mesmo significado em inglês, a qual foi, natural-mente, transmitida para todo o mundo. Criadas as reservas e obstaculizadas as obras de infra-estrutura na região Oeste do Pará, a próxima fase almejada pelo aparato ambientalista é a retirada forçada dos seres humanos “indesejáveis” das áreas de proteção integral, o que, por sinal, já foi iniciado em fevereiro, na Estação Ecológica da Terra do Meio. Entretanto, a recente reação desfechada contra as ações do Greenpeace em Santarém parece indicar que os “verdes” foram longe demais e acabaram despertando o velho espírito “cabano” da população local. Quem sabe, os paraenses estejam fartos dessa ideologia anti-natural que desconsidera as legítimas aspirações dos seres humanos ao progresso e os rebaixam ao nível dos animais. INÍCIO


BR-163: como bloquear um projeto vital sem se sentir culpado

Um velho ditado brasileiro diz que o caminho que leva ao inferno está pavimentado com boas intenções. A novela da conclusão da pavimentação da rodovia BR-163, que ora se assemelha a uma comédia pastelão, ora assume um caráter de tragédia, representa um exemplo didático de como a ideologia ambientalistaindigenista, mesmo quando envolvida nas melhores intenções, pode produzir efeitos perniciosos para as populações humanas, ao obstaculizar empreendimentos necessários ao progresso delas. No final de março de 2004, um grupo de ONGs e órgãos públicos de pesquisa (entre eles a Embrapa e o Museu Paraense Emílio Goeldi) elaborou a chamada Carta de Santarém, na qual apresentavam elementos para o futuro Plano de Desenvolvimento Territorial Integrado e Sustentável da Região de Influência da BR-163. A maior parte das sugestões foi acatada pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) instituído para consolidar a iniciativa, mais conhecida como Plano BR-163 Sustentável. Apresentada para consultas públicas a partir de julho do mesmo ano, a versão inicial do plano implica, simplesmente, em um vasto programa de desenvolvimento regional sob a ótica da proteção ambiental. A região de influência definida para a rodovia abrange 71 municípios do Pará e do Mato Grosso, área habitada por aproximadamente 2 milhões de pessoas, com uma extensão total de 1,23 milhão de km2 (123 milhões de hectares), correspondentes a 24,6% da Amazônia Legal e 14,47% do território nacional (ver mapa). O texto apresentado admite que “o estado precário das rodovias na região tem sido, ao longo dos anos, um grande obstáculo para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de sua população. Por essa razão, a pavimentação dessa rodovia tem sido longamente reclamada pelos segmentos sociais e empresariais que dela necessitam para o escoamento dos seus produtos e para o atendimento às suas demandas básicas. Essa reivindicação de mais de três décadas é agora uma das prioridades do Governo Federal para a Amazônia”. Porém, adverte: “Para que os benefícios sociais e econômicos alcancem toda a população do seu entorno, a pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém demanda um conjunto de políticas integra-das para o desenvolvimento regional, voltadas a prevenção e mitigação de potenciais impactos sociais e ambientais negativos. Esses impactos incluem tendências de aumento de migrações desordenadas, grilagem e ocupação irregular de terras públicas, concentração fundiária, desmatamento e exploração não-sus-tentável dos recursos naturais, aumento da criminalidade e agravamento das condições de saúde pública. Tudo isso agravado pela presença ainda insuficiente do poder público na região.” E aponta: “Em suma, a elaboração e a implementação do Plano BR-163 Sustentável envolvem os seguintes desafios: 1) implementação, em tempo hábil, de ações de prevenção e controle de problemas socioambientais relacionados à pavimentação da estrada; 2) garantia de mecanismos participativos de construção do desenvolvimento, possibilitando o diálogo entre diversos setores da sociedade, contando com a mediação do Estado; 3) fortalecimento da organização e participação de setores sociais tradicionalmente excluídos das decisões sobre políticas públicas; 4) efetivação de parcerias intergovernamentais (União, Estados e Municípios); 5) viabilização, em bases sustentáveis, de oportunidades sócio-eco-nômicas entre os diversos grupos da sociedade (produtores familiares, comunidades indígenas, extrativistas, ribeirinhas e outras populações tradicionais, madeireiros, pecuaristas, garimpeiros, etc.) e 6) fortalecimento das instituições públicas.” É escusado comentar que se a pavimentação completa da rodovia tiver que esperar que todos esses requisitos sejam cumpridos, será preciso que todas as instâncias da administração pública estejam sintonizadas com os mesmos objetivos de progresso, o que raramente tem ocorrido na história brasileira. Assim, o governo federal e os ambientalistas dentro e fora dele podem lavar as mãos e afirmar que fizeram a sua parte para assegurar as metas de “desenvolvimento sustentado”. Quanto à população que seria diretamente beneficiada pelo projeto, possivelmente, ela terá que esperar pela emergência de um governo nacional efetivamente comprometido com o bem comum, que colo-que os verdadeiros interesses nacionais acima de ideologias irracionais. A campanha contra a BR-163.
Uma das pontas de lança da estratégia do aparato ambientalista-indigenista internacional e seus apoiadores encastelados no governo brasileiro, para manter o desenvolvimento amazônico dentro dos critérios definidos pela cartilha “verde”, é a determinação de impedir a todo custo o asfaltamento das escassas rodovias que cortam a região. Entre elas, tem sido particularmente visada a conclusão do asfaltamento da Cuiabá-Santarém (BR163), para a qual falta um trecho de cerca de 850 km, quase todo no estado do Pará. Por isso, é bastante esclarecedora uma revisão da cronologia da campanha contra a rodovia. Maio de 1999 – Uma caravana de caminhões encabeçada pelo empresário Blairo Maggi percorre toda a extensão da rodovia, para chamar a atenção sobre a sua importância socioeconômica. Na ocasião, Maggi afirmou que o asfaltamento beneficiaria cerca de 20 milhões de hectares de terras produtivas, permitindo uma produção de 60 milhões de toneladas de grãos e beneficiando muitos municípios muito pobres atravessados pela rodovia. Março de 2000 – O Instituto Socioambiental (ISA) e o Woods Hole Research Center dos EUA, com o patrocínio da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), divulgam o relatório Avança Brasil: os custos ambientais para a Amazônia, o qual con-dena as rodovias amazônicas, em especial a BR-163. Julho de 2000 – A ONG Conservation International lança o relatório Transformando o arco do desmatamento no arco do desenvolvimento sustentável, sugerindo a criação de um virtual “cordão sanitário” de reservas ambientais, indígenas e de assentados, para conter o avanço da “fronteira agrícola” na Amazônia. Agosto de 2002 – Um editorial do jornal The New York Times critica duramente as autoridades brasileiras por sua suposta “conivência” com a proliferação das queimadas na Amazônia, além de condenar o asfaltamento da BR-163. Agosto de 2003 – O governo de Mato Grosso assina um protocolo de intenções para a formação de um consórcio privado para a pavimentação da BR-163. Na ocasião, o agora o governador Blairo Maggi definiu o projeto como o caminho do desenvolvimento do país e prometeu elevar a produção de grãos do Estado de 17 milhões para 45 milhões de toneladas, em dez anos.

– O Fundo Mundial para a Natureza(WWF) deflagra uma campanha internacional para definir critérios “ambientalmente sustentáveis” para a produção agropecuária em países do Terceiro Mundo. – A ONG Friends of the Earth (Ami-gos da Terra) lança o portal antidesenvolvimentista “Sinal Vermelho”, listando as “obras malditas” na Amazônia. Setembro de 2003 – O New York Times publica um artigo do correspondente no Brasil, Larry Rohter, intitulado “Plantadores de soja cortam fundo na Amazônia”, responsabilizando os produtores de soja pelo “descomunal” desmatamento verificado na região em anos recentes e exigindo, subrepticiamente, o cancelamento da pavimentação da BR-163. O governador Blairo Maggi é criticado por “defender a soja como um motor para o crescimento e desenvolvimento da Amazônia”. Outubro de 2003 – O WWF divulga o relatório The Impacts of Soybean Cultivation on Brazilian Ecosystems (Os impactos do cultivo de soja nos ecossistemas brasileiros), afirmando que a produção de soja no Brasil implica em altos custos associados a desmatamentos de florestas tropicais, poluição atmosférica e negligência com trabalhadores, comunidades locais e direitos indígenas. – Um grupo de 500 ONGs brasileirase estrangeiras envia uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exigindo drásticas mudanças na condução da política “socioambiental” do governo, que estaria tomando sucessivas decisões contrárias aos anseios da “sociedade civil organizada”, como a inclusão no Plano Plurianual (PPA) de inúmeras obras de infra-estrutura na Amazônia, entre elas a BR-163. De forma pouco velada, os signatários afirmam que, em caso de negativa, poderiam contribuir decisivamente para o desgaste da imagem do governo “junto à opinião pública dentro e fora do país”. Novembro de 2003 (18-20) – Seminário “BR 163 Sustentável – Desafios e Sustentabilidade Socioambiental ao lon-go do eixo Cuiabá-Santarém”, em Sinop (MT), com a presença dos ministros Ciro Gomes (Integração Regional) e Marina Silva (Meio Ambiente), do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e um grande número de representantes das ONGs que integram a campanha contra a rodovia. Na ocasião, é apresentado o mapa da “área de abrangência” da BR163, uma área de 1.231.793 quilômetros quadrados (cerca de 14% do território nacional). – Em Amsterdã, Holanda, sua sedeinternacional, o Greenpeace divulga o relatório Estado de conflito – uma investigação sobre grileiros, madeireiros e fronteiras sem lei no estado do Pará, na Amazônia. Janeiro de 2004 – Em Amsterdã, o WWF e uma plêiade de ONGs holandesas e multinacionais promovem o seminário “Produção Sustentável de Soja: Perspectivas para o Futuro, um Sentimento de Urgência”. Um dos resultados do evento foi a criação da Articulação Soja-Brasil, coordenada pela Fundação CEBRAC (Brasília) e patrocinada pelas ONGs holandesas Fundação DOEN, Cordaid e Solidaridad. Fevereiro de 2004 – O governo federal cria o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para a preparação do Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Área de Influência da BR-163. Março de 2004 – O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) assina um convênio com o Instituto Militar de Engenharia (IME) para a elaboração de um estudo de viabilidade técnico-econômica da BR-163. Maio de 2004 – Um consórcio privado, integrado, entre outras, pelas empresas Andrade Gutierrez e Cargill, com o endosso do Governo de Mato Grosso, apresenta uma proposta para concluir a pavimentação da BR-163. Fevereiro de 2005 – Primeira reunião do Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Área de Influência da BR-163. Abril de 2005 – O Instituto Militar de Engenharia (IME) apresenta o estudo de viabilidade técnico-econômica da BR-163, o qual conclui que “o empreendimento é viável sob o ponto de vista público”. R$ 821 milhões para a implementação do trecho faltante, com custos ambientais de R$ 94 milhões. Maio de 2005 – O jornal britânico The Independent (20/05/2005) publica uma virulenta reportagem de primeira página com o título: “O estupro da floresta... e o homem por trás disso” – evidentemente,
o governador Blairo Maggi. – O New York Times publica um editorial intitulado “Amazônia em risco”, argumenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “precisa convencer a si mesmo e à oligarquia agrícola de seu país de que a floresta tropical não é uma commodity para ser explorada para o benefício privado”. Fevereiro de 2006 – Em uma reunião no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anunciar a um grupo de representantes de ONGs ambientalistas o decreto de criação de 16 milhões de hectares de áreas protegidas no Pará, a ministrachefe da Casa Civil Dilma Rousseff anuncia o abandono dos cálculos e mo-delos propostos pelo IME para a pavimentação da BR-163.


ONGs querem “blindar” Manaus-Porto Velho

Sem muito alarde, o presidente Lula e a ministra Marina Silva assinaram, em 2 de janeiro último, um decreto determinando a “limitação administrativa provisória” no entorno da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), abrangendo uma área de 15,4 milhões de hectares, na qual ficam proibidos cortes rasos de floresta e outras formas de vegetação nativa, mas também atividades e empreendimentos de qualquer natureza que possam causar degradação ambiental no perímetro estabelecido pelo decreto. O decreto, além das restrições de ocupação e exploração, estabelece um prazo de sete meses a partir de sua publicação – quando a vigência da limitação provisória termina – para que a destinação da área especificada seja concluída. Trata-se de uma medida para agradar o ambientalismo. A recuperação da BR-319, que está intransitável há mais de uma década, foi paralisada pela Justiça Federal do Amazonas no início do ano passado, por falta de licenciamento ambiental, mas a liminar que impedia as obras caiu em novembro. Os ambientalistas acusaram o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, de manobra eleitoreira por incluir a recuperação da rodovia como prioridade. Contudo, os “verdes” querem mais garantias do governo. Roberto Smeraldi, da Amigos da Terra (Friends of the Earth), tem dúvidas sobre a própria lei que fundamenta a medida (Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, SNUC), onde está dito, por exemplo, que a limitação provisória se aplica so-mente aos casos que ainda não estão em andamento: “E os que já estão lá? Então até que ponto a limitação provisória breca o possível desmatamento na região? Isso pode gerar, por exemplo, uma corrida para se demonstrar que alguém já estava lá, e isso é uma indústria, de pessoas que forjam a ocupação, grileiros. Além disso, uma medida no papel não significa que o Estado está de fato presente no local tomando providências concretas”, questiona Smeraldi. O que Marina Silva e seu séqüito de “ongueiros” querem mesmo é utilizar o “padrão” da BR-163 (Cuiabá-Santarém), que, de tão restritivo, praticamente inviabiliza qualquer empreendimento viário na Amazônia. Nesse esquema, há uma perversa inversão de valores, onde quem determina a ocupação territorial são parâmetros ambientalistas e não o aproveitamento das potencialidades socioeconômicas da região de influência da rodovia. Ou seja, o que sobram são precários corredores de passagem atravessando enormes vazios demográficos – não por acaso, a condição regional favorecida pelos “defensores da natureza”.